Vai um cOPO?

Vai um cOPO?

OPO Wine Spritzer. Vai um cOPO?

Há poucos dias meti-me nos cOPOs. Isto é, fui ao lançamento do OPO, uma bebida à base de vinho branco com infusão de sumo de fruta fresca, extractos naturais e gás (sparkling é mais trendy).

O evento foi no fantástico Rooftop Bar&Lounge do Hotel Mundial, que realmente é um sítio espectacular. Música e gente gira a condizer (bolas, eu estava a destoar) muitos flûtes com gelo e duas variedade a provar (confesso que só bebi uma): Morango e Limão&Gengibre. Eu só bebi esta última, vá-se lá saber porquê.

OPO é uma bebida muito OPOrtuna para os dias quentes e de lazer, na Primavera e no Verão. Com muito gelo, olhares e insinuações marotas, está visto que é uma bebida com muito potencial para conquistar o pessoal jovem (pelo menos de cabeça) que anda numa onda descontraída mas chique e cosmopolita. Mas cuidado! OPO pode pôr a cabeça à roda. Tem 6 graus de teor alcoólico, por isso atenção às quantidades ingeridas. Se bem que uma coisa é certa: é uma óptima bebida para pôr os níveis de boa disposição no tOPO. Vai um cOPO?

OPO Morango e Gengibre&Limão

Morango e Limão&Gengibre. Assim é OPO.

E agora um vídeo de uma preparação de spritzer:

Em Setúbal ou vais de cana ou pões-te ao largo na Casa da Baía.

Até podes fazer tudo isso! Vais comer à Tasca do Xico da Cana, bebes tranquilamente um copo na Casa da Baía e depois ó-ó na Casa do Largo, a remodelada e moderna Pousada da Juventude de Setúbal.

Depois de um final de tarde bem passado na cidade onde até tenho raízes familiares (via minha avó materna), fomos primeiro aos comes. Em vez de entrarmos nos restaurantes da Avenida Luísa Todi (geralmente mais caros e concorridos), explorámos as ruazinhas interiores. Depois de alguma hesitação, a nossa escolha foi a Tasca do Xico da Cana. É um restaurante pequeno, com uma esplanada simpática. A comida é caseira e regional mas muito apetitosa. Destaco o excelente choco frito. Foi de comer e chocar por mais (brincadeira de redactor publicitário…).

A seguir impunha-se uma caminhada a pé pela bonita avenida com o nome da mais famosa cantora lírica da terra. Luísa Todi, evidentemente. De repente demos de caras com um belo edifício — outrora um convento — pintado de azul forte, com ar de ter sido remodelado há pouco tempo: a Casa da Baía. E o que é? No fundo é um centro de divulgação turística, com um restaurante, um bar num acolhedor e confortável pátio interior, com palco, e ainda uma loja. Em Setúbal, é obrigatório visitar!

Também é aconselhável conhecer a Pousada da Juventude de Setúbal, que dá pelo nome de Casa do Largo. Não dormi lá mas foi toda arranjadinha e tem um ar todo catita e modernaço. Ainda dei umas belas gargalhadas com uma suposta promoção (afinal o anúncio de um concerto). É olhar com atenção umas das fotos que pus em cima e perceber o porquê (principalmente se tiverem mentes maliciosas como a minha).

Como vêem, há óptimas razões para se ir a Setúbal. Aliás, como estava calor e não quis ficar a ver navios, ainda meti água (leia-se “dei um mergulho”) na praia do Parque Urbano de Albarquel.

Setúbal é como o mar: é ir e voltar!

Sempre a direito até às tortas de Azeitão.

Em Agosto gozei 5 dias de férias. Pareceram mais, tal como me disse um amigo. Mais vale pouco mas bons do que muitos e chochos. Os dias. De férias.

Num desses dias aproveitei para ir até Azeitão. Acho que nunca tinha lá parado, só mesmo de passagem. A minha doce guia levou-me até às tortas de Azeitão. “Vais comer as melhores”, garantiu-me. “É no Café S. Lourenço“.

O sítio não tem nada de especial, sem pontinha de charme, mas as tortas são boas, admito. A minha namorada explicou-me o porquê, mas confesso que não registei mas acho que tem a ver com o processo de fabrico e com a utilização dos ovos, sei lá bem, estava de férias, não registei tudo…

A vila é bonita e tem lojas e edifícios com muito charme, tal como a Casa Museu (com loja de vinhos) José Maria da Fonseca, só para fazer pirraças à Bacalhôa, que está às bordas da povoação, mas ninguém se chateia porque há lugar para as duas.

E às duas por três, num outro dia, rumámos a outras paragens. Deixo aqui uma foto de aperitivo:

E agora Azeitão em modo drone:

Gin ao Verão!

Gin Tanqueray Rangpur

Gin Tanqueray Rangpur, uma refrescante relação preço/qualidade.

Dim sim ao Verão! Neste caso, diz Gin ao Verão. É fresco, elegante, sexy, colorido, delicioso. Mas, cuidado. Dá umas ressacas filhas da mãe.

Obviamente que para evitar as ressacas, e porque o Gin não é para ser bebido à tripa forra, sem uma água tónica, gelo e botânicos, é essencial saber preparar e servir esta bebida.

