Carcavelos saved my life.

A. Vic. e eu. A foto é dela. A praia é nossa.

Há mais de 4 anos anos mudei-me para Paço de Arcos. Depois do tsunami que quase sempre uma separação é, a alternativa foi virar-me para outras pessoas, para outras paragens. E foi em estado de graça que saboreei a praia de Carcavelos, sentindo as endorfinas como nunca ants tinha sentido. O Verão de 2016 será inesquecível para mim. E foi nessa altura que eu conheci A. Vic.

Não me meti com ela durante as minhas caminhadas pelo areal. Não. Pelo que me lembro, conheci-a num jantar de amigos comuns e acho que só troquei 2 dedos de conversa com ela. No seu jeito trocista mas sentido, mais tarde disse-me: “Não me ligaste nenhuma, só tinhas olhos para a D”. Discordei. Mas vamos para o episódio marcante em que A. Vic. se instalou na minha vida.

O ENCONTRO NO PAREDÃO

Acho que no final da Primavera de 2016, estando eu a iniciar uma caminhada no paredão, em Paço de Arcos, eis que dou de caras com a Manja (uma amiga alemã; lê-se Manía). Em vestimentas desportivas, ao seu lado quem é que estava? A. Vic., claro. Saudações trocadas, e porque ambas iam entremear caminhada apressada com corrida, a Manja sugeriu que dali a cerca de 30 minutos nos encontrássemos na Marina de Oeiras para bebermos um copo, os 3.

Quando lá cheguei já estavam as duas sentadas (acho que foi assim, ou terei eu chegado primeiro?). Cada um bebeu uma ou várias imperiais e acho que se petiscou alguma coisa. A conversa foi mais em inglês (a Manja ainda não domina bem a nossa língua) e, quase como por magia, A. Vic. e eu entrámos numa bolha (palavras da Manja). O mesmo tipo de humor, as gargalhadas intensas, um diz mata, outro diz esfola sempre constante. E acho que nesse dia apaixonei-me por ela.

(Uma outra grande amiga minha, em Outubro de 2016, e entre duas Paulaner, no Kaffeehaus, adivinhou a “coisa”)

UMA EMPATIA QUASE TOTAL

2 Ou 3 meses mais tarde, e numa altura em que já falávamos um pouco na internet, convidei-a para jantar. Ela tinha alguém, mas nessa altura a relação acabou. E eu estava prestes a terminar com uma pessoa, pois não queria prisões de espécie nenhuma. O nosso primeiro jantar foi no Boteco da Linha. Sei que antes desse encontro, e puxando-me pelo braço, mostrou-me o seu lugar secreto, com vista para o mar. Mais tarde fez o mesmo em Carcavelos.

A partir desse Verão o nosso ponto de encontro era o paredão, entre Paço de Arcos e Carcavelos, fosse à tarde ou até à noite. As caminhadas era vigorosas, e as conversas muitas. Algumas bem sérias e profundas, outras só a dizer disparates e a rir. Muito. Foi a pessoa com quem mais me ri todos estes anos. E a que mais amei também. Ainda hoje não percebo muito bem como é que não fomos (ou somos) um casal. Diz que sou um sedutor bem falante, com muito humor e uma escrita fantástica. E ela é quem eu sempre quis ter. E tenho. Mesmo agora que me vou embora, que vou para a outra margem, provavelmente a iniciar um outro ciclo na minha vida, eu só posso dizer “Obrigado, sueca do meu coração, fizeste-me muito feliz, até quando me davas (e ainda dás!) na cabeça”.

Jag har mycket kärlek till dig.

E agora uma música que para sempre associarei a A. Vic., de uma banda que lhe dei a conhecer e que ela adora.

Tentações em tempos de clausura.

É bem provável que durante este período de clausura muitos de nós possamos ficar diabéticos ou hipertensos, tantas são as vezes que vamos à cozinha, ao frigorífico e à despensa. É um snack agora, uma bolacha 5 minutos depois, e uma hora volvida vai uma mini ou um iogurte. Ou um refrigerante. E depois umas batatas fritas e logo de seguida mais um sweet qualquer. Serão só tormentos para a nossa linha.

