Parabéns à resiliência das mamãs e dos papás.

Bolo de aniversário 12 anos

Bolo de aniversário (obviamente).

Não tenho filhos, por isso sou capaz de estar a falar de cor. Mas sou capaz de calcular o esforço, a paciência e o bom-senso para criar a criançada, principalmente quando esta entra na adolescência.

É um período lixado, safa! As hormonas aos pulos, o desafio da autoridade maternal e parental, a idiotice sempre presente, as respostas tortas, os amuos, as exigências, as ameaças das redes sociais, etc.

Por vezes tem de se dar um murro na mesa e isso até pode arruinar um momento ou um dia, mas há pais que evitam isso para não se estarem a chatear. O problema é que poderão estar a criar monstrinhos egoístas, fúteis mas que (infelizmente) não estão a viver numa realidade faz de conta.

É tudo uma questão de compromisso e de muita pachorra. Mas desde já o meu elogio a todas as mamãs e papás que se comprometem com os seus filhos de uma forma equilibrada, nem que para tal isso custo alguns choros, birras e cabelos brancos (nas cabeças dos pais).

Melancia cortada

Melancia cortada aos pedaços.

Tudo isto vem a propósito da festa de aniversário que a minha namorada preparou para a sua filha: um fim-de-semana num bungalow no Parque de Campismo de Monsanto. É um sítio a ter em conta para um evento destes: tem muito espaço, uma piscina e, apesar de não ser nada do outro mundo, pode proporcionar momentos únicos.

Agora digo-vos uma coisa: não façam isto com mais de 4 ou 5 miúdas  de 12 anos (já armadas em lolitas) ou com 3 ou 4 rapazolas na mudança da voz. God, pode ser um pesadelo! Mas pronto, faz-se só uma vez e basta!

Por isso, e por muito mais, parabéns a todos as mamãs e papás que realmente se importam com os seus filhos, mesmo quando estes os levam ao desespero e só apetece dar-lhes uns valentes estalos.

E agora um vídeo para ver, sorrir e meditar:

 

Resmas de fotos.

Exemplos de fotos do meu instagram.

Exemplo de fotos do meu instagram.

1212. À data, este é o número de fotos minhas no instagram. Neste blog já assinalei as 1000 fotos.

Cada uma é a captura de um pequeno momento, de um minimalismo contido na sua essência (que lindo), um efémero piscar de olhos que deseja prolongar-se na eternidade (uau, isto está cada vez melhor). Enfim, são fotos minhas, tiradas com telemóveis, porra!

Arregalem os olhos e apreciem.

Obrigado.

 

Há Sol e Pesca no Cais do Sodré.

Em Lisboa, o que comer num final de tarde meio farrusca de um Verão que tarda? Se for esse o caso, e se estiverem para os lados do Cais do Sodré, sós, mas de preferência acompanhados, que tal experimentarem uma antiga casa de acessórios de pesca?

Calma, não estou a dizer para comerem anzóis ou fios de nylon. Provavelmente iriam ter fortes dores de garganta e ardores no estômago nunca antes sentidos. O que eu estou a propor é algo tão simples como isto: vão ao Sol e Pesca e experimentem uma das muitas conservas que por lá há, prontas a serem pescadas para os pratos.

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Ainda se respira a atmosfera de uma loja de artigos de pesca.

A oferta é muita e variada. Para além disso também há outras entradas e até alguns pratos, mas a base anda toda à volta do pescado que se apresenta em latas. Ah, mas não pensem que são as marcas que se encontram na maioria dos supermercados. Nada disso! São marcas portuguesas que não conhecemos de lado nenhum mas que são um deleite de apetite. Apetece experimentar todas, ali mesmo ou então levar uma série de latas para casa.

As latas estão expostas nas montras com portas de vidro, bem ao jeito das antigas mercearias e drogarias portuguesas. E depois há a decoração com os objectos que se usavam (e usam) na pesca e outros acessórios afins. As mesas são baixinhas com bancos a condizer, no interior (nada de muito confortável, mas imaginem que estão num barco a navegar ondas). E no exterior, tipo convés a entrar na Rua Nova do Carvalho (a célebre rua cor-de-rosa do Cais do Sodré, há a simpática esplanada, na qual se vê melhor a fauna que por ali navega de um lado para o outro.

Pronto, agora que já foram arpoados com esta sugestão, não é preciso ter muita lata para ir ao Sol e Pesca. Aliás, não é preciso nenhuma porque encontram todas neste imperdível local de Lisboa.

Bom apetite!

E agora eis um vídeo da série No Reservations, de Anthony Bourdain, filmado em Lisboa e que passou pelo Sol e Pesca:

Short version in english:

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Dor de cotovelo.

Joelheiras e cotoveleiras (2 pares)

Cotoveleiras e joelheiras Oxelo. São para quem pratica skate e patins, mas para mim irão servir para o btt. Tenho dito!

Tenho mais de 50 anos. Não posso partir mais ossos. Mas ainda tenho vontade de muita adrenalina. Como conciliar isto sem ficar com dor de cotovelo? Encontrei a solução na Decathlon, com um cartão que as minhas amigas e amigos me ofereceram no meu último aniversário.

Encostas acima não são necessários estes artefactos. Mas quando toca a descer é que a porca torce o rabo. Aí tem de valer toda a protecção possível e necessária. Por isso ando sempre de capacete. Já salvou a minha vida! Mas agora tenho de poupar o esqueleto. Daí as protecções para joelhos e para cotovelos. Para não ter dores e muito menos partir mais ossos. Não são as mais apropriadas para btt mas foram as que encontrei. Agora é ir com calma, também para não ficar outra vez entrevado com uma crise de ciática. Já basta!

E agora vai uma descida de downhill?

A Paula mora em minha casa.

Azulejo. De Paula Rego

Azulejo assinado por Paula Rego. Produzido pela Ratton Cerâmicas.

Tenho um azulejo. Aliás, até tenho mais (na casa de banho, na cozinha…). Mas como este só tenho um. É assinado pela pintora Paula Rego. Para mim é das pintoras portuguesas (vivas) que mais aprecio (também não há muitas mais, pelo menos com projecção). A obra dela não é consensual: ou se ama ou se odeia.

Na grande maioria das suas obras — que contam histórias — há quase sempre uma pequena crueldade latente, um poder/submissão que nos pode trazer memórias de uma infância agridoce, pequenos contos que misturam o real com o surreal, retratos de um certo universo feminino.

Cada um de nós interpreta os seus quadros como quiser. Mas há sempre alguns fios condutores, tal como enunciei no parágrafo anterior.

Este azulejo foi uma oferta de uma empresa de comunicação onde trabalhei. Não compensa todas as chatices que por lá tive mas é uma recordação boa de um local menos agradável. É uma memória de tempos passados mas marcantes. Tal como as obras da Paula Rego.

E agora uma reportagem imperdível com Jorge Jesus a comentar a obra da pintora!

Assalto.

Fachada de prédio no Lumiar

Fachada de prédio Lumiar. Tenho a certeza. Fui eu que tirei a foto. Não tenham dúvidas disso.

Hoje uma dúvida assaltou-me. Ela nem sequer era muito grande e não parecia ser atemorizadora. Enganei-me.

— As certezas ou a vida!

Perante esta ameaça, e como fui sempre um bocado caguinchas, lá tive que lhe entregar a carteira. Não estava muito recheada e não tinha o que ela queria. Havia apenas 4 ou 5 interrogações mas de pequeno valor.

Antes de virar as costas, e mergulhar num mar de questões, ainda falou comigo num tom zangado.

— Para a próxima vez trata de teres a carteira bem recheada de certezas ou transformo-te a vida num inferno existencial, ouviste?

Fiquei a tremer e nem mesmo o auxílio de uma convicção, que veio ao meu encontro, me descansou: mais tarde ou mais cedo a dúvida iria assaltar- me de novo. Disso eu tenho a certeza.

PS: hoje não me apeteceu abordar nada de especial, mas também não quis deixar o blog em branco. Sendo assim, resolvi fazer um post com um conto curto de minha autoria. Chama-se Assalto. A foto também é minha mas funciona mais como uma abstracção colorida.

Obrigado pela compreensão.

:p

Vamos mergulhar num molho gostoso.

Faço umas “coisas” na cozinha. Desenrasco-me. Ok, vamos ser justos: até faço algumas receitas interessantes e saborosas. Para além disso, cozinhar é relaxar, se bem que não gosto de fazer nada só para mim.

Hoje não vou dar grandes dicas. Vou apenas apresentar um molho (é mais fino e correcto dizer dip). É muito simples. O que preciso?

  1. Uma embalagem de sopa instantânea de cebola (Knorr, Maggi, Continente, ou outra marca qualquer);
  2. Uma embalagem de creme de ervas finas Philadelphia;
  3. Seis iogurtes naturais (qualquer marca serve – a receita original é com quatro iogurtes mas assim acho que fica um pouco salgado).

Mistura-se tudo muito bem misturado num recipiente. Depois é levar ao frigorífico por um mínimo de 3 ou 4 horas. Serve para comer com aipo, cenoura, tomate, pepino, etc. Também dá um bom dressing (outro sinónimo fino de molho) para saladas e afins.

Pão, tomate, aipo e o tal molho

Pão, tomate, aipo e o tal molho.

Rapaziada, impressionem as vossas “meninas” (ou “meninos”, sei lá eu). É muito fácil fazer este delicioso molho.

Eis um vídeo com uma receita similar (mas com uma voz mais irritante do que a minha):

In english:

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