Regresso à selva. Perdão, ao Fauna&Flora.

Gosto deste sítio. Já falei dele aqui, neste blog. Tenho lá parado ultimamente. Há uma boa razão para isso (os mais atentos sabem do que estou a falar). Mas, quando se entra, e se olha para a ementa, percebe-se que há muitas mais razões, que dão para todos, sejam vegan ou afins ou não.

Desde a primeira crónica sobre o Fauna&Flora voltei a ir lá mais duas ou três vezes. Gosto das entradas, das sobremesas que também podem ser o prato principal, da quantidade, e até do facto de muita coisa parecer light mas afinal não é…

A única coisa que é realmente light devem ser as plantas que decoram o restaurante/bar/sítio fixe onde se pode estar nas calmas, tal como a suculenta da foto que se mostra em baixo.

Ok, agora já sabem, quando forem para os lados da Madragoa explorem as ruazinhas deste simpático e popular bairro e já agora aventurem-se na selva. Perdão, no Fauna&Flora.

Planta Suculenta no Fauna e Flora

Planta suculenta no Fauna&Flora. Atenção, é decorativa, não é para comer!

Vamos ao Zoo de Lisboa?

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Há muitos anos que não ia ao Jardim Zoológico de Lisboa. Há cerca de uma semana fui. E gostei muito! Está muito diferente, para melhor. Bem cuidado, bem arranjado, com um teleférico panorâmico e um show de golfinhos e leões marinhos.

Os bilhetes não são baratos mas um Zoo deve ser uma despesa e pêras. É claro que há apoios e um número considerável de patrocinadores mas mesmo assim… Mesmo assim é de ir! Se eu gostaria de ver os animais em liberdade? Claro que sim. Mas nessa impossibilidade, e até como um alerta para a actual extinção em massa que se está a verificar, vão ao Jardim Zoológico de Lisboa antes que seja tarde de mais (sim, porque os verdadeiros animais somos nós, a espécie humana).

Sagres ou Super Bock?

Em dias de jogos de futebol, com transmissão televisiva, é mais do que hábito a rapaziada (homens e mulheres, note-se) trazer umas cervejas para com elas se vibrar com os golos ou afogar as mágoas de uma derrota.

Hoje será um desses dias, com Portugal a ter um jogo muito difícil contra o Uruguai. Agora a questão é muito simples: qual a cerveja que bebem? Sagres ou Super Bock?

Eu tenho uma preferência, mas não a vou divulgar, para já (se bem que cada vez mais as cervejas artesanais conquistam adeptos, eu incluído — aproveito para deixar aqui o link de mais um artigo referente à excelente Dois Corvos).

Por isso, lembro de novo o desafio (ao qual podem responder na página do facebook deste blog):

  1. Sagres
  2. Super Bock

Bebam com moderação mas apoiem sem restrições: FORÇA PORTUGAL!

E deixo aqui o delicioso filme que leva Portugal muito a peito:

Pedalar ou não pedalar, eis a questão…

Scott Spark 710 2015.jpg

Scott Spark 710 2105 no seu local favorito: Monsanto.

Desde Outubro que não faço uma das coisas que mais gosto: pedalar uma bicicleta de montanha (btt). As razões são simples: rebentei um joelho e passados 15 dias parti um cotovelo. Estive parado cerca de 6 meses (em 2016 também encostei as bicicletas durante 6 meses por ter partido um dedo, a praticar… btt). Regressei aos pedais há pouco mais de 1 mês mas há cerca de 3 semanas fiquei de novo no estaleiro. Culpados? A ciática!

Não estou disposto a castigar-me com o dilema do título deste post mas é bom que tenha mais cuidado porque eu não vou para mais novo e os meus ossos também não. Privar-me dessa liberdade seria um tormento físico e mental, para o qual ainda não estou mentalizado.

Enquanto não estou 100% recuperado da dor ciática para já só me resta caminhar, caminhar, caminhar (mas ainda dói!). Até lá vejo as críticas e os filmes sobre a minha bicicleta, tal como este:

A sofisticada e o popular.

Será que os gajos são dados a flores a plantas? Alguns são, mas a maioria não, até porque isso pode comprometer a sua (deles) sexualidade. Basicamente um tipo só se lembra de flores no dia de São Valentim, no aniversário da mulher, da namorada ou da mãe ou então quando fez borrada da grossa e quer-se desculpar com um belo bouquet perfumado de redentoras flores viçosas.

Com o advento da Primavera respira-se uma atmosfera mais florida, bem propícia à oferta de flores. Exala-se o perfume da atracção e do amor (esta dica é preciosa, por isso tenham-na sempre em mente). E depois a imagem da flor em si muitas vezes remete para a anatomia do sexo feminino, tal como podem ver aqui (sobre este assunto, podem ler esta interessante tese, de Andrea Frownfelter, da Eastern Michigan University).

Mas o perfume floral não se restringe às flores. Aliás, há flores que não cheiram. Mas, por outro lado, há plantas sem flores que emanam agradáveis aromas. Veja-se o caso da flora deste post: a elegante e sofisticada orquídea é praticamente inodora; já o atrevido e popular manjerico é generoso em odor. A orquídea compensa a falta de cheiro em maior durabilidade e resistência, apesar do seu ar frágil. Já o vaidoso manjerico é planta para durar umas duas ou três semanas, pois está na sua natureza não viver muito tempo. Ao menos diverte-se na efemeridade dos Santos Populares, altura em que é intensamente apreciado.

E a propósito, vai uma marchinha? Tenha a personalidade de uma orquídea ou de um manjerico, não há nada como uma noite de Santos Populares e de sardinhas para um começo de Verão bem passado na rua.

Tomem lá um vídeo bem engraçado mas também didáctico:

No Fauna&Flora esquece-se a selva urbana.

Estivemos até ao fecho

Marca de Homem ficou no Fauna&Flora até ao fecho da “loja”.

Em Lisboa há cada vez mais sítios onde apetece estar de uma forma cool e descontraída. Pode-se comer e beber sem pressas e com conta, peso e medida. Há sabores e bebidas para todos os gostos e, se a cabeça tiver juízo, não tem de se gastar muito dinheiro.

Vamos entrar num desses lugares? Por exemplo, o Fauna&Flora. Um dia destes a minha namorada, pegando-me na mão, disse: “Anda ver um sítio giro”. E eu fui. Entrei e senti a calma de uma espécie de jardim interior, uma fuga ao frenesim citadino. Mas dessa vez não assentámos arraiais para beber um sumo ou petiscarmos alguma coisa.

Voltei lá há dois dias. Fui pelo meu pé e pelo meu sentido de orientação. Sentei-me na mesa redonda, do lado esquerdo quando se entra, e pedi uma Granola Bowl. Não vou explicar o que é! Vão e provem.

Resolvi retribuir a gentileza da minha namorada. Liguei-lhe e sugeri: “Queres vir ter àquele sítio que me mostraste no outro dia, na Rua da Esperança?” Ela disse que sim. Chegou qual amazona, na sua bicicleta dobrável. Presenteou-me com um dos seus sorrisos francos e luminosos e atirou: “Estou com fome”.

Olhámos para a ementa. A minha cavaleira urbana optou pela fauna. Pediu uma tosta Nord (com base de batata doce), com salmão fumado e ricota, ovos escalfados, rúcula e tomate cherry, e sei lá o que mais. Eu plantei-me na flora e pedi uma tosta Botânica (em pão saloio), com os seguintes ingredientes: cogumelos salteados em base de abacate, também com tomate cherry e rúcula e mais umas sementes de girassol. Enfrascámos dois fantásticos sumos et voilà, foi um jantar de barriga cheia!

Agora já sabem, quando quiserem fugir da selva urbana, vão até à Madragoa e entrem no Fauna&Flora, um sítio 2 em 1: Bar de batidos e sumos – Restaurante de pequenos-almoços e brunches. Ah, a flora é relaxante (as plantas); e a fauna é engraçada (pessoas giras, nacionais e internacionais).

Bon appétit!

Irmãos, irmãos, marcas à parte.

ADIDAS e PUMA.JPG

Lado a lado: ADIDAS e PUMA.

Era uma vez dois irmãos. Nos anos 20 do século XX, numa pequena cidade alemã, a partir da lavandaria da mãe, tinham uma empresa que fabricava sapatos. Adolph era o sossegado. Talentoso de mãos e com um bom gosto de design, era ele quem manufacturava os primeiros sapatos. Rudolph era o extrovertido, com mais olho e jeito para as vendas. Viviam todos juntos, as mulheres não se davam. E um dia, depois da segunda guerra mundial, zangaram-se.

E eis que cada um seguiu o seu caminho. Adolph Dassler (com o diminutivo de Adi) fundou a Adidas. Por deu lado, Rudolph Dassler fundou a Puma (que ainda se chamou Ruda, só para imitar o irmão mais novo). A rivalidade foi bem acesa, mas deu os seus frutos, pois ambas as empresas tornaram-se em dois gigantes do equipamento desportivo.

Hoje, cerca de 75 anos depois, estas duas marcas continuam a andar nos pés e nos corpos de muita gente. Eu tenho peças de ambas, no problem. Aliás, já falei neste blog de uns sapatos Puma. E tenho uns Adidas, que um dia mostrarei por aqui. E já agora, qual é a vossa favorita? Deixo aqui um filme para vos ajudar a decidir:

Short version in english:

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