Knock knock, who’s there?

C21-LocalPartida-blackNa vida há muitas portas que se fecham. Mas também há outras que se vão abrindo, felizmente. Algumas abrem-se com delicadeza, outras por vezes só cedem ao pontapé, o que não é conveniente.

A casa onde vivo foi alugada através da Century 21. Foi a 1ª e a única casa que vi. Por duas ou três fortes razões (que agora não vêm ao caso), não tive como hesitar. Entrei e não quis olhar mais para trás.

Hoje, quase 2 anos depois, sou eu quem decide que portas abro ou fecho. Nem todas me poderão levar onde eu quero mas é um pouco como abrir um presente mistério. Só depois de o desembrulhar é que sabemos o que é.

Knock Knock, who’s there? Porra, sou eu. Quero entrar!

Como consolar um coração triste?

Certamente não é com uma porretada na tola. Ou com um ar de pavão magnânimo. Mas há outras coisas que podem ajudar. Por exemplo, uns bons abracinhos e beijinhos. São de borla! Acompanhar sempre com palavras doces. Aumentam a auto-estima e animam o espírito. Só depois é que podem entrar outro tipo de doçuras. Uns bombons da casa Arcádia (no Porto), um chocolate preto, sem açúcar. Eu tenho sempre no frigorífico. Depois podem vir os colares e as pulseiras da Pedra Dura. Ou um lenço ou uma écharpe. Ok, antes de tudo talvez umas flores. Mas o mais importante são 2 ouvidos bem atentos. É que quando se está triste ou amargurado ninguém gosta de falar para as paredes, nem que elas estejam impecavelmente pintadas.