Bodyboard em modo centrifugação.

Há um par de anos decidi-me meter no bodyboard. Sempre gostei de mar, e em novo era destemido e arrojado nas ondas. No Fear! Por culpa minha, pratiquei pouco este desporto nos últimos tempos. Duas quedas em btt e correspondentes ossos partidos arredaram-me da arrebentação. Mas eis que há uns dias decidi sacudir o pó ao fato e à prancha e fiz-me ao swell em Carcavelos. Foi humilhante! As ondas e a rebentação estavam mais fortes do que eu supus…

Ao apanhar a primeira onda, lá do alto dela, acagacei-me e abortei a viagem. Mas foi um desastre! Fui sugado pela sacanita e automaticamente entrei em modo centrifugação. Não bati no chão nem me magoei mas perdi logo os earplugs (mais umas merdas de plástico no oceano, GRRRRRRR), tais foram as voltas que dei na enxurrada.

Conclusão: resolvi sair, sentar-me na areia e desfrutar do sol magnífico do final de tarde. E sem frio, porque com o meu fato 4/3 não há brisa que me arrefeça. A única coisa que arrefeceu foi o meu ânimo, mas hei-de lá voltar! E ainda por cima, com a água mais fria, tenho de experimentar o gorro de surf, as luvas e as “botas” para os pés (é ver a ver a foto para perceber melhor).

O equipamento eu tenho. Agora só me falta é mais jeitinho.

Há mais de bodyboard e afins neste blog. Aqui e aqui.

E agora um fantástico vídeo de meter medo a Neptuno:

Do Malabar ao bar.

A capa do menu do restaurante.

Há muita gente que gosta de comida indiana. Mas, tal como antes com os restaurantes chineses, geralmente quando se vai a um é como se tivesse ido a todos os outros, pois os pratos são muito similares. Isso deve-se ao facto de que a maioria dos restaurantes indianos tem como base a sua gastronomia na zona de Nova Deli.

Mas agora, muito perto do Mercado de Arroios, há outra opção. Dá pelo nome de Costa do Malabar e foi uma descoberta de uma amiga minha alemã, mas que já viveu na Índia.

Na zona da Costa do Malabar, os pratos e a confecção são ligeiramente diferentes, mais aromática e menos picante, mas muito deliciosa. Eu gostei bastante e os preços até que são bem em conta. Mas vejam a ementa aqui e depois atrevam-se a degustar um indiano diferente (salvo seja!).

E agora um vídeo sobre o excelente e diferente pão espalmado que lá comi:

Depois do restaurante veio a vontade de um bar. Fomos até ao Mercado de Arroios mas com tudo no fecho das porta lá nos indicaram um sítio, que afinal é mesmo ao lado do restaurante.

No Vlada.

Chama-se Vlada Lounge e tem um ambiente meio dark, a média luz, com traços barrocos e levemente góticos. A selecção musical é alternativa (like it!) mas em modo suave. Tem uma razoável carta de gins e o resto é o habitual. Mas é um bar que eu não esperava encontrar naquela zona da cidade. Foi uma boa surpresa. Só não achei piada que se fumasse lá dentro, mas isso é outra história. Tirando esse aspecto, decididamente recomendo.

E eis um vídeo sobre o bar:

Uma última menção para Arroios, um bairro onde por outras razões que talvez eu desvende em 2020, acabou de ser considerado o bairro mais cool do Mundo! Não sou eu que o digo, é a Time Out. Ora leiam aqui.

Sou um Tiffosi de pólos.

A última compra de roupa que fiz foi 2 pólos. E a penúltima também. Mas neste ano acho que não comprei mais nada. Hum, apenas uns shorts (men’s underwear). Sou um poupadinho.

Ia eu todo descansado ao cinema — ver a Herdade, filme português; achei previsível, não fiquei apaixonado, mas gostei do trabalhos dos actores — e eis não quando a minha “mana” A. Vic. diz: Olha, vamos entrar na Tiffosi? Eu até não queria nada, mas por indicação dela fui ver os pólos. E ela a aconselhar-me “A roupa é boa, compra.” E eu comprei dois, a preços de saldo. Um em tons avermelhados, o outro é esverdeado, tal como se pode ver nas fotos.

Ao contrário de um outro pólo da mesma marca (que eu já tinha), gostei muito mais do tecido e do design destes. Mas eu sou suspeito, tenho uma colecção de pólos de todas as cores, um para cada outfit de calças e ténis. São descontraídos mas classy. Gosto assim. É o meu estilo.

E agora vou vestir a pele de um adolescente com pinta e ver este vídeo:

É beber à vontade!

Sample de Heineken sem álcool

Um dia destes, à saída da boca do Metro de Lisboa, uma menina ofereceu-me esta latinha bem engraçada. Era uma amostra da Heineken 0.0 sem álcool, claro está.

Cada vez mais as cervejas de produção em massa afastam-se dos meus padrões de sabor. Como já devem saber, agora pendo muito mais para as cervejas artesanais. As outras, entre as quais incluo esta marca holandesa, para mim agora são meros refrescos de cevada. Esta não é excepção mas até que não é má de todo (dentro do conceito refresco) e ainda por cima não sobe à cabeça, o que é óptimo para quem vai conduzir (a propósito, um dia destes pela 1ª vez soprei no balão; talvez um dia conte esse episódio aqui).

