Escrever torto mas com estilo.

Parker pen
Parker Jotter (foto minha).

Tenho uma letra horrível. Mesmo. E ainda sou do tempo em que se aprendia a escrever com caneta de tinta permanente, na escola primária. Um tormento, a minha caligrafia foi/é (quase) sempre uma bodega. Lembro-me ainda de uma caneta de tinta permanente Parker que o meu pai tinha. Aliás acho que tinha várias, mas uma delas exibia um aparo com banho em ouro (acho que não é mito). Seria uma Parker Vacumit verde? Já não sei precisar mas calculo que sim.

Parker Vacumit

Parker Vacumit, foto retirada do Pinterest de vintagefountainpens.co.uk.

No entanto, a minha caneta preferida é uma esferográfica, também da Parker. Descobri hoje que é uma Parker Jotter. Já tive pelo menos uma em bordeaux e hoje tenho duas em preto. Uma delas serviu para abrir uma porta! (cortesia de uma idiota com quem trabalhei, mas resistiu à função inadequada). São fantásticas! Design simples, sempre vintage, classy e também sexy. Escrevem bem, muito bem mesmo. E fazer clique com o polegar numa Parker Jotter é uma maravilha viciante! Ok, estas canetas podem não melhorar a beleza da minha letra mas isso é defeito meu, não do material…
E agora 1 filme sobre a Jotter:

Tudo em pratos limpos.

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Serviço Kabuki, da Vista Alegre.

Um tipo a falar de pratos num blog vocacionado para coisas de gajos? Que lindo serviço! Mas é verdade, é um serviço de loiça muito bonito, só para ocasiões especiais. Gosto por ser minimal e inspirado em apontamentos gráficos de influência nipónica. Chama-se Kabuki, e é uma excelente forma de encenar uma mesa diferente e sofisticada.

Servir uma refeição destas causa algum impacto junto ao sexo feminino, acreditem. A “culpada” é a minha mãe, que ao longo dos anos me foi oferecendo este conjunto. Sim, porque há limites! Provavelmente eu nunca o compraria para mim. Tenho um mais antigo (também oferta da minha mãe) e outro que comprei no IKEA. Uso-o todos os dias e dá pelo nome de Flitighet.

Portanto, quando quiserem partir a loiça toda (no aspecto romântico ou amoroso), sirvam uma refeição jeitosa em pratos à maneira e não naqueles rachados e com falhas, que têm à mão de semear no armário da cozinha.

Bons apetites, mas servidos em loiça de 1º qualidade, ok?

 

 

Jantar de Natal na Quinta.

quinta da leda

Esta é a altura dos almoços e jantares de Natal. Mas, convenhamos, há alguns que são uma seca e outros em que somos obrigados e ir, porque se não estamos (praticamente) despedidos. Depois há os almoços e jantares de família. E esses não queremos por nada deste mundo faltar, a não ser que a nossa unidade familiar seja disfuncional (e há muitas assim). Por último há outros jantares, mais raros porventura, mas que podem ser muito agradáveis ou até inesquecíveis. Nesta categoria cabem as refeições com um núcleo chegado de amigos ou então com alguém que é especial: mulher, marido, namorada, namorado, amante… eu sei lá, a escolha é vossa.

Nessa tal refeição, mais exclusiva, é bom que a comida seja no mínimo aceitável, com algum requinte mas sem formalidades e, de preferência com um bom vinho.

Este ano o meu 1º jantar de Natal foi no restaurante Rua, tal como já falei aqui. O meu 2º jantar de Natal foi ontem (22 de Dezembro) e foi delicioso: um lombo de porco fatiado (comprado no Continente) e com direito a um slow à sobremesa, ao som do disco Os Sobreviventes, de Sérgio Godinho. Confusos? Óptimo. Ah, e o vinho? Foi um magnífico Quinta da Leda 2011, da Casa Ferreirinha. É beber e comprovar…

E agora que venha o 3º jantar natalício, em família, pois claro.

Bom Natal, com muito amor e carinho, com ou sem Quinta da Leda.

OH OH OH! Bom Natal e coiso e tal.

Nesta altura do ano é sempre a mesma coisa. Feliz Natal, Boas Festas para aqui e para acolá, e coiso e tal. Atenção, porque eu até gosto do Natal. Ok, já gostei mais: quando era miúdo e quando os meus sobrinhos eram mais pequenos. Agora gosto q.b. Torra-se muito dinheiro e muitas vezes dar prendas é mais uma obrigação do que algo sincero, do coração.

Seja como for, desejo a todos/as os amigos/as e leitores/as de marcadomem.com umas Festas Felizes. Ah, e o meu Pai Natal também, uma oferta muito gira e simbólica de uma grande amiga minha.

Já agora o Pai Natal (o verdadeiro!) deu o recado a uma marca de refrigerantes para vos transmitir a sua verdadeira origem como man in red. Para desfazer mitos (ou não), aqui está ela bem fresquinha, como é norma desta quadra.

Mas, como em tudo, também parece que o Pai Natal tem um evil twin maléfico. É o outro lado do brilho e da cor, aqui num embrulho histórico e mitológico. Ora vejam:

 

Knock knock, who’s there?

C21-LocalPartida-blackNa vida há muitas portas que se fecham. Mas também há outras que se vão abrindo, felizmente. Algumas abrem-se com delicadeza, outras por vezes só cedem ao pontapé, o que não é conveniente.

A casa onde vivo foi alugada através da Century 21. Foi a 1ª e a única casa que vi. Por duas ou três fortes razões (que agora não vêm ao caso), não tive como hesitar. Entrei e não quis olhar mais para trás.

Hoje, quase 2 anos depois, sou eu quem decide que portas abro ou fecho. Nem todas me poderão levar onde eu quero mas é um pouco como abrir um presente mistério. Só depois de o desembrulhar é que sabemos o que é.

Knock Knock, who’s there? Porra, sou eu. Quero entrar!

Como consolar um coração triste?

Certamente não é com uma porretada na tola. Ou com um ar de pavão magnânimo. Mas há outras coisas que podem ajudar. Por exemplo, uns bons abracinhos e beijinhos. São de borla! Acompanhar sempre com palavras doces. Aumentam a auto-estima e animam o espírito. Só depois é que podem entrar outro tipo de doçuras. Uns bombons da casa Arcádia (no Porto), um chocolate preto, sem açúcar. Eu tenho sempre no frigorífico. Depois podem vir os colares e as pulseiras da Pedra Dura. Ou um lenço ou uma écharpe. Ok, antes de tudo talvez umas flores. Mas o mais importante são 2 ouvidos bem atentos. É que quando se está triste ou amargurado ninguém gosta de falar para as paredes, nem que elas estejam impecavelmente pintadas.