Mais de 35 anos depois sintonizei de novo TV21.

Ok, fui mesmo ao baú das minhas memórias musicais e desencantei esta grande banda esquecida: TV21. Consegui sacar um álbum no YouTube. E o mais engraçado é que eu tenho o vinil!

A Thin Red Line. É o nome do disco. É algo obscuro e pouco ou nada se encontra sobre ele na internet, nem as letras das músicas!

Aqui e ali soam a Teardrop Explodes mas é um LP com uma mão cheia de grandes canções épicas e zangadas. Ouvi algumas delas e incrivelmente ainda soam bem e pouco datadas. A ouvir de novo, 35 anos ou mais depois.

Almoço de Natal saboroso, divertido e perfumado.

O que é que não rima com Natal mas que está ligado a ele? COMIDA! Mas, como muita comida, o que conta é o que está por trás dela. Se for confeccionada com amor nós notamos. E à mesa, num almoço de família, ou com amigos mais chegados, nós vamos reconhecer isso. Ok, quando somos miúdos torcemos o nariz a alguns pratos, mas mais tarde, já crescidinhos, esses sabores despertarão em nós memórias de momentos bem passados junto àqueles que mais amamos. E o Natal é um desses momentos inesquecíveis, diga-se o que se disser.

Este almoço de 25 de Dezembro não foi excepção. E pela 1ª vez a minha mãe poupou-se um pouco na cozinha, mas teve olho para encomendar no Pingo Doce um borrego fatiado que estava delicioso, que ainda por cima vinha num recipiente que vai ao forno! E a bom preço, e em quantidade apreciável. O acompanhamento foi um puré de batata enriquecido (um dia destes explico, se souber) e uma divinal tatin de cebola, chalota, essa feita pela minha mãe. Miam!

A sobremesa foi um bolo de amêndoa e gila. Pornograficamente bom, também feito pela minha mãe. E nem vou falar dos vinhos que o meu pai nos proporciona. São sempre killer wines!

Sendo Natal, a “coisa” mete sempre prendas. Em termos de presentes, eu actualmente acho que o Natal é feito para as crianças. E o ponto alto deste nosso Natal foi a oferta de um Hatchimals Hatchibabies à sobrinha do meu irmão Gonçalo. Todos deliraram com o presente. Mas vejam o vídeo e irão perceber o que é:

Eu não preciso nada, nem quero nada de especial. Mas oferecemos ao meu pai um pack de 3 cervejas envelhecidas da 8ª Colina (que afinal também já tinha comprado, GRRR). E a minha mãe ofereceu-me um coffret com a minha marca favorita de perfumes masculinos e afins: Issey Miyake(já falei aqui e aqui)

Issey Miyake coffret.

Et voilá! E agora para sair no mood e em beleza, tomem lá umas musiquinhas natalícias cantadas pelo Frank e pelo Nat:

Natal: sempre diferente, sempre igual.

Pagão e consumista? Espiritual, divertido e acolhedor? O Pai Natal é o que quiser.

Todos os anos é sempre a mesma coisa. Mas será? Basicamente o Natal tem 2 vertentes (ok, tem uma 3ª mas que acho estar algo diluída): O aconchego da família; a vertigem das prendas e do consumo.

Vamos à 1ª: bem, o Natal é a festa da família. E aqui o principal alvo e motivo de magia desta estação são as crianças. É por elas que existe um senhor que anda de trenó e distribui prendas. É uma treta? É. Mas é uma treta do mundo da magia e acho que isso é essencial e importante. E nada paga um sorriso aberto e uns olhos esbugalhados no momento de se abrirem as prendas.

A 2ª vertente por vezes assume o carácter de obrigação e isso é algo que me lixa. E também pode lixar a carteira. Por isso, tento nas prendas. Uma graça e um postal podem ser mais importantes que uma cena XPTO e que depois fica escondida a um canto. Experimentem o amigo secreto e tudo fica mais divertido e em conta.

A 3ª vertente ainda tem algum peso e sentido num país como o nosso, maioritariamente católico. Mas aí é a figura do Menino Jesus e do Presépio que têm a sua razão de ser. E à volta desta tradição religiosa outro universo e abordagem se constroem, mas que cada vez mais se mistura com a presença do senhor vestido de vermelho. Toda a gente agradece e todos ficam contentes. Afinal é Natal.

E agora um vídeo sobre uma possível evolução deste sujeito bem disposto e de mãos mais ou menos largas (consoante as possibilidades das carteiras):

Prova de fogo.

Is that Emily?

Um dia destes ao ver o instagram da Ana Dias (fotógrafa portuguesa que costuma trabalhar para a Playboy), deparei-me com as fotos de uma modelo (que também tem um instagram, como não podia deixar de ser).

Ao ver o seu site fiquei a não saber duas coisas: o seu apelido e os fotógrafos da sua página na internet. O apelido não é importante, mas os fotógrafos sim, porque gosto de creditar as criações dos outros.

E foi precisamente uma das suas fotografias que mais despertou a minha atenção (como se as outras não tivessem despertado…). Uma dúvida assaltou-me: o que pode ser mostrado na internet (nomeadamente nas redes sociais), sem ter o crivo da censura mais puritana?

Arrisquei no teste com a colocação da foto acima. E agora? Já agora gostaria de saber a vossa opinião. Estou a brincar com o fogo, calculo, mas vamos ver se não me chamusco.

Obrigado e não fiquem com os olhos em bico…

A 8ª Colina desceu ao Marquês.

A copos na Oitava Colina.

E uma vez mais a cerveja artesanal toma conta do meu blog.

Apesar de nunca ter referenciado a 8ª Colina (shame on me!), eis que dei de caras com o seu novo espaço, em plena Av. Duque de Loulé, a dois passos do Marquês de Pombal.

E olhem que vale a pena: tap room, em baixo, restaurante em cima, num espaço mais para o minimalista mas acolhedor, em que o balcão e o ecrã gigante dominam a cena. Mas sejamos honestos, com o nome de 8ª Marquês, aqui o domínio é mesmo a cerveja. A da 8ª Colina, entenda-se.

Bebi duas. A minha companhia (a Carla bebeu outras duas). No total foram quatro variedades. Não apontei nada (como sempre). Apenas desfrutei. Eu já conhecia esta marca e tinha gostado do que bebi. É uma concorrente saudável e à altura da Dois Corvos e da Musa. Sim, de facto Lisboa já tem óptimas marcas de cerveja artesanal. Definitivamente a 8ª Colina é uma delas.

Tem fábrica própria (claro está), um tap room na rua Damasceno Monteiro, e agora desceu ao Marquês para nos dar boa cerveja e comida.

Tenho de voltar para experimentar o restaurante e beber mais umas quantas. E tirar mais fotos, porque agora fui forreta. Ah, e temos mais sorte do que o Marquês de Pombal, pois ele já não está cá para beber a 8ª Colina e nós estamos!

Cheers!