Sagres ou Super Bock?

Em dias de jogos de futebol, com transmissão televisiva, é mais do que hábito a rapaziada (homens e mulheres, note-se) trazer umas cervejas para com elas se vibrar com os golos ou afogar as mágoas de uma derrota.

Hoje será um desses dias, com Portugal a ter um jogo muito difícil contra o Uruguai. Agora a questão é muito simples: qual a cerveja que bebem? Sagres ou Super Bock?

Eu tenho uma preferência, mas não a vou divulgar, para já (se bem que cada vez mais as cervejas artesanais conquistam adeptos, eu incluído — aproveito para deixar aqui o link de mais um artigo referente à excelente Dois Corvos).

Por isso, lembro de novo o desafio (ao qual podem responder na página do facebook deste blog):

  1. Sagres
  2. Super Bock

Bebam com moderação mas apoiem sem restrições: FORÇA PORTUGAL!

E deixo aqui o delicioso filme que leva Portugal muito a peito:

Eu estou com os copos.

Um vinho, desde que seja minimamente razoável, deve ser bebido num copo que lhe faça honra. Quantas vezes se vai a um restaurante, e até dos ditos bons, em que os copos são tudo menos adequados. Nem têm de ser caros, nem de uma marca XPTO. Basta serem do IKEA, que já apresentam uma oferta interessante para se degustar o precioso néctar.

É claro que não sou fundamentalista. Se eu for a uma festa dos santos populares, ou outra qualquer, sei que me vão servir um carrascão num copo de plástico. O que já não é aceitável é beber-se um vinho bom num copo de vidro muito rasca ou então numa de armar ao pingarelho, num copo colorido e com relevo às bolinhas! Fora de questão…

Tenho uma quantidade apreciável de copos em casa. Acho (credo, não tenho a certeza) que tenho alguns da conceituada marca Riedel. Também tenho da Schott Zwiesel (sei que dessa marca tenho pelo menos 4 copos de cerveja). Tenho outros que não são de marca mas que são muito razoáveis. Também tenho 4 copos de gin, comprados no Continente, que são largos e bojudos, e flûtes de espumante que são o oposto: longos e estreitos. Mas os reis da minha montra são os copos do arquitecto Siza Vieira. São elegantes, bonitos, com um pormenor de sofisticação minimalista mas funcional. Se alguma vez agarrarem num copo desses irão perceber o porquê.

Ok, agora já não têm desculpas para beber vinho em copos assim-assim. Sem gastar muito dinheiro, e até para impressionar os amigos num almoço ou jantar em casa, sirvam os vinhos (e outras bebidas) em copos adequados. Ah, e nada de os lavar na máquina! Eu pelo menos não os ponho lá. Ficam baços e partem-se com facilidade.

Bons copos e bons vinhos!

E agora 2 filmes de duas marcas mencionadas neste post:

Very short version in english:

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Pedalar ou não pedalar, eis a questão…

Scott Spark 710 2015.jpg

Scott Spark 710 2105 no seu local favorito: Monsanto.

Desde Outubro que não faço uma das coisas que mais gosto: pedalar uma bicicleta de montanha (btt). As razões são simples: rebentei um joelho e passados 15 dias parti um cotovelo. Estive parado cerca de 6 meses (em 2016 também encostei as bicicletas durante 6 meses por ter partido um dedo, a praticar… btt). Regressei aos pedais há pouco mais de 1 mês mas há cerca de 3 semanas fiquei de novo no estaleiro. Culpados? A ciática!

Não estou disposto a castigar-me com o dilema do título deste post mas é bom que tenha mais cuidado porque eu não vou para mais novo e os meus ossos também não. Privar-me dessa liberdade seria um tormento físico e mental, para o qual ainda não estou mentalizado.

Enquanto não estou 100% recuperado da dor ciática para já só me resta caminhar, caminhar, caminhar (mas ainda dói!). Até lá vejo as críticas e os filmes sobre a minha bicicleta, tal como este:

Walk on the mild side.

Caminhar não é algo que exige muito. Isto se não tivermos nenhum impedimento de maior ou um problema de saúde. Mas quando metemos os pés aos passeios ou às calçadas gostamos de o fazer de uma forma descontraída e com estilo. E é aqui que se faz ao caminho um par de sapatilhas, por exemplo.

As que hoje mostro foram baratíssimas! Sei que as comprei há cerca de 10 anos (!), numa loja de desporto do Freeport, e que custaram 15€, se a memória não me atraiçoa. Estavam empilhados num cesto, juntamente com muitos outros. Acho que deveriam ser restos de colecção.

Estas sapatilhas são da Lotto, uma marca de desporto italiana que não tem grande expressão (pelo menos em Portugal). São muito leves, assentam que nem luvas e dão um caminhar rápido mas solto. Nada de os meter em caminhos de cabras! Nem eles nem os vossos pés iriam apreciar.

Walk on the mild side*? Com estes Lotto, certamente.

*Alusão à música “Walk on the wild side“, de Lou Reed.

Nem de propósito, eis a música, com uma letra que gerou (e ainda gera) controvérsia:

Play boy.

Coelho anão

Coelho anão à solta em minha casa.

Este é, provavelmente, o post mais fofinho do meu blog. O seu principal protagonista é um coelho anão (o que está na foto; a saladeira da Loja do Gato Preto é um adereço para dar contraste, cor e escala).

O bicho não é meu mas está à minha guarda durante uma semana. É da minha namorada. Estou cheio de sorte: o animal podia ser uma iguana, um gato assanhado ou um cão de uma raça perigosa. Mas também podia ter sido mau para ele: o coelhito tem o tamanho ideal para os meus tachos e panelas. Mas ele é um querido: é sossegado, é mesmo muito fofo (literalmente) e parece um peluche vivo. Mas não é um peluche. Para saberem mais sobre esta variedade de coelho, e todos os cuidados a ter com ele, cliquem aqui.

Ok, não fará frente (nem traseira) a outra espécie de coelhos, mas lá que é um bicho giro, lá isso é.

E agora um vídeo extensivo sobre esta gracinha:

Faz todo(s) o(s) sentido(s).

Como se pode celebrar uma ocasião especial? Por exemplo, um ano de solstício enamorado. Ignora-se o evento e é um dia como outro qualquer? Faz-se uma festa de arromba para uma catrefada de amigos? Escreve-se um post muito bonito e lamechas numa rede social mas sem nenhuma emoção especial?

Obviamente que nenhuma das hipóteses acima referidas faz sentido. Já oferecer flores e ir jantar fora a um sítio giro e tranquilo é outra história. Mas nada de arrancar flores no jardim do vizinho ou ir comer a uma cadeia de fast-food! É sinal de pobreza de espírito, com muito pouco sentido, e um bom motivo para nos porem um par de patins…

Desta forma, e já que estou a falar tanto de sentidos, a semana passada quis(emos) festejar um evento muito particular num sítio que me foi generosamente  recomendado. Cascais foi o local escolhido (não vou explicar porquê), no restaurante/bar 5 Sentidos.

É um espaço com classe mas descontraído e com uma decoração acolhedora, por isso não ficamos intimidados ao entrar. A mesa já estava reservada. Abriram-se as hostilidades com um delicioso patê de mexilhão, tostas e pão. Para beber uma incontornável água e dois copos de vinho branco da Casa Ermelinda Freitas. Depois veio uma travessa para resistentes: o fantástico risotto 5 Sentidos, que dava à vontade para 3 ou 4 pessoas. Mas comeu-se tudo, o que deixou estupefacta a senhora que nos serviu! Cheios, mas consolados, dividimos uma sobremesa: uma tarte de limão. O pontapé de saída foi um café e um descafeinado.

Pelo ambiente, pela esplanada no exterior, e pelas salas e recantos no interior, é um restaurante que suavemente satisfaz os sentidos. E no Inverno deve ser delicioso aproveitar o quentinho da lareira (sim, tem!). Ah, os preços não são exorbitantes, o que para uma vila como Cascais até poderá causar alguma surpresa. Faz sentido experimentar este restaurante? Faz todo(s) o(s) sentido(s).

É de acrescentar que tivemos um comité de recepção à nossa espera: um deslumbrante arco-íris, em tarde abafada, de grossos pingos de chuva e de intenso cheiro a terra molhada. Não podia ter sido melhor. Há quem me tenha garantido isso apenas com a doçura de um olhar…

E agora uma receita muito similar ao risotto que comemos:

Very short version in english:

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A sofisticada e o popular.

Será que os gajos são dados a flores a plantas? Alguns são, mas a maioria não, até porque isso pode comprometer a sua (deles) sexualidade. Basicamente um tipo só se lembra de flores no dia de São Valentim, no aniversário da mulher, da namorada ou da mãe ou então quando fez borrada da grossa e quer-se desculpar com um belo bouquet perfumado de redentoras flores viçosas.

Com o advento da Primavera respira-se uma atmosfera mais florida, bem propícia à oferta de flores. Exala-se o perfume da atracção e do amor (esta dica é preciosa, por isso tenham-na sempre em mente). E depois a imagem da flor em si muitas vezes remete para a anatomia do sexo feminino, tal como podem ver aqui (sobre este assunto, podem ler esta interessante tese, de Andrea Frownfelter, da Eastern Michigan University).

Mas o perfume floral não se restringe às flores. Aliás, há flores que não cheiram. Mas, por outro lado, há plantas sem flores que emanam agradáveis aromas. Veja-se o caso da flora deste post: a elegante e sofisticada orquídea é praticamente inodora; já o atrevido e popular manjerico é generoso em odor. A orquídea compensa a falta de cheiro em maior durabilidade e resistência, apesar do seu ar frágil. Já o vaidoso manjerico é planta para durar umas duas ou três semanas, pois está na sua natureza não viver muito tempo. Ao menos diverte-se na efemeridade dos Santos Populares, altura em que é intensamente apreciado.

E a propósito, vai uma marchinha? Tenha a personalidade de uma orquídea ou de um manjerico, não há nada como uma noite de Santos Populares e de sardinhas para um começo de Verão bem passado na rua.

Tomem lá um vídeo bem engraçado mas também didáctico: