Boa de mais para ficar em silêncio.

Até há 2 ou 3 dias nunca tinha ouvido falar desta guitarrista de jazz. Imperdoável! Chama-se (chamava-se) Emily Remler e desapareceu muito cedo.

Muito talentosa, é um prazer para os ouvidos. Deixo aqui alguns discos dela.

Para quem gosta do género, é obrigatório ouvir. Enjoy.

Pela saúde de todos nós.

Usar contra o Covid19.

Um dia destes tive mesmo de sair de casa. Assuntos profissionais a tal me obrigaram. Resolvido esse assunto, foi quase imperioso eu ter dado uma pequena volta a pé (a minha saúde mental determinou isso). Algures em Carcavelos, deparei-me com um canteiro num rés do chão. Estava (e espero que ainda esteja) num impecável estado: arranjadinho e com algumas plantas. Mas o que mais despertou a minha atenção foram as placas que lá estavam. Para além de terem um toque campestre, as palavras nelas escritas falam mesmo connosco nestes tempos tão estranhos. Só não vê e não é sensível ao que lá está se for bronco, obtuso ou analfabeto. Não há desculpa! E voltem para casa sempre que não se justifique estar mais tempo na rua. É sinal de respeito. Por si e pelos outros. Obrigado.

É preciso muito.

Por Toutatis!

Asterix e Obelix em pose.

A propósito da morte de Uderzo [com Goscinny, foi o criador do herói Asterix, o Gaulês] recordo hoje que, durante uns bons anos, fui devorador assíduo de banda desenhada europeia. A “culpa” foi dos meus pais (mais concretamente da minha mãe) que todas as sextas-feiras religiosamente comprava a publicação Tintin.

Foi a partir dessa publicação semanal que eu entrei no mundo da banda desenhada, mesmo que um pouco mainstream, era um espaço onde eu descobri muitas heroínas e heróis que povoaram os meus tempos livres e imaginação, alargando os meus horizontes.

Não era só o Asterix. Obviamente o próprio Tintin e o Lucky Luke. Mas também outros menos conhecidos na altura, como Corto Maltese, Valérian et Laureline, Buddy Longway, entre muitos outros que agora não me recordo.

O mais interessante (mas com um final algo amargo) é que tivemos toda a colecção do Tintin semanal encadernada! Tivemos, mas foi roubada. Mas isso é outra história…

Alguns destes personagens já foram transpostos para desenhos animados ou mesmo para o cinema. Mas, para mim, não é a mesma coisa. No entanto, deixo aqui o vídeo completo da primeira aventura de Asterix.

Para ver em família!

Para ouvir em casa, vezes sem conta.

Calculo que esteja em casa. Posso sugerir-lhe uma doçura musical? Pode escutar enquanto bebe o café da manhã, antes de levar o cão à rua. Ou à noite, quando for à janela ver a Lua e as estrelas. E, se tiver uma lareira, pode ouvi-la em contemplação. Porque são estes os momentos que fazem das nossas casas os refúgios da alma. Relaxe e escute-a ao som desta música.

Também a pode ouvir no vídeo em baixo, e que já mereceu uma referência neste blog.

Tentações em tempos de clausura.

É bem provável que durante este período de clausura muitos de nós possamos ficar diabéticos ou hipertensos, tantas são as vezes que vamos à cozinha, ao frigorífico e à despensa. É um snack agora, uma bolacha 5 minutos depois, e uma hora volvida vai uma mini ou um iogurte. Ou um refrigerante. E depois umas batatas fritas e logo de seguida mais um sweet qualquer. Serão só tormentos para a nossa linha.

A foto mostra uma dessas tentações: uma tablete de chocolate preto (ou negro, como quiserem chamar, não se está a insultar ninguém). É da Nestlé. E está ali ao pé (até ver), no frigorífico. Assim é mais fresquinho, menos enjoativo, mas sempre tentador. Raios partam, lá vou eu de novo buscá-lo! Pronto, vou ficar com mais peso. No corpo e na consciência. Que se lixe. É para se esquecer o vírus com doçuras e salgadinhos.

Ok, e agora tomem um vídeo com exercícios físicos que se podem fazer em casa. Urgentemente!

Dark Fader.

No distante reino das outras forças,
a alma vai seca e danada. Queira a mente reverter o fluxo,
uma pedrada na água parada.

De negro pinta-se o céu e o universo,
e flutua-se no limbo, desajustado. No olhar de um louco, dorme o solitário,
e o som já se escuta pesado.

Documentos secretos voam pelos ares,
o desespero de não encontrar. Escasseia a memória do dia de ontem,
esse, travado no viajar.

E na aurora negra e infalível, poderosa descendo,
riscam-se todos os momentos. Não há lugar para bons, nem maus,
apenas a presença dos portentos.

(Poema de Franscisco Salgado Duarte, uma homenagem no dia seguinte ao Dia Mundial da Poesia – Da compilação Mordo as Luas Escarlates)