Ámen ao ramen.

Em pouco mais de 30 dias, é a segunda vez que falo aqui de ramen (para verem a primeira cliquem aqui).

Há uns dias comi este delicioso caldo num food court que tem de ser conhecido e divulgado, e que se situa no edifício do Supermercado Amanhecer, em pleno Martim Moniz.

Tem mais de uma mão cheia de lojinhas ao estilo street food, de várias origens asiáticas, onde se podem pedir e degustar iguarias baratas mas genuínas.

Eu provei um ramen. Foi de galinha. Com uma cerveja nacional 33cl, a coisa ficou-me pelos 6,20€. Uma delícia, certo?

Quando forem para aqueles lados, e sentirem a barriga a dar horas, já sabem: entrem no Amanhecer e escolham umas comidinhas para vos deixarem consolados o resto do dia.

E agora um vídeo caseiro:

E outro sobre restaurantes lisboetas:

A juventude em estado líquido.

SUNLOVER COLLAGEN. Beber para não envelhecer?

Um dia destes, numa merecida pausa ao final da tarde, fui ao frigorífico buscar algo para refrescante para beber. Sentei-me na marquise e absorvi a brisa vespertina na companhia de SUNLOVER COLLAGEN, de amendoins crus, de sementes de girassol e de um livro.

Eu nunca tinha provado esta bebida. Foi uma oferta que recebi com agrado. E, na ausência da pessoa que me ofereceu a latinha, vivi uma urbana mas bucólica nostalgia, picando os amendoins e as sementes de girassol. O tempo passa… Mas este líquido tem propriedades que combatem a infalível passagem temporal. É o que diz o texto do site:

SUNLOVER COLLAGEN é a verdadeira inovação anti-aging em estado líquido. Fácil de tomar, esta bebida nutri cosmética tem um agradável sabor a pêssego branco – uma fruta oriental que ajuda a nutrir o corpo por ser uma fonte de vitaminas, minerais e fitonutrientes.

Banha da cobra ou bebida milagrosa? Bem, deverá ter algum fundo de verdade mas, obviamente, é algo para se levar (beber) com conta, peso e medida. No entanto, elucidam-me com a composição do produto e como tomá-lo:

Descrição do produto

Com Colagénio Marinho Hidrolisado
ZERO Kcal. 0% açucar (Stevia)
Sem: Conservantes, Gluten e Lactose
Aroma Natural de Pêssego Branco 
Vitaminas B3, B5, B6, B7, C, E e ZINCO

Como tomar?

Beba gelado e agite antes de beber. 
Aconselhamos o consumo de 1 SUNLOVER COLLAGEN por dia (2,5g de colagénio), pelo menos, durante 8 semanas.

Sem ironia, fico impressionado com o segredo de SUNLOVER. Afinal, está tudo no colagénio:

O colagénio, uma proteína, abundante no corpo humano, é a principal responsável por fornecer força e elasticidade à pele, 
ao mesmo tempo que ajuda a substituir as células mortas. Com o avançar da idade, a produção do colagénio começa a 
diminuir naturalmente, originando o envelhecimento cutâneo.

Magistralmente formulada com os princípios ativos do colagénio marinho hidrolisado, o SUNLOVER COLLAGEN promove 
uma ação rápida e de grande absorção, intervindo diretamente no reforço do nível do colagénio no corpo humano. 
O SUNLOVER COLLAGEN, contém elevados índices de vitamina C, que é a principal responsável pelo processo de produção 
de colagénio na constituição física.

Sorvendo as suas últimas gotas, atirei-me de cabeça às últimas páginas Tejo e das suas histórias. Nem bebida, nem o livro se perderam. Afinal ganhei mais tempo de conhecimento, e isso é um belo trunfo anti-aging.

E agora vejam aqui um vídeo sobre o tal livro, que recomendo vivamente, do jornalista e escritor Luís Ribeiro.

A Itália é rainha nas Caldas.

Restaurante Sabores d’Itália. Nas Caldas da Rainha.

Por ocasião de um evento familiar, há uma semana e meia parte da família Barão da Cunha rumou até às Caldas da Rainha. O pretexto não foram as termas, nem a loiça maliciosamente característica.

A razão foi gastronómica e chama-se Sabores d’Itália, talvez um dos melhores restaurantes de inspiração transalpina no território luso.

Senhoras e senhores, o menu.

Não tivemos direito a entradas, por um motivo: o pão, a manteiga e o azeite são muito saborosos e não quisemos encher muito o bandulho antes dos pratos principais.

Eu atirei-me a uma lasanha de camarão e tamboril. O meu pai a um risotto, o meu irmão a uns tortelloni, e a minha mãe e a minha cunhada atacaram de garfo em riste uns gnocchi. Escusado será dizer que os pratos ficaram vazios (bem, a minha cunhada não comeu tudo porque já estava cheia, mas levou o que sobrou dos tortelloni, que, aposto, foram o almoço do meu irmão no dia seguinte).

A refeição foi acompanhada por um bom vinho branco — escolha do meu pai, como não podia deixa de ser — (mas esqueci-me do nome).  E seguiram-se as sobremesas. Só vou falar da minha (infelizmente não provei as outras), mas sei que foi um gelado com moscatel. Mas não me façam muitas perguntas! E não é um desleixo de crónica. Apenas saboreei bons momentos com as pessoas que mais gosto e isso é que é importante (só faltou uma pessoa…). Obviamente que tudo foi ampliado com a qualidade do restaurante, que é um espaço moderno e elegante mas acolhedor.

