Sal das alturas.

Da Origens, Sal dos Himalaias.

É rosa. É sal. É das montanhas mais altas do mundo. É o sal rosa dos Himalaias. Não conhecia. Por isso é que é bom estar sempre a descobrir e a aprender. Dizem que é melhor, que é mais saboroso, que é mais puro. Não sei. Mas sei que é diferente, nem que seja pela cor.

Pode parecer exótico e estranho mas está à venda em lojas de produtos naturais e também nas grandes superfícies. Vende-se mais fino, mas também há mais grosso. O fino é bom para as saladas, o grosso para peixes e carnes.

Como não sei o que dizer mais sobre este sal, vou apimentar este post (perdão, salgar) com um vídeo datado mas bem temperado:

Era uma vez… no Fábulas Café.

No interior do Fábulas Café. Mesas postas para refeições.

Faz todo o sentido começar este post assim: era uma vez… E porquê? Porque fui ao Fábulas Café (não é a 1ª vez). Apesar de estar muito central — num charmoso pátio interior, entre a Rua Garret e a Calçada Nova de São Francisco — é um espaço muito calmo, com várias salas e recantos. A tranquilidade é ainda maior porque lá dentro as redes móveis ficam inoperacionais, tal é a espessura das suas paredes. O stress fica à porta.

Tem carta de comes. Mas também há bebes. Nunca tive o gosto de lá ter provado uma refeição, mas acho que está bem referenciado e tem opções vegetarianas, para quem não quiser entrar no reino da carne. No Fábulas só pode mesmo entrar a conversa mais íntima e o convívio entre amigos. Ninguém poderá ficar agarrado ao telemóvel. Até porque não faz nenhuma falta. E para quem receia não ter uma boa conversa sempre pode inventar uma história. Ou uma fábula, pois este é local apropriado para tal.

E agora tomem lá um desenho animado com uma fábula bem conhecida:

O factor LX.

Reservatórios LX.

Todas as cidades têm o seu je ne sais quoi. Lisboa não é excepção. Aliás, Lisboa tem cada vez mais pontos de interesse e alguns até podem ser bem alternativos. A LX Factory é um desses sítios. Restauração, lojas variadas, uma livraria fantástica, empresas e também concertos, eventos e animação cultural, há de tudo um pouco neste espaço tão peculiar, e que para muitos é totalmente hipster.

Mas qual o seu passado? Não há nada como uma citação do tripadvisor:

É no ano de 1846 que a Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense, um dos mais importantes complexos fabris de Lisboa, se instala em Alcântara. Esta área industrial de 23.000m2 foi nos anos subsequentes, ocupada pela Companhia Industrial de Portugal e Colónias, tipografia Anuário Comercial de Portugal e Gráfica Mirandela. Uma fracção de cidade que durante anos permaneceu escondida é agora devolvida à cidade na forma da LXFACTORY. Uma ilha criativa ocupada por empresas e profissionais da indústria também tem sido cenário de um diverso leque de acontecimentos nas áreas da moda, publicidade, comunicação, multimédia, arte, arquitectura, música, etc. gerando uma dinâmica que tem atraído inúmeros visitantes a re-descobrir esta zona de Alcântara. Em LXF, a cada passo vive-se o ambiente industrial. Uma fábrica de experiências onde se torna possível intervir, pensar, produzir, apresentar ideias e produtos num lugar que é de todos, para todos.

Hoje andei por lá. E sem ter muito a dizer, apenas tirei umas fotos e agora a preguiça natalícia e o cansaço do meu labor impedem-me de tecer mais considerações. Apenas reforço o título deste post: a LX Factory é um elemento essencial de uma equação chamada Lisboa.

Go there and have fun!

Caminho de ferro aéreo.

Orgulhosamente industrial.

E tomem lá vídeo:

Há ginjinha em Alfama.

Maria Arminda, a senhora da ginjinha

Maria Arminda para a posteridade numa parede do recuperado Largo do Chafariz de Dentro. A ginjinha que bebi, servida em copinho de chocolate, foi comprada na sua banca, no referido largo.

Sou alfacinha. Mas nunca vivi em Lisboa, nem sequer tenho um espírito bairrista. E nunca vivi na capital, sempre nos concelhos limítrofes (até agora três). Mas sou lisboeta, sem arrogância nem falsa modéstia. Apenas lisboeta.

