Dor de cotovelo.

Joelheiras e cotoveleiras (2 pares)

Cotoveleiras e joelheiras Oxelo. São para quem pratica skate e patins, mas para mim irão servir para o btt. Tenho dito!

Tenho mais de 50 anos. Não posso partir mais ossos. Mas ainda tenho vontade de muita adrenalina. Como conciliar isto sem ficar com dor de cotovelo? Encontrei a solução na Decathlon, com um cartão que as minhas amigas e amigos me ofereceram no meu último aniversário.

Encostas acima não são necessários estes artefactos. Mas quando toca a descer é que a porca torce o rabo. Aí tem de valer toda a protecção possível e necessária. Por isso ando sempre de capacete. Já salvou a minha vida! Mas agora tenho de poupar o esqueleto. Daí as protecções para joelhos e para cotovelos. Para não ter dores e muito menos partir mais ossos. Não são as mais apropriadas para btt mas foram as que encontrei. Agora é ir com calma, também para não ficar outra vez entrevado com uma crise de ciática. Já basta!

E agora vai uma descida de downhill?

Pedalar ou não pedalar, eis a questão…

Scott Spark 710 2015.jpg

Scott Spark 710 2105 no seu local favorito: Monsanto.

Desde Outubro que não faço uma das coisas que mais gosto: pedalar uma bicicleta de montanha (btt). As razões são simples: rebentei um joelho e passados 15 dias parti um cotovelo. Estive parado cerca de 6 meses (em 2016 também encostei as bicicletas durante 6 meses por ter partido um dedo, a praticar… btt). Regressei aos pedais há pouco mais de 1 mês mas há cerca de 3 semanas fiquei de novo no estaleiro. Culpados? A ciática!

Não estou disposto a castigar-me com o dilema do título deste post mas é bom que tenha mais cuidado porque eu não vou para mais novo e os meus ossos também não. Privar-me dessa liberdade seria um tormento físico e mental, para o qual ainda não estou mentalizado.

Enquanto não estou 100% recuperado da dor ciática para já só me resta caminhar, caminhar, caminhar (mas ainda dói!). Até lá vejo as críticas e os filmes sobre a minha bicicleta, tal como este:

Faça chuva, faça sol, caminha!

À partida, as condições meteorológicas podem condicionar, e muito, a nossa vontade em fazer exercício ao ar livre. Pela minha constatação empírica, os portugueses mal sentem umas pinguitas de chuva arranjam logo um bom par de desculpas para não darem corda aos sapatos, optando por ficarem especados em frente à TV.

É claro que se estiver a chover a potes, ou se houver um tornado nas redondezas (algo que já não é assim tão descabido), aí não aconselho ninguém em aventurar-se na imensidão do outdoor. Mas vamos acreditar que somos capazes de vencer a preguiça. Se estiver frio, não vamos em tronco nu (apesar de haver muito boa rapaziada que gosta de correr assim). Da mesma forma, se estiver a chover, temos de ir preparados para não meter (muita) água.

Refiro que tenho um princípio basilar na minha forma de vestir: adaptar-me sempre às condições meteorológicas. Por exemplo, sou incapaz de calçar uns ténis de camurça num dia de chuva. Ou vestir um casaco que ensopa. Para mim não há nada mais estranho do que ver um montão de pessoal de ténis num dia de intempérie. Ou ver uma senhora de salto alto a caminhar numa calçada molhada. A vaidade é uma coisa lixada: para parecer bem, vestimos mal. Ok, mal é capaz de ser forte mas é a mesma coisa do que ir à caça grossa com uma fisga (é um exemplo exagerado, eu sei).

Eu que ando por montes e vales (via btt) ou me atiro às ondas do mar (via bodyboard), tenho equipamento adequado para esse tipo de actividades (é ver o que já escrevi aqui e aqui). Sendo assim, porque raio não farei o mesmo quando caminho à chuva ou ao sol? Só 3 exemplos: para a chuva pode ser um impermeável Aigle. Para o sol (e para o btt) uns óculos Sunwise. E para a tola, quando faz chuva e frio ao mesmo tempo, porque não um baseball cap Dockers?

E o que é isso da caminha no título deste post? Só tem duas interpretações, bem longe da caminha de dormir e de outras actividades. Aqui vão elas:

A propósito, aqui vai uma sugestão de caminhada:

Very, very, very short version in english:

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Uma questão de peso.

É mais do que sabido que a prática de um exercício físico regular e com algum método é essencial para um bom estado de espírito. Sim, fazer desporto é muito mais do que trabalhar para se ter um corpo mais engraçado ou em forma. Há quem ainda não saiba, mas o exercício físico faz muito bem à cabeça. E é uma questão de física e química, tal como TED explica neste vídeo:

E de que desportos ou actividades físicas estamos a falar? Será que  jogar ao berlinde ou estar 5 horas à espera que uma amostra de peixe morda a minhoca conta? Claro que conta! Obviamente que se nos aplicarmos mais um bocadinho os benefícios a médio prazo poderão ser mais visíveis e compensadores.

Antes de mais nada, temos de escolher a actividade desportiva que queremos fazer. Por exemplo, no meu caso, eu detesto correr. Em contrapartida, gosto de caminhar. Mas não pensem que são passeatas em câmara lenta. É em passo muito rápido, tão rápido que parece corrida. Depois, de há uns anos para cá, quando larguei os ginásios (sinto falta da natação e de remar numa máquina), apliquei-me no btt, e faço abdominais e pesos em casa. Só é preciso uma esteira e uns pesos (tal como os que se vêem nas fotos).

Mas o desporto mais a sério acarreta alguns riscos. Eu que o diga. No espaço de um ano e meio parti um dedo, dei cabo de um joelho e parti um cotovelo! Tudo cortesia do btt. Mas não vou desistir porque gosto. Só tenho de ter mais cuidado e, eventualmente, usar protecções. Entretanto também me meti no mar, à boleia do bodyboard. Apesar de ter equipamento adequado, estou parado há cinco meses porque o cotovelo demorou tempo a recuperar. Ossos do ofício…

Voltando à premissa inicial, a actividade física previne problemas de saúde física e mental (olá espelho meu, adeus depressão), motiva-nos, reorganiza o cérebro e tonifica o corpito. É mesmo algo 2 em 1. Talvez também por isso eu tenho dois halteres. É que isto é mesmo uma questão de peso… Por isso, ponham na balança mais este vídeo:

Short version in english:

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Casa às costas.

Nunca fui muito de campismo. Mas, muitas vezes, ando de mochila, seja por razões profissionais, seja por motivos de lazer. Se, por vezes, trabalhar pode ser um fardo, agora ainda é mais! Eu explico: a minha mochila IKEA anda carregada que nem uma mula: 1 portátil, 2 pares de óculos, carteira, porta-moedas, porta-chaves, bloco de apontamentos, medidor de distâncias (um dia destes talvez explique porquê), canetas, e eu sei lá mais o quê! E ainda falam mal das malas das mulheres…

Mas as mochilas de lazer também não ficam atrás. Actualmente a que mais uso é uma Camelbak, uma mochila especialmente dedicada ao btt, sobre a qual já falei aqui. Depois tenho uma mochila de ginásio Nike. Agora, como é um local que não frequento, uso-a menos. Por oposição ao menos, vamos falar da mais volumosa: uma mochila Ferrino, que já não uso há mais de 20 anos (!), mas que está comigo desde os tempos em que fazia um montanhismo mais ou menos radical.

É por estas e por outras que eu posso dizer que muitas vezes ando com a casa às costas (ou a tira-colo)…

E agora uma parvoíce de vídeo:

Now a short version in english:

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Dar ao pedal.

scott jamor

Scott Spark 710, de 2015.

Faço isso. Dou ao pedal. Mas faço em dois modos: fora de estrada (vulgo btt); em cidade (numa single speed). E, por estes dois motivos, tenho duas bicicletas diferentes: uma Scott Spark 710, de 2015, roda 27,5″ (que me custou os olhos da cara, mesmo em 2ª mão); e uma bicicleta sem mudanças (daí a denominação single speed) de uma marca portuguesa, a Eleven.

A razão das bicicletas? Ser puto de novo, sentir o vento nas trombas, num sorriso palerma. Mas agora com capacete (É ESSENCIAL) e outras porras que por vezes parecem matar o gozo de pedalar: suspensões, quadro em carbono, transmissão XPTO, etc., mas isto na bike de btt. A outra — a fininha, como lhe chamo, por causa dos pneus finos — aproxima-se mais do conceito primordial de pedalar: liberdade!

Mas andar de bicicleta deixa marcas. Anda me recordo do tralho que dei aos 14 anos, numa Vilar Catita amarela. Fiquei todo raspado, mesmo sem partir nada. Não foi catita. E agora, depois dos 50 anos bem feitos, já parti um dedo e ontem dei um belo estalo numa prova de btt em Monsanto. Choro mais os danos na bicicleta do que no meu joelho deitado abaixo. Ossos deste gosto que se pode tornar um vício.

Irei voltar em breve aos pedais. Até lá façam o gosto às pernas. Pelo menos uma vez por semana, tal como outras actividades que se recomendam…

Sou um camelo.

camelbak

Faço BTT, acho que já disse (em inglês é mountain biking). Faço a modalidade cross country (ou XC), mas já com um cheirinho de trail riding. Sim, é só palavreado hermético, estrangeirado e algo pretensioso, eu sei.

E porque sou um camelo? Porque levo às costas uma mochila técnica Camelbak. O modelo é Lobo. Para além de levar nela o telemóvel, documentos, chaves de casa e do carro, barras energéticas e algumas ferramentas, a minha mochila tem um reservatório para água de 2L (ou outros líquidos revitalizantes).

Ok, sou um dromedário, não sou camelo. Porque seria uma besta se não praticasse uma modalidade desportiva tão exigente sem a hidratação de que necessito.

Vai uma pedalada?