Pontão e ondas bravas.

Em miúdo, e até à adolescência, passava as minhas férias na Costa da Caparica. Foram tempos gloriosos! Muita praia, muito sol, as andorinhas a voarem para os seus ninhos ao pôr do sol, os amigos. E “carreirinhas”, muitas “carreirinhas”. Hoje é mais fino. É bodysurf, algo que ainda me dá muito gozo fazer.

Bodysurf em modo descontraído mas algo pro.

Desde que estou em Almada, e em ano a findar mas ainda em modo pandémico, pouco fui à Costa da Caparica, até porque no Verão é tarefa para espíritos mais pacientes.

Mas agora, com menos gentes e mais ondas, lá vou eu cheio de pica. É um facto que tenho andado mais no paredão, mas fui a banhos e já dei banho à prancha.

A acção está na água.

Vamos lá esclarecer este ponto: tenho prancha de bodyboard, fato de surf em neoprene 4/3 (uma espessura boa para águas mais frias), pés de pato, gorro, meias e luvas. É o set completo, tudo da Dechatlon.

Apesar do frio, e da treta que é pôr o fato sozinho, entrar na água é uma emoção quase infantil. E dentro de água vale quase tudo menos deslizar nas ondas: levar com as ondas em cima, andar embrulhado nelas, ficar à rasca dos pés com o raio dos pés de pato, não ter posição na prancha. A maior frustração é ver putos com idade para serem meus netos a passar por mim como se fossem golfinhos a nadar ao lado de uma barcaça a meter água.

Eu em Olho de Boi, Almada. Já com look de bodyboarder?

Mas aguento-me à bronca, não tenho outro remédio, porque o mar é uma paixão. No entanto, estou consciente das minhas limitações: apesar de estar bem fisicamente, chegar até às ondas é uma odisseia. E depois apanhar uma só quando consigo recuperar o fôlego. Deslizar ao longo delas é ainda um desejo desconchavado. Mas lá irei chegar. Com mais ou menos pirolito.

E agora vamos aprender a fazer bodyboard?

Lições em Portugal.
A Isabela Sousa explica como é.

E agora surf music!

Rock lobster on the way.
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