Até lá, bebam com moderação, se forem capazes (que remédio).

E vai um vídeo?:

PS: como devem ter reparado, mudei a imagem principal do meu blog. O que acham da mudança? Feedbacks serão apreciados.

Mais duas birras, por favor.

Estrella Damm criada por Ferran Adrià e a loura da Affligem.

Depois de um post sobre água, vamos lá mudar a fonte e abrir a torneira das cervejas (que neste blog está sempre a correr).

E hoje são duas. Uma é espanhola. A outra é belga.

A espanhola é uma edição limitada, criação de Ferran Adrià, o mítico chef do não menos aclamado restaurante El Bulli. Gostei logo ao primeiro golo (foi bem marcado…), apresentando um corpo leve mas consistente, com pouco amargor mas muito delicioso. Esta menina cativou-me e bem. Dá pelo nome de Inedit. Comprei um pack de 4 no Continente e, para pena minha, quando lá voltei já não havia mais (quis trazer para o meu pai). Pelo visto também há no El Corte Inglés e em garrafas de 75cl.  Quero mais!

A belga aparentemente vem da abadia mais antiga da Flandres, a Affligem, claro está. É ligeiramente diferente da anterior, com um pouco de mais corpo e tostada. O teor alcoólico é mais elevado (esta marota trepa por ti acima, mas tu vais adorar…). Gostei e também comprei no Continente, um pack de 4. Era o único! Sobre esta cerveja leiam mais aqui. Mas bebam um bocado da sua prosa:

EQUILIBRADA E REFRESCANTE (6,7%)

Uma espuma densa sobre um corpo de cerveja brilhante e dourado. À medida que o sabor suave do primeiro gole se instala, a integridade dos frutos tropicais proporciona uma finalização refrescante. Ao rodar o copo, as notas fortes de banana, das especiarias levedadas e do aroma a lúpulo fluem livremente.

E eis dois vídeos sobre as duas cervejas. O primeiro tem uma introdução algo longa e uma música um pouquinho pastosa mas faz uma apreciação completa da espanhola. O segundo vídeo (sobre a belga) é similar, mas um pouco mais curto.

Vão buscar um copo, encham com uma cerveja, ponham-se confortáveis e vejam:

Estou a meter (mais) água.

Água das Pedras Salgadas em fundo rosa.

Já falei aqui da Água das Pedras. E sabem uma coisa? Não vou escrever muito mais. Simplesmente gostei da foto que tirei e coloco-a aqui. Mas é sempre bom recordar como se deve beber esta água: gelada, com duas ou 3 pedras de gelo e uma rodela de limão. Nunca experimentaram? Vá lá, toca a beber!

E eis um vídeo que mete água, mas com preocupações ambientais:

O Paraíso Escondido revela-se.

Há 4 anos, em circunstâncias diferentes da minha vida pessoal, estive no Paraíso. Mas escondido. De regresso ao Purgatório (ok, não quis dizer Inferno), escrevi uma crónica que podem ler aqui. Ou então aqui:

As minhas convicções pessoais não me deixam acreditar num inferno ou num paraíso instituídos. Esses estágios somos nós que os fazemos aqui, com os pés bem assentes na Terra. Contudo, e tendo um período de férias num ponto de mira, por alturas de Junho de 2014 dei comigo a procurar um destino de férias para 2 no booking. O alvo era a Costa Vicentina, zona do país em que há uns anos não punha os pés. Dei um tiro no escuro e acreditei: assim, quase do nada, reservei 5 noites do Paraíso Escondido. Foi fácil lá chegar, não foi fácil entrar. A seta Barranco do Inferno não parecia ser um bom prenúncio. Nem o Purgatório, a aldeia adjacente. Que humor negro mora naquelas paragens… O portão do Paraíso Escondido estava fechado, cadeado à banda, mas dissuasor. E o Éden é difícil de contactar, pois a rede móvel muitas vezes está muda. Mas a força do pensamento e duas mãos decididas abriram de par em par as portas que pareciam ser intransponíveis. Num sinuoso caminho até aos céus, no topo finalmente o paraíso revelou-se: uma casa de traça alentejana, altiva, contemplado a paisagem em redor. A seus pés um jardim bem cuidado e uma piscina convidativa. Do lado esquerdo uma construção moderna apresenta-se como que embutida na encosta, mas sem destoar da magnificência do cenário. Depois há a alma da(s) casa(s), a anfitriã, Berny. Os hóspedes podem contar sempre com a sua atenção, simpatia e elegância. Cabe a nós tirar partido do paraíso, seja pelo bom gosto da decoração, pelas refeições proporcionadas, pelos quartos acolhedores, num jeito cozy e praticamente personalizado. Tal como se tivéssemos em nossa casa. O paraíso, o nosso lar por uns breves mas relaxantes dias num Alentejo diferente mas muito apelativo, onde nos encontramos connosco, deixando escutar a nossa voz interior muitas vezes silenciada pelo stress dos agitados dias nas urbes. E havemos de voltar. E iremos indicar. A direcção do paraíso é o estreito caminho para nós próprios. Só temos de ir. E percorrer até entrar. As melhores férias desde há muito tempo. Obrigado Paraíso Escondido, agora revelado.

(Fotos retirados da galeria do site do Paraíso Escondido)