Welcome home.

A placa da casa é da Homebook.

Já todos nós, pelo menos uma vez na vida, andámos à procura de casa. Ou a ver se nos livramos dela. Ou as duas coisas ao mesmo tempo. E a gaita é que geralmente não sabemos a que porta bater no momento em que nos viramos para o mercado do casario e afins.

Evoluímos bastante desde os tempos imemoriais em que nos abrigávamos em grutas. Mas o princípio é o mesmo: precisamos de um tecto para nos abrigarmos do frio, do vento, da chuva. E, nesse maior aconchego, aposto que a taxa de natalidade começou a aumentar.  Não há nada como o conforto de um bom calor para tirar a roupa e aumentar a prole.

Ok, estou a ser básico. Eu sei, sou homem. Mas não das cavernas. Sei apreciar uma boa casa. Ou ver os defeitos em cada esquina. “Ai o bolor”; “Merda de infiltração”; “Que porra, não se apanha sol neste quarto”. É o que se diz, ou pelo menos é o que se pensa, quando entramos num apartamento gasto pelos anos ou que foi menos abonado na qualidade da sua construção e materiais. Mas, como em tudo, para se ter uma gruta melhor (perdão, casa) há que ter uma carteira mais recheada. Ou um banco mais generoso.

E onde descobrir boas casas? Não digo. Num instante sei que irão bater à porta certa. Welcome!

E agora tomem lá uma casota minimal, sem plástico:

Sul à vista! (muito mais em breve)

Capitã de Mar e Rio.JPG

Capitã de Mar e Rio. Em Sarilhos Pequenos.

Infelizmente tem sobrado pouco tempo para postar aqui qualquer coisita. Tenho andado às casas. Mas arranjaram-se uns dias de férias e lazer por terras do Sul (Azeitão, Barreiro, Setúbal, Estuário do Sado, Comporta, Alcácer do Sal…). Em breve (conto eu), 2 ou 3 posts sobre essas paragens.

Até lá, vai uma receita de tortas de Azeitão?

Sempre em construção.

Ao longo da vida estamos sempre em construção, tentando ter boas infra-estruturas para depois o edifício não abanar quando estiver a crescer. Ou quando tiver terminado, sem medo das borrascas mais intensas. Mas elas acontecem, e por vezes tudo abana. Importa é que a construção fique de pé, tapando-se as rachas e as fissuras que ficaram como provas das intempéries.

Tal como na natureza, também na vida há ventos e ventos. Os que hoje parecem ser adversos amanhã podem ser favoráveis. E vice-versa. Por vezes é tudo uma questão de momento. Mas quase tudo tem a sua lógica mesmo que por vezes se opte com o coração. Ou será o contrário? Primeiro vem o instinto e a seguir é que damos uma lógica a isso? Lá está, é como o vento, como as correntes. Como a vida. Sempre em permanente movimento e (des)construção.

E, como se diz metaforicamente, quando se fecha uma porta, abre-se uma janela. Ou outra porta. É entrar, por favor.

PS: este post teve a participação da Homebook e de dois dos seus imóveis (ver aqui e aqui). As fantásticas fotos são da Sara Ferreira.