Fazer birras em Marvila.

Segundo os dicionários, birra é um acesso de fúria que revela descontentamento ou frustração, muito comum em crianças pequenas. Mas há outro tipos de birras, que actualmente se manifestam em vários locais, sob a forma de cervejas artesanais.

Ok, birra é a palavra italiana para cerveja e, para já, ficamos por Marvila e não vamos até ao país das massas e das pizzas. Calculo que já sabem que há um Beer District em Lisboa? Eu explico: Dois Corvos, Musa e Lince são 3 marcas de cervejas artesanais que assentaram arraiais em Marvila. Como estão as 3 bem pertinho umas das outras, decidiram (e bem) ter uma excelente ideia de marketing, et voilá: nasceu o Beer District de Portugal (e arredores, digo eu).

Sobre a Dois Corvos já falei aqui. Sobre a Musa apenas vos digo que, para além de óptimas cervejas, tem um bar que é um mimo: amplo e descontraído, onde se pode beber, conversar e até ouvir e dar um pezinho de dança ao som de DJs convidados. Da Lince ainda não sei o principal: as cervejas, pois ainda não bebi nenhuma, mas estou curioso.

Por tudo isto, e porque Marvila muito em breve será um dos grandes pontos de interesse de Lisboa (já é!), não façam birras e vão à descoberta das cervejas e dos restaurantes. Em breve irei falar aqui destes últimos mas são espaços diferentes e surpreendentes e não anunciados, tanto assim é que na noite de Halloween eu e a minha namorada entrámos num pretenso restaurante, prontinhos para uma deliciosa refeição, julgando ter encontrado aquele lugar que não existe.

Mistérios de Marvila esperam por ti…

Escrever torto mas com estilo.

Parker pen
Parker Jotter (foto minha).

Tenho uma letra horrível. Mesmo. E ainda sou do tempo em que se aprendia a escrever com caneta de tinta permanente, na escola primária. Um tormento, a minha caligrafia foi/é (quase) sempre uma bodega. Lembro-me ainda de uma caneta de tinta permanente Parker que o meu pai tinha. Aliás acho que tinha várias, mas uma delas exibia um aparo com banho em ouro (acho que não é mito). Seria uma Parker Vacumit verde? Já não sei precisar mas calculo que sim.

Parker Vacumit

Parker Vacumit, foto retirada do Pinterest de vintagefountainpens.co.uk.

No entanto, a minha caneta preferida é uma esferográfica, também da Parker. Descobri hoje que é uma Parker Jotter. Já tive pelo menos uma em bordeaux e hoje tenho duas em preto. Uma delas serviu para abrir uma porta! (cortesia de uma idiota com quem trabalhei, mas resistiu à função inadequada). São fantásticas! Design simples, sempre vintage, classy e também sexy. Escrevem bem, muito bem mesmo. E fazer clique com o polegar numa Parker Jotter é uma maravilha viciante! Ok, estas canetas podem não melhorar a beleza da minha letra mas isso é defeito meu, não do material…
E agora 1 filme sobre a Jotter:

O sexo vende?

1872

Tira de banda desenhada de Daniel M.T. (DMT), a.k.a. O Criador.

Esta pergunta pode render muito dinheiro. Quase tanto como vale o sexo na nossa sociedade. Mas não estará sobrevalorizado? Explícito ou implícito, uma coisa é certa: capta a atenção. E abre muitos cordões de muitas bolsas. O sexo não vende apenas. Também compra. E muito. Mas chega de paleio e vamos passar à acção. Tomem lá 2 vídeos onde o sexo e a atracção estão presentes, tendo como protagonista uma marca bem conhecida (que eu nunca usei…).

Um 2018 muito fish!

eb677a_ccb661316ee04e929cd4d2846ded1620_mv2Na passagem do ano quase todos nós temos na cabeça desejos e sonhos que gostaríamos de concretizar nos 365 dias que temos pela frente. Alguns não se concretizam mas a intenção está lá e depois logo se vê.

Portanto aqui vai uma aspiração minha para 2018: fazer uma apreciação (light) de alguns sítios onde vou degustar e comer iguarias e outros acepipes (tal como já fiz neste post).

Ora bem, posto isto, na última noite de 2017, um grupo de amigos e eu juntámo-nos na Peixola, algures na Rua do Alecrim, em Lisboa. Tal como o nome indica, é um restaurante vocacionado para as coisas do mar.

A primeira impressão do local é curiosa e agradável: a maior parte dos lugares é ao balcão, que tem a forma de um peixe estilizado (conclusão minha). O espaço é agradável e despretensioso, destacando-se um peixe de lixo de plástico a navegar na parede, o que dá um ar modernista ao restaurante. Já o wc é apertadinho, o que pode proporcionar um convívio não solicitado entre os clientes…

Quem quiser ficar com uma ideia transversal da oferta dos pratos tem um menu de degustação ao dispor. Mas eu optei por escolher pela carta. E lá fui eu por uma amêijoa, um taco de peixe galo, outro de camarão, uma sopa de peixe excelentemente picante e um tártaro de salmão, tudo muito apetecível e saboroso. Ah, isto a dividir com a minha namorada, porque não quisemos enfardar, nem esvaziar a carteira. Rematámos com um petit gâteau de caramelo com gelado. Como dias antes tinha arrancado um dente do siso, a minha opção de copos era só a água. Mas um dos empregados teve pena de mim e preparou-me um óptimo cocktail sem álcool, com uma base de maracujá, limão e laranja. Estava óptimo!

É um sítio a voltar, ideal para um copo ou dois, com duas ou três sugestões das diversas entradas e acepipes. E aconselho o balcão, até para se ver o frenesim dos empregados (muito novos) mas que, com um despachado profissionalismo, dão conta do recado. Achei que o tempo de espera pelos pratos foi um pouco lento mas como era noite de fim de ano não me incomodou muito, pois não tinha pressa de me meter ao caminho para ver o fogo de artifício.

Ok, e uma vez mais, que tenham um bom 2018, de preferência muito fish, até porque é mais saudável. E tomem lá uma musiquinha a condizer:

Tudo em pratos limpos.

DSC_0201 (1)

Serviço Kabuki, da Vista Alegre.

Um tipo a falar de pratos num blog vocacionado para coisas de gajos? Que lindo serviço! Mas é verdade, é um serviço de loiça muito bonito, só para ocasiões especiais. Gosto por ser minimal e inspirado em apontamentos gráficos de influência nipónica. Chama-se Kabuki, e é uma excelente forma de encenar uma mesa diferente e sofisticada.

Servir uma refeição destas causa algum impacto junto ao sexo feminino, acreditem. A “culpada” é a minha mãe, que ao longo dos anos me foi oferecendo este conjunto. Sim, porque há limites! Provavelmente eu nunca o compraria para mim. Tenho um mais antigo (também oferta da minha mãe) e outro que comprei no IKEA. Uso-o todos os dias e dá pelo nome de Flitighet.

Portanto, quando quiserem partir a loiça toda (no aspecto romântico ou amoroso), sirvam uma refeição jeitosa em pratos à maneira e não naqueles rachados e com falhas, que têm à mão de semear no armário da cozinha.

Bons apetites, mas servidos em loiça de 1º qualidade, ok?

 

 

Jantar de Natal na Quinta.

quinta da leda

Esta é a altura dos almoços e jantares de Natal. Mas, convenhamos, há alguns que são uma seca e outros em que somos obrigados e ir, porque se não estamos (praticamente) despedidos. Depois há os almoços e jantares de família. E esses não queremos por nada deste mundo faltar, a não ser que a nossa unidade familiar seja disfuncional (e há muitas assim). Por último há outros jantares, mais raros porventura, mas que podem ser muito agradáveis ou até inesquecíveis. Nesta categoria cabem as refeições com um núcleo chegado de amigos ou então com alguém que é especial: mulher, marido, namorada, namorado, amante… eu sei lá, a escolha é vossa.

Nessa tal refeição, mais exclusiva, é bom que a comida seja no mínimo aceitável, com algum requinte mas sem formalidades e, de preferência com um bom vinho.

Este ano o meu 1º jantar de Natal foi no restaurante Rua, tal como já falei aqui. O meu 2º jantar de Natal foi ontem (22 de Dezembro) e foi delicioso: um lombo de porco fatiado (comprado no Continente) e com direito a um slow à sobremesa, ao som do disco Os Sobreviventes, de Sérgio Godinho. Confusos? Óptimo. Ah, e o vinho? Foi um magnífico Quinta da Leda 2011, da Casa Ferreirinha. É beber e comprovar…

E agora que venha o 3º jantar natalício, em família, pois claro.

Bom Natal, com muito amor e carinho, com ou sem Quinta da Leda.

Pé sem chulé é que é.

 

Já que o Natal tem prendas no sapatinho, lembrei-me de falar das minhas sapatilhas (ou ténis) de Inverno, da Geox. Tenho as que estão nas fotos e ainda outras pretas, com aplicações em camurça (acho eu…).

São muito confortáveis, caramba! E têm um estilo sóbrio mas elegante. São daqueles ténis que se podem usar com blazers e sobretudos (agora também é fino dizer-se que são trainers, mas é melhor não se tentar fazer nada de muito radical com eles).

Ah, também ficam debaixo de uma árvore de Natal, a fazer de receptáculo de prendas. Como “respiram”, os presentes não ficam a cheirar a chulé. Nem há o risco da família desmaiar na noite da consoada. Vejam o filme em baixo e irão perceber o que estou a dizer:

Feliz Natal, de preferência sem maus odores.