Diz-me com quem andas…

Também o calçado pode definir uma pessoa e aquilo que ela faz. Mas as coisas nem sempre são lineares. Por exemplo, ultimamente tenho andado bastante com as sapatilhas das fotos. Como é que isso me pode definir? Sou praticante de desporto? Sou antes um fashion guy que gosta de exibir uns ténis à maneira? Ou caminho muito e isto é do mais confortável que há? É tudo isso.

De facto, nos dias que correm (olha o trocadilho…) ando que me farto, colina abaixo, colina acima, em Lisboa. Não me estou a queixar, antes pelo contrário. O que é que eu faço? É semi-segredo mas estes Adidas outdoor são um alívio a absorver o impacto dos pisos irregulares, atenuando as pontadas de ciática, ao mesmo tempo que palmilho milhas e milhas. E são cool, uma espécie de BTT do calçado. Foram uma oferta de quem me pôs a andar, mas isso é outra história…

E agora vai uma voltinha por aí?

O factor LX.

Reservatórios LX.

Todas as cidades têm o seu je ne sais quoi. Lisboa não é excepção. Aliás, Lisboa tem cada vez mais pontos de interesse e alguns até podem ser bem alternativos. A LX Factory é um desses sítios. Restauração, lojas variadas, uma livraria fantástica, empresas e também concertos, eventos e animação cultural, há de tudo um pouco neste espaço tão peculiar, e que para muitos é totalmente hipster.

Mas qual o seu passado? Não há nada como uma citação do tripadvisor:

É no ano de 1846 que a Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense, um dos mais importantes complexos fabris de Lisboa, se instala em Alcântara. Esta área industrial de 23.000m2 foi nos anos subsequentes, ocupada pela Companhia Industrial de Portugal e Colónias, tipografia Anuário Comercial de Portugal e Gráfica Mirandela. Uma fracção de cidade que durante anos permaneceu escondida é agora devolvida à cidade na forma da LXFACTORY. Uma ilha criativa ocupada por empresas e profissionais da indústria também tem sido cenário de um diverso leque de acontecimentos nas áreas da moda, publicidade, comunicação, multimédia, arte, arquitectura, música, etc. gerando uma dinâmica que tem atraído inúmeros visitantes a re-descobrir esta zona de Alcântara. Em LXF, a cada passo vive-se o ambiente industrial. Uma fábrica de experiências onde se torna possível intervir, pensar, produzir, apresentar ideias e produtos num lugar que é de todos, para todos.

Hoje andei por lá. E sem ter muito a dizer, apenas tirei umas fotos e agora a preguiça natalícia e o cansaço do meu labor impedem-me de tecer mais considerações. Apenas reforço o título deste post: a LX Factory é um elemento essencial de uma equação chamada Lisboa.

Go there and have fun!

Caminho de ferro aéreo.

Orgulhosamente industrial.

E tomem lá vídeo:

Renova(r) é necessário.

Todos nós somos recicláveis. Tem a ver com o circuito da vida e da morte. Mesmo quando partimos para outro mundo (seja ele qual for), os nossos átomos andarão por cá praticamente para sempre.

É um pensamento estranho, mas é assim, científico. Se nós somos recicláveis, obviamente que tudo o mais também o é, que não haja dúvidas disso. Por isso, não é descabido que um simples papel higiénico também possa ser produzido a partir de “fibras que já viveram uma vida anterior” (palavras escritas na embalagem do papel higiénico Renova recycled).

Por ser um assunto sensível, e dado a comentários maliciosos, ao longo dos anos esta marca tem inovado nos seus produtos, galgando fronteiras, quebrado tabus e conferindo glamour ao produto comercializado. A Renova é mesmo um case study. Tem design, tem cor (muitas) e até pretensões artísticas (vejam o vídeo):

Não, não é um produto de m****. Renovou-se ao longo dos tempos, tal como nós por vezes também temos necessidade de fazer nas nossas vidas.

PS: infelizmente tenho tido menos tempo para novas publicações neste blog, mas ele continua bem vivo e periodicamente renova-se.

Olhó lindo blusão de meia estação!

De manhã está fresco, à tarde já se bufa. De manhã há gotas de humidade nos carros, à tarde já se suam as estopinhas (e só agora é que sei o que são as estopinhas!). Com estas variações vê-se logo que estamos na meia estação. Mas o que é isso de meia estação? Metade de frio, metade de quente? Sim, porque cada uma das ditas meias (as estações) também têm ± 90 dias. São completas como as outras.

Ok, chega de meio paleio totalmente da treta! Hoje o que tenho para vos vestir (aliás, mostrar) são blusões de meia estação: dois são da Springfield (foram ambos em saldos, bem baratinhos; lembro que um deles custou apenas 25€ há mais de 5 anos); um é de uma marca italiana — Energie — e foi comprado no Freeport de Alcochete; ou outro é da Benetton e foi-me oferecido (acho eu…) nuns saldos de Verão, algures em Trás-os-Montes.

São óptimas peças de roupa para uma forma de vestir casual (que é mais o meu estilo), funcionais e confortáveis, com aquela elegância aparentemente desleixada mas em que afinal está tudo muito bem estudado…

Estamos na meia estação? Antes não deixem nada pela metade e vistam-se em grande estilo.

