Subi de novo à colina. A 8ª, claro.

Voltei à Colina. À 8ª, junto ao Marquês de Pombal. Para mim não é difícil. Ando apenas 200mts, a descer, e estou lá. Foi na sexta passada, só um copo pequeno (foi uma Rodrigues, uma marcante Black IPA), sozinho, a pensar na vida e no fim-de-semana (que também é vida).

Gosto do espaço e, obviamente, das cervejas. Já falei da 8ª Colina aqui. E provavelmente ainda irei falar mais, já que estou tão perto dela.

Um episódio curioso: no Natal, eu e um dos meus irmãos decidimos oferecer um pack de cervejas desta marca ao meu pai (que desde há um par de anos também é apreciador de cervejas artesanais). Comprei uma embalagem com 3 cervejas, com a particularidade de terem uma ligação ao vinho, assunto que é tão caro ao meu pai.

Ao irmos para o jantar do dia 24 de Dezembro, o meu pai sai-se com esta: — Comprei para mim 3 cervejas da 8ª Colina, envelhecidas em barris de vinho.

Tive de engolir em seco porque foi precisamente o que lhe íamos oferecer! Mas, sem problema, assim há mais para também eu beber.

E agora umas fotos e um convite para aparecerem na 8ªa Colina (não me pagam para dizer isto, garanto!):

A 8ª Colina desceu ao Marquês.

A copos na Oitava Colina.

E uma vez mais a cerveja artesanal toma conta do meu blog.

Apesar de nunca ter referenciado a 8ª Colina (shame on me!), eis que dei de caras com o seu novo espaço, em plena Av. Duque de Loulé, a dois passos do Marquês de Pombal.

E olhem que vale a pena: tap room, em baixo, restaurante em cima, num espaço mais para o minimalista mas acolhedor, em que o balcão e o ecrã gigante dominam a cena. Mas sejamos honestos, com o nome de 8ª Marquês, aqui o domínio é mesmo a cerveja. A da 8ª Colina, entenda-se.

Bebi duas. A minha companhia (a Carla bebeu outras duas). No total foram quatro variedades. Não apontei nada (como sempre). Apenas desfrutei. Eu já conhecia esta marca e tinha gostado do que bebi. É uma concorrente saudável e à altura da Dois Corvos e da Musa. Sim, de facto Lisboa já tem óptimas marcas de cerveja artesanal. Definitivamente a 8ª Colina é uma delas.

Tem fábrica própria (claro está), um tap room na rua Damasceno Monteiro, e agora desceu ao Marquês para nos dar boa cerveja e comida.

Tenho de voltar para experimentar o restaurante e beber mais umas quantas. E tirar mais fotos, porque agora fui forreta. Ah, e temos mais sorte do que o Marquês de Pombal, pois ele já não está cá para beber a 8ª Colina e nós estamos!

Cheers!

Comes&Bebes por Lisboa e arredores.

Um copo. Uma cerveja. Uma craft brewery que eu adoro.

É sabido que Lisboa tem muita oferta de restauração, e que esta é como os cogumelos: nasce por todo o lado. E cervejeiras artesanais e afins também. É só abrir uma torneira e corre mais uma opção.

Hoje é daqueles dias em que não tive a paciência suficiente para despejar aqui fotos e mais fotos dos últimos sítios onde estive (até porque poucas tirei). Mas vamos às referências dos meus mais recentes comes&bebes:

  1. Jardim dos Sentidos –> Na zona da Praça da Alegria, um restaurante vegetariano com pratos deliciosos. Já falei dele aqui. E voltei lá por ocasião do aniversário da A. Vic. É para repetir! A “sobremesa” foi uma partida de snooker no Snooker Club Lisboa.
  2. The Old House –> No Parque das Nações, na correnteza de restaurantes que por lá há, eis um restaurante chinês mais requintado, com uma confecção diferente e preço a condizer. Mas vale a pena pela comida e pelo ambiente.
  3. Casa Mocambo –> Um dia destes uma amiga convidou-me para um brunch domingueiro. Venceu-se a preguiça, saiu-se da caminha e rumou-se para os lados de Santa Engrácia. É aí que está a Casa Mocambo, um local onde se come mas onde também acontece convívio e cultura de uma forma informal, e com um toque africano. Gostei da oferta e da atenciosa simpatia, tudo sempre muito à vontade, numa deliciosa sugestão para mais fins de semana.
  4. Beija-me Burro –> Se o nome deste restaurante em Oeiras já é engraçado, a comida ainda tem mais piada. Recheado de muitas e boas tapas, é um sítio obrigatória para se ir e degustar.
  5. Dois Corvos e Musa –> Para mim, Marvila já é recorrente. É só pesquisar o meu blog e ver a quantidade de posts que já dediquei a esta zona de Lisboa. Invariavelmente volto à Dois Corvos e/ou à Musa. Em ambas as cervejeiras a oferta de cervejas (passe o pleonasmo) é incrível. A Dois Corvos mais experimentalista, mas com um vasto leque de opções para todos os gostos (nota importante: a Dois Corvos tem o seu espaço ampliado); a Musa mais acessível nos sabores, mas igualmente tentadora. E o espaço é muito bonito, bom para conversar e namorar. E beber, claro está!

Em breve mostrarei neste blog algumas fotos de alguns dos sítios. Mas agora vamos a um vídeo com o incontornável campeão de snooker Ronnie O’Sullivan:

Uma Rafeira na Tribu.

A propósito de casas — um dia explico melhor — um dia destes fui jantar com o meu irmão mais novo e a minha cunhada lá para os lados de São João das Lampas e do Magoito.

Imbuídos num perfeito espírito de clã familiar, rumámos ao território de uma tribo gastronómica, mais concretamente o restaurante vegan friendly Tribu da Terra.

Comi um imenso bitoque de seitan com tudo o que tinha direito: ovo, arroz e batata frito (ai a linha, ai o colesterol!). Já não me lembro o que o meu irmão e a minha cunhada comeram, mas sei que gostaram. Aliás, eles já conheciam o restaurante Tribu da Terra, um espaço despretensioso mas acolhedor, com óptimos sumos naturais e boa comida vegetariana.

Para empurrar a grande dose que comi, experimentei uma cerveja artesanal que não conhecia: a Rafeira. E sabem uma coisa? GRAMEI À BRAVA! Bebi uma Rafeira Blond Ale.  Ei-la nas palavras dos 2 produtores — o Nuno e o Rogério — retiradas daqui: “É uma cerveja leve onde o manjericão acrescenta uma nota de amargor e frescura que equilibra o sabor a mel e cereal torrado.”

O meu irmão bebeu uma Stout. Eis o que os referidos produtores dizem sobre ela: “É uma cerveja composta por várias cevadas que resulta numa cerveja com sabor a chocolate negro e acentos de caramelo que termina numa explosão de frescura tornando-se surpreendentemente leve.”

Para além do grafismo, que é marcante e divertido, gostei muito dos textos que acompanham a cerveja, no folheto ou no rótulo. São bem humorados e simples.

Conclusão: a Rafeira é como eu gosto. Ladra bem, morde melhor e bebe-se como poucas. Não sei onde ela se vende ou em que restaurantes há, mas uma coisa é certa: para os lados do Magoito há uma cerveja de uma tribu que vale a pena provar.

Cheers!

E agora tomem lá cachorros:

Inspiração cervejeira.

 

Estão na moda. Marvila e as cervejas/cervejeiras artesanais. Neste blog existem pelo menos 2 posts sobre esta matéria. Boa matéria. Já tínhamos falado aqui sobre a Dois Corvos, a Lince e a Musa. Esta última hoje tem honras neste post.

