Vamos mergulhar num molho gostoso.

Faço umas “coisas” na cozinha. Desenrasco-me. Ok, vamos ser justos: até faço algumas receitas interessantes e saborosas. Para além disso, cozinhar é relaxar, se bem que não gosto de fazer nada só para mim.

Hoje não vou dar grandes dicas. Vou apenas apresentar um molho (é mais fino e correcto dizer dip). É muito simples. O que preciso?

  1. Uma embalagem de sopa instantânea de cebola (Knorr, Maggi, Continente, ou outra marca qualquer);
  2. Uma embalagem de creme de ervas finas Philadelphia;
  3. Seis iogurtes naturais (qualquer marca serve – a receita original é com quatro iogurtes mas assim acho que fica um pouco salgado).

Mistura-se tudo muito bem misturado num recipiente. Depois é levar ao frigorífico por um mínimo de 3 ou 4 horas. Serve para comer com aipo, cenoura, tomate, pepino, etc. Também dá um bom dressing (outro sinónimo fino de molho) para saladas e afins.

Pão, tomate, aipo e o tal molho

Pão, tomate, aipo e o tal molho.

Rapaziada, impressionem as vossas “meninas” (ou “meninos”, sei lá eu). É muito fácil fazer este delicioso molho.

Eis um vídeo com uma receita similar (mas com uma voz mais irritante do que a minha):

In english:

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Regresso à selva. Perdão, ao Fauna&Flora.

Gosto deste sítio. Já falei dele aqui, neste blog. Tenho lá parado ultimamente. Há uma boa razão para isso (os mais atentos sabem do que estou a falar). Mas, quando se entra, e se olha para a ementa, percebe-se que há muitas mais razões, que dão para todos, sejam vegan ou afins ou não.

Desde a primeira crónica sobre o Fauna&Flora voltei a ir lá mais duas ou três vezes. Gosto das entradas, das sobremesas que também podem ser o prato principal, da quantidade, e até do facto de muita coisa parecer light mas afinal não é…

A única coisa que é realmente light devem ser as plantas que decoram o restaurante/bar/sítio fixe onde se pode estar nas calmas, tal como a suculenta da foto que se mostra em baixo.

Ok, agora já sabem, quando forem para os lados da Madragoa explorem as ruazinhas deste simpático e popular bairro e já agora aventurem-se na selva. Perdão, no Fauna&Flora.

Planta Suculenta no Fauna e Flora

Planta suculenta no Fauna&Flora. Atenção, é decorativa, não é para comer!

Que lindo serviço…

É a segunda vez (pelo menos) que falo de pratos e de serviços de louça neste blog. Num blog de gajo isto pode parecer estranho, mas não é. Pelo que me lembro, este serviço foi-me oferecido pelos meus pais (mais concretamente pela minha mãe), ainda vivia eu sozinho. Agora vivo de novo só mas este serviço continua comigo. Está gasto, muito usado, mas é óptimo para o dia-a-dia. Diz que é da China, mas acho que não. É da marca Lynns mas tentem descobrir no site se é norte-americano ou não. Fiquei com dúvidas.

Nas fotos mostro um bule e mais duas “coisas” (não sei o nome correcto) para o chá. Acho que em cerca de 30 anos só usei o bule uma vez e foi há pouco tempo. Até que gosto de chá mas ainda não está inculcado em mim o ritual da cena… Tenho uma ou duas amigas que adoram isso, e a minha namorada também gosta. É algo que tenho de encarnar no próximo Inverno, o ritual do chá, mas sem “gueixiches”, if you know what I mean (ai que estou a lixar o politicamente correcto do Marca de Homem, que lindo serviço…).

Vamos a um momento zen, com um belo ritual de chá:

E a história do chá não faz mal a ninguém, ok?

Sagres ou Super Bock?

Em dias de jogos de futebol, com transmissão televisiva, é mais do que hábito a rapaziada (homens e mulheres, note-se) trazer umas cervejas para com elas se vibrar com os golos ou afogar as mágoas de uma derrota.

Hoje será um desses dias, com Portugal a ter um jogo muito difícil contra o Uruguai. Agora a questão é muito simples: qual a cerveja que bebem? Sagres ou Super Bock?

Eu tenho uma preferência, mas não a vou divulgar, para já (se bem que cada vez mais as cervejas artesanais conquistam adeptos, eu incluído — aproveito para deixar aqui o link de mais um artigo referente à excelente Dois Corvos).

Por isso, lembro de novo o desafio (ao qual podem responder na página do facebook deste blog):

  1. Sagres
  2. Super Bock

Bebam com moderação mas apoiem sem restrições: FORÇA PORTUGAL!

E deixo aqui o delicioso filme que leva Portugal muito a peito:

Eu estou com os copos.

Um vinho, desde que seja minimamente razoável, deve ser bebido num copo que lhe faça honra. Quantas vezes se vai a um restaurante, e até dos ditos bons, em que os copos são tudo menos adequados. Nem têm de ser caros, nem de uma marca XPTO. Basta serem do IKEA, que já apresentam uma oferta interessante para se degustar o precioso néctar.

