Chocolate? Só do preto.

Sou guloso. Já fui mais. Agora há coisas doces que me enjoam, tipo chocolate de leite ou chocolate branco (que nem chocolate é). Ok, num restaurante entre um montão de sobremesas escolho invariavelmente uma mousse de chocolate ou um sorbet de limão. Este último desenjoa a mousse. É certo que há sempre o compromisso de um cheesecake de frutos vermelhos. Mas voltemos ao chocolate: eu só como do preto! E isso não tem discussão: é menos enjoativo, costuma ter menos açúcar e faz menos mal do que os outros. Seja Inverno ou seja Verão, tenho-o sempre no frigorífico. Às carradas. E como-o na igual proporção. O que eu consumo mais é do Continente: é mais barato e não tem açúcar (tem aspartame mas, pasme-se, não sabe mal! — odeio aspartame e dizem que é um veneno da pior espécie, mas marcha que nem ginjas neste chocolate).

E agora vamos lá adoçar ainda mais os sentidos de vossas excelências com um chocolate quentinho…

PS: o Continente foi politicamente correcto e chamou negro ao preto. Estou a falar do chocolate, como é de calcular…

Como consolar um coração triste?

Certamente não é com uma porretada na tola. Ou com um ar de pavão magnânimo. Mas há outras coisas que podem ajudar. Por exemplo, uns bons abracinhos e beijinhos. São de borla! Acompanhar sempre com palavras doces. Aumentam a auto-estima e animam o espírito. Só depois é que podem entrar outro tipo de doçuras. Uns bombons da casa Arcádia (no Porto), um chocolate preto, sem açúcar. Eu tenho sempre no frigorífico. Depois podem vir os colares e as pulseiras da Pedra Dura. Ou um lenço ou uma écharpe. Ok, antes de tudo talvez umas flores. Mas o mais importante são 2 ouvidos bem atentos. É que quando se está triste ou amargurado ninguém gosta de falar para as paredes, nem que elas estejam impecavelmente pintadas.