Regresso à selva. Perdão, ao Fauna&Flora.

Gosto deste sítio. Já falei dele aqui, neste blog. Tenho lá parado ultimamente. Há uma boa razão para isso (os mais atentos sabem do que estou a falar). Mas, quando se entra, e se olha para a ementa, percebe-se que há muitas mais razões, que dão para todos, sejam vegan ou afins ou não.

Desde a primeira crónica sobre o Fauna&Flora voltei a ir lá mais duas ou três vezes. Gosto das entradas, das sobremesas que também podem ser o prato principal, da quantidade, e até do facto de muita coisa parecer light mas afinal não é…

A única coisa que é realmente light devem ser as plantas que decoram o restaurante/bar/sítio fixe onde se pode estar nas calmas, tal como a suculenta da foto que se mostra em baixo.

Ok, já sabem, quando forem para os lados da Madragoa explorem as ruazinhas deste simpático e popular bairro e já agora aventurem-se na selva. Perdão, no Fauna&Flora.

Planta Suculenta no Fauna e Flora

Planta suculenta no Fauna&Flora. Atenção, é decorativa, não é para comer!

No Fauna&Flora esquece-se a selva urbana.

Estivemos até ao fecho

Marca de Homem ficou no Fauna&Flora até ao fecho da “loja”.

Em Lisboa há cada vez mais sítios onde apetece estar de uma forma cool e descontraída. Pode-se comer e beber sem pressas e com conta, peso e medida. Há sabores e bebidas para todos os gostos e, se a cabeça tiver juízo, não tem de se gastar muito dinheiro.

Vamos entrar num desses lugares? Por exemplo, o Fauna&Flora. Um dia destes a minha namorada, pegando-me na mão, disse: “Anda ver um sítio giro”. E eu fui. Entrei e senti a calma de uma espécie de jardim interior, uma fuga ao frenesim citadino. Mas dessa vez não assentámos arraiais para beber um sumo ou petiscarmos alguma coisa.

Voltei lá há dois dias. Fui pelo meu pé e pelo meu sentido de orientação. Sentei-me na mesa redonda, do lado esquerdo quando se entra, e pedi uma Granola Bowl. Não vou explicar o que é! Vão e provem.

Resolvi retribuir a gentileza da minha namorada. Liguei-lhe e sugeri: “Queres vir ter àquele sítio que me mostraste no outro dia, na Rua da Esperança?” Ela disse que sim. Chegou qual amazona, na sua bicicleta dobrável. Presenteou-me com um dos seus sorrisos francos e luminosos e atirou: “Estou com fome”.

Olhámos para a ementa. A minha cavaleira urbana optou pela fauna. Pediu uma tosta Nord (com base de batata doce), com salmão fumado e ricota, ovos escalfados, rúcula e tomate cherry, e sei lá o que mais. Eu plantei-me na flora e pedi uma tosta Botânica (em pão saloio), com os seguintes ingredientes: cogumelos salteados em base de abacate, também com tomate cherry e rúcula e mais umas sementes de girassol. Enfrascámos dois fantásticos sumos et voilà, foi um jantar de barriga cheia!

Agora já sabem, quando quiserem fugir da selva urbana, vão até à Madragoa e entrem no Fauna&Flora, um sítio 2 em 1: Bar de batidos e sumos – Restaurante de pequenos-almoços e brunches. Ah, a flora é relaxante (as plantas); e a fauna é engraçada (pessoas giras, nacionais e internacionais).

Bon appétit!