In Vino Veritas.

 

 

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Para além da cerveja, também sou adepto do vinho. Mas com moderação. Aprendi com o mestre: o meu pai. Já teve uma loja de vinhos (Coisas do Arco do Vinho), que já não existe, mas que foi pioneira e um caso de sucesso na zona da Grande Lisboa. E agora tem um blog muito conceituado: enofilomilitante.blogspot.pt.

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Ainda hoje não sei muito bem como se chega à caracterização da complexidade do cheiro, do sabor, da textura. Mas sei apreciar, distinguir o bom do menos bom, tendo sempre como referência algo essencial: o meu gosto.

O vinho tem vida, é orgânico. Cada um tem a sua própria personalidade, os seus traços que se deverão provar em suaves golos, tal como no amor. Nada de fuçanguices! Isso é só para zurrapas ou vinhos tipo light, no tempo quente. E mesmo esses podem ter o seu quê de especial.

A minha região favorita? Douro. Vinhos poderosos, que se mastigam, algo selvagens mas que se deixam aveludar ao nosso palato. Mas deixo aqui uma lista de alguns dos melhores de 2017, de todo o país, pela revista Visão.

Por falar em vinhos, e olhando para o slideshow no topo deste post, está lá uma oferta do meu pai: Quinta da Leda Tinto 2011, da Casa Ferreirinha. Também está um Castello D’Alba Douro 2015, de Rui Roboredo Madeira Vinhos, uma opção em conta mas que acredito ser muito satisfatória.

Deixo para o fim, no referido slideshow, 2 vinhos de Jorge Leonardo (ex-colega de faculdade e actualmente produtor vinícola): Ignorante Dão Tinto Reserva 2014 e Grandalhão Tinto Dão 2013. Ambos foram produzidos pelo enólogo Rui Coutinho.

Ainda não os provei (aliás, ainda não provei nenhum dos 4), mas o Jorge Leonardo sofreu um sério revés: as suas vinhas foram devastados pelos terríveis incêndios de Outubro deste ano. A minha homenagem a ele e aos seus vinhos, para que possam de novo renascer das cinzas.

Saúde!

 

 

Cerveja que voa alto.

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Chama-se Dois Corvos. É artesanal. É cerveja. É uma criação da Susana Cascais e do Scott Steffens. É um sucesso.

Lembro-me de ter sido uma “cobaia” em casa dos 2, quando começaram a fazer cerveja artesanal em casa. “O que achas?”, “Gostas?”, perguntavam. Para mim (e outras pessoas) só havia 3 ou 4 marcas de cerveja e uma meia dúzia de variedades. A cerveja artesanal era uma completa novidade. Sei que por essa altura, de vez em quando, já bebia cervejas de trigo alemãs. A experiência com a Cristal de trigo tinha falhado. Acho que só eu e mais 2 ou 3 tipos é que a compravam.

Passados 1 ou 2 anos, as experiências caseiras do Scott e da Susana quiseram sair das 4 paredes (ok, são mais) do seu apartamento e, a pouco e pouco, a Dois Corvos ganhou corpo e já está um pouco por todo o lado.

Hoje têm uma fábrica na zona de Marvila/Beato, local onde também há um tap room. Aí provam-se todas as suas variedades de cervejas, algumas delas limitadas a edições especiais. É claro que também se pode comprar cerveja nas suas instalações. Ou trazer a favorita num growler, o que é muito conveniente, tal como mostra este vídeo:

Como apreciador de cerveja só posso agradecer à Dois Corvos e a outras marcas similares o facto de terem posto uma série de gente a olhar a cerveja com outros olhos. E a bebê-la com satisfação! Há para todos os gostos, tal como já referi num post anterior. É só experimentar. E, acreditam, vão pelo cliché do Fernando Pessoa: 1º estranha-se, depois entranha-se.

 

 

 

 

 

What else?

 

Com Nespresso mudei a minha forma de beber café. Antes de mais nada, deixei de pôr açúcar. Menos uma acha para uma hipotética e amarga diabetes. Depois criou-se uma espécie de ritual: a filinha para a máquina, depois de um almoço ou jantar em casa.

Durante alguns anos, em casa dos meus pais, ao fins de semana bebia-se café preparado num balão. Sejamos sinceros: era algo quase uma cerimonioso, a chama da lamparina, a água a ferver, o borbulhar de um café que até parecia artesanal.

