Marvilarte.

Marvila não é só cerveja artesanal, restauração, vistas de Tejo e estaleiros de obras. Também é arte moderna. Ok, eu tenho gostos variados. Não é apenas btt, bodyboard, restauração, música, cinema, micro-ficção e muito mais. Aliás, é só espreitar este blog para se perceber a quantidade de pianos que as minhas preferências tocam.

Voltando a Marvila, e se o meu radar e as minhas contas não falharam, só na Rua Capitão Leitão há 4 galerias de arte. Como tenho andado por essas paragens, dei por mim a visitar duas delas: a Baginski e a Bruno Múrias (a Franscisco Fino e a Ar Sólido ficarão para outra altura).

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A Galeria Baginski é um antigo armazém (como seria de esperar para aquelas bandas). E agora para a referenciar devidamente, sem gastar o meu latim, faço minhas as palavras do sítio da Câmara Municipal de Lisboa:

O projeto atual da Galeria Baginski tem início em 2009 quando Andréa Baginski Champalimaud, após um projeto prévio dedicado exclusivamente à Fotografia (Baginski Contemporary Photography, 2002), assume um programa abrangente a todo o tipo de práticas artísticas contemporâneas, num espaço localizado na zona Oriental de Lisboa. A Galeria representa um conjunto de artistas estabelecidos e emergentes, de diferentes proveniências geográficas e contextos artísticos, com especial incidência no eixo Europa (Lisboa), África e América Latina.

Dei comigo a ver e apreciar “Três Estações Nocturnas”, uma exposição do artista plástico Paulo Brighenti. Assumo a minha ignorância: nunca tinha ouvido falar dele. O slide-show deste blog mostra algumas das obras expostas, baseadas no poemário “Noite de Pedra”, do escritor e artista plástico português Luís Veiga Leitão, outro ilustre desconhecido para mim…

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Saí, dei mais uns passos, virei uma das esquinas da Rua Capitão Leitão e vi uma porta de vidro entreaberta. Entrei. Na Galeria Bruno Múrias. Em vez de um armazém, é um espaço mais pequeno e intimista, repartido por duas salas e meia (meia porque na meia o espaço da exposição repartia-se com um escritório mais ou menos minimal).

Como as fotos comprovam, a exposição “Distorção Inerente”, de 4 artistas contemporâneos, é mais abrangente e tem um toque irónico, dado principalmente pela obra “Coluna Moderna”, de Marcelo Cidade. Digam lá se não é uma pequena provocação um carrinho de mão com uma coluna de pladur em cima, estendendo-se até ao tecto. É ver as fotos e gozar o prato. Perdão, o carrinho.

Pronto, agora já sabem com o que podem contar em Marvila. Arte-maravilha? Maravilha de arte? Marvilarte? Bah, estou a disparatar. O que importa é que essa zona da cidade está a fervilhar de novidades e de variedades prontas a serem descobertas. Portanto, copo na mão e olho com atenção. Let’s go!

E agora tomem lá o Salvador Sobral em Marvila, na Fábrica Braço de Prata:

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