Seja cusco. Vá ao Qosqo.

A carta do Qosqo.

Quem é curioso por outras paragens, costumes e gentes também deverá estar aberto a gastronomias diferentes e menos conhecidas. Tal é o caso da cozinha peruana. Em Lisboa, o restaurantes a mostrar-me pela primeira vez a comida do Peru foi A Cevicheria. Foi lá que pela primeira vez bebi um pisco sour e comi ceviche.

Uma noite destas, e por ocasião de uma grande amiga ter regressado de uma viagem de um mês no Peru, aceitei o seu convite para ir até ao Qosqo. Fica na Rua dos Bacalhoeiros e, assim, quem mora na zona de Lisboa, já não tem que ir aos Andes, andar lá pelas alturas, a deitar os bofes pela boca, para degustar esta deliciosa cozinha.

E agora o seu a seu dono: em troca de mensagens com o proprietário do Qosqo, fiquei a saber que desde há quase 7 anos que este restaurante, e a cozinha que faz e divulga, é pioneiro em Portugal, tendo sido uma das inspirações do chef Kiko Martins. Por isso, os louros a quem primeiro os semeou.

Tal como anteriormente, noutro post neste blog, não vou tecer grandes considerações sobre o que provei. Deixo isso ao paladar de cada um/uma. Mas vou ser sincero: é uma cozinha leve e sui generis, que vale mesmo a pena conhecer.  Seja cusco, vá ao Qosqo. E, já agora, faça planos e um dia destes meta-se num avião e voe ao Peru.

Marcador de mesa

E eis um vídeo sobre como fazer ceviche:

Tsukiji, ou a inspiração oriental à mesa.

Nome a reter.

Tsukiji. É o afamado mercado de peixe de Tóquio. Agora também é um restaurante.  É em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, e tem a chancela do chef Paulo Morais, alguém “que há mais anos trabalha a cozinha japonesa em Portugal”.

Eis um vídeo sobre o chef:

Com alguma pena minha, foi uma refeição exclusiva. Eu explico: só estavam 3 clientes (na mesma mesa) no restaurante (eu incluído). Era Domingo de Páscoa, entenda-se. Mas só ficámos a ganhar! Atendimento simpático profissional e personalizado. E só coisas boas! Porque os olhos também comem, deixo aqui fotos para ficarem com água na boca:

Agora vai um exercício de adivinhação? Vejam o menu e tentem adivinhar o que provámos. Melhor ainda! Passem por lá um dia destes. Não é barato, mas também não é caro, dado o tipo de comida. E o espaço é acolhedor e bonito.

Conhecer o mercado de Tóquio? Comecem pelo restaurante de Belém aqui que ficarão muito bem servidos.

E agora um vídeo do dito cujo original:

Uma Rafeira na Tribu.

A propósito de casas — um dia explico melhor — um dia destes fui jantar com o meu irmão mais novo e a minha cunhada lá para os lados de São João das Lampas e do Magoito.

Imbuídos num perfeito espírito de clã familiar, rumámos ao território de uma tribo gastronómica, mais concretamente o restaurante vegan friendly Tribu da Terra.

Comi um imenso bitoque de seitan com tudo o que tinha direito: ovo, arroz e batata frito (ai a linha, ai o colesterol!). Já não me lembro o que o meu irmão e a minha cunhada comeram, mas sei que gostaram. Aliás, eles já conheciam o restaurante Tribu da Terra, um espaço despretensioso mas acolhedor, com óptimos sumos naturais e boa comida vegetariana.

Para empurrar a grande dose que comi, experimentei uma cerveja artesanal que não conhecia: a Rafeira. E sabem uma coisa? GRAMEI À BRAVA! Bebi uma Rafeira Blond Ale.  Ei-la nas palavras dos 2 produtores — o Nuno e o Rogério — retiradas daqui: “É uma cerveja leve onde o manjericão acrescenta uma nota de amargor e frescura que equilibra o sabor a mel e cereal torrado.”

O meu irmão bebeu uma Stout. Eis o que os referidos produtores dizem sobre ela: “É uma cerveja composta por várias cevadas que resulta numa cerveja com sabor a chocolate negro e acentos de caramelo que termina numa explosão de frescura tornando-se surpreendentemente leve.”

Para além do grafismo, que é marcante e divertido, gostei muito dos textos que acompanham a cerveja, no folheto ou no rótulo. São bem humorados e simples.

Conclusão: a Rafeira é como eu gosto. Ladra bem, morde melhor e bebe-se como poucas. Não sei onde ela se vende ou em que restaurantes há, mas uma coisa é certa: para os lados do Magoito há uma cerveja de uma tribu que vale a pena provar.

Cheers!

E agora tomem lá cachorros:

PHOrra que é bom!

Do Vietnam chega esta fantástica sopa, que parece saber sempre a PHOuco.

Voltei ao Mercado Oriental. Ainda há pouco tempo falei dele aqui. A razão do regresso foi a sopa Pho. É um prato vietnamita (um caldo, melhor dito) que tem por base massa, carne e alguma guarnição, que lha dá sabor e personalidade.

Gostei. Tal como tinha gostado do ramen. E é um sítio para voltar mais vezes porque ainda tenho uns quantos pratos de outros restaurantes para provar.

E agora vou comer qualquer coisinha, que fiquei cheio de fome.

Mas tomem lá um apetitoso vídeo e aprendam a fazer Pho:

Ámen ao ramen.

Em pouco mais de 30 dias, é a segunda vez que falo aqui de ramen (para verem a primeira cliquem aqui).