Nos últimos tempos tenho andado muito por Lisboa, pelas ruas mais estreitas, a olhar para o casario que se cola em banda, como um comboio que se espreme em carruagens compactas, cheio de gentes, cheiros, lojas e restaurantes dos mais variados tipos, onde o velho (agora em processo de renovação) se cruza com o novo, entre sons de línguas mais ou menos estranhas, onde não circulam comboios, mas há veículos com uma fonética que os faz lembrar. Tuk-tuk, tuk-tuk, muita gente, muita gente, colina acima, colina abaixo.

Por vezes páro. E sento-me. E absorvo o bulício que me circunda. Foi assim que, um dia destes, enquanto ia para uma sessão fotográfica, esperando pela fotógrafa (excelente!), reconfortado num banco de madeira do Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama, vendo os turistas a beberricar ginjinhas, resolvi também pedir uma. Na banca da Dona Maria Arminda, claro está.

Fui fino. Pedi uma ginjinha servida em copinho de chocolate, que é bem mais interessante e gulosa. Custou 1,5€, que isto de preços baratos em Alfama (ou noutro qualquer bairro de Lisboa) está mais abonado para as carteiras dos cámones ou dos franciús que as dos tugas. Mas não me arrependo. Até porque descobri que as ginjinhas se podem beber em qualquer lugar, se bem que têm mais encanto quando se degustam num local típico e característico. Em bom português: À VOSSA, PORRA!

E agora tomem lá um vídeo que é bom que nem ginjas:

Astúrias em Algés.

Astúrias Café

Está-se bem no Astúrias Café.

Há espaços e espaços. E alguns podem estar mais perto do que se imagina. Quem está pelas bandas da Grande Lisboa tem de saber que o que não falta são espaços que vale a pena conhecer. O Astúrias Café, no Parque Anjos, em Algés, é exemplo disso.

Por agora não me vou alongar, mas é um sítio a viver. Sim, porque nos bons sítios mais do que se estar, vive-se. E isso pode fazer uma grande diferença.

Vai um sumo de frutos vermelhos? Sugestão minha, bebida no Astúrias Café.

Compal VItal Frutos Vermelhos

Não te sumas. Bebe um sumo Compal Vital Frutos Vermelhos.

Há coisas do diabo. E cervejas também.

Duvel, copo e garrafa

Tem 8,5% de teor alcoólico. Não há dúvida que é obra do diabo!

Será a cerveja Duvel obra do diabo? Por acaso, na Bélgica e na Holanda algumas marcas e variedades de cerveja eram produzidas por monges trapistas. Ok, com uma vocação diabólica, acreditem.

Sim, para quem não sabe, a palavra duvel (em dutch) quer dizer demónio. Quem não tiver cuidado, quando se bebe uma(s) cerveja(s) destas fica-se logo possuído pelo demo. Os 8,5% não são para anjinhos, mas vale a pena a tentação: é uma cerveja que tem uma frescura apreciável, mas com um peculiar toque amargo no final, que lhe confere uma aura mais infernal. Isso e a tal graduação alcoólica.

Têm medo do inferno? Bebam uma Duvel que isso passa. Vai uma à pressão?

Comer também pode ser French Arth.

O menu

O menu French Arth.

Oh lá lá, quem viu e quem vê a Rua de São Bento. Não é preciso ir o Parlamento submeter nenhuma lei à aprovação dos deputados para se perceber que também esta zona está com muito quorum de restauração e animação.

A nossa opção, depois de uma subida (com um gin no topo) ao The Garden Rooftop, ali para os lados de Santos, foi o French Arth.

É um sítio muito agradável e acolhedor, (boa música), com petiscos e comida de inspiração francesa. Fomos comedidos: optámos por uma (deliciosa) quiche de queijo (acho que, que a memória já me atraiçoa; deve ser do queijo) e um carpacio de polvo. Gostei de ambos mas a quiche ganhou por uma ligeira margem de apreciação (sem ter de ir a votos). A sobremesa foi um fondant au chocolat, com uma bola de gelado. Très bien! E a fechar as urnas (salvo seja!) bebemos duas ginjinhas, uma oferta do simpático dono (je crois).

Se vale a pena lá voltar? Mais oui, certainement! Bom apetite para vocês e à bientôt para nós.

E agora tomem lá um vídeo sobre comida francesa, apresentado por Gordon Ramsay: