Under where?

 

Quando o que está escondido não se vê, a mente humana faz uma coisa fantástica: imagina. Mas vamos ao que interessa neste post: a roupa interior masculina, mais concretamente a parte de baixo.

Vou já levantar o véu: eu uso boxers. Mas os justos. Aqueles mais largos são desconfortáveis: a “fruta” fica amassada e está toda mais “solta”. Para mim não dá. E depois há uns que abusam das bonecadas e dos desenhos infantis, se bem que é bom ter sentido de humor. Principalmente nas partes ditas “baixas”.

Eu compro barato. Mas é confortável, funcional e até tem um toque divertido. A minha underwear é Springfield, DIM e Uomo Underwear. Mas, convenhamos, está tudo muito bem escondido e agora digam lá se conseguem decorar os nomes das marcas na hora de uma urgência amorosa? Conseguem uma ova!

Have fun…

(produção fotográfica com recurso a uma peça de cristal – acho eu – que pesa como os cornos, mas deu um efeito engraçado)

Knock knock, who’s there?

C21-LocalPartida-blackNa vida há muitas portas que se fecham. Mas também há outras que se vão abrindo, felizmente. Algumas abrem-se com delicadeza, outras por vezes só cedem ao pontapé, o que não é conveniente.

A casa onde vivo foi alugada através da Century 21. Foi a 1ª e a única casa que vi. Por duas ou três fortes razões (que agora não vêm ao caso), não tive como hesitar. Entrei e não quis olhar mais para trás.

Hoje, quase 2 anos depois, sou eu quem decide que portas abro ou fecho. Nem todas me poderão levar onde eu quero mas é um pouco como abrir um presente mistério. Só depois de o desembrulhar é que sabemos o que é.

Knock Knock, who’s there? Porra, sou eu. Quero entrar!

Banzai Samurai!

Samurai2Para mim fazer a barba é algo sempre lixado. É simples: lixa-me a cara! Durante anos e anos experimentei vários after-shaves mas, nessa altura, quase todos eles eram à base de álcool, o que era mau. Depois começaram a aparecer os géis (ou geles) de barbear e cremes hidratantes sem álcool. Menos mal. Mas a pele da minha cara continuava mal-tratada e infeliz. E eu lixado.

Até que um dia… (música de revelação a condizer)

… apareceu Samurai Magic Shave, da Rituals, um creme à base de manjericão e de ginseng, que foi capaz de aplacar o fogo na minha cara, ao mesmo tempo que a hidratava. Mas o mais interessante é que Samurai Magic Shave é 2 em 1: serve para barbear e de seguida hidratar.

Não é banha da cobra, e nem sequer se cobra muito por ele. A minha pele agradece.

BANZAI!

 

2much Swatch?

 

Quem vê caras não vê corações. Ou, por outras palavras, nunca se deve julgar um livro pela sua capa. Mas há pormenores que nos distinguem uns dos outros. Que nos atraem ou nos repelem. A forma de falar, o jeito do cabelo, a roupa que se veste. Ou até os relógios que se usam. É acessório? É, mas não é forçosamente fútil ou despropositado. Por vezes é um statement, uma afirmação de diferença pessoal: “Não há mais ninguém como eu!”. Mas também somos camaleões, adaptáveis, pavões multifacetados, semáforos em contínuo pisca-pisca de visualização: “Olhem para mim!”.

E o que tem isto a ver com querermos ser notados e amados e uns relógios de plástico? Tudo e nada. Não quero ser julgado (apenas) pelo que uso mas sei que o que uso me pode destacar como individualidade. Confusos?

Isto está relacionado com o facto de ter desencantado os meus velhinhos relógios Swatch. Coitados, já não funcionam. Ou as pilhas morreram. Ou as duas coisas.

Numa certa altura da minha vida usei uma carrada deles. Eu e a pessoa com quem vivia. Hoje estão todos comigo. Recordam-me quem eu já fui. Sim, são de plástico, um reflexo dos sinais dos tempos. Relógios, apenas. Mas que deram cor ao pulso e também à alma. Nem que fosse por breves segundos.

Tic-tac, tic-tac…

(Mais uma produção fotográfica minha, que envolveu uma saladeira/fruteira da Loja do Gato Preto, pintada à mão, e meia dúzia de tomates, comprados no Continente)

 

 

 

 

Dar ao pedal.

scott jamor

Faço isso. Dou ao pedal. Mas faço em dois modos: fora de estrada (vulgo btt); em cidade (numa single speed). E, por estes dois motivos, tenho duas bicicletas diferentes: uma Scott Spark 710, de 2015, roda 27,5″ (que me custou os olhos da cara, mesmo em 2ª mão); e uma bicicleta sem mudanças (daí a denominação single speed) de uma marca portuguesa, a Eleven.

A razão das bicicletas? Ser puto de novo, sentir o vento nas trombas, num sorriso palerma. Mas agora com capacete (É ESSENCIAL) e outras porras que por vezes parecem matar o gozo de pedalar: suspensões, quadro em carbono, transmissão XPTO, etc., mas isto na bike de btt. A outra — a fininha, como lhe chamo, por causa dos pneus finos — aproxima-se mais do conceito primordial de pedalar: liberdade!

Mas andar de bicicleta deixa marcas. Anda me recordo do tralho que dei aos 14 anos, numa Vilar Catita amarela. Fiquei todo raspado, mesmo sem partir nada. Não foi catita. E agora, depois dos 50 anos bem feitos, já parti um dedo e ontem dei um belo estalo numa prova de btt em Monsanto. Choro mais os danos na bicicleta do que no meu joelho deitado abaixo. Ossos deste gosto que se pode tornar um vício.

Irei voltar em breve aos pedais. Até lá façam o gosto às pernas. Pelo menos uma vez por semana, tal como outras actividades que se recomendam…

 

 

 

Eu cá só IKEA.

 

Não é bem assim mas quase. E porquê? O design é atraente. Os artigos são funcionais. Não esvaziam (muito) a bolsa. O estilo moderno mas confortável, que fica bem numa casa de mentes arejadas. E depois sou gajo e agora vivo sozinho, não quero complicações. Quero soluções práticas. Simples mas sem serem simplistas. Trendy mas sem serem enjoativamente fashion.

Se pensam que não ligo a decoração estão bem enganados. Durante 19 anos de vida em comum com outra pessoa, num total de 3 casas, não era pêra doce consensos no que tocava ao feng shui do gosto de cada um. Por vezes era uma espécie de “Querido, quero mudar a casa” num modo finca pés. Começava no aproveitamento do espaço, passando pela escolha dos artigos e depois pelo seu transporte, terminando na luta da montagem. Era esgotante, acreditem.

Águas mais que passadas, o que interessa é que esta marca sueca veio mudar tendências e hábitos na decoração de interiores. Ok, é algo padronizada, mas com um toque pessoal tudo pode ficar com um aspecto único. É só ter gosto, olho e desejo para se viver numa casa acolhedora e despretensiosa, com um visual atraente e moderno.

Let’s look at a video?