É claro que não sou fundamentalista. Se eu for a uma festa dos santos populares, ou outra qualquer, sei que me vão servir um carrascão num copo de plástico. O que já não é aceitável é beber-se um vinho bom num copo de vidro muito rasca ou então numa de armar ao pingarelho, num copo colorido e com relevo às bolinhas! Fora de questão…

Tenho uma quantidade apreciável de copos em casa. Acho (credo, não tenho a certeza) que tenho alguns da conceituada marca Riedel. Também tenho da Schott Zwiesel (sei que dessa marca tenho pelo menos 4 copos de cerveja). Tenho outros que não são de marca mas que são muito razoáveis. Também tenho 4 copos de gin, comprados no Continente, que são largos e bojudos, e flûtes de espumante que são o oposto: longos e estreitos. Mas os reis da minha montra são os copos do arquitecto Siza Vieira. São elegantes, bonitos, com um pormenor de sofisticação minimalista mas funcional. Se alguma vez agarrarem num copo desses irão perceber o porquê.

Ok, agora já não têm desculpas para beber vinho em copos assim-assim. Sem gastar muito dinheiro, e até para impressionar os amigos num almoço ou jantar em casa, sirvam os vinhos (e outras bebidas) em copos adequados. Ah, e nada de os lavar na máquina! Eu pelo menos não os ponho lá. Ficam baços e partem-se com facilidade.

Bons copos e bons vinhos!

E agora 2 filmes de duas marcas mencionadas neste post:

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Faz todo(s) o(s) sentido(s).

Como se pode celebrar uma ocasião especial? Por exemplo, um ano de solstício enamorado. Ignora-se o evento e é um dia como outro qualquer? Faz-se uma festa de arromba para uma catrefada de amigos? Escreve-se um post muito bonito e lamechas numa rede social mas sem nenhuma emoção especial?

Obviamente que nenhuma das hipóteses acima referidas faz sentido. Já oferecer flores e ir jantar fora a um sítio giro e tranquilo é outra história. Mas nada de arrancar flores no jardim do vizinho ou ir comer a uma cadeia de fast-food! É sinal de pobreza de espírito, com muito pouco sentido, e um bom motivo para nos porem um par de patins…

Desta forma, e já que estou a falar tanto de sentidos, a semana passada quis(emos) festejar um evento muito particular num sítio que me foi generosamente  recomendado. Cascais foi o local escolhido (não vou explicar porquê), no restaurante/bar 5 Sentidos.

É um espaço com classe mas descontraído e com uma decoração acolhedora, por isso não ficamos intimidados ao entrar. A mesa já estava reservada. Abriram-se as hostilidades com um delicioso patê de mexilhão, tostas e pão. Para beber uma incontornável água e dois copos de vinho branco da Casa Ermelinda Freitas. Depois veio uma travessa para resistentes: o fantástico risotto 5 Sentidos, que dava à vontade para 3 ou 4 pessoas. Mas comeu-se tudo, o que deixou estupefacta a senhora que nos serviu! Cheios, mas consolados, dividimos uma sobremesa: uma tarte de limão. O pontapé de saída foi um café e um descafeinado.

Pelo ambiente, pela esplanada no exterior, e pelas salas e recantos no interior, é um restaurante que suavemente satisfaz os sentidos. E no Inverno deve ser delicioso aproveitar o quentinho da lareira (sim, tem!). Ah, os preços não são exorbitantes, o que para uma vila como Cascais até poderá causar alguma surpresa. Faz sentido experimentar este restaurante? Faz todo(s) o(s) sentido(s).

É de acrescentar que tivemos um comité de recepção à nossa espera: um deslumbrante arco-íris, em tarde abafada, de grossos pingos de chuva e de intenso cheiro a terra molhada. Não podia ter sido melhor. Há quem me tenha garantido isso apenas com a doçura de um olhar…

E agora uma receita muito similar ao risotto que comemos:

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Screw it! But gently…

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Saca-rolhas Screwpull. Uma forma fácil e elegante de tirar a rolha de uma garrafa de vinho.

Para muitos, sacar a rolha de uma garrafa pode ser um pesadelo. Um saca-rolhas tradicional não é fácil de usar, tem de se fazer muita força, pode magoar os dedos e a rolha corre o risco de se esfarelar com tanta tentativa frustrada. Mas há boas soluções, e ainda por cima simples, bonitas e com um toque de sofisticação. E não tem de ser um artigo caro e profissional. Basta um mais barato como o que mostro na foto, e que tenho em minha casa. Faz um brilharete de tão fácil que é. Vejam o vídeo:

Para saberem mais sobre a origem e a história dos saca-rolhas, vão ao site de Le Creuset. Ou então é só clicar aqui. Não custa nada! É como abrir uma garrafa sem esforço e num piscar de olhos. Mas, para os mais abonados, e com aspirações mais pro, eis um vídeo elucidativo:

Very short version in english:

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