E, se quiserem saber mais, têm bom remédio: vão até às Caldas, não se metam nas termas, nem na loiça. Falo por mim. Eu apenas fui aos Sabores d’Itália.

Miam, bom apetite!

E agora tomem lá um vídeo com a loiça Bordallo Pinheiro:

A fúria do ramen.

Um sábado destes, depois de ter saído de um concerto na Gulbenkian, e sem saber onde ir jantar (não me estava nada apetecer enfiar-me num restaurante de fastfood), entrei no Afuri, um restaurante muito perto do Teatro Nacional de São Carlos.

Não é um restaurante qualquer. É um espaço descontraído mas elegante, onde se degusta o ramen, uma das últimas fúrias gastronómicas desta Lisboa tão movida. A noite estava fresca e eu desasado, logo uma sopa (ok, o ramen é mais do que uma sopa) muito substancial e aconchegante vinha mesmo a calhar.

Marchou uma entrada (que fez as vezes do couvert): Namba-Zuke (mix de peixe finamente frito com juliana de legumes em sunomono). Seguiu-se o ramen propriamente dito. A escolha foi o Asari Shoyo (caldo de galinha e amêijoa, molho de soja, amêijoas da nossa costa, cebolo, alho francês, cha-shu e jam de trufa negra).  Estava muito quentinho e saboroso, com uma fatia de carne de porco e uma saborosa massa. Mas o caldo é imperdível! Acompanhei com uma Afuri Lager, aparentemente uma cerveja artesanal feita para o restaurante. Terminei com uma sobremesa: Trufas de Chocolate e Sésamo (ou não fosse eu doido por chocolate).

Soube-me bem e ajudou a ter um final de noite mais reconfortante. Sim, porque a música e a comida aconchegam que é uma maravilha.

E agora ramen (vídeo com um final parvo) e música (o guitarrista que vi no Concerto de Aranjuez, na Gulbenkian):

Annapurna à la table.

Depois do sal, continuo nas alturas. Lá para os lados dos Himalaias. E com a gastronomia em pano de fundo. Não subi a nenhum cume estratosférico, mas fui até ao Annapurna. Não fiquem com vertigens. É “apenas” um simples e pacato restaurante nepalês, na Rua Angelina Vidal, antes de chegar à Graça e a Sapadores.

Eu não percebo nada da culinária dessa zona do mundo (como se eu percebesse alguma coisa da culinária de outras paragens) mas, por recomendação de uma pessoa conhecida, um dia destes almocei lá. Acho que tanto as entradas como os pratos do menu são o que de mais habitual há neste tipo de restaurantes, mas vamos ao que interessa: a comidinha.

A abrir um papari, que é algo que aprecio bastante, tanto pelo sabor, como pelo estaladiço da coisa. Depois foram mais olhos que barriga: pedi um garlic naan mas veio com 4 grandes fatias. Resultado, comi duas e pedi para embrulhar as restantes para levar. O problema é que as meti na mochila e sempre que a abria soltava-se um inevitável perfume a alho. Adiante…

O prato principal foi frango com lentilhas, com uma molhanga espessa (ai o meu colesterol), devidamente acompanhado com arroz branco. A bebida foi mesmo água, para que nada de etílico escalasse até à minha tola. Ah, e os preços são rasteirinhos, nada de esvaziar a carteira lá nos píncaros.

Como apontamento final, este restaurante não está só. Há uma cordilheira de 3 picos gastronómicos. Um em Arroios, na Av. Almirante Reis, outro em Almada e este, perto da Graça e de Sapadores, como já referi.

Tenham uma boa escalada de apetites. Vão até ao(s) Annapurna(s), de preferência sem mochilas carregadas de garlic naan.

E agora um vídeo sobre o Annapurna original, cortesia dos relógios Rolex:

Sal das alturas.

Da Origens, Sal dos Himalaias.

É rosa. É sal. É das montanhas mais altas do mundo. É o sal rosa dos Himalaias. Não conhecia. Por isso é que é bom estar sempre a descobrir e a aprender. Dizem que é melhor, que é mais saboroso, que é mais puro. Não sei. Mas sei que é diferente, nem que seja pela cor.

Pode parecer exótico e estranho mas está à venda em lojas de produtos naturais e também nas grandes superfícies. Vende-se mais fino, mas também há mais grosso. O fino é bom para as saladas, o grosso para peixes e carnes.

Como não sei o que dizer mais sobre este sal, vou apimentar este post (perdão, salgar) com um vídeo datado mas bem temperado:

Era uma vez… no Fábulas Café.

No interior do Fábulas Café. Mesas postas para refeições.

Faz todo o sentido começar este post assim: era uma vez… E porquê? Porque fui ao Fábulas Café (não é a 1ª vez). Apesar de estar muito central — num charmoso pátio interior, entre a Rua Garret e a Calçada Nova de São Francisco — é um espaço muito calmo, com várias salas e recantos. A tranquilidade é ainda maior porque lá dentro as redes móveis ficam inoperacionais, tal é a espessura das suas paredes. O stress fica à porta.

Tem carta de comes. Mas também há bebes. Nunca tive o gosto de lá ter provado uma refeição, mas acho que está bem referenciado e tem opções vegetarianas, para quem não quiser entrar no reino da carne. No Fábulas só pode mesmo entrar a conversa mais íntima e o convívio entre amigos. Ninguém poderá ficar agarrado ao telemóvel. Até porque não faz nenhuma falta. E para quem receia não ter uma boa conversa sempre pode inventar uma história. Ou uma fábula, pois este é local apropriado para tal.

E agora tomem lá um desenho animado com uma fábula bem conhecida: