Escritório às costas.

Hoje em dia há muita gente que anda com o escritório às costas. Eu não sou excepção. A “culpa” é da mobilidade e dos novos tempos laborais. Não se sai para trabalhar — e os locais podem ser os mais variados — sem ser com o laptop atrelado. Obviamente que isso pode ter algumas implicações nos costados, nem que seja a longo ou a médio prazo.

E sim, somos uns camelos, com a carga às costas, mas a necessidade impõe-se. É por isso que ando sempre com uma mochila, não tenho outro remédio. Já tinha uma mochila do Ikea (agora acho que está descontinuada). Agora, oferta do meu pai, ando com uma Samsonite. É ainda mais compacta mas tem espaço para muito. Sim, porque estas mochilas levam muito mais do que o computador. Ainda dizemos que nas malas das mulheres há de tudo. Pois numa mochila destas pode encontrar-se um canivete suíço, um corta-unhas e até um medidor de distâncias (ah pois é!). Só não dá para levar umas jolas mas acredito que haja quem as ponha lá dentro. Not moi!

A mochila-escritório.

E agora um vídeo de uma mochila levezinha:

Diz-me com quem andas…

Também o calçado pode definir uma pessoa e aquilo que ela faz. Mas as coisas nem sempre são lineares. Por exemplo, ultimamente tenho andado bastante com as sapatilhas das fotos. Como é que isso me pode definir? Sou praticante de desporto? Sou antes um fashion guy que gosta de exibir uns ténis à maneira? Ou caminho muito e isto é do mais confortável que há? É tudo isso.

De facto, nos dias que correm (olha o trocadilho…) ando que me farto, colina abaixo, colina acima, em Lisboa. Não me estou a queixar, antes pelo contrário. O que é que eu faço? É semi-segredo mas estes Adidas outdoor são um alívio a absorver o impacto dos pisos irregulares, atenuando as pontadas de ciática, ao mesmo tempo que palmilho milhas e milhas. E são cool, uma espécie de BTT do calçado. Foram uma oferta de quem me pôs a andar (ou me deu com os pés), mas isso é outra história…

E agora vai uma voltinha por aí?

As infinitas possibilidades do cowork.

second home

Ok, não serão infinitas, mas podem abrir outras perspectivas. Por exemplo, quem trabalha em regime freelancing muitas vezes fica isolado, com menos contacto com pessoas e as suas ideias. Obviamente que a internet é uma janela para o mundo mas por vezes há que a abrir e ir lá para fora.

Isto vem a propósito de um espaço de coworking que conheci muito recentemente. Chama-se Second Home e está localizado no Mercado da Ribeira, ao Cais do Sodré.

Rodeados por vasos de plantas por todos os lados, e num ambiente descontraído e inspirador, trabalha-se com muitos inputs e mais alegria. Há menos espartilhos formais, mais flexibilidade e, acima de tudo, há uma grande disponibilidade para se absorverem novos assuntos, novas tendências, novas abordagens. É mais caro do que estar a trabalhar num café, é certo, mas pode ser gratificante e, tal como num jardim, pode ser uma óptima forma de se semear para mais tarde se colherem os frutos do trabalho, seja ele qual for.