Cerveja que voa alto.

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Chama-se Dois Corvos. É artesanal. É cerveja. É uma criação da Susana Cascais e do Scott Steffens. É um sucesso.

Lembro-me de ter sido uma “cobaia” em casa dos 2, quando começaram a fazer cerveja artesanal em casa. “O que achas?”, “Gostas?”, perguntavam. Para mim (e outras pessoas) só havia 3 ou 4 marcas de cerveja e uma meia dúzia de variedades. A cerveja artesanal era uma completa novidade. Sei que por essa altura, de vez em quando, já bebia cervejas de trigo alemãs. A experiência com a Cristal de trigo tinha falhado. Acho que só eu e mais 2 ou 3 tipos é que a compravam.

Passados 1 ou 2 anos, as experiências caseiras do Scott e da Susana quiseram sair das 4 paredes (ok, são mais) do seu apartamento e, a pouco e pouco, a Dois Corvos ganhou corpo e já está um pouco por todo o lado.

Hoje têm uma fábrica na zona de Marvila/Beato, local onde também há um tap room. Aí provam-se todas as suas variedades de cervejas, algumas delas limitadas a edições especiais. É claro que também se pode comprar cerveja nas suas instalações. Ou trazer a favorita num growler, o que é muito conveniente, tal como mostra este vídeo:

Como apreciador de cerveja só posso agradecer à Dois Corvos e a outras marcas similares o facto de terem posto uma série de gente a olhar a cerveja com outros olhos. E a bebê-la com satisfação! Há para todos os gostos, tal como já referi num post anterior. É só experimentar. E, acreditam, vão pelo cliché do Fernando Pessoa: 1º estranha-se, depois entranha-se.

What else?

 

Com Nespresso mudei a minha forma de beber café. Antes de mais nada, deixei de pôr açúcar. Menos uma acha para uma hipotética e amarga diabetes. Depois criou-se uma espécie de ritual: a filinha para a máquina, depois de um almoço ou jantar em casa.

Durante alguns anos, em casa dos meus pais, ao fins de semana bebia-se café preparado num balão. Sejamos sinceros: era algo quase uma cerimonioso, a chama da lamparina, a água a ferver, o borbulhar de um café que até parecia artesanal.

Mas os tempos mudam. Acordamos um dia com a sensação de sermos mais sofisticados. E sexy! Sim, porque beber Nespresso acho que tem qualquer coisa de sensual. Deve estar relacionado com a sua comunicação: os homens querem ser o George Clooney, as mulheres querem ser seduzidas por ele, mesmo dando-lhe para trás. Vou lembrar:

Vai um cafezinho? Nespresso, what else.

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O Feminino em Pessoa.

 

A música é uma das minhas marcas. Desde miúdo. Não cheguei a aprender. Fui parvo.

Considero-me bastante ecléctico em termos musicais. Tanto oiço Keith Jarrett, como Dead Kennedys (agora muito raramente). Cheguei a ter cerca de 1000 CDs. Mas foram sempre poucos para a minha sede melómana.

Durante muito tempo preferi a parte estritamente musical às letras, mas hoje presto muito mais atenção às palavras, sejam em inglês, sejam em português.

O último concerto que vi foi no passado sábado (4 Novembro, 2017), na Casa da América Latina, que é um espaço a ter em conta, com exposições variadas e concertos intimistas, alguns deles à borla! A artista convidada foi a pianista e compositora brasileira Patrícia Lopes, que eu desconhecia. O que ouvi? Foi o concerto “O Feminino em Pessoa”, um espectáculo musical com base na poesia de Fernando Pessoa, composto por “um ciclo de sete canções, escritas para voz e ensemble, marcado pela leveza e a sofisticação de uma atmosfera que permite o diálogo melódico e harmónico, entrelaçado no tecido poético de Pessoa.”, palavras da Casa da América Latina, palavra que é verdade.

Agora apreciem a música e (lá está!) as palavras deste vídeo:

Massage in a bottle.

rituals óleo massagem“I’ll send an SOS to the world”

Ok, este post não é sobre uma música dos Police. É sobre um óleo de massagem da Rituals: The Ritual Of Dao (a foto mostra). E porque é que estou a falar deste óleo? (Perguntam os excelentíssimos e ilustres leitores deste blog).

Sem entrar em pormenores potencialmente picantes e/ou escorregadios, há pouco tempo usei este óleo com propósitos terapêuticos e relaxantes em alguém muito especial. E porque espatifei um joelho numa queda que dei numa prova de btt, também o apliquei em mim.

Coragem, rapaziada! Para meu espanto, este óleo não é peganhento nem excessivamente viscoso. A pele absorve-o muito bem, o cheiro é discreto e suave, e não besunta os lençóis. Ah, tem uma porrada de ingredientes (ver INGREDIENTES na página do óleo).

Boys, querem ser uns queridos? Ofereçam este óleo às vossas namoradas/mulheres (ou namorados/maridos, para quem joga no mesmo campo). Vão amar! Serão devidamente recompensados por isso, acreditem.

E agora para uma experiência gratificante e inesquecível, aprendam alguma coisa com este vídeo:

Ah, a foto não foi inocente ao ter como fundo os guias Vinhos de Portugal, do João Paulo Martins. É que os meus posts fazem mais sentido quando usam todos os sentidos.

(Para mais sobre a Rituals, vejam também este post: https://marcadomem.com/2017/10/27/banzai-samurai/)