Ora sirvam-se já deste vídeo porque não me apetece gastar muito o meu latim:

Porque é que o Gin se bebe tónico? Isto é, com água tónica. Eis um bocado de história, em inglês:

The cocktail was introduced by the army of the British East India Company in India. In India and other tropical regions, malaria was a persistent problem. In the 1700s it was discovered by Scottish doctor George Cleghorn that quinine could be used to prevent and treat the disease.[18] The quinine was drunk in tonic water, however the bitter taste was unpleasant.[18] British officers in India in the early 19th century took to adding a mixture of water, sugar, lime and gin to the quinine in order to make the drink more palatable, thus gin and tonic was born.[19] Soldiers in India were already given a gin ration, and the sweet concoction made sense.[20] Since it is no longer used as an antimalarial, tonic water today contains much less quinine, is usually sweetened, and is consequently much less bitter.[21]

Gin and tonic is a popular cocktail during the summer.[22] A 2004 study found that after 12 hours, “considerable quantities (500 to 1,000 ml) of tonic water may, for a short period of time, lead to quinine plasma levels at the lower limit of therapeutic efficacy and may, in fact, cause transitory suppression of parasites”. This method of consumption of quinine was impractical for malaria prophylaxis, as the amount of drug needed “can not be maintained with even large amounts of tonic”. The authors conclude that it is not an effective form of treatment for malaria.[23]

Portanto, a malária esteve por trás disto tudo, a sacana.

Repararam que falei de botânicos. What the fuck is that?, perguntam alguns. Botânicos são todos os ingredientes de origem vegetal que se podem introduzir na preparação de um Gin tónico.

Eis uma foto elucidativa:

E agora? Agora não sejam preguiçosos como eu fui com os textos deste post (é por ser Agosto) e preparem um (ou vários) Gins à (vossa) maneira. Deliciem-se mas, pelo sim, pelo não tenham Guronsan sempre à mão.

Termino com um exemplo meu. Vejam se adivinham os botânicos que pus…

Gin made by myself

Gin preparado por mim. Foto do meu instagram.

Super Bock e o caso de um rótulo raro.

Era uma vez uma festa de Verão, numa noite com mais de 30 graus C, na zona de Belém/Ajuda, perto da Igreja da Memória. Eu destilava. Todos destilávamos. Por isso, bebíamos. Água (com e sem gás), refrigerantes, sumos, vinho branco e cerveja, muita. Duas marcas apenas (sim, as mais comuns e mais baratas). De repente, entre as dezenas de garrafas à disposição houve uma que se destacou.

Super Bock mini (há alguma coisa estranha?)

Super Bock mini (há alguma coisa estranha?).

Era apenas uma garrafa de uma Super Bock mini 20 cl, coisa pouca. Mas, ao olhar, algo inusitado captou a nossa atenção: o rótulo! Até podia ser uma edição especial. Não creio. Deve ter sido uma série de rótulos que escapou à triagem da sua produção e consequente impressão. Mas a mim não me faz impressão nenhuma. Até é engraçado. Tanto assim é que eu trouxe a garrafa e irei guardá-la. Nunca se sabe, algum coleccionador pode interessar-se por ela e, num acto compulsivo, oferecer-me uma pipa de massa por esta raridade. Ok, estou a sonhar (ou terei bebido de mais) mas tinha piada, lá isso tinha.

Agora eis a mesma garrafa mas com o rótulo em crescendo de ampliação:

De qualquer das formas, o melhor da festa foi mesmo o convívio com os amigos. E isso, não sendo raro (felizmente), é o que realmente importa.

Brindemos a isso, com ou sem rótulos raros.

Mergulha fundo na festa do Verão.

Com a cortesia de Smirnoff e dos dos dias quentes que já estão aí, eis a banda sonora para levar ao rubro as mais escaldantes noites de 2018. Enjoy!

E tomem lá disto, que é uma grande malha. Dos Snarky Puppy, uma banda de estalo:

Há Sol e Pesca no Cais do Sodré.

Em Lisboa, o que comer num final de tarde meio farrusca de um Verão que tarda? Se for esse o caso, e se estiverem para os lados do Cais do Sodré, sós, mas de preferência acompanhados, que tal experimentarem uma antiga casa de acessórios de pesca?

Calma, não estou a dizer para comerem anzóis ou fios de nylon. Provavelmente iriam ter fortes dores de garganta e ardores no estômago nunca antes sentidos. O que eu estou a propor é algo tão simples como isto: vão ao Sol e Pesca e experimentem uma das muitas conservas que por lá há, prontas a serem pescadas para os pratos.

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Ainda se respira a atmosfera de uma loja de artigos de pesca.

A oferta é muita e variada. Para além disso também há outras entradas e até alguns pratos, mas a base anda toda à volta do pescado que se apresenta em latas. Ah, mas não pensem que são as marcas que se encontram na maioria dos supermercados. Nada disso! São marcas portuguesas que não conhecemos de lado nenhum mas que são um deleite de apetite. Apetece experimentar todas, ali mesmo ou então levar uma série de latas para casa.

As latas estão expostas nas montras com portas de vidro, bem ao jeito das antigas mercearias e drogarias portuguesas. E depois há a decoração com os objectos que se usavam (e usam) na pesca e outros acessórios afins. As mesas são baixinhas com bancos a condizer, no interior (nada de muito confortável, mas imaginem que estão num barco a navegar ondas). E no exterior, tipo convés a entrar na Rua Nova do Carvalho (a célebre rua cor-de-rosa do Cais do Sodré, há a simpática esplanada, na qual se vê melhor a fauna que por ali navega de um lado para o outro.

Pronto, agora que já foram arpoados com esta sugestão, não é preciso ter muita lata para ir ao Sol e Pesca. Aliás, não é preciso nenhuma porque encontram todas neste imperdível local de Lisboa.

Bom apetite!

E agora eis um vídeo da série No Reservations, de Anthony Bourdain, filmado em Lisboa e que passou pelo Sol e Pesca:

Short version in english:

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