Baltazar, o Rei dos Montes.

O Baltazar é um pavão.

Tive umas férias curtas. Curtinhas, mesmo. Fui convidado para ir até ao centro do país, mais propriamente aos Montes da Senhora (nome que se presta a uma mão cheia de brejeirices), uma freguesia do concelho de Proença-a-Nova. Não conhecia. Fiquei a conhecer. Gostei. Da hospitalidade da minha anfitriã, das paisagens, das piscinas e praias fluviais, dos bailaricos. E do Baltazar.

E quem é o Baltazar? É um Citroen 2CV, um dos últimos, de 1988 (salvo erro). Não foi a primeira vez que andei num, mas desta vez foi memorável. À hora de almoço de um dia quente, lá veio ele todo lampeiro, muito bem domesticado pela sua dona, buscar-me à paragem do autocarro. E daí lá fui eu levado, como se viajasse numa máquina do tempo, até à Praia Fluvial de Cardigos.

Nos confins de Portugal, por entre muita água, cerveja, canções pimba e maranhos (excelentes num restaurante da vila Sobreira Formosa, uma povoação com um nome que faz jus à sua beleza), por onde quer que passasse Baltazar provocava torcicolos, olhares de espanto e alguma invejazita.

A rolar o pópó é um espanto: confortável nas curvas, com um motor que relincha na sua grande manada de 29 cavalos (!), e com um avançado sistema de ar nada condicionado. De capota aberta, a brisa do campo inundava-nos em ondas quentes. A refrigeração era simplesmente o nosso suor porque o Baltazar é Rei mas é um moço nada dado a luxos, apesar da ostentação das suas linhas e dos 2 coloridos tons que exibe vaidosamente como um pavão.

Nas subidas tinha a liberdade de se engasgar um bocadinho, mas, mesmo com a carga de 4 humanos, não deixou ficar ninguém mal. Ah, 4 mudanças ao lado do volante punham o bólide a roncar que nem um furacão a ameaçar as serranias. E lá nos levou, todo orgulhoso, para sítios que só ele o poderia fazer com muito mais encanto. E os sítios foram lindos! Ora espreitem estas fotos:

Duas sugestões finais: se puderem tentem andar ou conduzir (algo que não tive autorização…) este icónico automóvel; e já agora é obrigatório conhecerem esta zona do país (tão fustigada pelos incêndios), visitar as aldeias do xisto e banharem-se nas inúmeras e belas praias fluviais.

E tomem lá mais um vídeo do 2CV:

Ó Kappa.

Casaco fato de treino Kappa (pormenor)

Logótipo Kappa, em casaco de fato de treino.

“Ah, como é bom enfiar um casaco de fato de treino e ir correr ou dar uma caminhada. Ah, como é bom fazer desporto, que faz tão bem. Ah, como é bom vestir um equipamento de marca, que fica bem, dá estilo e ainda por cima ajuda a melhores prestações desportivas. Ah.., Porra, quando é que passa a p*** desta crise ciática, pois não me consigo mexer, nem dar 10 passos seguidos sem ter de parar para recuperar da dor!”

Desculpem o desabafo, mas é um facto que agora estou feito um desportista de sofá, dadas as circunstâncias expostas no parágrafo anterior. Mas continuo a acreditar que um dia destes, já sem o raio da ciática, irei vestir este casaco de fato de treino (uma oferta do meu pai) e dar umas belas caminhadas. Depois, como complemento ou não, poderei também vestir (ou neste caso despir) a marca paralela Oppa e divertir-me à brava com uma das melhores coisas da vida. Obrigado pela compreensão e também pelo atrevimento.

E agora um filme da Audi com a participação da Kappa:

Este carro é uma coisa esperta.

Alto e pára o baile! Como é possível um blog de um gajo sem um post de carros? Heresia! Sacrilégio! É uma desconsideração, sem dúvida.

Ok, rapaziada, acalmai-vos. Este blog estreia-se hoje nos automóveis. Mas, atenção, se estão à espera de ver por aqui Bugattis, Porsches ou Ferraris bem podem tirar o cavalinho da chuva. O baptismo das 4 rodas motorizadas no Marca de Homem arranca com um Smart: o meu! 

Nas cidades é o carro de quem é inteligente, sem ser chico esperto: é pequeno, muito manobrável, estaciona-se em qualquer lado e tem mudanças automáticas, o que dá um jeitão, principalmente no pára e arranca. Mas há muito boa gente a torcer o nariz: “Mudanças automáticas? Isso não é conduzir! O que faço com o pé esquerdo? E onde é que eu ponho a mão direita?” Enfim, desculpas de gente que não é… smart. Mas assim que conduzem um no inferno urbano, até que ficam rendidos: “Pá, é giro! E andam bem! Ok, e sempre posso usar a caixa das mudanças em modo sequencial”.

Vêem como são espertos! Eu sou. E até tive um todo-o-terreno. E até já fiz anúncios de automóveis. Ah, pois é… sou uma esperteza de gajo. Pudera, tenho um Smart.

Vrrruuummmm!

E já agora um vídeo sobre o novo Smart descapotável: