Faça chuva, faça sol, caminha!

À partida, as condições meteorológicas podem condicionar, e muito, a nossa vontade em fazer exercício ao ar livre. Pela minha constatação empírica, os portugueses mal sentem umas pinguitas de chuva arranjam logo um bom par de desculpas para não darem corda aos sapatos, optando por ficarem especados em frente à TV.

É claro que se estiver a chover a potes, ou se houver um tornado nas redondezas (algo que já não é assim tão descabido), aí não aconselho ninguém em aventurar-se na imensidão do outdoor. Mas vamos acreditar que somos capazes de vencer a preguiça. Se estiver frio, não vamos em tronco nu (apesar de haver muito boa rapaziada que gosta de correr assim). Da mesma forma, se estiver a chover, temos de ir preparados para não meter (muita) água.

Refiro que tenho um princípio basilar na minha forma de vestir: adaptar-me sempre às condições meteorológicas. Por exemplo, sou incapaz de calçar uns ténis de camurça num dia de chuva. Ou vestir um casaco que ensopa. Para mim não há nada mais estranho do que ver um montão de pessoal de ténis num dia de intempérie. Ou ver uma senhora de salto alto a caminhar numa calçada molhada. A vaidade é uma coisa lixada: para parecer bem, vestimos mal. Ok, mal é capaz de ser forte mas é a mesma coisa do que ir à caça grossa com uma fisga (é um exemplo exagerado, eu sei).

Eu que ando por montes e vales (via btt) ou me atiro às ondas do mar (via bodyboard), tenho equipamento adequado para esse tipo de actividades (é ver o que já escrevi aqui e aqui). Sendo assim, porque raio não farei o mesmo quando caminho à chuva ou ao sol? Só 3 exemplos: para a chuva pode ser um impermeável Aigle. Para o sol (e para o btt) uns óculos Sunwise. E para a tola, quando faz chuva e frio ao mesmo tempo, porque não um baseball cap Dockers?

E o que é isso da caminha no título deste post? Só tem duas interpretações, bem longe da caminha de dormir e de outras actividades. Aqui vão elas:

A propósito, aqui vai uma sugestão de caminhada:

Very, very, very short version in english:

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Camisas de forças ocultas.

“Não julgues um livro pela sua capa”. Esta é uma grande máxima. Ou, como também se diz, “Quem vê caras, não vê corações”. Mas depois há máximas que remetem estas acepções ao mínimo senso comum. Eis uma muito conhecida: “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”. Posso transportar isso para a roupa: “Diz-me quem vestes, dir-te-ei quem és”.

Ora aqui está uma bela mentira! Ok, uma meia verdade, pelo menos. Posso dar o meu exemplo, que vale o que vale.

No Verão, sempre que posso, visto calções, t-shirts ou camisas vistosas, e calço sandálias ou ténis frescos. O que diz isso de mim? Bem, tirem as conclusões por estas camisas. No Inverno tendo a ser mais formal, principalmente nestes últimos anos (sinal de mais idade?, com pullovers mais betinhos e camisas a condizer, tal como as que mostro nas fotos.

(camisas Peter Murray, Cortefiel e Springfield)

Volto ao início: o que é que isso diz de mim? Que sou contraído e formal? Que gosto de ter uma boa aparência? Que me preocupo com o que os outros pensam com o que visto? Que procuro transmitir confiança e credibilidade? E como se reflecte isso nos meus gostos musicais, literários e outros? Se vos disser que gosto de música alternativa, acham que a roupa que visto casa com essa tendência? Ou se vos disser que sou agnóstico e nada dado ao criacionismo, acham que eu deveria vestir outro tipo de farpela?

Haverá forças ocultas que se escondem por trás de uma forma de vestir?

Deixo à vossa consideração as seguintes hipóteses:

  1. Visto t-shirts com caveiras. Serei metaleiro ou simplesmente trabalho em ortopedia?
  2. Visto camisas com flores. Sou jardineiro? Trabalho num horto? Trabalho numa agência funerária mas nas minhas folgas só quero esquecer o preto e o cinzento?
  3. Visto calções com motivos de camuflagem militar. Sou do exército? Trabalho num jardim infantil? Sou guarda florestal? Ou sou antes um palerma de uma ideologia extremista?
  4. Visto saias aos quadrados. Sou escocês? Sou transgénero? Sou excêntrico? Dormi em casa da minha namorada e, não sei como, rasguei as calças e só uma saia é que me serve?

Ok, tirem as vossas conclusões…

Vintage em grande.

Marvila é o bairro da moda (como já devem ter percebido pelos meus posts). Ou, pelo menos, está em grande transformação. Há cervejeiras artesanais em barda, restaurantes para degustar, galerias de arte, lojas com muito potencial para adquirir e muito mais. Por exemplo, continuam a existir grandes armazéns abandonados. Mas também há boas ideias para eles.

Assim, um dia destes, durante as minhas deambulações por Marvila, entrei num destes pavilhões imensos. O meu espanto transmutou-se (estranha forma verbal, confessem…) numa variada colecção vintage de mobiliário, arte, iluminação de interiores, letreiros luminosos, roupa, etc.

Sem saber, tinha acabado de aterrar nos resquícios da Collectors Marvila, organizada pelo Vintage Department, na Rua Pereira Henriques.

Realmente, é tudo vintage, que actualmente é um pouco o new chic trendy (a denominação é irritante, eu sei), mas com muitas coisas que valem a pena ver e comprar, num espaço de uma beleza decadente, como é usual neste tipo armazéns.

E agora vamos a um vídeo?

In english, please:

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Do you Merrell me?

O calçado deve assentar como uma luva. É uma premissa de conforto e estabilidade. Não há nada pior do que andarmos por aí como se não pisássemos terra firme. E pior: com dores nos pés e nas costas. Mas, para além do conforto, também há o aspecto estético. Valorizo muito isso, mesmo no meu jeito casual.

As minhas primeiras sapatilhas tipo luvas são estas Merrell:

Realmente assentam como uma luva. E são leves e proporcionam um andar confortável. Para além disso, são giras p’ra caraças. Calcei-as durante uns bons anos mas já há uns tempos que os meus pés não entravam nelas. O problema é que a borracha começa a desfazer-se. Tiveram muito uso, mas sempre se portaram melhor do que umas Merrell laranja que tive. Eram muito giras mas bem mais fraquinhas. As casas dos atacadores descoseram-se e tive de ir a uma Bota Minuto para porem umas novas. E as solas gastaram-se num instante. Já não tenho essas sapatilhas. Foram para o lixo…

Entretanto comprei outras Merrell. Estas têm um toque mais todo o terreno, com uma sola Vibram. Eis as fotos:

São óptimas para umas caminhadas tanto em terreno plano e bom, como em solos mais irregulares e íngremes. Começam a romper-se na zona do calcanhar mas ainda estão aí para as curvas e para as rectas.

And now in english:

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Bota acima.

No Inverno os pés querem-se quentes num calçado confortável e que também seja à prova de água. Sim, porque muitas vezes põe-se a pata na poça ou apanham-se grandes chuvadas e convém ter os pés bem sequinhos.

Tenho algumas botas para o tempo frio mas as minhas favoritas são umas Caterpillar. Resistentes, confortáveis, bonitas, com um look que denota arrojo perante os mais adversos estados meteorológicos. São as todo-o-terreno do calçado, um jeep aos meus pés. Ah, e não se metam comigo: são botas capazes de uns belos xutos e pontapés.

E agora vamos a um kick-off com um filme sobre as minhas botas favoritas:

Pé sem chulé é que é.

 

Já que o Natal tem prendas no sapatinho, lembrei-me de falar das minhas sapatilhas (ou ténis) de Inverno, da Geox. Tenho as que estão nas fotos e ainda outras pretas, com aplicações em camurça (acho eu…).

São muito confortáveis, caramba! E têm um estilo sóbrio mas elegante. São daqueles ténis que se podem usar com blazers e sobretudos (agora também é fino dizer-se que são trainers, mas é melhor não se tentar fazer nada de muito radical com eles).

Ah, também ficam debaixo de uma árvore de Natal, a fazer de receptáculo de prendas. Como “respiram”, os presentes não ficam a cheirar a chulé. Nem há o risco da família desmaiar na noite da consoada. Vejam o filme em baixo e irão perceber o que estou a dizer:

Feliz Natal, de preferência sem maus odores.

 

Winter is coming.

 

winter casacos geral

Em cima, da esquerda para a direita: sobretudo Zara, blazer H&M, sobretudo Jorge Virgílio. Em baixo, da esquerda para a direita: blazer e colete Future Casual (Cortefiel) e blazer N&B Classic.

Sim, mesmo com o aquecimento global, o Inverno está aí. Eu não costumo usar muito sobretudos ou blazers mas naqueles dias secos e frios, ou quando quero sentir-me mais estiloso ou gentleman (ou as duas coisas), não costumo dispensar uma peça de roupa quente e que confere uma acrescida distinção (que bem dito!).

Estas peças geralmente podem dar um ar de dandy (mais nos blazers) ou de Humphrey Bogart (mais nos sobretudos), mas assentam muito bem e elas (as senhoras) costumam reparar até aos mais pequenos detalhes.

Geralmente são peças de roupa que não gostam muito de água. Eu pelo menos não gosto que se molhem.

Mas é aí que entram as parkas e/ou blusões de Inverno. Também são quentes mas podem aguentar uns pingos de chuva (desde que não ensopem). É roupa mais tipo todo o terreno, com a qual se fica com um ar desportivo, casual e descontraído.

(Na foto em baixo, da esquerda para a direita: parka Cortefiel, blusão Boomerang (El Corte Inglés), parka Dutti Sport (Massimo Dutti).

No campo, na cidade, à beira-mar ou até na montanha, que venha lá esse frio! E uma coisa vos digo: ficamos mais bem servidos com estas peças de roupa do que o pobre do Jon Snow sempre enfiado naquelas peles que já devem feder à distância…

Winter is coming? Be ready!