Sempre em construção.

Ao longo da vida estamos sempre em construção, tentando ter boas infra-estruturas para depois o edifício não abanar quando estiver a crescer. Ou quando tiver terminado, sem medo das borrascas mais intensas. Mas elas acontecem, e por vezes tudo abana. Importa é que a construção fique de pé, tapando-se as rachas e as fissuras que ficaram como provas das intempéries.

Tal como na natureza, também na vida há ventos e ventos. Os que hoje parecem ser adversos amanhã podem ser favoráveis. E vice-versa. Por vezes é tudo uma questão de momento. Mas quase tudo tem a sua lógica mesmo que por vezes se opte com o coração. Ou será o contrário? Primeiro vem o instinto e a seguir é que damos uma lógica a isso? Lá está, é como o vento, como as correntes. Como a vida. Sempre em permanente movimento e (des)construção.

E, como se diz metaforicamente, quando se fecha uma porta, abre-se uma janela. Ou outra porta. É entrar, por favor.

PS: este post teve a participação da Homebook e de dois dos seus imóveis (ver aqui e aqui). As fantásticas fotos são da Sara Ferreira.

2hot 2handle? Get a sun protection.

Protectores Solares Garnier

Garnier Ambre Solaire protectores solares 50+. Duas versões: formato poupança e crianças.

Está um calor que não se pode. O conveniente é ficar à sombra ou no ar condicionado (para mim só em último caso), beber muitos líquidos (água, de preferência). Quem se atreve ao Sol, e para os clarinhos como eu, é essencial aplicar um protector solar, mas daqueles bons e com um elevado SPF (sun protection factor, isto para ser mais fino).

Alguns especialistas dizem que não há grande diferença entre um SPF 15, 30 e 50+ mas nunca fiando. Eu uso 50+ porque não vou cá em facilitismos. E uso também um baton protector para os lábios, pois o sol dá cabo deles e sou muito propenso a herpes labial.

Ok, vão lá aproveitar o Sol e dar uns belos mergulhos, mas o Sol é com parcimónia e os mergulhos não (só se forem doidos suficientes para mergulharem numa banheira, algo que desaconselho).

Enjoy the sun! Mas com a devida protecção…

E agora um vídeo com uma canção quente e brilhante:

Mas que tem o respectivo antídoto:

Mergulha fundo na festa do Verão.

Com a cortesia de Smirnoff e dos dos dias quentes que já estão aí, eis a banda sonora para levar ao rubro as mais escaldantes noites de 2018. Enjoy!

E tomem lá disto, que é uma grande malha. Dos Snarky Puppy, uma banda de estalo:

Parabéns à resiliência das mamãs e dos papás.

Bolo de aniversário 12 anos

Bolo de aniversário (obviamente).

Não tenho filhos, por isso sou capaz de estar a falar de cor. Mas sou capaz de calcular o esforço, a paciência e o bom-senso para criar a criançada, principalmente quando esta entra na adolescência.

É um período lixado, safa! As hormonas aos pulos, o desafio da autoridade maternal e parental, a idiotice sempre presente, as respostas tortas, os amuos, as exigências, as ameaças das redes sociais, etc.

Por vezes tem de se dar um murro na mesa e isso até pode arruinar um momento ou um dia, mas há pais que evitam isso para não se estarem a chatear. O problema é que poderão estar a criar monstrinhos egoístas, fúteis mas que (infelizmente) não estão a viver numa realidade faz de conta.

É tudo uma questão de compromisso e de muita pachorra. Mas desde já o meu elogio a todas as mamãs e papás que se comprometem com os seus filhos de uma forma equilibrada, nem que para tal isso custo alguns choros, birras e cabelos brancos (nas cabeças dos pais).

Melancia cortada

Melancia cortada aos pedaços.

Tudo isto vem a propósito da festa de aniversário que a minha namorada preparou para a sua filha: um fim-de-semana num bungalow no Parque de Campismo de Monsanto. É um sítio a ter em conta para um evento destes: tem muito espaço, uma piscina e, apesar de não ser nada do outro mundo, pode proporcionar momentos únicos.

Agora digo-vos uma coisa: não façam isto com mais de 4 ou 5 miúdas  de 12 anos (já armadas em lolitas) ou com 3 ou 4 rapazolas na mudança da voz. God, pode ser um pesadelo! Mas pronto, faz-se só uma vez e basta!

Por isso, e por muito mais, parabéns a todos as mamãs e papás que realmente se importam com os seus filhos, mesmo quando estes os levam ao desespero e só apetece dar-lhes uns valentes estalos.

E agora um vídeo para ver, sorrir e meditar:

 

Resmas de fotos.

Exemplos de fotos do meu instagram.

Exemplo de fotos do meu instagram.

1212. À data, este é o número de fotos minhas no instagram. Neste blog já assinalei as 1000 fotos.

Cada uma é a captura de um pequeno momento, de um minimalismo contido na sua essência (que lindo), um efémero piscar de olhos que deseja prolongar-se na eternidade (uau, isto está cada vez melhor). Enfim, são fotos minhas, tiradas com telemóveis, porra!

Arregalem os olhos e apreciem.

Obrigado.

 

A Paula mora em minha casa.

Azulejo. De Paula Rego

Azulejo assinado por Paula Rego. Produzido pela Ratton Cerâmicas.

Tenho um azulejo. Aliás, até tenho mais (na casa de banho, na cozinha…). Mas como este só tenho um. É assinado pela pintora Paula Rego. Para mim é das pintoras portuguesas (vivas) que mais aprecio (também não há muitas mais, pelo menos com projecção). A obra dela não é consensual: ou se ama ou se odeia.

Na grande maioria das suas obras — que contam histórias — há quase sempre uma pequena crueldade latente, um poder/submissão que nos pode trazer memórias de uma infância agridoce, pequenos contos que misturam o real com o surreal, retratos de um certo universo feminino.

Cada um de nós interpreta os seus quadros como quiser. Mas há sempre alguns fios condutores, tal como enunciei no parágrafo anterior.

Este azulejo foi uma oferta de uma empresa de comunicação onde trabalhei. Não compensa todas as chatices que por lá tive mas é uma recordação boa de um local menos agradável. É uma memória de tempos passados mas marcantes. Tal como as obras da Paula Rego.

E agora uma reportagem imperdível com Jorge Jesus a comentar a obra da pintora!

Assalto.

Fachada de prédio no Lumiar

Fachada de prédio Lumiar. Tenho a certeza. Fui eu que tirei a foto. Não tenham dúvidas disso.

Hoje uma dúvida assaltou-me. Ela nem sequer era muito grande e não parecia ser atemorizadora. Enganei-me.

— As certezas ou a vida!

Perante esta ameaça, e como fui sempre um bocado caguinchas, lá tive que lhe entregar a carteira. Não estava muito recheada e não tinha o que ela queria. Havia apenas 4 ou 5 interrogações mas de pequeno valor.

Antes de virar as costas, e mergulhar num mar de questões, ainda falou comigo num tom zangado.

— Para a próxima vez trata de teres a carteira bem recheada de certezas ou transformo-te a vida num inferno existencial, ouviste?

Fiquei a tremer e nem mesmo o auxílio de uma convicção, que veio ao meu encontro, me descansou: mais tarde ou mais cedo a dúvida iria assaltar- me de novo. Disso eu tenho a certeza.

PS: hoje não me apeteceu abordar nada de especial, mas também não quis deixar o blog em branco. Sendo assim, resolvi fazer um post com um conto curto de minha autoria. Chama-se Assalto. A foto também é minha mas funciona mais como uma abstracção colorida.

Obrigado pela compreensão.

:p