Dar ao pedal.

scott jamor

Faço isso. Dou ao pedal. Mas faço em dois modos: fora de estrada (vulgo btt); em cidade (numa single speed). E, por estes dois motivos, tenho duas bicicletas diferentes: uma Scott Spark 710, de 2015, roda 27,5″ (que me custou os olhos da cara, mesmo em 2ª mão); e uma bicicleta sem mudanças (daí a denominação single speed) de uma marca portuguesa, a Eleven.

A razão das bicicletas? Ser puto de novo, sentir o vento nas trombas, num sorriso palerma. Mas agora com capacete (É ESSENCIAL) e outras porras que por vezes parecem matar o gozo de pedalar: suspensões, quadro em carbono, transmissão XPTO, etc., mas isto na bike de btt. A outra — a fininha, como lhe chamo, por causa dos pneus finos — aproxima-se mais do conceito primordial de pedalar: liberdade!

Mas andar de bicicleta deixa marcas. Anda me recordo do tralho que dei aos 14 anos, numa Vilar Catita amarela. Fiquei todo raspado, mesmo sem partir nada. Não foi catita. E agora, depois dos 50 anos bem feitos, já parti um dedo e ontem dei um belo estalo numa prova de btt em Monsanto. Choro mais os danos na bicicleta do que no meu joelho deitado abaixo. Ossos deste gosto que se pode tornar um vício.

Irei voltar em breve aos pedais. Até lá façam o gosto às pernas. Pelo menos uma vez por semana, tal como outras actividades que se recomendam…

 

 

 

Sou um camelo.

camelbak

Faço BTT, acho que já disse (em inglês é mountain biking). Faço a modalidade cross country (ou XC), mas já com um cheirinho de trail riding. Sim, é só palavreado hermético, estrangeirado e algo pretensioso, eu sei.

E porque sou um camelo? Porque levo às costas uma mochila técnica Camelbak. O modelo é Lobo. Para além de levar nela o telemóvel, documentos, chaves de casa e do carro, barras energéticas e algumas ferramentas, a minha mochila tem um reservatório para água de 2L (ou outros líquidos revitalizantes).

Ok, sou um dromedário, não sou camelo. Porque seria uma besta se não praticasse uma modalidade desportiva tão exigente sem a hidratação de que necessito.

Vai uma pedalada?

 

O que vem à rede.

 

Um tipo precisa de se alimentar. E eu sei cuidar bem de mim. Felizmente já não enfardo tanto. Muito pelo contrário. Tenho comido muitas saladas e afins. O resultado é bom: menos 6 quilos em 4 meses. Este regime é acompanhado com BTT, caminhadas, bodyboard e ginásio em casa (abdominais numa esteira Ferrino e halteres da Decathlon).

Felizmente que viver sozinho não tem sido pretexto para comer porcarias. Não compro batatas fritas nem snacks salgados. Mas sou guloso. Tenho o vício do chocolate negro e de frutos secos.

Quando o tempo ficar mais frio irei substituir as saladas por sopas. Até que gosto de cozinhar mas só para mim não tem piada.

Neste blog também falarei de restaurantes. Não serão dos caros. Podem até ser tascas. “Podemos ser mais felizes com menos”, é o que me tem dito a minha namorada. Ela é um doce.

Rapaziada, agora eis um truque para comer bem e rápido: fazer refogados com legumes (sempre com uma base de alho e cebola e em azeite, nada de óleo!). Acompanhar com carnes brancas ou peixe ou cefalópedes. Por mim podem ser congelados. Eu compro no Continente e não me dou mal…

Hum, estou a ver um gajo ou outro a torcer o nariz e a pensar que isto de um tipo cuidar de si é algo amaricado. Não sejam palermas! Cuidarem de vocês dá créditos junto ao sexo feminino. Resultado: vão conseguir melhores pescas e boas trincas!

Bom apetite.

(Fotografias de Tuna Burgers, da Bom Petisco, e de prato de hamburguer de atum com brócolos congelados Continente e ovo cozido)

Homem ao mar.

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Até ao início da minha idade adulta passei sempre umas férias grandes fantásticas na Costa de Caparica (“de” e não “da”… mas soa estranho, eu sei). Eram 3 a 4 gloriosos meses, onde a vida corria lenta, com muita praia e poucas complicações. Foi aí que surgiu o bichinho do mar. Entretanto ele esteve muitos anos adormecido. Felizmente ressuscitou.

Armado ao cota jovial e cheio de pica (o que até é verdade), e não tendo dinheiro para um Porsche, já em 2017 comprei uma prancha de bodyboard, umas pés de pato e um fato de neoprene (hei-de voltar a este tema), tudo na Decathlon. E o que tem acontecido? Atiro-me ao mar com unhas e dentes, mas ele não me tem dado tréguas. Tal como me diz um amigo surfista, é como se estivéssemos dentro de uma máquina de lavar roupa. Saímos da água meios zonzos mas com a cabeça limpa, sempre a desviarmo-nos dos putos (e também de algumas miúdas) que nos dão um baile a apanhar ondas.

Homem ao mar? Sempre!

Walking in my shoes.

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Estes ténis (sapatilhas, se preferirem) estão a dar os últimos passos. São uns Puma Roma 68, em honra aos Jogos Olímpicos desse mesmo ano, na capital italiana. Estão a ficar com um buraco por baixo. mas foram uma boa metáfora da minha vida.

Com eles caminhei apressado, confiante, por vezes agitado demais, mas também em ritmo de descontracção. Vou ter pena de me desfazer deles, confesso. E possivelmente até os irei guardar por uma questão de sentimentalismo.

Já não sei onde os comprei. Tenho um outro par semelhante, em branco e verde, que comprei no Freeport. Não são tão bons. Mas também são uma outra metáfora. Numa outra altura caminharei sobre ela…

Um homem também usa tampões.

DSC_0001Um homem não gosta de meter água. Eu, pelo menos, não gosto. Isto no sentido figurado, o que não quer dizer que não existam situações mais específicas. Por exemplo, há pouco tempo meti-me no bodyboard, reminiscências dos tempos em que fazia “carreirinhas” (hoje é mais fino dizer bodysurf) na Costa de Caparica. Ok, estou ser um pouco beach bum, para me sentir bem e livre, mas também para captar a atenção de alguma sereia mais impressionável com a minha figura.

E aqui regresso ao tema “meter água”: descobri que com este desporto os meus canais auditivos são completamente permeáveis à agitação marítima. Por isso, e para não ficar com o meu cérebro a chocalhar, uso tampões nos ouvidos. São uns Speedo. São azuis, bonitinhos. E não deixam entrar líquidos. Comprei na Decathlon.

Porque um homem não gosta de meter água.