Por Toutatis!

Asterix e Obelix em pose.

A propósito da morte de Uderzo [com Goscinny, foi o criador do herói Asterix, o Gaulês] recordo hoje que, durante uns bons anos, fui devorador assíduo de banda desenhada europeia. A “culpa” foi dos meus pais (mais concretamente da minha mãe) que todas as sextas-feiras religiosamente comprava a publicação Tintin.

Foi a partir dessa publicação semanal que eu entrei no mundo da banda desenhada, mesmo que um pouco mainstream, era um espaço onde eu descobri muitas heroínas e heróis que povoaram os meus tempos livres e imaginação, alargando os meus horizontes.

Não era só o Asterix. Obviamente o próprio Tintin e o Lucky Luke. Mas também outros menos conhecidos na altura, como Corto Maltese, Valérian et Laureline, Buddy Longway, entre muitos outros que agora não me recordo.

O mais interessante (mas com um final algo amargo) é que tivemos toda a colecção do Tintin semanal encadernada! Tivemos, mas foi roubada. Mas isso é outra história…

Alguns destes personagens já foram transpostos para desenhos animados ou mesmo para o cinema. Mas, para mim, não é a mesma coisa. No entanto, deixo aqui o vídeo completo da primeira aventura de Asterix.

Para ver em família!

Tentações em tempos de clausura.

É bem provável que durante este período de clausura muitos de nós possamos ficar diabéticos ou hipertensos, tantas são as vezes que vamos à cozinha, ao frigorífico e à despensa. É um snack agora, uma bolacha 5 minutos depois, e uma hora volvida vai uma mini ou um iogurte. Ou um refrigerante. E depois umas batatas fritas e logo de seguida mais um sweet qualquer. Serão só tormentos para a nossa linha.

A foto mostra uma dessas tentações: uma tablete de chocolate preto (ou negro, como quiserem chamar, não se está a insultar ninguém). É da Nestlé. E está ali ao pé (até ver), no frigorífico. Assim é mais fresquinho, menos enjoativo, mas sempre tentador. Raios partam, lá vou eu de novo buscá-lo! Pronto, vou ficar com mais peso. No corpo e na consciência. Que se lixe. É para se esquecer o vírus com doçuras e salgadinhos.

Ok, e agora tomem um vídeo com exercícios físicos que se podem fazer em casa. Urgentemente!

Um par de rodinhas está a caminho?

Gira e muito flexível.

Tenho duas bicicletas. Uma de montanha, outra de cidade, sem mudanças. Já falei delas aqui. Talvez porque vou mudar de cidade e ter uma nova rotina de vida, de repente dei comigo a pensar que podia ser interessante ter outra bicicleta, e bem diferente das que já tenho, porque é desdobrável!

Uma Brompton! Para estar na minha nova casa, para conhecer a nova cidade, para andar com ela em Lisboa. Ou onde eu quiser. E que facilmente se leva para todo o lado. E que ainda por cima é gira, cool e tão flexível. Tal como um gajo gosta (ok, piadinha sexista, eu sei).

É só um pensamento mas pode ser que tenha rodas (mesmo que pequenas) para andar.

E agora mais uns vídeos sobre esta menina, que por acaso também é muito hipster.

Uma Maratona nas Caldas.

A servir desde 1966.

Quase um ano depois, voltei às Caldas da Rainha. E isso deu este post, que até à data foi o mais visto no meu blog. O pretexto para lá voltar? Bem, vou-me ficar por um passeio que deu direito a uma caminhada de cerca de 10kms, na Foz do Arelho. Foi quase uma maratona…

Depois da caminhada, e de um chá no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha (mais conhecido como CCC, e que tem uma programação variada e interessante), lá pelas 20h rumou-se ao Maratona Restaurante. A reserva foi feita previamente mas ía ficando sem mesa, por uma falha de comunicação. Mas não fiquei fora de prova e lá parti para um circuito gastronómico que me deixou com água na boca.

