No distante reino das outras forças,
a alma vai seca e danada. Queira a mente reverter o fluxo,
uma pedrada na água parada.
De negro pinta-se o céu e o universo,
e flutua-se no limbo, desajustado. No olhar de um louco, dorme o solitário,
e o som já se escuta pesado.
Documentos secretos voam pelos ares,
o desespero de não encontrar. Escasseia a memória do dia de ontem,
esse, travado no viajar.
E na aurora negra e infalível, poderosa descendo,
riscam-se todos os momentos. Não há lugar para bons, nem maus,
apenas a presença dos portentos.
(Poema de Franscisco Salgado Duarte, uma homenagem no dia seguinte ao Dia Mundial da Poesia – Da compilação Mordo as Luas Escarlates)
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