As cervejas são boas (obviamente, caso contrário não falaria delas) e os seus nomes derivam (esta foi à “futebolês”) de nomes ou de canções do universo pop-rock internacional. Sim, porque beber uma cerveja artesanal ao som de Led Zeppelin, Rolling Stones, Beatles ou Bruce Springsteen tem muito mais balanço (se fosse jazz seria swing, mas não aquele das trocas e baldrocas de casais).

Aliás, suspeito que o nome foi inspirado na banda inglesa Muse, que ainda não devem conhecer nem as cervejas nem o espaço da Musa. Por falar em espaço: é magnífico! Uma sala ampla em baixo, com o bar de balcão e um espaço para os djs botarem umas musiquitas; em cima uma mezzanine com mais mesas e uma vista privilegiada sobre as cubas de inox da fábrica.

Ok, inspirem-se e vão beber umas cervejas com queda para a música, em Marvila. Ah, e não se esqueçam de pedir uma empada de frango. São imperdíveis!

E agora tomem lá uma musequinha…

 

Fazer birras em Marvila.

Segundo os dicionários, birra é um acesso de fúria que revela descontentamento ou frustração, muito comum em crianças pequenas. Mas há outro tipos de birras, que actualmente se manifestam em vários locais, sob a forma de cervejas artesanais.

Ok, birra é a palavra italiana para cerveja e, para já, ficamos por Marvila e não vamos até ao país das massas e das pizzas. Calculo que já sabem que há um Beer District em Lisboa? Eu explico: Dois Corvos, Musa e Lince são 3 marcas de cervejas artesanais que assentaram arraiais em Marvila. Como estão as 3 bem pertinho umas das outras, decidiram (e bem) ter uma excelente ideia de marketing, et voilá: nasceu o Beer District de Portugal (e arredores, digo eu).

Sobre a Dois Corvos já falei aqui. Sobre a Musa apenas vos digo que, para além de óptimas cervejas, tem um bar que é um mimo: amplo e descontraído, onde se pode beber, conversar e até ouvir e dar um pezinho de dança ao som de DJs convidados. Da Lince ainda não sei o principal: as cervejas, pois ainda não bebi nenhuma, mas estou curioso.

Por tudo isto, e porque Marvila muito em breve será um dos grandes pontos de interesse de Lisboa (já é!), não façam birras e vão à descoberta das cervejas e dos restaurantes. Em breve irei falar aqui destes últimos mas são espaços diferentes e surpreendentes e não anunciados, tanto assim é que na noite de Halloween eu e a minha namorada entrámos num pretenso restaurante, prontinhos para uma deliciosa refeição, julgando ter encontrado aquele lugar que não existe.

Mistérios de Marvila esperam por ti…

Moura encantada.

moura cervejaRumei ao Sul. Tinha destino marcado. E 1 objectivo. Aliás 2: deslumbrar-me com o brilho de 3 sóis e aproveitar a companhia e o calor de uma estrela. E foi nesse propósito que a conheci, num pátio interior, à mesa com duas tostas, uma Moura que me pareceu exótica e encantada.

Corpo sedoso, de aromas estivais e paladar a alfarroba, uma princesa de Tavira, segundo reza a lenda:

“Aben-Fabila encantou a sua filha no Alcazár de Tavira, esperando voltar para a resgatar aquando da reconquista da cidade. Partiu, no entanto, para nunca mais ser visto, e a moura encantada permaneceu até hoje, fadada a um destino que nem o seu pai poderia imaginar. Desde então, volta todos os anos a subir às muralhas, para chorar e encantar na noite de São João, no dia 24 de Junho, aprisionada a um encanto que nunca mais a libertará. Assim também, surge uma cerveja para encantar e aprisionar nos seus paladares todos os que se aventuram a saboreá-la em boa companhia.”

No entanto não há bela sem senão. É ver o site e perceber um evidente erro de comunicação. Assim não há moura que resista.

“Infiel, deixou-me…”