Vozes que (en)cantam os céus.

Os mais atentos já devem ter percebido que os meus gostos musicais se estendem por muitos e variados estilos (é só ouvir a minha página BBC Jukebox). As vozes búlgaras vêm desde os tempos da 4AD, com os seus icónicos discos Le Mystere des Voix Bulgares). E eis aqui a versão original:

Mas ponham também ouvidos no primeiro vídeo deste post. Nele é solista a incrível Neli Andreeva. É de encantar os céus, não é? E já agora vamos esticar as fronteiras e, num cenário incrível, pôr o corpo a dançar e a mente a pairar alto. De preferência sem Acid, só com Pauli:

 

Baltazar, o Rei dos Montes.

O Baltazar é um pavão.

Tive umas férias curtas. Curtinhas, mesmo. Fui convidado para ir até ao centro do país, mais propriamente aos Montes da Senhora (nome que se presta a uma mão cheia de brejeirices), uma freguesia do concelho de Proença-a-Nova. Não conhecia. Fiquei a conhecer. Gostei. Da hospitalidade da minha anfitriã, das paisagens, das piscinas e praias fluviais, dos bailaricos. E do Baltazar.

E quem é o Baltazar? É um Citroen 2CV, um dos últimos, de 1988 (salvo erro). Não foi a primeira vez que andei num, mas desta vez foi memorável. À hora de almoço de um dia quente, lá veio ele todo lampeiro, muito bem domesticado pela sua dona, buscar-me à paragem do autocarro. E daí lá fui eu levado, como se viajasse numa máquina do tempo, até à Praia Fluvial de Cardigos.

Nos confins de Portugal, por entre muita água, cerveja, canções pimba e maranhos (excelentes num restaurante da vila Sobreira Formosa, uma povoação com um nome que faz jus à sua beleza), por onde quer que passasse Baltazar provocava torcicolos, olhares de espanto e alguma invejazita.

A rolar o pópó é um espanto: confortável nas curvas, com um motor que relincha na sua grande manada de 29 cavalos (!), e com um avançado sistema de ar nada condicionado. De capota aberta, a brisa do campo inundava-nos em ondas quentes. A refrigeração era simplesmente o nosso suor porque o Baltazar é Rei mas é um moço nada dado a luxos, apesar da ostentação das suas linhas e dos 2 coloridos tons que exibe vaidosamente como um pavão.

Nas subidas tinha a liberdade de se engasgar um bocadinho, mas, mesmo com a carga de 4 humanos, não deixou ficar ninguém mal. Ah, 4 mudanças ao lado do volante punham o bólide a roncar que nem um furacão a ameaçar as serranias. E lá nos levou, todo orgulhoso, para sítios que só ele o poderia fazer com muito mais encanto. E os sítios foram lindos! Ora espreitem estas fotos:

Duas sugestões finais: se puderem tentem andar ou conduzir (algo que não tive autorização…) este icónico automóvel; e já agora é obrigatório conhecerem esta zona do país (tão fustigada pelos incêndios), visitar as aldeias do xisto e banharem-se nas inúmeras e belas praias fluviais.

E tomem lá mais um vídeo do 2CV:

Shave the beard.

Nivea+Gillette.

Nivea+Gillette.

Actualmente faço a barba quase todos os dias. Não gosto. Nunca gostei. Mas agora forço-me a fazê-lo. E o cabelo vai na mesma leva. No banho, sem cantorias…

Há pouco tempo troquei de máquina de barbear. Agora tenho uma Gillette Fusion5 Proshield. Não posso dizer que é chique porque isso soa a outra marca.  Não desgosto, mas estava à espera de uma maior eficácia em relação à última que tive. Não noto nada de mais, mas assumo que é mais suave, apesar de lixar sempre a pele, mas isso é condição de ser homem, porque as mulheres têm outros pincéis…

Agora a diferença está no novo gel de barbear! Desde já digo que só uso Nivea.

Há pouco tempo resolvi comprar outra variante (acho que fui pelo preço). É o Gel de Barbear Deep Clean Shave. Gosto, mas talvez seja líquido de mais. Para mim não é problema pois, como já disse, só faço a barba (e o cabelo) no duche. Desliza bem e faz a barba que é uma limpeza. E a coisa fica feita com distinção.

E agora um vídeo com dicas para um melhor barbear.

Diz-me com quem andas…

Também o calçado pode definir uma pessoa e aquilo que ela faz. Mas as coisas nem sempre são lineares. Por exemplo, ultimamente tenho andado bastante com as sapatilhas das fotos. Como é que isso me pode definir? Sou praticante de desporto? Sou antes um fashion guy que gosta de exibir uns ténis à maneira? Ou caminho muito e isto é do mais confortável que há? É tudo isso.

De facto, nos dias que correm (olha o trocadilho…) ando que me farto, colina abaixo, colina acima, em Lisboa. Não me estou a queixar, antes pelo contrário. O que é que eu faço? É semi-segredo mas estes Adidas outdoor são um alívio a absorver o impacto dos pisos irregulares, atenuando as pontadas de ciática, ao mesmo tempo que palmilho milhas e milhas. E são cool, uma espécie de BTT do calçado. Foram uma oferta de quem me pôs a andar (ou me deu com os pés), mas isso é outra história…

E agora vai uma voltinha por aí?