Em breve mais Barreiro e Bruno.

Moinhos da Alburrica, no Barreiro

Moinhos de Alburrica, no Barreiro. (foto de Bruno Barão da Cunha)

Neste blog já falei com muito a propósito e destaque sobre o Barreiro e a sua dinâmica. A razão é simples: tenho andado por lá. Eu sei que isso não quer dizer quase nada mas é uma cidade que tem um potencial incrível, tanto a nível de dinâmica cultural alternativa, como ao nível do imobiliário.

O Barreiro é uma cidade com uma beleza industrial decadente mas que, a pouco e pouco, está a reerguer-se da cinzas e a tentar encontrar um outro rumo. É o que eu acho.

E o que tenho eu a ver com o Barreiro? Essa é a pergunta de 1.000.000 de €uros, para a qual eu não irei dar resposta, pelo menos para já. O que eu posso dizer é que estive presente num evento fantástico na ADAO. Em breve irei falar dele neste blog. Até lá, eis um aperitivo com este vídeo, acompanhado de uma Bohemia de trigo

Now in english:

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ADAO e vá!

ADAO - Associação Desenvolvimento Artes e Ofícios

Fachada da ADAO, no Barreiro.

O fundador e administrador de Marca de Homem orgulha-se de ser um tipo multifacetado. Quem acompanha com mais regularidade este blog já deve ter reparado nisso. Ele é desportos radicais, mas também cozinha. Ele é gadgets tecnológicos, mas também gosta de arte. Ele é fascinado pelo universo, mas também gosta do mundano da moda e da gastronomia (que não é algo tão mundano quanto isso).

O que ainda não sabem é que este rapaz (que por acaso ainda não mostrou a sua fronha aqui, mas isso não é o mais importante), já editou um e-book de contos curtos e tem uma compilação de poemas bem guardadinha no seu mac.

Sendo assim, e só por causa das coisas (cof cof), no próximo sábado, 7 de Abril, o grand master flash de Marca de Homem irá estar presente na 8ª edição de portas abertas da ADAO, no Barreiro.

ADAO - OPEN DAY 8.0

Ora aqui está um cartaz de luxo. Eu apareço na secção Performance + Vídeo + Teatro + Dança, com o nome Francisco Bruno Cunha (sim, sou eu).

O que é a ADAO e o Open Day? Eis uma explicação, pelas suas (deles) palavras:

A Associação para o Desenvolvimento das Artes e Ofícios nasceu em 2015 no espaço que serviu durante 96 anos, até Dezembro de 2008, como sede da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste. Muito perto daquilo a que chamamos a Estação ou o Terminal ou a Desnivelada. E a ADAO é também a Estação de sonhos e ideias, o Terminal de vontades e emoções e a resposta criativa a uma época Desnivelada. Para isso, os amplos espaços e salas de trabalho que foram as camaratas, oficinas e garagem do quartel, servem agora de berço para a criatividade de artistas plásticos, arquitetos, músicos, performers e todos os que “vierem por bem”. Com alguma frequência, os espaços da ADAO assumem o formato Open Day. E é uma festa. Nesses dias, desvendam-se e acolhem-se novos sonhos, visões, caminhos, ilusões e coisas tão sérias como os reencontros. Vindos de todo o lado, em todas as direções e sentidos, sem tempo, nem idade, nem muros daqueles que às vezes se erguem à volta das pessoas. Na ADAO tudo pode acontecer: o apoio a artistas de todas as áreas; formação técnico profissional; promoção de trabalhos nas diversas áreas das artes e ofícios e, claro, a disponibilização de espaços de trabalho, oficinas e organização de eventos. Independente, congregadora, cooperante, multidisciplinar e assumidamente fomentadora e construtora de espaços criativos, a ADAO é mesmo um porto, uma estação entre linhas tantas vezes cruzadas, caminhos feitos a pulso e ferro, gerações, personalidades e razões. Aqui, cimentamos claramente a história que faz raiz deste chão em que crescemos: todos os que chegam são bem-vindos e, seja qual for o seu destino, levam sempre na bagagem uma viagem inesquecível feita de querer, fazer e partilhar. O melhor que nós podemos dar. O ponto de partida, o início da linha.

E agora vamos lá atenuar tanta solenidade com um vídeo de um desconhecido projecto musical luso, que também estará presente no Open Day da ADAO:

Short version in english:

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Vintage em grande.

Marvila é o bairro da moda (como já devem ter percebido pelos meus posts). Ou, pelo menos, está em grande transformação. Há cervejeiras artesanais em barda, restaurantes para degustar, galerias de arte, lojas com muito potencial para adquirir e muito mais. Por exemplo, continuam a existir grandes armazéns abandonados. Mas também há boas ideias para eles.

Assim, um dia destes, durante as minhas deambulações por Marvila, entrei num destes pavilhões imensos. O meu espanto transmutou-se (estranha forma verbal, confessem…) numa variada colecção vintage de mobiliário, arte, iluminação de interiores, letreiros luminosos, roupa, etc.

Sem saber, tinha acabado de aterrar nos resquícios da Collectors Marvila, organizada pelo Vintage Department, na Rua Pereira Henriques.

Realmente, é tudo vintage, que actualmente é um pouco o new chic trendy (a denominação é irritante, eu sei), mas com muitas coisas que valem a pena ver e comprar, num espaço de uma beleza decadente, como é usual neste tipo armazéns.

E agora vamos a um vídeo?

In english, please:

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All at sea again.

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CD Ocean Rain, dos Echo & The Bunnymen. Edição com 2 discos. O segundo é um concerto ao vivo. Search and listen!

Sozinho em casa. Corto uma laranja. O sumo escorre pelos dedos. É tempo de pensar no tempo que já passou. Estou a sorver as memórias do meu último aniversário. Quis apenas juntar uns amigos. São os mais chegados a mim. Pelo menos, alguns deles. Paguei uma rodada num sítio onde me sinto bem. O olhar da minha namorada compensou, sempre com a animada supervisão da filha. São assim as famílias modernas, as famílias de hoje.

Sozinho em casa. Depois da laranja, escuto o azul. Do oceano. Agradeço ao meu mano mais novo a oferta de um grande disco, que já não ouvia há muito tempo. É feito de melodias de pequenas ondas e espuma de belas letras. Cheguei a ouvir esta banda ao vivo. E uma maré de memórias me inundou. Para desaguar na minha actual existência e me levar numa corrente que desejo boa, sempre com gotas de água da chuva a bater na superfície de um oceano.

All at sea again
And now my hurricanes
Have brought down
This ocean rain
To bathe me again

Now short version in english:

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Marca de Mulher.

Há muitas mulheres que deixam marca, seja em que ramo de actividade for. Por exemplo, há aviadoras, há arquitectas, há engenheiras. E também há governantes, políticas, empresárias. Depois há quem tenha deixado para trás uma carreira e seguiu outra vocação completamente diferente.

Helena Brízido é exemplo disso. Ex-fisioterapeuta, amiga da minha mãe, hoje é ceramista. E o que é que tenho a ver com isso, perguntam? Acontece que eu tenho uma saladeira com a sua marca, e que gosto bastante. No Verão, sirvo saladas nela. E quando isso acontece dou comigo a pensar na coragem que é preciso ter para, numa certa altura da vida, se abraçar outra actividade. No caso da Helena Brízido, ela pôs mãos à obra no sentido o mais literal possível e o resultado é de artista!

Eis um pouco da sua arte neste vídeo:

And now in english:

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Marvilarte.

Marvila não é só cerveja artesanal, restauração, vistas de Tejo e estaleiros de obras. Também é arte moderna. Ok, eu tenho gostos variados. Não é apenas btt, bodyboard, restauração, música, cinema, micro-ficção e muito mais. Aliás, é só espreitar este blog para se perceber a quantidade de pianos que as minhas preferências tocam.

Voltando a Marvila, e se o meu radar e as minhas contas não falharam, só na Rua Capitão Leitão há 4 galerias de arte. Como tenho andado por essas paragens, dei por mim a visitar duas delas: a Baginski e a Bruno Múrias (a Franscisco Fino e a Ar Sólido ficarão para outra altura).

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A Galeria Baginski é um antigo armazém (como seria de esperar para aquelas bandas). E agora para a referenciar devidamente, sem gastar o meu latim, faço minhas as palavras do sítio da Câmara Municipal de Lisboa:

O projeto atual da Galeria Baginski tem início em 2009 quando Andréa Baginski Champalimaud, após um projeto prévio dedicado exclusivamente à Fotografia (Baginski Contemporary Photography, 2002), assume um programa abrangente a todo o tipo de práticas artísticas contemporâneas, num espaço localizado na zona Oriental de Lisboa. A Galeria representa um conjunto de artistas estabelecidos e emergentes, de diferentes proveniências geográficas e contextos artísticos, com especial incidência no eixo Europa (Lisboa), África e América Latina.

Dei comigo a ver e apreciar “Três Estações Nocturnas”, uma exposição do artista plástico Paulo Brighenti. Assumo a minha ignorância: nunca tinha ouvido falar dele. O slide-show deste blog mostra algumas das obras expostas, baseadas no poemário “Noite de Pedra”, do escritor e artista plástico português Luís Veiga Leitão, outro ilustre desconhecido para mim…

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Saí, dei mais uns passos, virei uma das esquinas da Rua Capitão Leitão e vi uma porta de vidro entreaberta. Entrei. Na Galeria Bruno Múrias. Em vez de um armazém, é um espaço mais pequeno e intimista, repartido por duas salas e meia (meia porque na meia o espaço da exposição repartia-se com um escritório mais ou menos minimal).

Como as fotos comprovam, a exposição “Distorção Inerente”, de 4 artistas contemporâneos, é mais abrangente e tem um toque irónico, dado principalmente pela obra “Coluna Moderna”, de Marcelo Cidade. Digam lá se não é uma pequena provocação um carrinho de mão com uma coluna de pladur em cima, estendendo-se até ao tecto. É ver as fotos e gozar o prato. Perdão, o carrinho.

Pronto, agora já sabem com o que podem contar em Marvila. Arte-maravilha? Maravilha de arte? Marvilarte? Bah, estou a disparatar. O que importa é que essa zona da cidade está a fervilhar de novidades e de variedades prontas a serem descobertas. Portanto, copo na mão e olho com atenção. Let’s go!

E agora tomem lá o Salvador Sobral em Marvila, na Fábrica Braço de Prata:

De longe/By far!

O meu último post (sobre a À Portuguesa Brr) é de longe o mais visto! Obrigado À Portuguesa Brr pela sua divulgação. E obrigado a todos pelas visualizações proporcionadas. Keep on looking!

My last blog post (about À Portuguesa Brr) is the one who got more views. Tanx to À Portuguesa Brr for spread it on facebook. Keep on looking!

E entretanto, “I am trying no to loose my head”:

PS: uma grande amiga minha tem-me sugerido a publicação de alguns posts do meu blog em inglês. Este é já um exemplo disso mas em breve a “coisa” ficará mais afinada.