Fazer birras em Marvila.

Segundo os dicionários, birra é um acesso de fúria que revela descontentamento ou frustração, muito comum em crianças pequenas. Mas há outro tipos de birras, que actualmente se manifestam em vários locais, sob a forma de cervejas artesanais.

Ok, birra é a palavra italiana para cerveja e, para já, ficamos por Marvila e não vamos até ao país das massas e das pizzas. Calculo que já sabem que há um Beer District em Lisboa? Eu explico: Dois Corvos, Musa e Lince são 3 marcas de cervejas artesanais que assentaram arraiais em Marvila. Como estão as 3 bem pertinho umas das outras, decidiram (e bem) ter uma excelente ideia de marketing, et voilá: nasceu o Beer District de Portugal (e arredores, digo eu).

Sobre a Dois Corvos já falei aqui. Sobre a Musa apenas vos digo que, para além de óptimas cervejas, tem um bar que é um mimo: amplo e descontraído, onde se pode beber, conversar e até ouvir e dar um pezinho de dança ao som de DJs convidados. Da Lince ainda não sei o principal: as cervejas, pois ainda não bebi nenhuma, mas estou curioso.

Por tudo isto, e porque Marvila muito em breve será um dos grandes pontos de interesse de Lisboa (já é!), não façam birras e vão à descoberta das cervejas e dos restaurantes. Em breve irei falar aqui destes últimos mas são espaços diferentes e surpreendentes e não anunciados, tanto assim é que na noite de Halloween eu e a minha namorada entrámos num pretenso restaurante, prontinhos para uma deliciosa refeição, julgando ter encontrado aquele lugar que não existe.

Mistérios de Marvila esperam por ti…

A (quase) eternidade num instante.

Instagram. Gosto e uso muito. Tirar fotos é um hobby, um desafio, captar aquilo que parece ser insignificante mas que pode revelar algo sobre nós. E sobre os outros. E sobre o que nos rodeia.

Escrevo. Gosto de escrever. Mas por vezes sou preguiçoso. E as fotos podem contar uma história sem que tenha de a escrevinhar. É rápido. É o meu olhar. É a emoção e a impressão ao segundo. Que se torna eterno num único momento, num único instante. Como este:

13178630_10153848943533692_8825983912096943457_n

Hotel Avenida Palace, foto minha (obviamente), tirada com a minha máquina fotográfica Canon Powershot SX200 IS, e que está no meu Instagram.

 

Dar ao pedal.

scott jamor

Faço isso. Dou ao pedal. Mas faço em dois modos: fora de estrada (vulgo btt); em cidade (numa single speed). E, por estes dois motivos, tenho duas bicicletas diferentes: uma Scott Spark 710, de 2015, roda 27,5″ (que me custou os olhos da cara, mesmo em 2ª mão); e uma bicicleta sem mudanças (daí a denominação single speed) de uma marca portuguesa, a Eleven.

A razão das bicicletas? Ser puto de novo, sentir o vento nas trombas, num sorriso palerma. Mas agora com capacete (É ESSENCIAL) e outras porras que por vezes parecem matar o gozo de pedalar: suspensões, quadro em carbono, transmissão XPTO, etc., mas isto na bike de btt. A outra — a fininha, como lhe chamo, por causa dos pneus finos — aproxima-se mais do conceito primordial de pedalar: liberdade!

Mas andar de bicicleta deixa marcas. Anda me recordo do tralho que dei aos 14 anos, numa Vilar Catita amarela. Fiquei todo raspado, mesmo sem partir nada. Não foi catita. E agora, depois dos 50 anos bem feitos, já parti um dedo e ontem dei um belo estalo numa prova de btt em Monsanto. Choro mais os danos na bicicleta do que no meu joelho deitado abaixo. Ossos deste gosto que se pode tornar um vício.

Irei voltar em breve aos pedais. Até lá façam o gosto às pernas. Pelo menos uma vez por semana, tal como outras actividades que se recomendam…

O meu brinquedo favorito.

Lego. Não tenho dúvidas! Foi mesmo o meu brinquedo favorito.

Lembro-me ainda muito bem das intermináveis horas de brincadeiras de volta de uma autêntica cidade Lego que eu e os meus irmãos tínhamos montado num pequeno quartinho (o quartinho dos brinquedos).

Mostro aqui um vídeo de um brinquedo Lego bastante simbólico nestes dias em que se vive a tragédia dos incêndios. Que possa deixar um sorriso e boas recordações de infância. A mim deixa.

 

Adultos, vamos brincar aos adultos?

durexA vida dos adultos é mais triste quando deixam de brincar, seja com os filhos, seja com eles próprios, seja principalmente com quem têm uma relação mais próxima e/ou íntima. Com os filhos pode ser à apanhada, às escondidas. Com os amigos podem ser piadolas ou ironias, sem se cair na boçalidade. Com uma parceira e/ou parceiro as brincadeiras podem ser mais doces e/ou picantes.

Vem isto a propósito de uma marca que, desde que me lembro, ainda adolescente, só era vendida em farmácias. E no iniciar da vida sexual (ou até anos depois disso) era sempre o Cabo das Tormentas ter a coragem (ia dizer outra coisa até mais apropriada) para se pedir de alta e viva voz as célebres camisinhas protectoras.

Acontece que, felizmente, a diversão vai para além da borracha e hoje, mesmo nas grandes superfícies, podem-se adquirir artigos que estimulam a nossa (e a dos outros) libido. À mão de agarrar, estão ao nosso alcance diversas marcas com os mais variados produtos para muitas finalidades, sempre com um objectivo ainda maior do que a simples protecção: o prazer!

Por isso, adultos, ponham nas vossas agendas as vossas brincadeiras favoritas e não as deixem de as praticar. Até porque se não brincarem haverá sempre alguém que brincará por vocês.

 

À mão de beber.

mateus roséFoi uma daquelas tardes perfeitas e quentes de início de Verão. Começou com o esvoaçar de um vestido preto num sorriso de uns lábios vermelhos (ainda não sei a marca do baton). Primeiro o filme: Paris Pode Esperar, uma viagem a dois pela França rural e a cheirar a imensos campos de alfazema. Depois foi a dois que se rumou aos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. Relva, patos, água e descontracção em ambiente urbano. Até a sesta se dormiu. Eu acho que ressonei. Não digam a ninguém…

A próxima paragem, o Parque Eduardo VII. E entrámos na festa. Na festa patrocinada pela Somersby. Mas não foi o que bebemos. Entre quatro pés de dança, o final de tarde calorosa pedia uma bebida fresca. Duas. E com palhinha. A nossa escolha agarrou duas garrafinhas de Mateus Rosé. São giras, sexy, apetitosas. E bebemos o vinho fresco, celebrando aquela tarde em que por momentos duas pessoas foram uma. Ali, mesmo à mão de beber.

(A mão da foto é da Marta, que é bem mais bonita do que a minha)