Há uns dias comi este delicioso caldo num food court que tem de ser conhecido e divulgado, e que se situa no edifício do Supermercado Amanhecer, em pleno Martim Moniz.

Tem mais de uma mão cheia de lojinhas ao estilo street food, de várias origens asiáticas, onde se podem pedir e degustar iguarias baratas mas genuínas.

Eu provei um ramen. Foi de galinha. Com uma cerveja nacional 33cl, a coisa ficou-me pelos 6,20€. Uma delícia, certo?

Quando forem para aqueles lados, e sentirem a barriga a dar horas, já sabem: entrem no Amanhecer e escolham umas comidinhas para vos deixarem consolados o resto do dia.

E agora um vídeo caseiro:

E outro sobre restaurantes lisboetas:

A juventude em estado líquido.

SUNLOVER COLLAGEN. Beber para não envelhecer?

Um dia destes, numa merecida pausa ao final da tarde, fui ao frigorífico buscar algo para refrescante para beber. Sentei-me na marquise e absorvi a brisa vespertina na companhia de SUNLOVER COLLAGEN, de amendoins crus, de sementes de girassol e de um livro.

Eu nunca tinha provado esta bebida. Foi uma oferta que recebi com agrado. E, na ausência da pessoa que me ofereceu a latinha, vivi uma urbana mas bucólica nostalgia, picando os amendoins e as sementes de girassol. O tempo passa… Mas este líquido tem propriedades que combatem a infalível passagem temporal. É o que diz o texto do site:

SUNLOVER COLLAGEN é a verdadeira inovação anti-aging em estado líquido. Fácil de tomar, esta bebida nutri cosmética tem um agradável sabor a pêssego branco – uma fruta oriental que ajuda a nutrir o corpo por ser uma fonte de vitaminas, minerais e fitonutrientes.

Banha da cobra ou bebida milagrosa? Bem, deverá ter algum fundo de verdade mas, obviamente, é algo para se levar (beber) com conta, peso e medida. No entanto, elucidam-me com a composição do produto e como tomá-lo:

Descrição do produto

Com Colagénio Marinho Hidrolisado
ZERO Kcal. 0% açucar (Stevia)
Sem: Conservantes, Gluten e Lactose
Aroma Natural de Pêssego Branco 
Vitaminas B3, B5, B6, B7, C, E e ZINCO

Como tomar?

Beba gelado e agite antes de beber. 
Aconselhamos o consumo de 1 SUNLOVER COLLAGEN por dia (2,5g de colagénio), pelo menos, durante 8 semanas.

Sem ironia, fico impressionado com o segredo de SUNLOVER. Afinal, está tudo no colagénio:

O colagénio, uma proteína, abundante no corpo humano, é a principal responsável por fornecer força e elasticidade à pele, 
ao mesmo tempo que ajuda a substituir as células mortas. Com o avançar da idade, a produção do colagénio começa a 
diminuir naturalmente, originando o envelhecimento cutâneo.

Magistralmente formulada com os princípios ativos do colagénio marinho hidrolisado, o SUNLOVER COLLAGEN promove 
uma ação rápida e de grande absorção, intervindo diretamente no reforço do nível do colagénio no corpo humano. 
O SUNLOVER COLLAGEN, contém elevados índices de vitamina C, que é a principal responsável pelo processo de produção 
de colagénio na constituição física.

Sorvendo as suas últimas gotas, atirei-me de cabeça às últimas páginas Tejo e das suas histórias. Nem bebida, nem o livro se perderam. Afinal ganhei mais tempo de conhecimento, e isso é um belo trunfo anti-aging.

E agora vejam aqui um vídeo sobre o tal livro, que recomendo vivamente, do jornalista e escritor Luís Ribeiro.

A Itália é rainha nas Caldas.

Restaurante Sabores d’Itália. Nas Caldas da Rainha.

Por ocasião de um evento familiar, há uma semana e meia parte da família Barão da Cunha rumou até às Caldas da Rainha. O pretexto não foram as termas, nem a loiça maliciosamente característica.

A razão foi gastronómica e chama-se Sabores d’Itália, talvez um dos melhores restaurantes de inspiração transalpina no território luso.

Senhoras e senhores, o menu.

Não tivemos direito a entradas, por um motivo: o pão, a manteiga e o azeite são muito saborosos e não quisemos encher muito o bandulho antes dos pratos principais.

Eu atirei-me a uma lasanha de camarão e tamboril. O meu pai a um risotto, o meu irmão a uns tortelloni, e a minha mãe e a minha cunhada atacaram de garfo em riste uns gnocchi. Escusado será dizer que os pratos ficaram vazios (bem, a minha cunhada não comeu tudo porque já estava cheia, mas levou o que sobrou dos tortelloni, que, aposto, foram o almoço do meu irmão no dia seguinte).

A refeição foi acompanhada por um bom vinho branco — escolha do meu pai, como não podia deixa de ser — (mas esqueci-me do nome).  E seguiram-se as sobremesas. Só vou falar da minha (infelizmente não provei as outras), mas sei que foi um gelado com moscatel. Mas não me façam muitas perguntas! E não é um desleixo de crónica. Apenas saboreei bons momentos com as pessoas que mais gosto e isso é que é importante (só faltou uma pessoa…). Obviamente que tudo foi ampliado com a qualidade do restaurante, que é um espaço moderno e elegante mas acolhedor.

E, se quiserem saber mais, têm bom remédio: vão até às Caldas, não se metam nas termas, nem na loiça. Falo por mim. Eu apenas fui aos Sabores d’Itália.

Miam, bom apetite!

E agora tomem lá um vídeo com a loiça Bordallo Pinheiro: