All at sea again.

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CD Ocean Rain, dos Echo & The Bunnymen. Edição com 2 discos. O segundo é um concerto ao vivo. Search and listen!

Sozinho em casa. Corto uma laranja. O sumo escorre pelos dedos. É tempo de pensar no tempo que já passou. Estou a sorver as memórias do meu último aniversário. Quis apenas juntar uns amigos. São os mais chegados a mim. Pelo menos, alguns deles. Paguei uma rodada num sítio onde me sinto bem. O olhar da minha namorada compensou, sempre com a animada supervisão da filha. São assim as famílias modernas, as famílias de hoje.

Sozinho em casa. Depois da laranja, escuto o azul. Do oceano. Agradeço ao meu mano mais novo a oferta de um grande disco, que já não ouvia há muito tempo. É feito de melodias de pequenas ondas e espuma de belas letras. Cheguei a ouvir esta banda ao vivo. E uma maré de memórias me inundou. Para desaguar na minha actual existência e me levar numa corrente que desejo boa, sempre com gotas de água da chuva a bater na superfície de um oceano.

All at sea again
And now my hurricanes
Have brought down
This ocean rain
To bathe me again

Now short version in english:

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Marca de Mulher.

Há muitas mulheres que deixam marca, seja em que ramo de actividade for. Por exemplo, há aviadoras, há arquitectas, há engenheiras. E também há governantes, políticas, empresárias. Depois há quem tenha deixado para trás uma carreira e seguiu outra vocação completamente diferente.

Helena Brízido é exemplo disso. Ex-fisioterapeuta, amiga da minha mãe, hoje é ceramista. E o que é que tenho a ver com isso, perguntam? Acontece que eu tenho uma saladeira com a sua marca, e que gosto bastante. No Verão, sirvo saladas nela. E quando isso acontece dou comigo a pensar na coragem que é preciso ter para, numa certa altura da vida, se abraçar outra actividade. No caso da Helena Brízido, ela pôs mãos à obra no sentido o mais literal possível e o resultado é de artista!

Eis um pouco da sua arte neste vídeo:

And now in english:

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Até ao fim do tempo, Hawking.

Já uma vez disse neste blog que sou fascinado pelo Universo e por tudo o que relaciona com ele, com especial ênfase na cosmologia e na astrofísica. É um fascínio que tenho desde miúdo e nada me intrigava (e continua a intrigar) do que olhar para as estrelas e tentar imaginar o que existe à sua roda e para além delas.

Sou de letras mas, nos últimos anos, tenho lido muita coisa sobre o universo. Stephen Hawking era um dos meus autores científicos favoritos. Foi através dele que consegui entender melhor a teoria da relatividade, de Einstein, esse grande génio científico dos últimos 100 anos.

Buracos negros, buracos de verme, a estrutura do espaço-tempo em larga escala, outras dimensões, tudo servido em doses de espanto, com a emergência da física quântica em pano de fundo e o assombro de postular a não existência de Deus, seja ele qual for… Assim era Stephen Hawking, um homem que desafiou a sua doença e deformidades decorrentes da mesma, a voz sintetizada e um cérebro do tamanho deste Universo e de muitos outros.

Uma verdadeira estrela. Que se extinguiu fisicamente mas cujo brilho de genialidade continuará a luzir por muito, muito tempo, atalhando em direcção ao desconhecido e trazendo novas luzes para iluminar os sempre presentes obscurantismos e crendices sem eira nem beira.

Obrigado, Stephen. E que o Universo esteja sempre contigo.

Vai um outro vídeo, mais ou menos a propósito:

And now in english:

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Do you Merrell me?

O calçado deve assentar como uma luva. É uma premissa de conforto e estabilidade. Não há nada pior do que andarmos por aí como se não pisássemos terra firme. E pior: com dores nos pés e nas costas. Mas, para além do conforto, também há o aspecto estético. Valorizo muito isso, mesmo no meu jeito casual.

As minhas primeiras sapatilhas tipo luvas são estas Merrell:

Realmente assentam como uma luva. E são leves e proporcionam um andar confortável. Para além disso, são giras p’ra caraças. Calcei-as durante uns bons anos mas já há uns tempos que os meus pés não entravam nelas. O problema é que a borracha começa a desfazer-se. Tiveram muito uso, mas sempre se portaram melhor do que umas Merrell laranja que tive. Eram muito giras mas bem mais fraquinhas. As casas dos atacadores descoseram-se e tive de ir a uma Bota Minuto para porem umas novas. E as solas gastaram-se num instante. Já não tenho essas sapatilhas. Foram para o lixo…

Entretanto comprei outras Merrell. Estas têm um toque mais todo o terreno, com uma sola Vibram. Eis as fotos:

São óptimas para umas caminhadas tanto em terreno plano e bom, como em solos mais irregulares e íngremes. Começam a romper-se na zona do calcanhar mas ainda estão aí para as curvas e para as rectas.

And now in english:

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O utensílio dos 7 instrumentos.

Como já referi algures neste blog, todo o gajo que se preze gosta de gadgets e de utensílios que possam ser úteis mas que também sejam capazes de ampliar as capacidade de cada rapaz pragmático e sedento de resultados que há em cada um de nós.

Se formos dados a interpretações psicológicas mais ou menos freudianas, até podemos ir mais longe e dizer que uma ferramenta, um automóvel, um mecanismo controlado por um homem é, nada mais nada menos, do que a extensão do seu pénis. É discutível, é certo, mas muitas vezes isso não anda longe da realidade (é ver a forma como os carros desportivos atiçam o super-macho às do volante em todo o homem que se preze). Ok, repito uma vez mais, é discutível.

Antes que me despiste de vez, uma pergunta para o sexo masculino? Quem é que tem um canivete suíço? Aposto que 9 em 10 homens tem um algures. E se não tem deveria ter! Dá um jeitaço do caraças, acreditem. Pode ser útil em casa, ou fora dela, seja a acampar ou noutra qualquer actividade outdoor.

O meu canivete suíço foi uma oferta de aniversário (há mais de 25 anos!) de um amigo meu (que por acaso celebra hoje o seu aniversário). É um Victorinox, claro, a célebre marca suíca. É pequeno, polivalente — com duas lâminas, um saca-rolhas, um abre-latas e levanta-caricas, uma tesoura, mais duas cenas que não sei para que servem, e ainda uma pinça e um palito! É uma maravilha, com um design simples e retro mas sempre intemporal. E arruma-se numa fantástica bolsinha de cabedal, que dá para transportar num cinto.

Garotas, amigos do coração, estes canivetes são uma bela prenda, principalmente para quem gosta de actividades ao ar livre, mas que dão um jeitão em todo o lado.

Vamos lá, rapazes. Saibam dar bom uso a esta ferramenta. Nas vossas mãos podem ter um produto que já é uma lenda. E quando é assim, merece um filme épico:

Eu sou bom de boca: gosto de a ter fresca, lavada e saudável.

Uma boca limpa e sã começa sempre numa conveniente higiene oral.

Escrito desta maneira, este post corre o risco de parecer uma máxima de um fórum online de conselhos médico-farmacêuticos. Acontece que é uma máxima verdadeira.

Sem falar da miudagem e dos adolescentes, que tentam furtar-se aos rituais de higiene, já repararam na quantidade de adultos que se está a borrifar para a limpeza dos dentes e tudo o resto relacionado com isso? Quem quer estar cara a cara com o bafo de uma cárie? Ou de uns dentes a precisarem de cuidados intensivos?

Sendo assim, vamos lá falar dos serviços mínimos dos cuidados a ter com os dentes e a boca (são alguns anos de prática diária de lavar os dentes e passagens pelos dentistas, sem esquecer as recomendações dos pais, quando se é pequeno):

  • Ao levantar, depois das principais refeições e ao deitar, lavar os dentes;
  • Antes de última lavagem do dia, passar com fita dental entre os dentes (para retirar inconvenientes restos de comida);
  • Usar uma escova adequada (seja manual ou eléctrica), de preferência com pêlos/cerdas mais suaves, para não se riscar muito o esmalte ou magoar as gengivas;
  • Não é preciso pôr muita pasta de dentes; uma porção semelhante a uma ervilha é suficiente;
  • Finalmente, usar um elixir para completar a limpeza e dar um hálito super fresco.

Se julgam que eu fui pago pela Associação Nacional de Dentistas Portugueses, pela Braun Oral-B, pela Colgate ou até pelas pastas dentífricas Continente, bem que vos pode cair um dentinho ou outro com a tentativa de piadola jocosa. Fui “pago” apenas pela minha consciência (cof cof, que lindo), pelos votos de um bom hálito para todos e pelos desejos de uma deliciosas e frescas beijocas (dadas por alguém muito especial e que lava muitas vezes os dentes ao dia).

Posto isto, lavem os dentes, please!

Hoje. E todos os dias.

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Imagem retirada daqui.

Segundo os instituídos cânones da hipocrisia, hoje é o Dia Internacional da Mulher. Devia ser todos os dias (é um cliché dizer isto). Mas não é. Obviamente, que se seguirmos todos estes dias à risca, também deveria haver um dia do homem, do periquito, das mesas de cabeceira, dos dildos, eu sei lá!

Vejam bem a quantidade de dias especiais que existem. Alguns deles são do mais risível que há. Mas é como em tudo: há dias para todos os gostos e feitios.

Um beijinho muito especial às mulheres da minha vida!