Abre-te Sésamo!


O abre-latas caminhante.

Há mais de um ano que tinha comprado o abre-lata das fotos. É do IKEASó hoje é que consegui descobrir como é que funciona! Por algumas vezes andei às voltas com ele e com algumas latas mas, porra, nunca descobri como é que a cena se processava. Eu e o meu jeitinho para estas merdas…

Como tive de abrir uma lata, sem querer usar o meu Victorinox, e porque sou teimoso, lá descobri como é que esta gaita funciona! E foi fácil. Fui ao youtube (bid deal). Eureka! Encontrei um vídeo mágico que iluminou os meus neurónios e pronto, mistério resolvido.

Ei-lo:

A marca do Leão.

Quando criei este blog nunca tinha passado pela minha cabeça falar de futebol. É um desporto de que gosto mas não sou fanático.

Hoje presto a minha homenagem ao Sporting Clube de Portugal, um clube que há um ano sofreu um inimaginável ataque, provavelmente instigado por uma megalomania doentia que destilava mau senso e exibia um insuportável culto da personalidade.

Quem diria que um ano depois o clube seria capaz de ganhar dois troféus importantes, e isso apenas na sua actividade principal: o futebol.

Mas ganhou! Parabéns SCP!

Seja cusco. Vá ao Qosqo.

A carta do Qosqo.

Quem é curioso por outras paragens, costumes e gentes também deverá estar aberto a gastronomias diferentes e menos conhecidas. Tal é o caso da cozinha peruana. Em Lisboa, o restaurantes a mostrar-me pela primeira vez a comida do Peru foi A Cevicheria. Foi lá que pela primeira vez bebi um pisco sour e comi ceviche.

Uma noite destas, e por ocasião de uma grande amiga ter regressado de uma viagem de um mês no Peru, aceitei o seu convite para ir até ao Qosqo. Fica na Rua dos Bacalhoeiros e, assim, quem mora na zona de Lisboa, já não tem que ir aos Andes, andar lá pelas alturas, a deitar os bofes pela boca, para degustar esta deliciosa cozinha.

E agora o seu a seu dono: em troca de mensagens com o proprietário do Qosqo, fiquei a saber que desde há quase 7 anos que este restaurante, e a cozinha que faz e divulga, é pioneiro em Portugal, tendo sido uma das inspirações do chef Kiko Martins. Por isso, os louros a quem primeiro os semeou.

Tal como anteriormente, noutro post neste blog, não vou tecer grandes considerações sobre o que provei. Deixo isso ao paladar de cada um/uma. Mas vou ser sincero: é uma cozinha leve e sui generis, que vale mesmo a pena conhecer.  Seja cusco, vá ao Qosqo. E, já agora, faça planos e um dia destes meta-se num avião e voe ao Peru.

Marcador de mesa.

E eis um vídeo sobre como fazer ceviche:

Tsukiji, ou a inspiração oriental à mesa.

Nome a reter.

Tsukiji. É o afamado mercado de peixe de Tóquio. Agora também é um restaurante.  É em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, e tem a chancela do chef Paulo Morais, alguém “que há mais anos trabalha a cozinha japonesa em Portugal”.

Eis um vídeo sobre o chef:

Com alguma pena minha, foi uma refeição exclusiva. Eu explico: só estavam 3 clientes (na mesma mesa) no restaurante (eu incluído). Era Domingo de Páscoa, entenda-se. Mas só ficámos a ganhar! Atendimento simpático profissional e personalizado. E só coisas boas! Porque os olhos também comem, deixo aqui fotos para ficarem com água na boca:

Agora vai um exercício de adivinhação? Vejam o menu e tentem adivinhar o que provámos. Melhor ainda! Passem por lá um dia destes. Não é barato, mas também não é caro, dado o tipo de comida. E o espaço é acolhedor e bonito.

Conhecer o mercado de Tóquio? Comecem pelo restaurante de Belém aqui que ficarão muito bem servidos.

E agora um vídeo do dito cujo original:

Lhasa, uma cantora do mundo.

Deixou apenas 3 discos de originais. Faleceu em 1 de Janeiro de 2010, o dia em que a conheci. Tinha apenas 37 anos. Filha de pais hippies (de ascendência mexicana, judaica, libanesa e norte-americana), foi uma cantora única, com uma vida que poderia dar um filme. Exprimia-se musicalmente em castelhano, francês, inglês, português e até em thetcheno(!).

Tive um disco dela — precisamente o que mostro aqui. Infelizmente não fiquei com ele. Alguém que me é muito querido relembrou-me a artista e a sua música.  Fica aqui a uma entrevista à TSF.  Oiçam-na para conhecerem Lhasa um pouco melhor.

E mais um mimo a escutar:

Uma Rafeira na Tribu.

A propósito de casas — um dia explico melhor — um dia destes fui jantar com o meu irmão mais novo e a minha cunhada lá para os lados de São João das Lampas e do Magoito.

Imbuídos num perfeito espírito de clã familiar, rumámos ao território de uma tribo gastronómica, mais concretamente o restaurante vegan friendly Tribu da Terra.

Comi um imenso bitoque de seitan com tudo o que tinha direito: ovo, arroz e batata frito (ai a linha, ai o colesterol!). Já não me lembro o que o meu irmão e a minha cunhada comeram, mas sei que gostaram. Aliás, eles já conheciam o restaurante Tribu da Terra, um espaço despretensioso mas acolhedor, com óptimos sumos naturais e boa comida vegetariana.

Para empurrar a grande dose que comi, experimentei uma cerveja artesanal que não conhecia: a Rafeira. E sabem uma coisa? GRAMEI À BRAVA! Bebi uma Rafeira Blond Ale.  Ei-la nas palavras dos 2 produtores — o Nuno e o Rogério — retiradas daqui: “É uma cerveja leve onde o manjericão acrescenta uma nota de amargor e frescura que equilibra o sabor a mel e cereal torrado.”

O meu irmão bebeu uma Stout. Eis o que os referidos produtores dizem sobre ela: “É uma cerveja composta por várias cevadas que resulta numa cerveja com sabor a chocolate negro e acentos de caramelo que termina numa explosão de frescura tornando-se surpreendentemente leve.”

Para além do grafismo, que é marcante e divertido, gostei muito dos textos que acompanham a cerveja, no folheto ou no rótulo. São bem humorados e simples.

Conclusão: a Rafeira é como eu gosto. Ladra bem, morde melhor e bebe-se como poucas. Não sei onde ela se vende ou em que restaurantes há, mas uma coisa é certa: para os lados do Magoito há uma cerveja de uma tribu que vale a pena provar.

Cheers!

E agora tomem lá cachorros: