Winter is coming.

 

winter casacos geral

Em cima, da esquerda para a direita: sobretudo Zara, blazer H&M, sobretudo Jorge Virgílio. Em baixo, da esquerda para a direita: blazer e colete Future Casual (Cortefiel) e blazer N&B Classic.

Sim, mesmo com o aquecimento global, o Inverno está aí. Eu não costumo usar muito sobretudos ou blazers mas naqueles dias secos e frios, ou quando quero sentir-me mais estiloso ou gentleman (ou as duas coisas), não costumo dispensar uma peça de roupa quente e que confere uma acrescida distinção (que bem dito!).

Estas peças geralmente podem dar um ar de dandy (mais nos blazers) ou de Humphrey Bogart (mais nos sobretudos), mas assentam muito bem e elas (as senhoras) costumam reparar até aos mais pequenos detalhes.

Geralmente são peças de roupa que não gostam muito de água. Eu pelo menos não gosto que se molhem.

Mas é aí que entram as parkas e/ou blusões de Inverno. Também são quentes mas podem aguentar uns pingos de chuva (desde que não ensopem). É roupa mais tipo todo o terreno, com a qual se fica com um ar desportivo, casual e descontraído.

(Na foto em baixo, da esquerda para a direita: parka Cortefiel, blusão Boomerang (El Corte Inglés), parka Dutti Sport (Massimo Dutti).

No campo, na cidade, à beira-mar ou até na montanha, que venha lá esse frio! E uma coisa vos digo: ficamos mais bem servidos com estas peças de roupa do que o pobre do Jon Snow sempre enfiado naquelas peles que já devem feder à distância…

Winter is coming? Be ready!

 

A (quase) eternidade num instante.

Instagram. Gosto e uso muito. Tirar fotos é um hobby, um desafio, captar aquilo que parece ser insignificante mas que pode revelar algo sobre nós. E sobre os outros. E sobre o que nos rodeia.

Escrevo. Gosto de escrever. Mas por vezes sou preguiçoso. E as fotos podem contar uma história sem que tenha de a escrevinhar. É rápido. É o meu olhar. É a emoção e a impressão ao segundo. Que se torna eterno num único momento, num único instante. Como este:

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Hotel Avenida Palace, foto minha (obviamente), tirada com a minha máquina fotográfica Canon Powershot SX200 IS, e que está no meu Instagram.

 

Moura encantada.

moura cervejaRumei ao Sul. Tinha destino marcado. E 1 objectivo. Aliás 2: deslumbrar-me com o brilho de 3 sóis e aproveitar a companhia e o calor de uma estrela. E foi nesse propósito que a conheci, num pátio interior, à mesa com duas tostas, uma Moura que me pareceu exótica e encantada.

Corpo sedoso, de aromas estivais e paladar a alfarroba, uma princesa de Tavira, segundo reza a lenda:

“Aben-Fabila encantou a sua filha no Alcazár de Tavira, esperando voltar para a resgatar aquando da reconquista da cidade. Partiu, no entanto, para nunca mais ser visto, e a moura encantada permaneceu até hoje, fadada a um destino que nem o seu pai poderia imaginar. Desde então, volta todos os anos a subir às muralhas, para chorar e encantar na noite de São João, no dia 24 de Junho, aprisionada a um encanto que nunca mais a libertará. Assim também, surge uma cerveja para encantar e aprisionar nos seus paladares todos os que se aventuram a saboreá-la em boa companhia.”

No entanto não há bela sem senão. É ver o site e perceber um evidente erro de comunicação. Assim não há moura que resista.

“Infiel, deixou-me…”

What else?

 

Com Nespresso mudei a minha forma de beber café. Antes de mais nada, deixei de pôr açúcar. Menos uma acha para uma hipotética e amarga diabetes. Depois criou-se uma espécie de ritual: a filinha para a máquina, depois de um almoço ou jantar em casa.

Durante alguns anos, em casa dos meus pais, ao fins de semana bebia-se café preparado num balão. Sejamos sinceros: era algo quase uma cerimonioso, a chama da lamparina, a água a ferver, o borbulhar de um café que até parecia artesanal.

Mas os tempos mudam. Acordamos um dia com a sensação de sermos mais sofisticados. E sexy! Sim, porque beber Nespresso acho que tem qualquer coisa de sensual. Deve estar relacionado com a sua comunicação: os homens querem ser o George Clooney, as mulheres querem ser seduzidas por ele, mesmo dando-lhe para trás. Vou lembrar:

Vai um cafezinho? Nespresso, what else.

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O Feminino em Pessoa.

 

 

A música é uma das minhas marcas. Desde miúdo. Não cheguei a aprender. Fui parvo.

Considero-me bastante ecléctico em termos musicais. Tanto oiço Keith Jarrett, como Dead Kennedys (agora muito raramente). Cheguei a ter cerca de 1000 CDs. Mas foram sempre poucos para a minha sede melómana.

Durante muito tempo preferi a parte estritamente musical às letras, mas hoje presto muito mais atenção às palavras, sejam em inglês, sejam em português.

O último concerto que vi foi no passado sábado (4 Novembro, 2017), na Casa da América Latina, que é um espaço a ter em conta, com exposições variadas e concertos intimistas, alguns deles à borla! A artista convidada foi a pianista e compositora brasileira Patrícia Lopes, que eu desconhecia. O que ouvi? Foi o concerto “O Feminino em Pessoa”, um espectáculo musical com base na poesia de Fernando Pessoa, composto por “um ciclo de sete canções, escritas para voz e ensemble, marcado pela leveza e a sofisticação de uma atmosfera que permite o diálogo melódico e harmónico, entrelaçado no tecido poético de Pessoa.”, palavras da Casa da América Latina, palavra que é verdade.

Agora apreciem a música e (lá está!) as palavras deste vídeo:

 

Arte para todos.

berardoA arte não deve ser um bicho de sete cabeças. Mas até pode ser. Tudo depende da visão do/da artista. E também da interpretação de quem a vê. Por exemplo, eu gosto de arte moderna. A minha mãe detesta, e eu até a percebo. Digamos que arte moderna não é um gajo dar um peido e pôr uma legenda na parede com um título do género: “VARIAÇÃO Nº1 SOBRE O ETERNO EFÉMERO DE UMA BRISA MATINAL”. Gaita, não gozem comigo! Mas também não entendo as pessoas que dizem que também elas seriam capazes de traçarem 2 riscos numa tela e pronto. 1º: não o fizeram; 2º: a arte moderna é bem mais complexa do que por vezes parece.

Em Portugal já se vê arte moderna. Daquela que um gajo ama e odeia. Há para todos os (des)gostos. É só ter uma mente mais aberta e também muito sentido de humor. Sim, porque a arte que é uma seca é uma arte virada para o umbigo. E não é bonito, principalmente se essa pequena cavidade abdominal estiver cheia de cotão: “ESTUDO SOBRE A APLICAÇÃO DO ALGODÃO NA CIVILIZAÇÃO MODERNA”.

Voilá, sou um génio de artista!

(No CCB pode-se ver uma assinalável colecção de arte moderna no Museu Berardo)

À mão de beber.

mateus roséFoi uma daquelas tardes perfeitas e quentes de início de Verão. Começou com o esvoaçar de um vestido preto num sorriso de uns lábios vermelhos (ainda não sei a marca do baton). Primeiro o filme: Paris Pode Esperar, uma viagem a dois pela França rural e a cheirar a imensos campos de alfazema. Depois foi a dois que se rumou aos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. Relva, patos, água e descontracção em ambiente urbano. Até a sesta se dormiu. Eu acho que ressonei. Não digam a ninguém…

A próxima paragem, o Parque Eduardo VII. E entrámos na festa. Na festa patrocinada pela Somersby. Mas não foi o que bebemos. Entre quatro pés de dança, o final de tarde calorosa pedia uma bebida fresca. Duas. E com palhinha. A nossa escolha agarrou duas garrafinhas de Mateus Rosé. São giras, sexy, apetitosas. E bebemos o vinho fresco, celebrando aquela tarde em que por momentos duas pessoas foram uma. Ali, mesmo à mão de beber.

(A mão da foto é da Marta, que é bem mais bonita do que a minha)