Top 3.

Hoje é tempo de um pequeno balanço sobre os posts mais vistos deste blog.

Vamos começar de baixo para cima:

Curiosidade: a primeira e a terceira posições foram obtidas no final de Fevereiro e início de Março, depois de um período em que o blog esteve com falta de crónicas.

Obrigado por continuarem a ler Marca de Homem, que também está no facebook, entre outras plataformas.

Keep on read it!

E agora um som comemorativo, com uma versão espalhafatosa ao piano de uma música icónica de uma banda que eu não gosto!

Barreiro, uma cidade à margem?

“Quando Lisboa começa a não ter oferta suficiente e a preços razoáveis, tanto para habitantes como para empresas, o Barreiro poderá ser uma excelente opção de investimento a ter em conta.”

 

Da esquerda para a direita: mural/graffiti, de Ana Paxeco; edifício fabril abandonado.

(fotos de Bruno Barão da Cunha)

Na área da Grande Lisboa não é preciso ser-se um catedrático para perceber que o Barreiro ficou à margem das pontes sobre o rio Tejo. Almada tem a 25 de Abril. E quem partir à descoberta de Alcochete ou do Montijo utiliza a Vasco da Gama. Chegar ao Barreiro de carro até parece uma odisseia, mas vale a pena visitar a cidade porque tem muito para oferecer, para quem souber o que deseja encontrar.

As marcas do setor industrial

A história mais recente de Barreiro tem em si a motriz do desenvolvimento industrial de Portugal. Uma história que teve o seu apogeu nos anos 60 e 70, mas que, nos anos seguintes, fruto de transformações políticas, sociais e tecnológicas, perdeu relevância. No entanto, o património imobiliário, agora com um inegável valor arqueológico-industrial, continua a ser uma testemunha desse passado de glorioso progresso.

Andando pela cidade é fácil perceber que há grandes contrastes entre os edifícios, muitos deles bastante degradados, mas tendo um enorme potencial de reabilitação. E quando Lisboa começa a não ter oferta suficiente e a preços razoáveis, tanto para habitantes como para empresas, o Barreiro poderá ser uma excelente opção de investimento a ter em conta.

O que faz falta…

Apesar da rapidez dos transportes fluviais para capital, há muita gente a dizer o que faz falta ao Barreiro é uma ponte. Ou várias. A primeira, e mais óbvia, seria uma terceira via sobre o Tejo, com ligação a Lisboa, fosse ela rodoviária, ferroviária, ou até ambas numa só. Aliás, esteve sempre em cima da mesa uma ponte entre o Barreiro e Chelas, mas pelos vistos, e para já, esses planos não irão sair da gaveta.

Depois, o Barreiro fica aninhado numa península, faltando também pontes para o Montijo e para o Seixal (já houve uma ligação para o Seixal, mas foi abalroada e destruída por um barco; atualmente há um projeto para uma ponte pedonal). Desta forma, o Barreiro é quase como uma ilha, tão perto de Lisboa, mas ao mesmo tempo tão longe. E isso pode fazer parte do seu charme.

A oferta cultural e de lazer

Para além do potencial imobiliário para habitação, e também para a implantação de empresas, o Barreiro tem muito para oferecer ao nível do associativismo cultural, de lazer e animação, bem como na quantidade de fantásticos exemplos de arte urbana.

O Barreiro é das cidades com o maior número de associações de âmbito desportivo e cultural. Entre elas é de referir a ADAO – Associação Desenvolvimento Artes e Ofícios. Instalada num antigo quartel de bombeiros, é um polo de divulgação cultural mais alternativa, sendo bastante dinâmica e estando sempre pronta a divulgar novos nomes de muitas tendências e artes variadas. Mas há mais associações muito relevantes. É só pesquisar e conhecer.

Para beber um copo, ou até comer alguma coisa, e só com produtos portugueses, àPortuguesa Brr é um bar onde nos sentimos como se estivéssemos em casa. E, de facto, é como se fosse a nossa casa, com várias salas, sendo que uma delas é uma cozinha e outra um pequeno pátio interior. “Está-se bem”, é o que apetece dizer enquanto se come alguma coisa e se conversa sempre com uma seleção musical de fundo.

 

Da esquerda para a direita: mural de Vhils; arte mural no Barreiro.

(fotos de Bruno Barão da Cunha)

No Barreiro a arte urbana não é algo vil

Fruto da degradação de muitos edifícios, mas tirando partido dela, o Barreiro é um verdadeiro museu a céu aberto de arte urbana. Há pinturas e graffitis um pouco por todo o lado, mas sempre com um forte sentido estético, procurando deixar imaculados os edifícios mais recentes e que se apresentam em bom estado.

Porque o Barreiro é realmente um marco na street art nacional, desde Fevereiro deste ano o conceituado artista urbano Alexandro Farto — mais conhecido por Vhils — tem um fantástico mural na cidade, tendo muito recentemente instalado o seu estúdio de trabalho na zona industrial da Quimiparque.

Também por este motivo, o Barreiro é uma cidade que quer deixar de estar à margem, tendo ela própria uma dinâmica que, muito em breve, poderá ser uma referência no panorama nacional.

(Artigo escrito por Francisco Duarte e também disponível aqui)

De longe/By far!

O meu último post (sobre a À Portuguesa Brr) é de longe o mais visto! Obrigado À Portuguesa Brr pela sua divulgação. E obrigado a todos pelas visualizações proporcionadas. Keep on looking!

My last blog post (about À Portuguesa Brr) is the one who got more views. Tanx to À Portuguesa Brr for spread it on facebook. Keep on looking!

E entretanto, “I am trying no to loose my head”:

PS: uma grande amiga minha tem-me sugerido a publicação de alguns posts do meu blog em inglês. Este é já um exemplo disso mas em breve a “coisa” ficará mais afinada.

À margem de Lisboa.

 

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Imagem tirada do facebook.

Fora de Lisboa também há vida, animação e lugares diferentes e especiais. Basta atravessar o Tejo e ir até à margem sul. Aterremos no Barreiro, pois então!

Só vos digo que é uma cidade com muito potencial. Há muito edifício degradado mas também há alguma dinâmica de recuperação. Há muita vista de rio, há muitas associações culturais e recreativas (dizem que é a cidade do país com um maior número de associações do género — destaco a ADAO, associação que espero conhecer muito em breve), e até o Vhils já se instalou por lá. Há os moinhos da Alburrica. E também há ginjinha, onde o nosso PR há pouco foi lá provar! Não é só Lisboa que tem esta pitoresca bebida

Provavelmente só falta uma ponte para ligar o Barreiro à capital, deixando de ser uma cidade à margem da agitação lisboeta, mas é a minha opinião.

Hoje vou referir a À Portuguesa Brr. E o que é? É uma espécie de bar/restaurante, onde apenas há produtos portugueses, podendo-se petiscar ou simplesmente beber-se um café ou uma cerveja. Tem várias salas, com ambientes diferentes, um toque vintage mas descontraído e até um pequeno espaço onde djs passam música. É um sítio com um charme muito próprio e que eu aconselho vivamente.

Ok, o Barreiro está já ali, do outro lado do Tejo. Não é desculpa para não ir. Aliás, porque há uma festa aqui ao lado! É O Gajo que diz (e toca).