[Abro um parênteses só para dizer que, segundo as minhas fontes de informação, na sua génese o Maratona foi uma sala de jogos mas que depois evoluiu para a gastronomia]

O sinal de partida foi dado por uma entrada de folhado de bacalhau. Gostei mas a minha crítica gastronómica achou que os pimentos deveriam ter mais personalidade, por assim dizer.

Depois vieram os pratos principais: um risoto de vieiras e um filete de pescada (mas vejam aqui o menu, se bem que está um pouco desactualizado). Eram dois pratos muito diferentes, mas ambos deliciosos, se bem que a minha batata estava algo insossa e o risoto com um pouquito de sal a mais. Mas tanto na apresentação, como no paladar, gostei bastante. Terminou-se com uma sobremesa divinal, a Tropicaliente. Uma doçura de múltiplas camadas de paladares. Miam!

Uma nota para os nomes dos pratos: delirantemente engraçados! Acho que tiveram dedo de algum redactor publicitário…

E as bebidas? perguntam vocês. A cerveja que bebi foi uma 1906 Red Vintage, também conhecida como La Colorada, da Estrella Galicia. Esta marca galega tem-me vindo a cativar pelas suas cervejas com um toque aparentemente mais artesanal. A outra cerveja foi uma Bock Damm, cerveja preta ao estilo de Munique. Dei apenas um golo mas percebi que tinha carácter e bom sabor.

A esplanada convida.

Portanto, por todas estas razões, e muito mais, aconselho a irem até às Caldas da Rainha e tirarem partido do que a cidade tem para oferecer. Ok, para se chegar lá (a partir de Lisboa) são mais de duas maratonas, mas nada que um carro não faça em cerca de uma hora.

Subi de novo à colina. A 8ª, claro.

Voltei à Colina. À 8ª, junto ao Marquês de Pombal. Para mim não é difícil. Ando apenas 200mts, a descer, e estou lá. Foi na sexta passada, só um copo pequeno (foi uma Rodrigues, uma marcante Black IPA), sozinho, a pensar na vida e no fim-de-semana (que também é vida).

Gosto do espaço e, obviamente, das cervejas. Já falei da 8ª Colina aqui. E provavelmente ainda irei falar mais, já que estou tão perto dela.

Um episódio curioso: no Natal, eu e um dos meus irmãos decidimos oferecer um pack de cervejas desta marca ao meu pai (que desde há um par de anos também é apreciador de cervejas artesanais). Comprei uma embalagem com 3 cervejas, com a particularidade de terem uma ligação ao vinho, assunto que é tão caro ao meu pai.

Ao irmos para o jantar do dia 24 de Dezembro, o meu pai sai-se com esta: — Comprei para mim 3 cervejas da 8ª Colina, envelhecidas em barris de vinho.

Tive de engolir em seco porque foi precisamente o que lhe íamos oferecer! Mas, sem problema, assim há mais para também eu beber.

E agora umas fotos e um convite para aparecerem na 8ªa Colina (não me pagam para dizer isto, garanto!):

Comes&Bebes por Lisboa e arredores.

Um copo. Uma cerveja. Uma craft brewery que eu adoro.

É sabido que Lisboa tem muita oferta de restauração, e que esta é como os cogumelos: nasce por todo o lado. E cervejeiras artesanais e afins também. É só abrir uma torneira e corre mais uma opção.

Hoje é daqueles dias em que não tive a paciência suficiente para despejar aqui fotos e mais fotos dos últimos sítios onde estive (até porque poucas tirei). Mas vamos às referências dos meus mais recentes comes&bebes:

  1. Jardim dos Sentidos –> Na zona da Praça da Alegria, um restaurante vegetariano com pratos deliciosos. Já falei dele aqui. E voltei lá por ocasião do aniversário da A. Vic. É para repetir! A “sobremesa” foi uma partida de snooker no Snooker Club Lisboa.
  2. The Old House –> No Parque das Nações, na correnteza de restaurantes que por lá há, eis um restaurante chinês mais requintado, com uma confecção diferente e preço a condizer. Mas vale a pena pela comida e pelo ambiente.
  3. Casa Mocambo –> Um dia destes uma amiga convidou-me para um brunch domingueiro. Venceu-se a preguiça, saiu-se da caminha e rumou-se para os lados de Santa Engrácia. É aí que está a Casa Mocambo, um local onde se come mas onde também acontece convívio e cultura de uma forma informal, e com um toque africano. Gostei da oferta e da atenciosa simpatia, tudo sempre muito à vontade, numa deliciosa sugestão para mais fins de semana.
  4. Beija-me Burro –> Se o nome deste restaurante em Oeiras já é engraçado, a comida ainda tem mais piada. Recheado de muitas e boas tapas, é um sítio obrigatória para se ir e degustar.
  5. Dois Corvos e Musa –> Para mim, Marvila já é recorrente. É só pesquisar o meu blog e ver a quantidade de posts que já dediquei a esta zona de Lisboa. Invariavelmente volto à Dois Corvos e/ou à Musa. Em ambas as cervejeiras a oferta de cervejas (passe o pleonasmo) é incrível. A Dois Corvos mais experimentalista, mas com um vasto leque de opções para todos os gostos (nota importante: a Dois Corvos tem o seu espaço ampliado); a Musa mais acessível nos sabores, mas igualmente tentadora. E o espaço é muito bonito, bom para conversar e namorar. E beber, claro está!

Em breve mostrarei neste blog algumas fotos de alguns dos sítios. Mas agora vamos a um vídeo com o incontornável campeão de snooker Ronnie O’Sullivan:

E o Porto aqui tão perto…

Há pouco tempo fui ao Porto. Já não ía à Invicta há cerca de 30 anos (!). O que é um perfeito disparate. Sei que quando lá estive a Casa de Serralves se tinha revitalizado e aberto ao público. Desta vez soube a pouco, mas deu para perceber que a cidade está bastante dinâmica, muito bonita e com turistas por todo o lado. É a mesma febre, tal como em Lisboa.

Mas uma vez mais estive na cidade de fugida. Por isso gostaria de lá voltar. De qualquer das formas, senti a vibração do outro lado do Douro, em Vila Nova de Gaia, e mais concretamente na Afurada.

A Afurada tem uma série de restaurantes com bom peixe, um mercado e o muito interessante Centro Interpretativo do Património Natural e Cultural da Afurada e do Estuário do Douro. Vale a pena a visita.

Se sairmos da Afurada e formos para sul, junto à costa, estendem-se vários quilómetros de praias até Espinho, bem fornecidas de restaurantes, esplanadas e de uma ciclovia para gente que tem pernas e gosta de fazer exercício físico. Destaco uma pérola: a Capela do Senhor da Pedra, em Miramar, uma lança de fé (para quem a tem e acredita) ancorada no extenso areal. Nesse dia o mar estava bravo e acredito que há dias em que o edifício fica rodeado pelas águas do Atlântico.

Voltando ao Porto, e com pena de não ter tirado fotos às suas belas ruas, com edifícios realmente bonitos e recuperados, ainda dei um raspão na Foz, que, de alguma maneira, parece ser o Estoril/Cascais da capital.

Lojas finas e gente a condizer parecem dar o mote. Preferi uma caminhada ligeira no paredão junto ao mar.

Ah, e sabiam que conduzi um Mercedes da Maia até à Afurada, em plena hora de ponta de uma sexta-feira? Sem GPS e apenas com um Mazda vermelho a abrir caminho bem posso dizer que foi uma aventura. Mas isso fica para uma próxima vez…

Muito mais ficou para ver e para dizer. Mas uma coisa é certa: o Porto está tão perto. E vai-se tão bem de Alfa Pendular. Nunca tinha viajado neste comboio, mas foi fantástico, muito melhor e mais confortável do que avião. Por isso, até à Invicta, em menos de 3 horas, de Pendular é que é!

Vejam o vídeo:

E vejam também o Porto visto do ar:

E vamos fechar com o título desta crónica, na música e nas palavras do Sérgio Godinho: