Assalto.

Fachada de prédio no Lumiar

Fachada de prédio Lumiar. Tenho a certeza. Fui eu que tirei a foto. Não tenham dúvidas disso.

Hoje uma dúvida assaltou-me. Ela nem sequer era muito grande e não parecia ser atemorizadora. Enganei-me.

— As certezas ou a vida!

Perante esta ameaça, e como fui sempre um bocado caguinchas, lá tive que lhe entregar a carteira. Não estava muito recheada e não tinha o que ela queria. Havia apenas 4 ou 5 interrogações mas de pequeno valor.

Antes de virar as costas, e mergulhar num mar de questões, ainda falou comigo num tom zangado.

— Para a próxima vez trata de teres a carteira bem recheada de certezas ou transformo-te a vida num inferno existencial, ouviste?

Fiquei a tremer e nem mesmo o auxílio de uma convicção, que veio ao meu encontro, me descansou: mais tarde ou mais cedo a dúvida iria assaltar- me de novo. Disso eu tenho a certeza.

PS: hoje não me apeteceu abordar nada de especial, mas também não quis deixar o blog em branco. Sendo assim, resolvi fazer um post com um conto curto de minha autoria. Chama-se Assalto. A foto também é minha mas funciona mais como uma abstracção colorida.

Obrigado pela compreensão.

:p

Vamos ao Zoo de Lisboa?

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Há muitos anos que não ia ao Jardim Zoológico de Lisboa. Há cerca de uma semana fui. E gostei muito! Está muito diferente, para melhor. Bem cuidado, bem arranjado, com um teleférico panorâmico e um show de golfinhos e leões marinhos.

Os bilhetes não são baratos mas um Zoo deve ser uma despesa e pêras. É claro que há apoios e um número considerável de patrocinadores mas mesmo assim… Mesmo assim é de ir! Se eu gostaria de ver os animais em liberdade? Claro que sim. Mas nessa impossibilidade, e até como um alerta para a actual extinção em massa que se está a verificar, vão ao Jardim Zoológico de Lisboa antes que seja tarde de mais (sim, porque os verdadeiros animais somos nós, a espécie humana).

Que lindo serviço…

É a segunda vez (pelo menos) que falo de pratos e de serviços de louça neste blog. Num blog de gajo isto pode parecer estranho, mas não é. Pelo que me lembro, este serviço foi-me oferecido pelos meus pais (mais concretamente pela minha mãe), ainda vivia eu sozinho. Agora vivo de novo só mas este serviço continua comigo. Está gasto, muito usado, mas é óptimo para o dia-a-dia. Diz que é da China, mas acho que não. É da marca Lynns mas tentem descobrir no site se é norte-americano ou não. Fiquei com dúvidas.

Nas fotos mostro um bule e mais duas “coisas” (não sei o nome correcto) para o chá. Acho que em cerca de 30 anos só usei o bule uma vez e foi há pouco tempo. Até que gosto de chá mas ainda não está inculcado em mim o ritual da cena… Tenho uma ou duas amigas que adoram isso, e a minha namorada também gosta. É algo que tenho de encarnar no próximo Inverno, o ritual do chá, mas sem “gueixiches”, if you know what I mean (ai que estou a lixar o politicamente correcto do Marca de Homem, que lindo serviço…).

Vamos a um momento zen, com um belo ritual de chá:

E a história do chá não faz mal a ninguém, ok?

Carta com cheirinho de amor.

A Gift Pour Toi

A Gift Pour Toi: da Provença para o mundo, uma bem-cheirosa ideia de amizade e amor.

Hoje em dia quem é que se atreve a enviar uma carta real? É quase tudo por e-mail. As caixas do correio geralmente só recebem contas para pagar e/ou cartas das finanças (que vai dar quase ao mesmo). Ou então atafulham-se de folhetos e mais folhetos, que vão logo para o lixo. Mas uma carta verdadeira, há quanto tempo não escrevem ou recebem uma? Aposto que muitos dos mais novos nem sabem o que isso é…

Nos últimos 2 anos acho que escrevi e enviei duas ou três cartas. Acho que não recebi nenhuma… Até esta semana! Alguém que me é muito especial mandou-me do Sul de França uma missiva muito bem cheirosa. É uma ideia que tira partido de um dos grandes produtos da Provença: a alfazema (ou lavanda).

É simples: um envelope com o grafismo da empresa e lá dentro uma folha que tem colado uma carteira com sementes de alfazema. Escreve-se o que se quiser do outro lado da folha mas tudo se conjuga com os novos tempos electrónicos, pois pode-se tirar uma foto e  “tagar” no facebook ou no instagram.

C’est ça! Promove-se a alfazema, promove-se a Provença. E também se promove a amizade ou o amor. É lindo! E muito bem-cheiroso. C’est un Gift Pour ToiMerci, ma fleur.

E agora um filme… em inglês:

In english:

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Tic-tac, tic-tac, tic-tac…

Swatch Irony Chrono YCS4004AG:AL

Swatch Irony Chrono YCS4004AG/AL, mas sem a bracelete original (esta é de borracha).

A partir de um certo momento da sua vida começou a viver com o Big Ben dentro de si (de uma forma metafórica, como é fácil de perceber). Os ponteiros do mostrador sempre avançaram na mesma direcção, mas tinha a sensação que agora se movimentavam de uma forma mais rápida e fluida. Ouviu nas notícias algo sobre a mudança do mecanismo do famoso ícone de Londres. Mas era capaz de ser um boato. Ou então tinha sonhado com isso. Seja como for, queria continuar a viver com estilo, mesmo se o Big Ben resolvesse parar num estático segundo. Foi então que se lembrou de um relógio de pulso antigo. Ainda funcionava e, como sempre, atrasava-se. Não hesitou. A partir desse momento nunca mais o tirou do pulso. Tinha descoberto a poção do seu rejuvenescimento.

E agora uma música que nos fala do, por vezes, inevitável desacerto da vida:

 

Sagres ou Super Bock?

Em dias de jogos de futebol, com transmissão televisiva, é mais do que hábito a rapaziada (homens e mulheres, note-se) trazer umas cervejas para com elas se vibrar com os golos ou afogar as mágoas de uma derrota.

Hoje será um desses dias, com Portugal a ter um jogo muito difícil contra o Uruguai. Agora a questão é muito simples: qual a cerveja que bebem? Sagres ou Super Bock?

Eu tenho uma preferência, mas não a vou divulgar, para já (se bem que cada vez mais as cervejas artesanais conquistam adeptos, eu incluído — aproveito para deixar aqui o link de mais um artigo referente à excelente Dois Corvos).

Por isso, lembro de novo o desafio (ao qual podem responder na página do facebook deste blog):

  1. Sagres
  2. Super Bock

Bebam com moderação mas apoiem sem restrições: FORÇA PORTUGAL!

E deixo aqui o delicioso filme que leva Portugal muito a peito:

Play boy.

Coelho anão

Coelho anão à solta em minha casa.

Este é, provavelmente, o post mais fofinho do meu blog. O seu principal protagonista é um coelho anão (o que está na foto; a saladeira da Loja do Gato Preto é um adereço para dar contraste, cor e escala).

O bicho não é meu mas está à minha guarda durante uma semana. É da minha namorada. Estou cheio de sorte: o animal podia ser uma iguana, um gato assanhado ou um cão de uma raça perigosa. Mas também podia ter sido mau para ele: o coelhito tem o tamanho ideal para os meus tachos e panelas. Mas ele é um querido: é sossegado, é mesmo muito fofo (literalmente) e parece um peluche vivo. Mas não é um peluche. Para saberem mais sobre esta variedade de coelho, e todos os cuidados a ter com ele, cliquem aqui.

Ok, não fará frente (nem traseira) a outra espécie de coelhos, mas lá que é um bicho giro, lá isso é.

E agora um vídeo extensivo sobre esta gracinha: