Faça chuva, faça sol, caminha!

À partida, as condições meteorológicas podem condicionar, e muito, a nossa vontade em fazer exercício ao ar livre. Pela minha constatação empírica, os portugueses mal sentem umas pinguitas de chuva arranjam logo um bom par de desculpas para não darem corda aos sapatos, optando por ficarem especados em frente à TV.

É claro que se estiver a chover a potes, ou se houver um tornado nas redondezas (algo que já não é assim tão descabido), aí não aconselho ninguém em aventurar-se na imensidão do outdoor. Mas vamos acreditar que somos capazes de vencer a preguiça. Se estiver frio, não vamos em tronco nu (apesar de haver muito boa rapaziada que gosta de correr assim). Da mesma forma, se estiver a chover, temos de ir preparados para não meter (muita) água.

Refiro que tenho um princípio basilar na minha forma de vestir: adaptar-me sempre às condições meteorológicas. Por exemplo, sou incapaz de calçar uns ténis de camurça num dia de chuva. Ou vestir um casaco que ensopa. Para mim não há nada mais estranho do que ver um montão de pessoal de ténis num dia de intempérie. Ou ver uma senhora de salto alto a caminhar numa calçada molhada. A vaidade é uma coisa lixada: para parecer bem, vestimos mal. Ok, mal é capaz de ser forte mas é a mesma coisa do que ir à caça grossa com uma fisga (é um exemplo exagerado, eu sei).

Eu que ando por montes e vales (via btt) ou me atiro às ondas do mar (via bodyboard), tenho equipamento adequado para esse tipo de actividades (é ver o que já escrevi aqui e aqui). Sendo assim, porque raio não farei o mesmo quando caminho à chuva ou ao sol? Só 3 exemplos: para a chuva pode ser um impermeável Aigle. Para o sol (e para o btt) uns óculos Sunwise. E para a tola, quando faz chuva e frio ao mesmo tempo, porque não um baseball cap Dockers?

E o que é isso da caminha no título deste post? Só tem duas interpretações, bem longe da caminha de dormir e de outras actividades. Aqui vão elas:

A propósito, aqui vai uma sugestão de caminhada:

Very, very, very short version in english:

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Um poeta na sombra.

Bruno Cunha, um poeta na sombra

Lendo poemas. (foto cedida por Marta Leonardo)

Este é um post mais atípico. De qualquer das formas, não costuma haver posts típicos neste blog. Ok, há um padrão, mas agora mando às malvas o padrão. Aviso já que até vai haver um poema! E porquê? Porque o criador e autor de Marca de Homem esteve presente no Open Day 8.0 da ADAO, tal como já referi aqui e aqui.

  • 1º Acto: andei de microfone em punho e papillon ao pescoço, a ler micro-contos aos visitantes do evento. Uns riram, outros sorriram, outros, mais sorumbáticos, devem ter olhado para o papillon gigante e pensado “Olhem-me só este palerma”. Felizmente que não há fotos minhas em plena acção interventiva como contador de pequenas histórias. Mesmo se existissem eu nunca as poria aqui.

Eis o micro-conto que mais li:

A história do rio que correu velozmente em direcção ao mar mas nunca o conseguiu encontrar

Veio o Verão. O rio secou.

  • 2º Acto: numa pequena sala escura, e quase às moscas, li alguns poemas meus. Da minha perspectiva, foi giro ver a reacção da filha da minha namorada e que parecia repetir “Olha só este palerma…”; mas o pensamento dela acrescentava algo mais perturbador: “… E ainda por cima namora com a minha mãe”. Ai como são tímidas estas novas gerações! Mas, no final, tive um comentário muito gratificante: “Precisamos de mais estupores como você”. Se lerem o poema que irei colocar neste post, acho que irão perceber.
Papillon gigante colorido 2

Papillon gigante.

Ah, tive direito a uma imperial Sagres (acho eu) de graça! Nada mau. Pena foi ser servida num copo de plástico, mas com tanta gente, e com os custos envolvidos, eu até percebo a razão (ando mal habituado com as cervejas artesanais…). E também havia paparocas, para quem tivesse um ratinho no estômago.

Se me diverti? Imenso! Antes de mais nada, o(s) espaço(s) da ADAO são incríveis, com opções tanto inside como outside (e ainda há uma torre com salas! afinal de contas a ADAO instalou-se num antigo quartel de bombeiros).

Depois a programação era muito variada: música (alternativa mas de muitos estilos), pintura, escultura, teatro, cante alentejano, performances, etc. E até poemas. Os meus. Aqui vai um estupor de um exemplo:

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Quem não tem cão caça com tigre.

Estojo da Flying Tiger

Estojo transformado em porta-chaves, adquirido na Flying Tiger Copenhagen.

Tenho chaves. Algumas. Quase que fazem um monte. E eu tenho tido bolsas porta-chaves, mas com tanto chaveiro, acabam por se romper. Ok, são muitas chaves, mas nenhuma delas é a chave da felicidade (que eu saiba, porque essa deve estar guardada a sete chaves, passe o pleonasmo).

Obviamente que a ideia era encontrar uma bolsa capaz de albergar todas as chaves que andam comigo. O problema é que não encontrei nenhuma com o tamanho adequado. O único acessório que foi capaz de encher as minhas medidas (e olhem que elas são avantajadas, as medidas), foi um estojo verde, cuja utilidade primordial seria os lápis, as canetas, as borrachas e os afia lápis dos mais pequenos.

E onde é que encontrei esse estojo? Ah, leiam de novo o enigmático título destes post. Como pista sempre posso dizer que é uma espécie de loja dos 300 (sem nenhum desprimor) mas com acessórios e brindes que aliam utilidade ao design, muitos deles tendo como público-alvo os mais novos, as adolescentes que gostam de coisas fofinhas e muitos adultos que não querem largar muito guito e que se contentam em comprar prático e barato. É algo típico do norte da Europa. É típico de um certo tigre, quando não há dinheiro para se comprar acessórios de marcas de luxo. Eu fiquei contente, não me caindo os parentes na lama com um estojo escolar a servir de bolsa porta-chaves.

Em breve mais Barreiro e Bruno.

Moinhos da Alburrica, no Barreiro

Moinhos de Alburrica, no Barreiro. (foto de Bruno Barão da Cunha)

Neste blog já falei com muito a propósito e destaque sobre o Barreiro e a sua dinâmica. A razão é simples: tenho andado por lá. Eu sei que isso não quer dizer quase nada mas é uma cidade que tem um potencial incrível, tanto a nível de dinâmica cultural alternativa, como ao nível do imobiliário.

O Barreiro é uma cidade com uma beleza industrial decadente mas que, a pouco e pouco, está a reerguer-se da cinzas e a tentar encontrar um outro rumo. É o que eu acho.

E o que tenho eu a ver com o Barreiro? Essa é a pergunta de 1.000.000 de €uros, para a qual eu não irei dar resposta, pelo menos para já. O que eu posso dizer é que estive presente num evento fantástico na ADAO. Em breve irei falar dele neste blog. Até lá, eis um aperitivo com este vídeo, acompanhado de uma Bohemia de trigo

Now in english:

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Uma questão de peso.

É mais do que sabido que a prática de um exercício físico regular e com algum método é essencial para um bom estado de espírito. Sim, fazer desporto é muito mais do que trabalhar para se ter um corpo mais engraçado ou em forma. Há quem ainda não saiba, mas o exercício físico faz muito bem à cabeça. E é uma questão de física e química, tal como TED explica neste vídeo:

E de que desportos ou actividades físicas estamos a falar? Será que  jogar ao berlinde ou estar 5 horas à espera que uma amostra de peixe morda a minhoca conta? Claro que conta! Obviamente que se nos aplicarmos mais um bocadinho os benefícios a médio prazo poderão ser mais visíveis e compensadores.

Antes de mais nada, temos de escolher a actividade desportiva que queremos fazer. Por exemplo, no meu caso, eu detesto correr. Em contrapartida, gosto de caminhar. Mas não pensem que são passeatas em câmara lenta. É em passo muito rápido, tão rápido que parece corrida. Depois, de há uns anos para cá, quando larguei os ginásios (sinto falta da natação e de remar numa máquina), apliquei-me no btt, e faço abdominais e pesos em casa. Só é preciso uma esteira e uns pesos (tal como os que se vêem nas fotos).

Mas o desporto mais a sério acarreta alguns riscos. Eu que o diga. No espaço de um ano e meio parti um dedo, dei cabo de um joelho e parti um cotovelo! Tudo cortesia do btt. Mas não vou desistir porque gosto. Só tenho de ter mais cuidado e, eventualmente, usar protecções. Entretanto também me meti no mar, à boleia do bodyboard. Apesar de ter equipamento adequado, estou parado há cinco meses porque o cotovelo demorou tempo a recuperar. Ossos do ofício…

Voltando à premissa inicial, a actividade física previne problemas de saúde física e mental (olá espelho meu, adeus depressão), motiva-nos, reorganiza o cérebro e tonifica o corpito. É mesmo algo 2 em 1. Talvez também por isso eu tenho dois halteres. É que isto é mesmo uma questão de peso… Por isso, ponham na balança mais este vídeo:

Short version in english:

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Presentes no meu aniversário.

Cartão Presente Decathlon

Cartão presente da Decathlon.

Há já uns dias celebrei o meu aniversário. Já começam a ser alguns. Os anos, evidentemente. Não é algo que me deixe muito feliz, mas, para além de um almoço em família, juntei um grupo de amigos num sítio que gosto muito, e sobre o qual já falei aqui.

O melhor presente é a amizade

O meu círculo de amizades mais chegado: eu, a Filipa, o Paulo, a Diana, a Manja, a Ana e a Marta. Falta a outra Ana, que agora vive no Sul do país. Love you all!

De há uns anos para cá, eles são o meu maior presente. E quase todos eles são novos. Isto é, são novas amizades, mas no que toca à idade de espírito são incríveis!

Entre risos, balões, um bolo de chocolate e copos de cerveja artesanal, o que mais apreciei mesmo foi a disponibilidade deles para estar comigo. No dia do meu aniversário e em muitos outros dias. Danke!

Sem menosprezo de outras prendas que me ofereceram, destaco um cartão presente da Decathlon. Vai dar-me um jeitão para comprar cotoveleiras e joelheiras. Já chega de partir ossos no btt! Sim, porque isto de fazer muitos anos com saúde é muito bonito mas tenho de proteger melhor o meu esqueleto. Um tipo não vai para novo e em menos de um ano foi à vida um dedo, um joelho e um cotovelo.

I want to be safe from harm, with a little help from my friends.

E vão duas músicas bem a propósito:

Short version in english:

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O saber ocupa lugar.

Mora para os lados de Ajuda/Belém. E sim, em breve haverá neste blog um post mais alargado sobre uma escola que tem cursos e workshops muito bons, actuais e pertinentes na área do jornalismo e da comunicação. Estou a falar do CENJOR. Já frequentei (e tirei) lá dois workshops: Escrita para Suportes Digitais e SEO. E, por agora, mais não digo…

Soon there will be on this blog a more extensive post about a school that has very good workshops of journalism and communication. I’m talking about CENJOR. I already attended (and took) two workshops: Writing for Digital Media and SEO.