Mas os tempos mudam. Acordamos um dia com a sensação de sermos mais sofisticados. E sexy! Sim, porque beber Nespresso acho que tem qualquer coisa de sensual. Deve estar relacionado com a sua comunicação: os homens querem ser o George Clooney, as mulheres querem ser seduzidas por ele, mesmo dando-lhe para trás. Vou lembrar:

Vai um cafezinho? Nespresso, what else.

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Marca de água.

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Este é um post algo triste. Tem como fonte de inspiração os terríveis incêndios que assolam o país. E fala da água que eu bebo e que tanta falta faz, a todos os níveis.

A água que eu bebo é da torneira. É assim já há muitos anos. Nem em todo o lado sabe bem, por isso há muita gente a comprar garrafões e garrafas, ou até a abastecer-se em nascentes e fontes, que felizmente ainda existem por aí.

Mas a água que eu bebo tem um segredo: é filtrada. Os benefícios são alguns. Por exemplo, os filtros eliminam ou diminuem toxinas ou resíduos nocivos, mantendo as propriedades e os minerais desta bebida tão essencial. Para além disso, e até pode ser mera sugestão, o sabor é melhor.

Já agora vejam neste vídeo o que um filtro pode fazer a um conhecido refrigerante.

A minha água está num jarro que usa filtros. É Brita. Bebo a isso.

 

À mão de beber.

mateus roséFoi uma daquelas tardes perfeitas e quentes de início de Verão. Começou com o esvoaçar de um vestido preto num sorriso de uns lábios vermelhos (ainda não sei a marca do baton). Primeiro o filme: Paris Pode Esperar, uma viagem a dois pela França rural e a cheirar a imensos campos de alfazema. Depois foi a dois que se rumou aos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. Relva, patos, água e descontracção em ambiente urbano. Até a sesta se dormiu. Eu acho que ressonei. Não digam a ninguém…

A próxima paragem, o Parque Eduardo VII. E entrámos na festa. Na festa patrocinada pela Somersby. Mas não foi o que bebemos. Entre quatro pés de dança, o final de tarde calorosa pedia uma bebida fresca. Duas. E com palhinha. A nossa escolha agarrou duas garrafinhas de Mateus Rosé. São giras, sexy, apetitosas. E bebemos o vinho fresco, celebrando aquela tarde em que por momentos duas pessoas foram uma. Ali, mesmo à mão de beber.

(A mão da foto é da Marta, que é bem mais bonita do que a minha)

 

 

 

Como consolar um coração triste?

Certamente não é com uma porretada na tola. Ou com um ar de pavão magnânimo. Mas há outras coisas que podem ajudar. Por exemplo, uns bons abracinhos e beijinhos. São de borla! Acompanhar sempre com palavras doces. Aumentam a auto-estima e animam o espírito. Só depois é que podem entrar outro tipo de doçuras. Uns bombons da casa Arcádia (no Porto), um chocolate preto, sem açúcar. Eu tenho sempre no frigorífico. Depois podem vir os colares e as pulseiras da Pedra Dura. Ou um lenço ou uma écharpe. Ok, antes de tudo talvez umas flores. Mas o mais importante são 2 ouvidos bem atentos. É que quando se está triste ou amargurado ninguém gosta de falar para as paredes, nem que elas estejam impecavelmente pintadas.

Hoje estou com os azeites.

azeitesPodia estar mais azedo, podia estar com os vinagres (mas só os balsâmicos). Não é o trânsito, não são as alterações climáticas, não é uma unha encravada. São mesmo os azeites.

Na cozinha eu só uso azeite. Primeiro não frito porra nenhuma! Óleos só na bicicleta, ou no corpo (mas esses são mais suaves). Uso um azeite menos refinado nos refogados. A minha escolha vai para Oliveira da Serra, o da gama mais baixa (eles têm azeites melhores, mas uso este nos cozinhados).

Já nos temperos escorrego para o azeite da Herdade do Esporão. Gosto. São suaves e saborosos. As saladas ficam fantásticas! As saladas e também os gelados de baunilha. Ah, não sabem desta, pois não? Um dia destes conto. Sim, porque a verdade e as revelações são como o azeite. Vêm sempre ao de acima.

(Compro os meus azeites no Continente)