Em Setúbal ou vais de cana ou pões-te ao largo na Casa da Baía.

Até podes fazer tudo isso! Vais comer à Tasca do Xico da Cana, bebes tranquilamente um copo na Casa da Baía e depois ó-ó na Casa do Largo, a remodelada e moderna Pousada da Juventude de Setúbal.

Depois de um final de tarde bem passado na cidade onde até tenho raízes familiares (via minha avó materna), fomos primeiro aos comes. Em vez de entrarmos nos restaurantes da Avenida Luísa Todi (geralmente mais caros e concorridos), explorámos as ruazinhas interiores. Depois de alguma hesitação, a nossa escolha foi a Tasca do Xico da Cana. É um restaurante pequeno, com uma esplanada simpática. A comida é caseira e regional mas muito apetitosa. Destaco o excelente choco frito. Foi de comer e chocar por mais (brincadeira de redactor publicitário…).

A seguir impunha-se uma caminhada a pé pela bonita avenida com o nome da mais famosa cantora lírica da terra. Luísa Todi, evidentemente. De repente demos de caras com um belo edifício — outrora um convento — pintado de azul forte, com ar de ter sido remodelado há pouco tempo: a Casa da Baía. E o que é? No fundo é um centro de divulgação turística, com um restaurante, um bar num acolhedor e confortável pátio interior, com palco, e ainda uma loja. Em Setúbal, é obrigatório visitar!

Também é aconselhável conhecer a Pousada da Juventude de Setúbal, que dá pelo nome de Casa do Largo. Não dormi lá mas foi toda arranjadinha e tem um ar todo catita e modernaço. Ainda dei umas belas gargalhadas com uma suposta promoção (afinal o anúncio de um concerto). É olhar com atenção umas das fotos que pus em cima e perceber o porquê (principalmente se tiverem mentes maliciosas como a minha).

Como vêem, há óptimas razões para se ir a Setúbal. Aliás, como estava calor e não quis ficar a ver navios, ainda meti água (leia-se “dei um mergulho”) na praia do Parque Urbano de Albarquel.

Setúbal é como o mar: é ir e voltar!

Em brreve na terra do chôque frrito.

Candeeiros na Casa da Baía.JPG

Candeeiros de tecto na Casa da Baía.

Já fui e já vim. Em Agosto. Foi um dia bem passado. Em Setúbal. Ok, não vim a carregar nos érres, mas até que podia, pois a minha avó materna nasceu na cidade dos golfinhos. Em breve conto tudo. Ou deverei dizer “Em brreve conto tudo!”?

E eis um vídeo onde só há Setúbal, o melhor deste mundo (é o que dizem e eu não vou contrariar):

Na Mourisca no Sado.

Ou namorisca no Sado. Em termos de fonética é quase a mesma coisa, mas, felizmente, pode juntar-se o útil ao agradável. E namorar também é passear e descobrir sítios novos, fora dos grandes centros.

Nestas férias, um desses sítios foi o Moinho de Maré da Mourisca, na Herdade da Mourisca, perto de Setúbal.

O edifício (o moinho de maré) serve de museu — principalmente com utensílios utilizados na cultura do arroz e na apanha do sal, trabalho árduo, muitas das vezes realizados por mulheres —, de cafetaria (com uma agradável esplanada) e como sala de estar (confortável e com bom gosto).

É um local fantástico para se ter uma noção do Estuário do Sado, sendo também um excelente spot de observação de aves. E há barcos, um bom número deles. Pequenos, uns em bom estado, outros nem por isso. Contingências das leis do rio, da meteorologia e da conservação (ou falta dela).

E agora um vídeo que mete alguma passarada:

Nas férias meti-me em Sarilhos.

Sim, mas foram Sarilhos Pequenos, ali para o lados da Moita, à beirinha dos baixios do Estuário do Tejo. Há uma enseada que dá porto a um estaleiro naval para pequenas embarcações, havendo por perto uma associação naval: a Associação Naval Sarilhense. É um sítio calmo e com uma certa aura de nostalgia. Não sei se é um sarilho para entrar lá ou não. Calculo que não. Mas, já agora, sabem o que é um sarilho? Pelos vistos há muitos, uns maiores, outros mais pequenos. Vamos ao dicionário priberam:

sa·ri·lho 

substantivo masculino

1. Espécie de dobadoura em que se enrolam os fios das maçarocas para fazer meadas.

2. Movimento rotativo do corpo em volta do trapézio.

3. Movimento rotativo imprimido a pau ou espada.

4. Máquina em que se enrola a cordacabo ou cadeia do cabrestante ou das máquinas análogas.

5. Disposição de espingardas em feixe.

6. [Informal]  Barulhobriga.

7. Confusão.

8. Intrigamexerico.

9. [Brasil]  Engenho para tirar água.

andar num sarilho
• Não pararandar numa roda-viva.

“sarilho”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/sarilho [consultado em 31-08-2018].

Por falar em sarilhos, antes de me ter metido neles (mas nos pequenos, como já disse) andei ao longo da praia do Gaio-Rosário. Andar com os pés dentro da água escura do Tejo (pelos vistos agora menos poluído) é algo que pode não ser muito apelativo, mas sempre dá se apanhar outros banhos, os de sol.

Passei ao lado da largada de touros na praia. Lá está, quis evitar sarilhos, mas dos grandes!

Até ao próximo post, desta vez sem sarilhos de espécie nenhuma, mas sempre a descobrir um Portugal desconhecido que espera por nós.

Sempre a direito até às tortas de Azeitão.

Em Agosto gozei 5 dias de férias. Pareceram mais, tal como me disse um amigo. Mais vale pouco mas bons do que muitos e chochos. Os dias. De férias.

Num desses dias aproveitei para ir até Azeitão. Acho que nunca tinha lá parado, só mesmo de passagem. A minha doce guia levou-me até às tortas de Azeitão. “Vais comer as melhores”, garantiu-me. “É no Café S. Lourenço“.

O sítio não tem nada de especial, sem pontinha de charme, mas as tortas são boas, admito. A minha namorada explicou-me o porquê, mas confesso que não registei mas acho que tem a ver com o processo de fabrico e com a utilização dos ovos, sei lá bem, estava de férias, não registei tudo…

A vila é bonita e tem lojas e edifícios com muito charme, tal como a Casa Museu (com loja de vinhos) José Maria da Fonseca, só para fazer pirraças à Bacalhôa, que está às bordas da povoação, mas ninguém se chateia porque há lugar para as duas.

E às duas por três, num outro dia, rumámos a outras paragens. Deixo aqui uma foto de aperitivo:

E agora Azeitão em modo drone:

Sul à vista! (muito mais em breve)

Capitã de Mar e Rio.JPG

Capitã de Mar e Rio. Em Sarilhos Pequenos.

Infelizmente tem sobrado pouco tempo para postar aqui qualquer coisita. Tenho andado às casas. Mas arranjaram-se uns dias de férias e lazer por terras do Sul (Azeitão, Barreiro, Setúbal, Estuário do Sado, Comporta, Alcácer do Sal…). Em breve (conto eu), 2 ou 3 posts sobre essas paragens.

Até lá, vai uma receita de tortas de Azeitão?

Gin ao Verão!

Gin Tanqueray Rangpur

Gin Tanqueray Rangpur, uma refrescante relação preço/qualidade.

Dim sim ao Verão! Neste caso, diz Gin ao Verão. É fresco, elegante, sexy, colorido, delicioso. Mas, cuidado. Dá umas ressacas filhas da mãe.

Obviamente que para evitar as ressacas, e porque o Gin não é para ser bebido à tripa forra, sem uma água tónica, gelo e botânicos, é essencial saber preparar e servir esta bebida.

Ora sirvam-se já deste vídeo porque não me apetece gastar muito o meu latim:

Porque é que o Gin se bebe tónico? Isto é, com água tónica. Eis um bocado de história, em inglês:

The cocktail was introduced by the army of the British East India Company in India. In India and other tropical regions, malaria was a persistent problem. In the 1700s it was discovered by Scottish doctor George Cleghorn that quinine could be used to prevent and treat the disease.[18] The quinine was drunk in tonic water, however the bitter taste was unpleasant.[18] British officers in India in the early 19th century took to adding a mixture of water, sugar, lime and gin to the quinine in order to make the drink more palatable, thus gin and tonic was born.[19] Soldiers in India were already given a gin ration, and the sweet concoction made sense.[20] Since it is no longer used as an antimalarial, tonic water today contains much less quinine, is usually sweetened, and is consequently much less bitter.[21]

Gin and tonic is a popular cocktail during the summer.[22] A 2004 study found that after 12 hours, “considerable quantities (500 to 1,000 ml) of tonic water may, for a short period of time, lead to quinine plasma levels at the lower limit of therapeutic efficacy and may, in fact, cause transitory suppression of parasites”. This method of consumption of quinine was impractical for malaria prophylaxis, as the amount of drug needed “can not be maintained with even large amounts of tonic”. The authors conclude that it is not an effective form of treatment for malaria.[23]

Portanto, a malária esteve por trás disto tudo, a sacana.

Repararam que falei de botânicos. What the fuck is that?, perguntam alguns. Botânicos são todos os ingredientes de origem vegetal que se podem introduzir na preparação de um Gin tónico.

Eis uma foto elucidativa:

E agora? Agora não sejam preguiçosos como eu fui com os textos deste post (é por ser Agosto) e preparem um (ou vários) Gins à (vossa) maneira. Deliciem-se mas, pelo sim, pelo não tenham Guronsan sempre à mão.

Termino com um exemplo meu. Vejam se adivinham os botânicos que pus…

Gin made by myself

Gin preparado por mim. Foto do meu instagram.