Padarias há muitas…

Sumo de laranja na Padaria do Bairro.

Em Lisboa, quase em cada esquina, há uma padaria. Ok, não há uma, há duas. Marcas. Ainda não as sei distinguir muito bem na sua essência, pois os conceitos são muito parecidos. E os nomes também. Uma é portuguesa, a outra é do bairro. Vai quase dar ao mesmo e não há mal nenhum nisso.

Qual a melhor em termos de comparação? Eu conheço as duas mas ainda não me decidi, se bem que o meu coração balança mais para a Padaria do Bairro. Mas, lá está, é relativo, porque de loja para loja, da mesma rede, devem existir algumas nuances. Não sei ainda quais… Um dia, quando as descobrir, desvendo-as.

E agora vai um delicioso sumo de laranja pop, ao vivo?

É preciso ter Paciência.

Também é com Paciência que nos sentimos em casa.

Há marcas que nos aquecem, que nos envolvem, que nos dão alento. Umas para momentos mais breves, outras que queremos que estejam connosco o maior tempo possível.

Abrimos uma janela e ela está lá, entramos num quarto e podemos ficar descansados. Ela está lá. Ou na sala, com uma vista que se estende para além do nosso coração. E ela também está lá.

E há outras que ficam à nossa espera, numa mesa, numa ocasião especial. Apreciam-se com familiares e amigos, em copos de convívio, conversas mais ou menos soltas e uns petiscos a acompanhar. Tudo perfeito! E para que isso aconteça por vezes só é preciso uma coisa: paciência.

Vai um punhado de castanhas e um copo de jeropiga Paciência? Claro que vai. Assim sentimo-nos mais aconchegados, como se estivéssemos sempre em casa.

E agora um vídeo sobre como assar castanhas no forno:

É de mestre.

Por ocasião da visita a Lisboa de uma grande amiga minha (my music soul sister), e depois de uma ida a uma exposição de arquitectura e agricultura no CCB, foi-me dada a incumbência da escolha de um restaurante. Eu sugeri o Mestrias, a minha amiga reservou-o com antecedência pelo The Fork. E lá fomos nós, eu pela 2ª vez, a um restaurante que já foi referenciado pelo meu pai variadas vezes.

[O engraçado é que a 1ª vez que lá fui também estava acompanhado com outras duas das minhas grandes amigas. A sorte que eu tenho, amigas tão fixes e todas foram aos Mestrias. É de mestre!]

É mais uma tasca fina? É. E não é.

É fina porque tem um encanto descontraído e que casa bem com aquela zona de Lisboa — a Ajuda, junto à Igreja da Memória. Gosto da decoração e da esplanada tão agradável, nas noites mais quentes. E gosto da comida, obviamente, com influências variadas, mas um toque mais ou menos galego (digo eu). Comida que pode ser apreciada em pequenas doses, para partilhar, ou em doses individuais mais robustas, que ainda não provei.

Não é uma tasca fina porque, de uma forma interessante, preserva algumas receitas mais típicas mas dá-lhes uma abordagem ainda mais saborosa, sem cair em pretensões armadas ao pingarelho.

É para voltar de novo? Claro que é! De preferência em boa companhia. As minhas 3 amigas, por exemplo. Uma eventual e futura namorada bem pode esperar…

E agora um vídeo sobre a gastronomia galega:

É beber à vontade!

Sample de Heineken sem álcool

Um dia destes, à saída da boca do Metro de Lisboa, uma menina ofereceu-me esta latinha bem engraçada. Era uma amostra da Heineken 0.0 sem álcool, claro está.

Cada vez mais as cervejas de produção em massa afastam-se dos meus padrões de sabor. Como já devem saber, agora pendo muito mais para as cervejas artesanais. As outras, entre as quais incluo esta marca holandesa, para mim agora são meros refrescos de cevada. Esta não é excepção mas até que não é má de todo (dentro do conceito refresco) e ainda por cima não sobe à cabeça, o que é óptimo para quem vai conduzir (a propósito, um dia destes pela 1ª vez soprei no balão; talvez um dia conte esse episódio aqui).

Até lá, bebam com moderação, se forem capazes (que remédio).

E vai um vídeo?:

PS: como devem ter reparado, mudei a imagem principal do meu blog. O que acham da mudança? Feedbacks serão apreciados.

Mais duas birras, por favor.

Estrella Damm criada por Ferran Adrià e a loura da Affligem.

Depois de um post sobre água, vamos lá mudar a fonte e abrir a torneira das cervejas (que neste blog está sempre a correr).

E hoje são duas. Uma é espanhola. A outra é belga.

A espanhola é uma edição limitada, criação de Ferran Adrià, o mítico chef do não menos aclamado restaurante El Bulli. Gostei logo ao primeiro golo (foi bem marcado…), apresentando um corpo leve mas consistente, com pouco amargor mas muito delicioso. Esta menina cativou-me e bem. Dá pelo nome de Inedit. Comprei um pack de 4 no Continente e, para pena minha, quando lá voltei já não havia mais (quis trazer para o meu pai). Pelo visto também há no El Corte Inglés e em garrafas de 75cl.  Quero mais!

A belga aparentemente vem da abadia mais antiga da Flandres, a Affligem, claro está. É ligeiramente diferente da anterior, com um pouco de mais corpo e tostada. O teor alcoólico é mais elevado (esta marota trepa por ti acima, mas tu vais adorar…). Gostei e também comprei no Continente, um pack de 4. Era o único! Sobre esta cerveja leiam mais aqui. Mas bebam um bocado da sua prosa:

EQUILIBRADA E REFRESCANTE (6,7%)

Uma espuma densa sobre um corpo de cerveja brilhante e dourado. À medida que o sabor suave do primeiro gole se instala, a integridade dos frutos tropicais proporciona uma finalização refrescante. Ao rodar o copo, as notas fortes de banana, das especiarias levedadas e do aroma a lúpulo fluem livremente.

E eis dois vídeos sobre as duas cervejas. O primeiro tem uma introdução algo longa e uma música um pouquinho pastosa mas faz uma apreciação completa da espanhola. O segundo vídeo (sobre a belga) é similar, mas um pouco mais curto.

Vão buscar um copo, encham com uma cerveja, ponham-se confortáveis e vejam:

Estou a meter (mais) água.

Água das Pedras Salgadas em fundo rosa.

Já falei aqui da Água das Pedras. E sabem uma coisa? Não vou escrever muito mais. Simplesmente gostei da foto que tirei e coloco-a aqui. Mas é sempre bom recordar como se deve beber esta água: gelada, com duas ou 3 pedras de gelo e uma rodela de limão. Nunca experimentaram? Vá lá, toca a beber!

E eis um vídeo que mete água, mas com preocupações ambientais:

Zero vale mais que zero.

Larga o telemóvel e come!

Há cerca de 2 anos conheci a ZeroZero. É uma pizzeria no Príncipe Real (há outra no Parque das Nações). Fui lá em jantar romântico. Isso hoje já é passado mas voltei ao mesmo sítio. Levei duas pessoas especiais, que não faziam a mínima ideia do restaurante, e muito menos imaginavam o fantástico espaço da esplanada. Está-se no coração de Lisboa mas ali ouvem-se os pássaros. E comem-se óptimas pizzas. É uma gaita porque engordam mas que se lixe, vezes não são vezes.

A esplanada vale 20.

Estava tão compenetrado em telefonemas de trabalho, na companhia e na comida que não tempo tive para tirar fotos (estas são da A. Vic.). Mas deliciei-me e prometo que da próxima vez faço uma crónica mais alargada sobre a ZeroZero. De preferência em boa companhia.

E agora um vídeo para fazer crescer água na boca: