Em Cascais há sushi de comer e chorar por mais.

Sushi Del Mar. É no Mercado da Vila, em Cascais.

Gosto de sushi, não é novidade. E de cozinha de influência oriental (é ver o meu blog aqui, que tem muito para abrir o apetite). Mas nisto do japonês sou mais para o tradicionalista, não alinho muito em braseados e a afins. Mas, repito, gosto de sushi. E muito!

A propósito de um evento especial na minha vida (que reservo para mim), e coincidindo com o solstício de Verão, na passada sexta-feira, 21 de Junho, fui até Cascais, ao Sushi Del Mar. É um restaurante de um amigo e ex-colega meu, do mundo da publicidade, que mudou de rumo na vida e meteu-se em aventuras gastronómicas. E meteu-se bem, porque eu gostei bastante da comida!

É sushi variado e muito bem apresentado, sem chinesices de gosto fácil. É requintado mas informal. É delicioso e com toques de originalidade. É como eu gosto, e ainda por cima não achei excessivamente caro.

Vamos por partes:

  1. O preâmbulo deixou logo o meu palato alerta, principalmente com a pele de dois peixes devidamente braseadas (no japonês acho que são os únicos “braseanços” que eu aprovo). Isto muito bem acompanhado com uma Asahi à pressão.
  2. Seguiu-se a entrada propriamente dita: aqui quis arriscar e fui para um carpaccio de 3 peixes, em cama de laranja e lima, e com um apontamento de queijo. A combinação podia ter corrido mal, mas não! Um mistura ácida e suculenta de sabores, que casou bem com a Catarina (a fresca donzela que, sob a forma de vinho branco, nos acompanhou durante a refeição).
  3. Ah, o sushi e as suas variedades e atrevimentos. Foi a pièce de résistance da refeição. Uma prancha de sabores e texturas que nos encheu as medidas. A meu pedido quase tudo pendeu para o mais tradicional, mas aquelas 2 preciosidades com ovos de codorniz e ovas, ui! Ah, e o sashimi de corvina com lima. Mais uis! Tudo do bom e do melhor, com peixe fresco e muito bem preparado. Resistir é impossível.
  4. O remate em jeito de génio goleador foi a sobremesa: 3 bolas de arroz com 3 tipos de gelado lá dentro. Nem sem o que dizer… FENOMENAL!

Portanto, como já devem ter percebido, gostei e recomendo.

Muito obrigado aos empregados e ao chef, pela simpatia, disponibilidade e saber. E ao Francisco Vasconcelos por ter dobrado o Cabo das Tormentas da publicidade e ter apostado num restaurante que é para continuar a navegar com o mais favorável dos ventos. E à minha companhia, por ter embarcado comigo numa odisseia que já dura há mais de 2 anos. É para chegar a bom porto! Todos os dias.

Banzai e bons apetites!

Abre-te Sésamo!


O abre-latas caminhante.

Há mais de um ano que tinha comprado o abre-lata das fotos. É do IKEASó hoje é que consegui descobrir como é que funciona! Por algumas vezes andei às voltas com ele e com algumas latas mas, porra, nunca descobri como é que a cena se processava. Eu e o meu jeitinho para estas merdas…

Como tive de abrir uma lata, sem querer usar o meu Victorinox, e porque sou teimoso, lá descobri como é que esta gaita funciona! E foi fácil. Fui ao youtube (bid deal). Eureka! Encontrei um vídeo mágico que iluminou os meus neurónios e pronto, mistério resolvido.

Ei-lo:

A marca do Leão.

Quando criei este blog nunca tinha passado pela minha cabeça falar de futebol. É um desporto de que gosto mas não sou fanático.

Hoje presto a minha homenagem ao Sporting Clube de Portugal, um clube que há um ano sofreu um inimaginável ataque, provavelmente instigado por uma megalomania doentia que destilava mau senso e exibia um insuportável culto da personalidade.

Quem diria que um ano depois o clube seria capaz de ganhar dois troféus importantes, e isso apenas na sua actividade principal: o futebol.

Mas ganhou! Parabéns SCP!

Seja cusco. Vá ao Qosqo.

A carta do Qosqo.

Quem é curioso por outras paragens, costumes e gentes também deverá estar aberto a gastronomias diferentes e menos conhecidas. Tal é o caso da cozinha peruana. Em Lisboa, o restaurantes a mostrar-me pela primeira vez a comida do Peru foi A Cevicheria. Foi lá que pela primeira vez bebi um pisco sour e comi ceviche.

Uma noite destas, e por ocasião de uma grande amiga ter regressado de uma viagem de um mês no Peru, aceitei o seu convite para ir até ao Qosqo. Fica na Rua dos Bacalhoeiros e, assim, quem mora na zona de Lisboa, já não tem que ir aos Andes, andar lá pelas alturas, a deitar os bofes pela boca, para degustar esta deliciosa cozinha.

E agora o seu a seu dono: em troca de mensagens com o proprietário do Qosqo, fiquei a saber que desde há quase 7 anos que este restaurante, e a cozinha que faz e divulga, é pioneiro em Portugal, tendo sido uma das inspirações do chef Kiko Martins. Por isso, os louros a quem primeiro os semeou.

Tal como anteriormente, noutro post neste blog, não vou tecer grandes considerações sobre o que provei. Deixo isso ao paladar de cada um/uma. Mas vou ser sincero: é uma cozinha leve e sui generis, que vale mesmo a pena conhecer.  Seja cusco, vá ao Qosqo. E, já agora, faça planos e um dia destes meta-se num avião e voe ao Peru.

Marcador de mesa.

E eis um vídeo sobre como fazer ceviche:

Tsukiji, ou a inspiração oriental à mesa.

Nome a reter.

Tsukiji. É o afamado mercado de peixe de Tóquio. Agora também é um restaurante.  É em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, e tem a chancela do chef Paulo Morais, alguém “que há mais anos trabalha a cozinha japonesa em Portugal”.

Eis um vídeo sobre o chef:

Com alguma pena minha, foi uma refeição exclusiva. Eu explico: só estavam 3 clientes (na mesma mesa) no restaurante (eu incluído). Era Domingo de Páscoa, entenda-se. Mas só ficámos a ganhar! Atendimento simpático profissional e personalizado. E só coisas boas! Porque os olhos também comem, deixo aqui fotos para ficarem com água na boca:

Agora vai um exercício de adivinhação? Vejam o menu e tentem adivinhar o que provámos. Melhor ainda! Passem por lá um dia destes. Não é barato, mas também não é caro, dado o tipo de comida. E o espaço é acolhedor e bonito.

Conhecer o mercado de Tóquio? Comecem pelo restaurante de Belém aqui que ficarão muito bem servidos.

E agora um vídeo do dito cujo original:

Lhasa, uma cantora do mundo.

Deixou apenas 3 discos de originais. Faleceu em 1 de Janeiro de 2010, o dia em que a conheci. Tinha apenas 37 anos. Filha de pais hippies (de ascendência mexicana, judaica, libanesa e norte-americana), foi uma cantora única, com uma vida que poderia dar um filme. Exprimia-se musicalmente em castelhano, francês, inglês, português e até em thetcheno(!).

Tive um disco dela — precisamente o que mostro aqui. Infelizmente não fiquei com ele. Alguém que me é muito querido relembrou-me a artista e a sua música.  Fica aqui a uma entrevista à TSF.  Oiçam-na para conhecerem Lhasa um pouco melhor.

E mais um mimo a escutar: