Para ouvir em casa, vezes sem conta.

Calculo que esteja em casa. Posso sugerir-lhe uma doçura musical? Pode escutar enquanto bebe o café da manhã, antes de levar o cão à rua. Ou à noite, quando for à janela ver a Lua e as estrelas. E, se tiver uma lareira, pode ouvi-la em contemplação. Porque são estes os momentos que fazem das nossas casas os refúgios da alma. Relaxe e escute-a ao som desta música.

Também a pode ouvir no vídeo em baixo, e que já mereceu uma referência neste blog.

Tentações em tempos de clausura.

É bem provável que durante este período de clausura muitos de nós possamos ficar diabéticos ou hipertensos, tantas são as vezes que vamos à cozinha, ao frigorífico e à despensa. É um snack agora, uma bolacha 5 minutos depois, e uma hora volvida vai uma mini ou um iogurte. Ou um refrigerante. E depois umas batatas fritas e logo de seguida mais um sweet qualquer. Serão só tormentos para a nossa linha.

A foto mostra uma dessas tentações: uma tablete de chocolate preto (ou negro, como quiserem chamar, não se está a insultar ninguém). É da Nestlé. E está ali ao pé (até ver), no frigorífico. Assim é mais fresquinho, menos enjoativo, mas sempre tentador. Raios partam, lá vou eu de novo buscá-lo! Pronto, vou ficar com mais peso. No corpo e na consciência. Que se lixe. É para se esquecer o vírus com doçuras e salgadinhos.

Ok, e agora tomem um vídeo com exercícios físicos que se podem fazer em casa. Urgentemente!

Dark Fader.

No distante reino das outras forças,
a alma vai seca e danada. Queira a mente reverter o fluxo,
uma pedrada na água parada.

De negro pinta-se o céu e o universo,
e flutua-se no limbo, desajustado. No olhar de um louco, dorme o solitário,
e o som já se escuta pesado.

Documentos secretos voam pelos ares,
o desespero de não encontrar. Escasseia a memória do dia de ontem,
esse, travado no viajar.

E na aurora negra e infalível, poderosa descendo,
riscam-se todos os momentos. Não há lugar para bons, nem maus,
apenas a presença dos portentos.

(Poema de Franscisco Salgado Duarte, uma homenagem no dia seguinte ao Dia Mundial da Poesia – Da compilação Mordo as Luas Escarlates)

Dos sabores, das ofertas, das memórias.

Há cercos que são rompidos, sejam eles físicos ou virtuais. Ou ambos. E, mesmo em quarentena, há transgressões que se permitem. Em nome dos sentidos, das memórias. Ou do amor.

Na emergência de um estado que nos confina em pequenos espaços fisicos, há sempre espaço para voarmos. A liberdade do pensamento que rompe fronteiras, mesmo aquelas já há muito seladas. E um tempo de 40 anos, ou de 4 anos, vem até nós como um sopro de nostalgia que se impõe fugaz na especial condição em que agora vivemos.

E a neutralidade emocional esbate-se no sabor de uns mirtilos comprados num hipermercado em contingência fantasma; numas laranjas e num kiwi, fruto de uma oferta de desejo que irrompe de uma memória adolescente; ou num cesto descoberto nos arrumos de uma futura mudança, e que inadvertidamente se transportou comigo, como que navegando nas ondas de um tsunami.

É o que fica. Da vida. De nós. Dos outros que já nos foram próximos. De tudo o que é simples mas que vale por aquilo que para sempre ficará colado no nosso âmago. É o que fica. Da vida e, porventura, para além dela.

Uma Galáxia com um satélite à altura.

Já todos sabemos que o impacto desta crise não será (já é) apenas sanitário. Ligado a este aspecto, é quase inevitável que a economia possa gripar.  Assim, muitos negócios e empresas podem estar comprometidos (incluindo a minha actual actividade). Dentro das nossas capacidades, é quase nosso dever ajudar esses negócios com a aquisição dos seus produtos e serviços (dentro da medida do possível). É uma frase estafada, mas temos de ser uns para os outros. E a moeda de troca será a melhor forma para não deixar morrer a economia — neste aspecto, tenho de puxar a brasa à minha sardinha, dizendo que continuo disponível para ajudar a vender os vossos imóveis.

Posto esta introdução, quero brindar a vocês, mesmo nesta altura tão periclitante, com uma Dois Corvos Galáxia Milk Stout, uma cerveja saborosa e fantástica, e que ainda por cima casou tão bem com um pacote inteiro(!) de Sunbites (são viciantes).

Hoje, foi quase uma obrigação minha, quando fui ao Continente, comprar duas Dois Corvos.  Explico esta decisão por 3 razões:

  1. Incentivar a compra de produtos nacionais;
  2. Tenho uma ligação emocional a esta marca, pois vi-a nascer em casa da Susana e do Scott, os fundadores da Dois Corvos. Logo, fui sensível ao pedido deles, pois agora a empresa deve estar a menos de meio gás, pondo em risco a sua laboração. Assim, impõe-se a compra dos seus produtos;
  3. Tal como já disse, é uma cerveja do caraças, e eu que até não sou grande apreciador de stouts, mas desta venham mais!

Obviamente que tive um complemento a esta cerveja, e que foram uns Sunbites. É uma recente descoberta minha, mas que é deliciosamente viciante. É abrir um pacote e lá vai disto!

Vamos ficar em casa? Que remédio. Se assim é que o façamos com coisas de que gostamos, já que não podemos estar com quem queremos.

Tchin, tchin, bite, bite, miam, miam!

Chá cá faltava!

Tetley arando e flor de sabugueiro

Por estes dias tão estranhos e tão confusos, e que nos deixam atemorizados, há que recorrer a quase tudo para que nos possamos sentir mais calmos e relaxados.

Um chá pode ser um bom recurso. Mas um chá relaxante, que possa combater o cansaço e a fadiga. Por exemplo, um Tetley Boost Vitaminas B6, de arando vermelho e flor de sabugueiro.

Cheira bem, sabe bem. É para beber sem reservas. Chá cá faltava!

Agora, sem corona, eis um ritual chinês do chá.