É beber à vontade!

Sample de Heineken sem álcool

Um dia destes, à saída da boca do Metro de Lisboa, uma menina ofereceu-me esta latinha bem engraçada. Era uma amostra da Heineken 0.0 sem álcool, claro está.

Cada vez mais as cervejas de produção em massa afastam-se dos meus padrões de sabor. Como já devem saber, agora pendo muito mais para as cervejas artesanais. As outras, entre as quais incluo esta marca holandesa, para mim agora são meros refrescos de cevada. Esta não é excepção mas até que não é má de todo (dentro do conceito refresco) e ainda por cima não sobe à cabeça, o que é óptimo para quem vai conduzir (a propósito, um dia destes pela 1ª vez soprei no balão; talvez um dia conte esse episódio aqui).

Até lá, bebam com moderação, se forem capazes (que remédio).

E vai um vídeo?:

PS: como devem ter reparado, mudei a imagem principal do meu blog. O que acham da mudança? Feedbacks serão apreciados.

Mais duas birras, por favor.

Estrella Damm criada por Ferran Adrià e a loura da Affligem.

Depois de um post sobre água, vamos lá mudar a fonte e abrir a torneira das cervejas (que neste blog está sempre a correr).

E hoje são duas. Uma é espanhola. A outra é belga.

A espanhola é uma edição limitada, criação de Ferran Adrià, o mítico chef do não menos aclamado restaurante El Bulli. Gostei logo ao primeiro golo (foi bem marcado…), apresentando um corpo leve mas consistente, com pouco amargor mas muito delicioso. Esta menina cativou-me e bem. Dá pelo nome de Inedit. Comprei um pack de 4 no Continente e, para pena minha, quando lá voltei já não havia mais (quis trazer para o meu pai). Pelo visto também há no El Corte Inglés e em garrafas de 75cl.  Quero mais!

A belga aparentemente vem da abadia mais antiga da Flandres, a Affligem, claro está. É ligeiramente diferente da anterior, com um pouco de mais corpo e tostada. O teor alcoólico é mais elevado (esta marota trepa por ti acima, mas tu vais adorar…). Gostei e também comprei no Continente, um pack de 4. Era o único! Sobre esta cerveja leiam mais aqui. Mas bebam um bocado da sua prosa:

EQUILIBRADA E REFRESCANTE (6,7%)

Uma espuma densa sobre um corpo de cerveja brilhante e dourado. À medida que o sabor suave do primeiro gole se instala, a integridade dos frutos tropicais proporciona uma finalização refrescante. Ao rodar o copo, as notas fortes de banana, das especiarias levedadas e do aroma a lúpulo fluem livremente.

E eis dois vídeos sobre as duas cervejas. O primeiro tem uma introdução algo longa e uma música um pouquinho pastosa mas faz uma apreciação completa da espanhola. O segundo vídeo (sobre a belga) é similar, mas um pouco mais curto.

Vão buscar um copo, encham com uma cerveja, ponham-se confortáveis e vejam:

Estou a meter (mais) água.

Água das Pedras Salgadas em fundo rosa.

Já falei aqui da Água das Pedras. E sabem uma coisa? Não vou escrever muito mais. Simplesmente gostei da foto que tirei e coloco-a aqui. Mas é sempre bom recordar como se deve beber esta água: gelada, com duas ou 3 pedras de gelo e uma rodela de limão. Nunca experimentaram? Vá lá, toca a beber!

E eis um vídeo que mete água, mas com preocupações ambientais:

Zero vale mais que zero.

Larga o telemóvel e come!

Há cerca de 2 anos conheci a ZeroZero. É uma pizzeria no Príncipe Real (há outra no Parque das Nações). Fui lá em jantar romântico. Isso hoje já é passado mas voltei ao mesmo sítio. Levei duas pessoas especiais, que não faziam a mínima ideia do restaurante, e muito menos imaginavam o fantástico espaço da esplanada. Está-se no coração de Lisboa mas ali ouvem-se os pássaros. E comem-se óptimas pizzas. É uma gaita porque engordam mas que se lixe, vezes não são vezes.

A esplanada vale 20.

Estava tão compenetrado em telefonemas de trabalho, na companhia e na comida que não tempo tive para tirar fotos (estas são da A. Vic.). Mas deliciei-me e prometo que da próxima vez faço uma crónica mais alargada sobre a ZeroZero. De preferência em boa companhia.

E agora um vídeo para fazer crescer água na boca:

Baltazar, o Rei dos Montes.

O Baltazar é um pavão.

Tive umas férias curtas. Curtinhas, mesmo. Fui convidado para ir até ao centro do país, mais propriamente aos Montes da Senhora (nome que se presta a uma mão cheia de brejeirices), uma freguesia do concelho de Proença-a-Nova. Não conhecia. Fiquei a conhecer. Gostei. Da hospitalidade da minha anfitriã, das paisagens, das piscinas e praias fluviais, dos bailaricos. E do Baltazar.

E quem é o Baltazar? É um Citroen 2CV, um dos últimos, de 1988 (salvo erro). Não foi a primeira vez que andei num, mas desta vez foi memorável. À hora de almoço de um dia quente, lá veio ele todo lampeiro, muito bem domesticado pela sua dona, buscar-me à paragem do autocarro. E daí lá fui eu levado, como se viajasse numa máquina do tempo, até à Praia Fluvial de Cardigos.

Nos confins de Portugal, por entre muita água, cerveja, canções pimba e maranhos (excelentes num restaurante da vila Sobreira Formosa, uma povoação com um nome que faz jus à sua beleza), por onde quer que passasse Baltazar provocava torcicolos, olhares de espanto e alguma invejazita.

A rolar o pópó é um espanto: confortável nas curvas, com um motor que relincha na sua grande manada de 29 cavalos (!), e com um avançado sistema de ar nada condicionado. De capota aberta, a brisa do campo inundava-nos em ondas quentes. A refrigeração era simplesmente o nosso suor porque o Baltazar é Rei mas é um moço nada dado a luxos, apesar da ostentação das suas linhas e dos 2 coloridos tons que exibe vaidosamente como um pavão.

Nas subidas tinha a liberdade de se engasgar um bocadinho, mas, mesmo com a carga de 4 humanos, não deixou ficar ninguém mal. Ah, 4 mudanças ao lado do volante punham o bólide a roncar que nem um furacão a ameaçar as serranias. E lá nos levou, todo orgulhoso, para sítios que só ele o poderia fazer com muito mais encanto. E os sítios foram lindos! Ora espreitem estas fotos:

Duas sugestões finais: se puderem tentem andar ou conduzir (algo que não tive autorização…) este icónico automóvel; e já agora é obrigatório conhecerem esta zona do país (tão fustigada pelos incêndios), visitar as aldeias do xisto e banharem-se nas inúmeras e belas praias fluviais.

E tomem lá mais um vídeo do 2CV:

Que melão!

Somersby de melancia. Que melão!

O tempo quente pede bebidas frescas. Eu não tinha pedido esta beberagem mas alguém ma deu e a cavalo dado não se olha os dentes, lá diz o ditado.

Dizem que é uma espécie de sparkling cider (sidra com efervescências) e que é para ser bebida com muito gelo (eles sabem bem como tornar esta coisa mais bebível).

Eufemisticamente, não morri de amores. Não que estivesse à espera de algo excepcional. Até porque, num dia escaldante de Verão, gosto de uma Coca-Cola (mas da clássica!) com muito gelo e umas rodelas de limão. Para muitos é uma zurrapa com muita água, açúcar e com mais uma data de químicos. E é. Mas é à pala do meu paladar.

E agora vai um vídeo para ficarem com muita sede. Com ou sem melão:

Em Cascais há sushi de comer e chorar por mais.

Sushi Del Mar. É no Mercado da Vila, em Cascais.

Gosto de sushi, não é novidade. E de cozinha de influência oriental (é ver o meu blog aqui, que tem muito para abrir o apetite). Mas nisto do japonês sou mais para o tradicionalista, não alinho muito em braseados e a afins. Mas, repito, gosto de sushi. E muito!

A propósito de um evento especial na minha vida (que reservo para mim), e coincidindo com o solstício de Verão, na passada sexta-feira, 21 de Junho, fui até Cascais, ao Sushi Del Mar. É um restaurante de um amigo e ex-colega meu, do mundo da publicidade, que mudou de rumo na vida e meteu-se em aventuras gastronómicas. E meteu-se bem, porque eu gostei bastante da comida!

É sushi variado e muito bem apresentado, sem chinesices de gosto fácil. É requintado mas informal. É delicioso e com toques de originalidade. É como eu gosto, e ainda por cima não achei excessivamente caro.

Vamos por partes:

  1. O preâmbulo deixou logo o meu palato alerta, principalmente com a pele de dois peixes devidamente braseadas (no japonês acho que são os únicos “braseanços” que eu aprovo). Isto muito bem acompanhado com uma Asahi à pressão.
  2. Seguiu-se a entrada propriamente dita: aqui quis arriscar e fui para um carpaccio de 3 peixes, em cama de laranja e lima, e com um apontamento de queijo. A combinação podia ter corrido mal, mas não! Um mistura ácida e suculenta de sabores, que casou bem com a Catarina (a fresca donzela que, sob a forma de vinho branco, nos acompanhou durante a refeição).
  3. Ah, o sushi e as suas variedades e atrevimentos. Foi a pièce de résistance da refeição. Uma prancha de sabores e texturas que nos encheu as medidas. A meu pedido quase tudo pendeu para o mais tradicional, mas aquelas 2 preciosidades com ovos de codorniz e ovas, ui! Ah, e o sashimi de corvina com lima. Mais uis! Tudo do bom e do melhor, com peixe fresco e muito bem preparado. Resistir é impossível.
  4. O remate em jeito de génio goleador foi a sobremesa: 3 bolas de arroz com 3 tipos de gelado lá dentro. Nem sem o que dizer… FENOMENAL!

Portanto, como já devem ter percebido, gostei e recomendo.

Muito obrigado aos empregados e ao chef, pela simpatia, disponibilidade e saber. E ao Francisco Vasconcelos por ter dobrado o Cabo das Tormentas da publicidade e ter apostado num restaurante que é para continuar a navegar com o mais favorável dos ventos. E à minha companhia, por ter embarcado comigo numa odisseia que já dura há mais de 2 anos. É para chegar a bom porto! Todos os dias.

Banzai e bons apetites!