Descobre as diferenças.

Gosto de me armar em detective. E, possivelmente, tenho algum jeito (passe a presunção). De qualquer das formas, este post é apenas um desafio: estas duas pessoas são a mesma? Não vou dizer quem são (ou é), nem dar mais detalhes. Tirem as vossas conclusões e enviem email para marcadomem@gmail.com

Obrigado.

E agora segue vídeo a condizer com a temática da espionagem:

Mergulha fundo na festa do Verão.

Com a cortesia de Smirnoff e dos dos dias quentes que já estão aí, eis a banda sonora para levar ao rubro as mais escaldantes noites de 2018. Enjoy!

E tomem lá disto, que é uma grande malha. Dos Snarky Puppy, uma banda de estalo:

Resmas de fotos.

Exemplos de fotos do meu instagram.

Exemplo de fotos do meu instagram.

1212. À data, este é o número de fotos minhas no instagram. Neste blog já assinalei as 1000 fotos.

Cada uma é a captura de um pequeno momento, de um minimalismo contido na sua essência (que lindo), um efémero piscar de olhos que deseja prolongar-se na eternidade (uau, isto está cada vez melhor). Enfim, são fotos minhas, tiradas com telemóveis, porra!

Arregalem os olhos e apreciem.

Obrigado.

 

A Paula mora em minha casa.

Azulejo. De Paula Rego

Azulejo assinado por Paula Rego. Produzido pela Ratton Cerâmicas.

Tenho um azulejo. Aliás, até tenho mais (na casa de banho, na cozinha…). Mas como este só tenho um. É assinado pela pintora Paula Rego. Para mim é das pintoras portuguesas (vivas) que mais aprecio (também não há muitas mais, pelo menos com projecção). A obra dela não é consensual: ou se ama ou se odeia.

Na grande maioria das suas obras — que contam histórias — há quase sempre uma pequena crueldade latente, um poder/submissão que nos pode trazer memórias de uma infância agridoce, pequenos contos que misturam o real com o surreal, retratos de um certo universo feminino.

Cada um de nós interpreta os seus quadros como quiser. Mas há sempre alguns fios condutores, tal como enunciei no parágrafo anterior.

Este azulejo foi uma oferta de uma empresa de comunicação onde trabalhei. Não compensa todas as chatices que por lá tive mas é uma recordação boa de um local menos agradável. É uma memória de tempos passados mas marcantes. Tal como as obras da Paula Rego.

E agora uma reportagem imperdível com Jorge Jesus a comentar a obra da pintora!

A arte moderna é um bicho de sete cabeças. E ainda bem.

No saying Yes

No Saying Yes. Instalação visual e sonora de Rui Toscano, uma obra da Colecção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.

Gosto de arte moderna. Obviamente que não de toda (nem os meus conhecimentos sobre o assunto são assim tão vastos). Mas é um bicho de sete cabeças e ainda bem! O que quero dizer com isto? A arte moderna é muito vasta e multifacetada, é para todos os gostos. Para quem a aprecia, claro. A minha mãe não acha piada nenhuma. Eu até a percebo porque há coisas que não se entendem, mas isso é a beleza da arte: cada qual a pode interpretar como quiser. Por exemplo, gosto bastante dos filmes de David Lynch, mesmo que por vezes fique às aranhas com as histórias que conta, como é o caso do belíssimo Mulholland Drive (que tem um dos beijos mais tórridos de toda a história do cinema).

Isto não vem ao acaso: um dia destes, com algum tempo livre, fui visitar a Colecção Moderna da Gulbenkian. Já não ia lá há uns bons anos e fui apenas para fruir o espaço e as obras, sem grande preocupação em decorar os nomes dos autores e das suas obras.

Ninguém pode esperar normalidade nos conceitos e nas abordagens dos artistas, muitos deles à frente do seu tempo, sendo ainda hoje marcos de verdadeira modernidade (seja o que isso for).

A Colecção Moderna é composta principalmente por esculturas, instalações e quadros, havendo uma cuidada retrospectiva sobre os primórdios e evolução da arte moderna nacional até aos dias de hoje. São obras que reflectem as transformações políticas, sociais e económicas dos séculos XX e XXI. São mais do que meras paisagens decorativas. São reflexos da sociedade e de todos nós (isto pode soar balofo, pretensioso e lugar-comum mas é um dado adquirido. Eis mais dois exemplos:

É inquestionável: a arte moderna pinta a nossa vida com as cores e as abordagens que quisermos. Apesar de algum do it yourself, não se pense que é pegar num material qualquer e fazer uma borrada et voilà, temos uma fantástica obra de arte. Sei que algumas parecem ser isso (e que há artistas que nitidamente gozam connosco) mas há quase sempre um trabalho exploratório a priori. Estes quadros acredito que são a prova disso:

Pronto, se querem que o vosso cérebro faça faísca ou entre em tilt não sejam mariquinhas e vão até à Gulbenkian. Nem que depois seja para ficarem com um nó na tola ou então gozarem com o assunto. A arte moderna é provocatória e também serve para isso. Enjoy, if you can.

E agora o tal beijo tórrido do filme Mulholland Drive, de David Lynch:

 

Tic-tac, tic-tac, tic-tac…

Swatch Irony Chrono YCS4004AG:AL

Swatch Irony Chrono YCS4004AG/AL, mas sem a bracelete original (esta é de borracha).

A partir de um certo momento da sua vida começou a viver com o Big Ben dentro de si (de uma forma metafórica, como é fácil de perceber). Os ponteiros do mostrador sempre avançaram na mesma direcção, mas tinha a sensação que agora se movimentavam de uma forma mais rápida e fluida. Ouviu nas notícias algo sobre a mudança do mecanismo do famoso ícone de Londres. Mas era capaz de ser um boato. Ou então tinha sonhado com isso. Seja como for, queria continuar a viver com estilo, mesmo se o Big Ben resolvesse parar num estático segundo. Foi então que se lembrou de um relógio de pulso antigo. Ainda funcionava e, como sempre, atrasava-se. Não hesitou. A partir desse momento nunca mais o tirou do pulso. Tinha descoberto a poção do seu rejuvenescimento.

E agora uma música que nos fala do, por vezes, inevitável desacerto da vida: