Segunda vida, primeira praia.

sunset carcavelos beach

Rede e voleibol. Na praia de Carcavelos (foto de Bruno Barão da Cunha).

O título deste post é um pouco exagerado, eu sei. Mas, de exagero em exagero, chega-se à praia. Neste caso, a de Carcavelos.

E como vim aqui parar? Sem entrar em detalhes muito pessoais sobre a minha vida privada, há cerca de 2 anos e meio aterrei em plena linha de Cascais/Estoril e, desde logo, tive uma atracção por esta longa praia, com um areal convidativo e ondas generosas, a olhar para o resplandecente Atlântico, polvilhado, aqui e ali, de encantadoras sereias. Ok, estou a ser duvidosamente poético, mas o impacto que nestes anos a praia teve em mim foi vital para o meu bem-estar e estado de espírito.

Só, ou bem acompanhado, muito tenho andado no paredão que liga, em serpentina marítima, Carcavelos a Paço de Arcos. Em passo acelerado, a sentir ventos e brisas, sentado no muro do Forte de São Julião da Barra para assistir a magníficos ocasos épicos solares (tanto adjectivo!), a mergulhar nas ondas ou a praticar bodyboard, a beber uma (só uma?) imperial numa esplanada (pode ser nos Gémeos ou no Moinho), a ver o mar revolto ou as estrelas em noite limpa, e até namorar, Carcavelos tem-me presenteado com muitas e boas sensações.

Se é para continuar a viver a minha segunda vida, não há que ter dúvidas: vou continuar a visitar a minha primeira praia. Até porque, como diz o ditado popular, “Há mar e mar, há ir e voltar”.

E agora um vídeo refrescante. Sobre a praia de Carcavelos, evidentemente:

And now short version in english:

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À mesa da Carpintaria.

Por vezes não há nada como uma lixa para suavizar as arestas da rotina. E isso é ainda melhor quando se corta a direito na monotonia com alguém que nos é querido.

E é assim que um final de tarde se pode ornamentar numa refeição ligeira a dois, sem ter de se comer muito. O importante é saber apreciar estes pequenos momentos, seja em que lugar for (e ainda por cima com a agradável surpresa de ter dado de caras com um primo direito).

Esse lugar foi A Carpintaria, na Av. 24 de Julho, bem perto do Mercado da Ribeira. É um espaço que se estende ao comprido, terminando num palco onde, pelo que eu sei, costuma haver música ao vivo. O pé direito é alto. Pelo nome, e por alguns utensílios e mecanismos, dá para ver que este bar/restaurante em tempos era mesmo uma carpintaria.

A refeição ligeira foi em crescendo de qualidade: um carpaccio de atum; uma pizza com rucola e queijo de búfala; e a fechar um excelente cheesecake.

É uma experiência a repetir? Claro que sim. Principalmente se for para tornear o conservadorismo dos hábitos instalados.

Cheesecake na Carpintaria

O excelente cheesecake.

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Faça chuva, faça sol, caminha!

À partida, as condições meteorológicas podem condicionar, e muito, a nossa vontade em fazer exercício ao ar livre. Pela minha constatação empírica, os portugueses mal sentem umas pinguitas de chuva arranjam logo um bom par de desculpas para não darem corda aos sapatos, optando por ficarem especados em frente à TV.

É claro que se estiver a chover a potes, ou se houver um tornado nas redondezas (algo que já não é assim tão descabido), aí não aconselho ninguém em aventurar-se na imensidão do outdoor. Mas vamos acreditar que somos capazes de vencer a preguiça. Se estiver frio, não vamos em tronco nu (apesar de haver muito boa rapaziada que gosta de correr assim). Da mesma forma, se estiver a chover, temos de ir preparados para não meter (muita) água.

Refiro que tenho um princípio basilar na minha forma de vestir: adaptar-me sempre às condições meteorológicas. Por exemplo, sou incapaz de calçar uns ténis de camurça num dia de chuva. Ou vestir um casaco que ensopa. Para mim não há nada mais estranho do que ver um montão de pessoal de ténis num dia de intempérie. Ou ver uma senhora de salto alto a caminhar numa calçada molhada. A vaidade é uma coisa lixada: para parecer bem, vestimos mal. Ok, mal é capaz de ser forte mas é a mesma coisa do que ir à caça grossa com uma fisga (é um exemplo exagerado, eu sei).

Eu que ando por montes e vales (via btt) ou me atiro às ondas do mar (via bodyboard), tenho equipamento adequado para esse tipo de actividades (é ver o que já escrevi aqui e aqui). Sendo assim, porque raio não farei o mesmo quando caminho à chuva ou ao sol? Só 3 exemplos: para a chuva pode ser um impermeável Aigle. Para o sol (e para o btt) uns óculos Sunwise. E para a tola, quando faz chuva e frio ao mesmo tempo, porque não um baseball cap Dockers?

E o que é isso da caminha no título deste post? Só tem duas interpretações, bem longe da caminha de dormir e de outras actividades. Aqui vão elas:

A propósito, aqui vai uma sugestão de caminhada:

Very, very, very short version in english:

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Presentes no meu aniversário.

