Homem ao mar.

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Até ao início da minha idade adulta passei sempre umas férias grandes fantásticas na Costa de Caparica (“de” e não “da”… mas soa estranho, eu sei). Eram 3 a 4 gloriosos meses, onde a vida corria lenta, com muita praia e poucas complicações. Foi aí que surgiu o bichinho do mar. Entretanto ele esteve muitos anos adormecido. Felizmente ressuscitou.

Armado ao cota jovial e cheio de pica (o que até é verdade), e não tendo dinheiro para um Porsche, já em 2017 comprei uma prancha de bodyboard, umas pés de pato e um fato de neoprene (hei-de voltar a este tema), tudo na Decathlon. E o que tem acontecido? Atiro-me ao mar com unhas e dentes, mas ele não me tem dado tréguas. Tal como me diz um amigo surfista, é como se estivéssemos dentro de uma máquina de lavar roupa. Saímos da água meios zonzos mas com a cabeça limpa, sempre a desviarmo-nos dos putos (e também de algumas miúdas) que nos dão um baile a apanhar ondas.

Homem ao mar? Sempre!

Perfume de gajo.

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Gajos, um gajo não deve cheirar a cavalo.

As mulheres não costumam gostar de nós feios, porcos e maus. Ok, pode haver alturas em que um certo ar abadalhocado e a cheirar a suor possa dar pica, mas em geral elas gostam de nós limpinhos, bonitinhos e fresquinhos. Ok, mas também nada de exagerar no metrossexualismo (isso ainda existe?).

Não tenho conselhos a dar. Também se os tivesse só estaria a dar munições à minha concorrência: outros tipos! Sou gajo, mas não sou parvo. E gosto de cheirar bem. É por isso que me perfumo. Não todos os dias, não todas as ocasiões.

O maior elogio é dizerem-vos que cheiram tão bem que até apetece comer a vossa roupa. A roupa e não só. Isto dito por mulheres, claro. É o que me dá pica. Mas não tenho nada contra quem tenha outros gostos. Porque gostos não se discutem. Por exemplo, não quero que ninguém discuta o meu perfume. Só se for a minha namorada (sim, tenho… é muito bonita e especial).

O perfume que agora estou a usar: L’Eau D’Issey Pour Homme SPORT, de Issey Miyake.

Com ele já se pode dizer: “Cheira bem, cheira a gajo”.

 

 

O abc da cerveja artesanal.

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O abc da cerveja artesanal é o d. D de diversidade. Gajo que é gajo gosta de cerveja. Mas gajo que é gajo a sério tem de experimentar outras cervejas que não as mais comuns. E é aqui que entram as cervejas artesanais. Já há muitas, e para todos os gostos. São como as mulheres: há louras, morenas, ruivas, escuras; umas mais doces, outras mais amargas, mas todas elas com corpo, personalidade e sabor único.

A grande vantagem é que podemos experimentar todas! Não de uma vez, porque isso dá muitas dores de cabeça. Tal como as mulheres (pronto, vou ser acusado de machismo, mas as cervejas artesanais também são apreciadas por um número cada vez maior de mulheres). O que importa é que há sempre uma que casa bem connosco. E quando a descobrimos não a vamos querer largar mais.

Cerveja artesanal? É o casamento perfeito.

(Post com imagem da cerveja artesanal ABC)

 

Walking in my shoes.

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Estes ténis (sapatilhas, se preferirem) estão a dar os últimos passos. São uns Puma Roma 68, em honra aos Jogos Olímpicos desse mesmo ano, na capital italiana. Estão a ficar com um buraco por baixo. mas foram uma boa metáfora da minha vida.

Com eles caminhei apressado, confiante, por vezes agitado demais, mas também em ritmo de descontracção. Vou ter pena de me desfazer deles, confesso. E possivelmente até os irei guardar por uma questão de sentimentalismo.

Já não sei onde os comprei. Tenho um outro par semelhante, em branco e verde, que comprei no Freeport. Não são tão bons. Mas também são uma outra metáfora. Numa outra altura caminharei sobre ela…

Um homem também usa tampões.

DSC_0001Um homem não gosta de meter água. Eu, pelo menos, não gosto. Isto no sentido figurado, o que não quer dizer que não existam situações mais específicas. Por exemplo, há pouco tempo meti-me no bodyboard, reminiscências dos tempos em que fazia “carreirinhas” (hoje é mais fino dizer bodysurf) na Costa de Caparica. Ok, estou ser um pouco beach bum, para me sentir bem e livre, mas também para captar a atenção de alguma sereia mais impressionável com a minha figura.

E aqui regresso ao tema “meter água”: descobri que com este desporto os meus canais auditivos são completamente permeáveis à agitação marítima. Por isso, e para não ficar com o meu cérebro a chocalhar, uso tampões nos ouvidos. São uns Speedo. São azuis, bonitinhos. E não deixam entrar líquidos. Comprei na Decathlon.

Porque um homem não gosta de meter água.