Delícias da Páscoa para todos.

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Mini ovos da Páscoa, comprados no Continente.

E eis uma nova Páscoa. Não sou católico, nem apostólico, e muito menos romano, mas é uma festa em família, sem esquecer os amigos mais próximos. Amêndoas, ovos, muito chocolate, borrego, provavelmente uma ida ao O Bom, O Mau e O Vilão, ou uma sessão de bodyboard ou uma caminhada, quem sabe… Só não vai haver disponibilidade para coelhinhas. Elas que me desculpem, porque eu ando de barriga cheia (cheia de amor, claro).

Vamos decorar uns ovos?

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Camisas de forças ocultas.

“Não julgues um livro pela sua capa”. Esta é uma grande máxima. Ou, como também se diz, “Quem vê caras, não vê corações”. Mas depois há máximas que remetem estas acepções ao mínimo senso comum. Eis uma muito conhecida: “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”. Posso transportar isso para a roupa: “Diz-me quem vestes, dir-te-ei quem és”.

Ora aqui está uma bela mentira! Ok, uma meia verdade, pelo menos. Posso dar o meu exemplo, que vale o que vale.

No Verão, sempre que posso, visto calções, t-shirts ou camisas vistosas, e calço sandálias ou ténis frescos. O que diz isso de mim? Bem, tirem as conclusões por estas camisas. No Inverno tendo a ser mais formal, principalmente nestes últimos anos (sinal de mais idade?, com pullovers mais betinhos e camisas a condizer, tal como as que mostro nas fotos.

(camisas Peter Murray, Cortefiel e Springfield)

Volto ao início: o que é que isso diz de mim? Que sou contraído e formal? Que gosto de ter uma boa aparência? Que me preocupo com o que os outros pensam com o que visto? Que procuro transmitir confiança e credibilidade? E como se reflecte isso nos meus gostos musicais, literários e outros? Se vos disser que gosto de música alternativa, acham que a roupa que visto casa com essa tendência? Ou se vos disser que sou agnóstico e nada dado ao criacionismo, acham que eu deveria vestir outro tipo de farpela?

Haverá forças ocultas que se escondem por trás de uma forma de vestir?

Deixo à vossa consideração as seguintes hipóteses:

  1. Visto t-shirts com caveiras. Serei metaleiro ou simplesmente trabalho em ortopedia?
  2. Visto camisas com flores. Sou jardineiro? Trabalho num horto? Trabalho numa agência funerária mas nas minhas folgas só quero esquecer o preto e o cinzento?
  3. Visto calções com motivos de camuflagem militar. Sou do exército? Trabalho num jardim infantil? Sou guarda florestal? Ou sou antes um palerma de uma ideologia extremista?
  4. Visto saias aos quadrados. Sou escocês? Sou transgénero? Sou excêntrico? Dormi em casa da minha namorada e, não sei como, rasguei as calças e só uma saia é que me serve?

Ok, tirem as vossas conclusões…

Um Mundet para descobrir e degustar.

Ultimamente tenho rumado muito ao Sul. À outra margem do Tejo, convenhamos, não vá ninguém achar que eu ando pelas paragens da Antárctica.

Qual o motivo de tantas peregrinações sulistas? Uma delas explica-se pelo apelo do coração, mas é algo que eu não vou explicar agora (aliás, estas coisas do coração muitas vezes são inexplicáveis). Há outras razões: profissionais e lazer. Por vezes ambas são conciliáveis, por muito incrível que possa parecer. E, sendo assim, eis-me na porta de entrada do Mundet Factory.

Para os mais preguiçosos, que não se dão ao luxo de clicar num link (sim, eu dou a papinha toda feita), Mundet Factory é um restaurante no Seixal. Antes de se dedicar às concepções gastronómicas, foi só a maior corticeira do mundo! Coisa pouca, portanto…

Comecemos pelo espaço: é muito amplo, é descontraído, tem um toque vintage (é tendência, eu sei) e está orientado para a baía do Seixal. Numa só frase: está-se bem. De facto, não tinha imaginado nada assim…

E a comida? Boa pergunta que fazem, mas eu vou falar só por mim. Depois das entradas de uns chips com guacamole, deliciei-me com um tataki de espadarte, acompanhado por uma sopa de miso. Miam, miam, estava muito bom. Ainda provei um taco de uma colega que não quis mais, mas o meu tataki é que estava no ponto.

Rematei com um arroz doce servido num vaso, polvilhado com terra! Ok, não era terra. Era cacau aos torrões mas o efeito pretendido era esse mesmo. Com imaginação e um bom nome, tudo se reinventa.

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Pronto, já sabem que o Sul também está a dar. Aliás, é só ver este post, sobre um espaço muito acolhedor no Barreiro.

E agora um vídeo:

Now in english:

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Vintage em grande.

Marvila é o bairro da moda (como já devem ter percebido pelos meus posts). Ou, pelo menos, está em grande transformação. Há cervejeiras artesanais em barda, restaurantes para degustar, galerias de arte, lojas com muito potencial para adquirir e muito mais. Por exemplo, continuam a existir grandes armazéns abandonados. Mas também há boas ideias para eles.

Assim, um dia destes, durante as minhas deambulações por Marvila, entrei num destes pavilhões imensos. O meu espanto transmutou-se (estranha forma verbal, confessem…) numa variada colecção vintage de mobiliário, arte, iluminação de interiores, letreiros luminosos, roupa, etc.

Sem saber, tinha acabado de aterrar nos resquícios da Collectors Marvila, organizada pelo Vintage Department, na Rua Pereira Henriques.

Realmente, é tudo vintage, que actualmente é um pouco o new chic trendy (a denominação é irritante, eu sei), mas com muitas coisas que valem a pena ver e comprar, num espaço de uma beleza decadente, como é usual neste tipo armazéns.

E agora vamos a um vídeo?

In english, please:

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Marca de Homem já tem um oráculo.

A partir de agora, sempre que se justificar, Marca de Homem irá fazer uma antevisão de futuros posts. E o que vem aí? Mais restauração na Grande Lisboa e ainda um armazém em Marvila, que se está a transformar num amplo departamento vintage. Fiquem atentos e vejam algumas imagens dos futuros posts no vídeo em cima.

From now on, Marca de Homem will make a preview of future posts. And what’s next? More food places in the Lisbon area and a warehouse in Marvila, which is turning into a large vintage department. Stay tuned and see some pictures of future posts in the video above.

Casa às costas.

Nunca fui muito de campismo. Mas, muitas vezes, ando de mochila, seja por razões profissionais, seja por motivos de lazer. Se, por vezes, trabalhar pode ser um fardo, agora ainda é mais! Eu explico: a minha mochila IKEA anda carregada que nem uma mula: 1 portátil, 2 pares de óculos, carteira, porta-moedas, porta-chaves, bloco de apontamentos, medidor de distâncias (um dia destes talvez explique porquê), canetas, e eu sei lá mais o quê! E ainda falam mal das malas das mulheres…

Mas as mochilas de lazer também não ficam atrás. Actualmente a que mais uso é uma Camelbak, uma mochila especialmente dedicada ao btt, sobre a qual já falei aqui. Depois tenho uma mochila de ginásio Nike. Agora, como é um local que não frequento, uso-a menos. Por oposição ao menos, vamos falar da mais volumosa: uma mochila Ferrino, que já não uso há mais de 20 anos (!), mas que está comigo desde os tempos em que fazia um montanhismo mais ou menos radical.

É por estas e por outras que eu posso dizer que muitas vezes ando com a casa às costas (ou a tira-colo)…

E agora uma parvoíce de vídeo:

Now a short version in english:

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A família é um bom Porto.

Refeição em família. Boa comida, risos, esgares de felicidade, confidências, cumplicidades. Tudo de bom é servido à mesa, com as pessoas que mais amamos. É um cliché? É. Mas também é uma grande verdade. Depois, em cada história ou episódio que se conta, há sempre um remate, um punch line. E para o fim está sempre reservado o pedaço mais delicioso, ou o mais emocional, as memórias que se empoleiram em nós como o aroma de um bom vinho de sobremesa. De preferência um bom Porto. É a minha preferência. Tal como estar em família. Boa comida, risos, esgares de felicidade, confidências, cumplicidades…

And now short version in english:

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