A foto mostra uma dessas tentações: uma tablete de chocolate preto (ou negro, como quiserem chamar, não se está a insultar ninguém). É da Nestlé. E está ali ao pé (até ver), no frigorífico. Assim é mais fresquinho, menos enjoativo, mas sempre tentador. Raios partam, lá vou eu de novo buscá-lo! Pronto, vou ficar com mais peso. No corpo e na consciência. Que se lixe. É para se esquecer o vírus com doçuras e salgadinhos.

Ok, e agora tomem um vídeo com exercícios físicos que se podem fazer em casa. Urgentemente!

Uma Galáxia com um satélite à altura.

Já todos sabemos que o impacto desta crise não será (já é) apenas sanitário. Ligado a este aspecto, é quase inevitável que a economia possa gripar.  Assim, muitos negócios e empresas podem estar comprometidos (incluindo a minha actual actividade). Dentro das nossas capacidades, é quase nosso dever ajudar esses negócios com a aquisição dos seus produtos e serviços (dentro da medida do possível). É uma frase estafada, mas temos de ser uns para os outros. E a moeda de troca será a melhor forma para não deixar morrer a economia — neste aspecto, tenho de puxar a brasa à minha sardinha, dizendo que continuo disponível para ajudar a vender os vossos imóveis.

Posto esta introdução, quero brindar a vocês, mesmo nesta altura tão periclitante, com uma Dois Corvos Galáxia Milk Stout, uma cerveja saborosa e fantástica, e que ainda por cima casou tão bem com um pacote inteiro(!) de Sunbites (são viciantes).

Hoje, foi quase uma obrigação minha, quando fui ao Continente, comprar duas Dois Corvos.  Explico esta decisão por 3 razões:

  1. Incentivar a compra de produtos nacionais;
  2. Tenho uma ligação emocional a esta marca, pois vi-a nascer em casa da Susana e do Scott, os fundadores da Dois Corvos. Logo, fui sensível ao pedido deles, pois agora a empresa deve estar a menos de meio gás, pondo em risco a sua laboração. Assim, impõe-se a compra dos seus produtos;
  3. Tal como já disse, é uma cerveja do caraças, e eu que até não sou grande apreciador de stouts, mas desta venham mais!

Obviamente que tive um complemento a esta cerveja, e que foram uns Sunbites. É uma recente descoberta minha, mas que é deliciosamente viciante. É abrir um pacote e lá vai disto!

Vamos ficar em casa? Que remédio. Se assim é que o façamos com coisas de que gostamos, já que não podemos estar com quem queremos.

Tchin, tchin, bite, bite, miam, miam!

Chá cá faltava!

Tetley arando e flor de sabugueiro

Por estes dias tão estranhos e tão confusos, e que nos deixam atemorizados, há que recorrer a quase tudo para que nos possamos sentir mais calmos e relaxados.

Um chá pode ser um bom recurso. Mas um chá relaxante, que possa combater o cansaço e a fadiga. Por exemplo, um Tetley Boost Vitaminas B6, de arando vermelho e flor de sabugueiro.

Cheira bem, sabe bem. É para beber sem reservas. Chá cá faltava!

Agora, sem corona, eis um ritual chinês do chá.

Corona: a cerveja, o vírus e a estupidez.

Corona e pack de 18 garrafas (imagem retirada daqui)

Nestes últimos dias o vírus Covid-19 (mais conhecido como Corona) tem estado na ordem do dia, obviamente por razões menos boas. Mas, tal como a epidemia que supostamente é, este tema arrastou-se para outros lados, a começar pela cerveja com o mesmo nome.

Já há uns tempos que não bebo uma Corona, mas lembro-me que há uns bons anos, nos dias mais quentes, costumava beber de vez em quando. O que tinha (tem) mais piada é o ritual envolvido: abre-se a cerveja bem gelada, corta-se um pedaço de lima, enfia-se no gargalo e empurra-se. Depois é só beber.

Nessa altura achava mais piada à Corona. Hoje, e depois de me ter deixado cativar pela cerveja artesanal, acho que é apenas um refresco, cumprindo razoavelmente esta função.

Por esta altura, Corona anda de novo nas bocas do mundo, mas pelas piores razões: há um vírus que anda por aí a fazer das suas e que neste momento está a constipar a saúde e a economia mundiais. Mas será mesmo assim? Leia aqui as diferenças entre a gripe e este vírus. E qual mata mais? Bem, é ler aqui e tirar conclusões.

Já se sabe que este tipo de epidemias geram notícias contraditórias e receios (alguns com fundamento, muitos deles nem por isso). São os casos assinalados, as estatísticas, as várias abordagens ao assunto, o que dizem as organizações de saúde e outras, etc.

Neste caso, como em todos os outros, os cuidados a ter devem ser sempre os mesmos: lavar as mãos e espirrar para o braço (não para as mãos como eu vejo tanto!) são básicos, mas nem todos os cumprem.

E agora preparem-se. Vou entrar no campo da estupidez. Sabiam que por estes dias as vendas da cerveja Corona têm registado quebras assinaláveis? Sim, há um número considerável de pessoas que associam o vírus à cerveja! Coitada, pode não ser uma grande cerveja, mas não merecia esta nefasta ligação. Acho que a seguir vou ao supermercado comprar um pack e vou brindar à estupidez (ou não…).

Licor, doce licor.

Não sou nada de licores. Mesmo nada. Tinha esta garrafa no frigorífico há mais de um ano. Hoje acabei com ela. Foram apenas dois cálices. E só bebi porque não tinha nada doce em casa e porque estava bem fresco. Só assim é que consigo beber um raro copo de licor. Este era da figueira e diz-se artesanal. Nunca tinha bebido. De facto sabe a figos. Mas prefiro o fruto à bebida.

Esta bebida fez-me lembrar a célebre amêndoa amarga. De amarga não tinha nada. Era doce como o raio que a parta! Só era bebível tirada do frigorífico ou com gelo e com umas gotas de sumo de limão. Durante uns anos foi um ritual de final de refeição (almoço aos fins de semana) em casa dos meus pais. Felizmente, algum tempo depois começaram a entrar outro tipo de bebidas bem mais interessantes. Mas isso é outra história, provavelmente para outro post.

E agora tomem lá um vídeo bem licoroso (e de café!):

Uma Maratona nas Caldas.

A servir desde 1966.

Quase um ano depois, voltei às Caldas da Rainha. E isso deu este post, que até à data foi o mais visto no meu blog. O pretexto para lá voltar? Bem, vou-me ficar por um passeio que deu direito a uma caminhada de cerca de 10kms, na Foz do Arelho. Foi quase uma maratona…

Depois da caminhada, e de um chá no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha (mais conhecido como CCC, e que tem uma programação variada e interessante), lá pelas 20h rumou-se ao Maratona Restaurante. A reserva foi feita previamente mas ía ficando sem mesa, por uma falha de comunicação. Mas não fiquei fora de prova e lá parti para um circuito gastronómico que me deixou com água na boca.

[Abro um parênteses só para dizer que, segundo as minhas fontes de informação, na sua génese o Maratona foi uma sala de jogos mas que depois evoluiu para a gastronomia]

O sinal de partida foi dado por uma entrada de folhado de bacalhau. Gostei mas a minha crítica gastronómica achou que os pimentos deveriam ter mais personalidade, por assim dizer.

Depois vieram os pratos principais: um risoto de vieiras e um filete de pescada (mas vejam aqui o menu, se bem que está um pouco desactualizado). Eram dois pratos muito diferentes, mas ambos deliciosos, se bem que a minha batata estava algo insossa e o risoto com um pouquito de sal a mais. Mas tanto na apresentação, como no paladar, gostei bastante. Terminou-se com uma sobremesa divinal, a Tropicaliente. Uma doçura de múltiplas camadas de paladares. Miam!

Uma nota para os nomes dos pratos: delirantemente engraçados! Acho que tiveram dedo de algum redactor publicitário…

E as bebidas? perguntam vocês. A cerveja que bebi foi uma 1906 Red Vintage, também conhecida como La Colorada, da Estrella Galicia. Esta marca galega tem-me vindo a cativar pelas suas cervejas com um toque aparentemente mais artesanal. A outra cerveja foi uma Bock Damm, cerveja preta ao estilo de Munique. Dei apenas um golo mas percebi que tinha carácter e bom sabor.

A esplanada convida.

Portanto, por todas estas razões, e muito mais, aconselho a irem até às Caldas da Rainha e tirarem partido do que a cidade tem para oferecer. Ok, para se chegar lá (a partir de Lisboa) são mais de duas maratonas, mas nada que um carro não faça em cerca de uma hora.