Cartão Presente Decathlon

Cartão presente da Decathlon.

Há já uns dias celebrei o meu aniversário. Já começam a ser alguns. Os anos, evidentemente. Não é algo que me deixe muito feliz, mas, para além de um almoço em família, juntei um grupo de amigos num sítio que gosto muito, e sobre o qual já falei aqui.

O melhor presente é a amizade

O meu círculo de amizades mais chegado: eu, a Filipa, o Paulo, a Diana, a Manja, a Ana e a Marta. Falta a outra Ana, que agora vive no Sul do país. Love you all!

De há uns anos para cá, eles são o meu maior presente. E quase todos eles são novos. Isto é, são novas amizades, mas no que toca à idade de espírito são incríveis!

Entre risos, balões, um bolo de chocolate e copos de cerveja artesanal, o que mais apreciei mesmo foi a disponibilidade deles para estar comigo. No dia do meu aniversário e em muitos outros dias. Danke!

Sem menosprezo de outras prendas que me ofereceram, destaco um cartão presente da Decathlon. Vai dar-me um jeitão para comprar cotoveleiras e joelheiras. Já chega de partir ossos no btt! Sim, porque isto de fazer muitos anos com saúde é muito bonito mas tenho de proteger melhor o meu esqueleto. Um tipo não vai para novo e em menos de um ano foi à vida um dedo, um joelho e um cotovelo.

I want to be safe from harm, with a little help from my friends.

E vão duas músicas bem a propósito:

Short version in english:

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Delícias da Páscoa para todos.

ovinhosdapáscoa

Mini ovos da Páscoa, comprados no Continente.

E eis uma nova Páscoa. Não sou católico, nem apostólico, e muito menos romano, mas é uma festa em família, sem esquecer os amigos mais próximos. Amêndoas, ovos, muito chocolate, borrego, provavelmente uma ida ao O Bom, O Mau e O Vilão, ou uma sessão de bodyboard ou uma caminhada, quem sabe… Só não vai haver disponibilidade para coelhinhas. Elas que me desculpem, porque eu ando de barriga cheia (cheia de amor, claro).

Vamos decorar uns ovos?

In english:

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Um Mundet para descobrir e degustar.

Ultimamente tenho rumado muito ao Sul. À outra margem do Tejo, convenhamos, não vá ninguém achar que eu ando pelas paragens da Antárctica.

Qual o motivo de tantas peregrinações sulistas? Uma delas explica-se pelo apelo do coração, mas é algo que eu não vou explicar agora (aliás, estas coisas do coração muitas vezes são inexplicáveis). Há outras razões: profissionais e lazer. Por vezes ambas são conciliáveis, por muito incrível que possa parecer. E, sendo assim, eis-me na porta de entrada do Mundet Factory.

Para os mais preguiçosos, que não se dão ao luxo de clicar num link (sim, eu dou a papinha toda feita), Mundet Factory é um restaurante no Seixal. Antes de se dedicar às concepções gastronómicas, foi só a maior corticeira do mundo! Coisa pouca, portanto…

Comecemos pelo espaço: é muito amplo, é descontraído, tem um toque vintage (é tendência, eu sei) e está orientado para a baía do Seixal. Numa só frase: está-se bem. De facto, não tinha imaginado nada assim…

E a comida? Boa pergunta que fazem, mas eu vou falar só por mim. Depois das entradas de uns chips com guacamole, deliciei-me com um tataki de espadarte, acompanhado por uma sopa de miso. Miam, miam, estava muito bom. Ainda provei um taco de uma colega que não quis mais, mas o meu tataki é que estava no ponto.

Rematei com um arroz doce servido num vaso, polvilhado com terra! Ok, não era terra. Era cacau aos torrões mas o efeito pretendido era esse mesmo. Com imaginação e um bom nome, tudo se reinventa.

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Pronto, já sabem que o Sul também está a dar. Aliás, é só ver este post, sobre um espaço muito acolhedor no Barreiro.

E agora um vídeo:

Now in english:

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Vintage em grande.

Marvila é o bairro da moda (como já devem ter percebido pelos meus posts). Ou, pelo menos, está em grande transformação. Há cervejeiras artesanais em barda, restaurantes para degustar, galerias de arte, lojas com muito potencial para adquirir e muito mais. Por exemplo, continuam a existir grandes armazéns abandonados. Mas também há boas ideias para eles.

Assim, um dia destes, durante as minhas deambulações por Marvila, entrei num destes pavilhões imensos. O meu espanto transmutou-se (estranha forma verbal, confessem…) numa variada colecção vintage de mobiliário, arte, iluminação de interiores, letreiros luminosos, roupa, etc.

Sem saber, tinha acabado de aterrar nos resquícios da Collectors Marvila, organizada pelo Vintage Department, na Rua Pereira Henriques.

Realmente, é tudo vintage, que actualmente é um pouco o new chic trendy (a denominação é irritante, eu sei), mas com muitas coisas que valem a pena ver e comprar, num espaço de uma beleza decadente, como é usual neste tipo armazéns.

E agora vamos a um vídeo?

In english, please:

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