E agora tomem lá um vídeo completamente metrossexual:

Vai um cOPO?

Vai um cOPO?

OPO Wine Spritzer. Vai um cOPO?

Há poucos dias meti-me nos cOPOs. Isto é, fui ao lançamento do OPO, uma bebida à base de vinho branco com infusão de sumo de fruta fresca, extractos naturais e gás (sparkling é mais trendy).

O evento foi no fantástico Rooftop Bar&Lounge do Hotel Mundial, que realmente é um sítio espectacular. Música e gente gira a condizer (bolas, eu estava a destoar) muitos flûtes com gelo e duas variedade a provar (confesso que só bebi uma): Morango e Limão&Gengibre. Eu só bebi esta última, vá-se lá saber porquê.

OPO é uma bebida muito OPOrtuna para os dias quentes e de lazer, na Primavera e no Verão. Com muito gelo, olhares e insinuações marotas, está visto que é uma bebida com muito potencial para conquistar o pessoal jovem (pelo menos de cabeça) que anda numa onda descontraída mas chique e cosmopolita. Mas cuidado! OPO pode pôr a cabeça à roda. Tem 6 graus de teor alcoólico, por isso atenção às quantidades ingeridas. Se bem que uma coisa é certa: é uma óptima bebida para pôr os níveis de boa disposição no tOPO. Vai um cOPO?

OPO Morango e Gengibre&Limão

Morango e Limão&Gengibre. Assim é OPO.

E agora um vídeo de uma preparação de spritzer:

Irmãos, irmãos, marcas à parte.

ADIDAS e PUMA.JPG

Lado a lado: ADIDAS e PUMA.

Era uma vez dois irmãos. Nos anos 20 do século XX, numa pequena cidade alemã, a partir da lavandaria da mãe, tinham uma empresa que fabricava sapatos. Adolph era o sossegado. Talentoso de mãos e com um bom gosto de design, era ele quem manufacturava os primeiros sapatos. Rudolph era o extrovertido, com mais olho e jeito para as vendas. Viviam todos juntos, as mulheres não se davam. E um dia, depois da segunda guerra mundial, zangaram-se.

E eis que cada um seguiu o seu caminho. Adolph Dassler (com o diminutivo de Adi) fundou a Adidas. Por deu lado, Rudolph Dassler fundou a Puma (que ainda se chamou Ruda, só para imitar o irmão mais novo). A rivalidade foi bem acesa, mas deu os seus frutos, pois ambas as empresas tornaram-se em dois gigantes do equipamento desportivo.

Hoje, cerca de 75 anos depois, estas duas marcas continuam a andar nos pés e nos corpos de muita gente. Eu tenho peças de ambas, no problem. Aliás, já falei neste blog de uns sapatos Puma. E tenho uns Adidas, que um dia mostrarei por aqui. E já agora, qual é a vossa favorita? Deixo aqui um filme para vos ajudar a decidir:

Short version in english:

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Cheira bem.

Isto de se ser um homem cheiroso tem muito que lhe diga. Ou, neste caso, tem muito que se lhe cheire. Sim, porque com um gajo a cena não é tomar um banho e fazer a barba e já está. Ok, até pode ser mas muito de nós já vão um pouco mais além.

Comecemos pelo banho. Tenho a impressão que os sabonetes já caíram em desuso. Agora é tudo corrido (e lavado) a gel de banho. Uns já são muito hidratantes mas, talvez por isso, parece que estamos sempre ensaboados mesmo depois de termos despejado litros e litros de água por nós abaixo. Os recursos hídricos ficam a perder, a factura da água fica a ganhar. É mau…

Depois do banho dizem as regras das peles suaves e macias que se deve usar um creme hidratante. Eu, assumo, sou um bocado adverso a isso. Fico sempre com a sensação de que vou deixar a roupa toda peganhenta. Raramente ponho. Deixo-me ficar por um creme de rosto (e corpo) mas só ponho na cara, o que já não é nada mau (já falei dele neste post).

Hoje não vou falar da barba. Já falei disso aqui. Passo directamente para a secção de perfumaria. E o que é que vamos encontrar nela? Bem, só posso falar por mim, mas este rapaz gosta sempre de andar bem cheiroso, isso é garantido!

Nas fotos mostro o que neste momento tenho em cá por casa. De Issey Miyake, são logo dois produtos: o Sport (quase a acabar e acho que já não se faz, com pena minha) e o L’Eau D’Issey Pour Homme (eau de toilette a estrear). São um must! (isto fica mais fino com estes estrangeirismos…). Depois vem um frasco (vazio) de L’Homme, de Yves Saint Laurent. Não fiquei fã, confesso. Mas foi uma oferta e a cavalo dado não se olha os dentes. Por fim vem um perfume de amor (um dia explico). É o Nike Man, e é óptimo para o dia a dia. É só sprayar e andar! (peço desculpa, mas não consegui encontrar um link, o que é estranho).

Ok, querem a história do perfume? Cliquem na bolinha vermelha da foto em cima e terão uma informação muito bem perfumada.

E agora um vídeo sobre as diferenças entre os cheirinhos para elas e os cheirinhos para eles: