Nas férias meti-me em Sarilhos.

Sim, mas foram Sarilhos Pequenos, ali para o lados da Moita, à beirinha dos baixios do Estuário do Tejo. Há uma enseada que dá porto a um estaleiro naval para pequenas embarcações, havendo por perto uma associação naval: a Associação Naval Sarilhense. É um sítio calmo e com uma certa aura de nostalgia. Não sei se é um sarilho para entrar lá ou não. Calculo que não. Mas, já agora, sabem o que é um sarilho? Pelos vistos há muitos, uns maiores, outros mais pequenos. Vamos ao dicionário priberam:

sa·ri·lho 

substantivo masculino

1. Espécie de dobadoura em que se enrolam os fios das maçarocas para fazer meadas.

2. Movimento rotativo do corpo em volta do trapézio.

3. Movimento rotativo imprimido a pau ou espada.

4. Máquina em que se enrola a cordacabo ou cadeia do cabrestante ou das máquinas análogas.

5. Disposição de espingardas em feixe.

6. [Informal]  Barulhobriga.

7. Confusão.

8. Intrigamexerico.

9. [Brasil]  Engenho para tirar água.

andar num sarilho
• Não pararandar numa roda-viva.

“sarilho”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/sarilho [consultado em 31-08-2018].

Por falar em sarilhos, antes de me ter metido neles (mas nos pequenos, como já disse) andei ao longo da praia do Gaio-Rosário. Andar com os pés dentro da água escura do Tejo (pelos vistos agora menos poluído) é algo que pode não ser muito apelativo, mas sempre dá se apanhar outros banhos, os de sol.

Passei ao lado da largada de touros na praia. Lá está, quis evitar sarilhos, mas dos grandes!

Até ao próximo post, desta vez sem sarilhos de espécie nenhuma, mas sempre a descobrir um Portugal desconhecido que espera por nós.

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