Bom de BOCA.

Era para se chamar BACO. Mas isso era um nome muito óbvio e batido. Foi então que a minha mãe o baptizou de BOCA. E sim, é uma história verdadeira. Passo a contar:

Há uns anos o meu pai e um sócio amigo abriram uma das primeiras e pioneiras wine shops de Lisboa. Chamava-se Coisas do Arco do Vinho (ou CAV, no seu acrónimo) e estava localizada em pleno CCB (já falei da loja neste post).

A loja foi um sucesso. Tinha óptimos vinhos à venda, bem como artigos e acessórios relacionados com o seu consumo e ainda produtos de mercearia fina. Um regalo! O êxito da loja reforçou-se com as dezenas de provas de vinhos realizadas e também pela realização de jantares de vinhos, com produtores e enólogos convidados.

[Só um parênteses para dizer que gostaria muito de ter um garrafa (cheia) deste vinho. Não há por aí nenhuma alma que tenha uma e que me convide para um copo? O autor deste blog ficaria eternamente grato.]

Mas de onde apareceu o BOCA? Continuemos, então: este vinho foi uma edição limitada que surgiu por ocasião do 10º aniversário da loja Coisas do Arco do Vinho. Com a parceria e o apoio do produtor CARM (Casa Agrícola Roboredo Madeira), o meu pai e o seu sócio experimentaram várias opções e blends e, em prova cega, escolheram a mesma combinação. BOCA estava feito! E foi um óptimo vinho, por sinal. Mesmo bom de BOCA.

Sobre este vinho, citando algumas das palavras que escrevi no verso do rótulo:

…, este vinho foi concebido a partir das castas Touriga Nacional e Tinta Roriz, tendo estagiado 12 meses em barricas de carvalho francês. BOCA alia a sofisticação e a exuberância aromática da Tinta Roriz ao corpo, complexidade e frescura da Touriga Nacional.

Voltemos ao início. BOCA é um anagrama das iniciais de Barão da Cunha (o meu pai) e de Oliveira Azevedo (o sócio do meu pai). Está tudo explicado no verso do rótulo das garrafas, num texto escrito por mim.

Hoje já não há CAV. Mas estou cá para lembrar que há sempre um depois. Do Adeus.

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