Na Mourisca no Sado.

Ou namorisca no Sado. Em termos de fonética é quase a mesma coisa, mas, felizmente, pode juntar-se o útil ao agradável. E namorar também é passear e descobrir sítios novos, fora dos grandes centros.

Nestas férias, um desses sítios foi o Moinho de Maré da Mourisca, na Herdade da Mourisca, perto de Setúbal.

O edifício (o moinho de maré) serve de museu — principalmente com utensílios utilizados na cultura do arroz e na apanha do sal, trabalho árduo, muitas das vezes realizados por mulheres —, de cafetaria (com uma agradável esplanada) e como sala de estar (confortável e com bom gosto).

É um local fantástico para se ter uma noção do Estuário do Sado, sendo também um excelente spot de observação de aves. E há barcos, um bom número deles. Pequenos, uns em bom estado, outros nem por isso. Contingências das leis do rio, da meteorologia e da conservação (ou falta dela).

E agora um vídeo que mete alguma passarada:

Sempre a direito até às tortas de Azeitão.

Em Agosto gozei 5 dias de férias. Pareceram mais, tal como me disse um amigo. Mais vale pouco mas bons do que muitos e chochos. Os dias. De férias.

Num desses dias aproveitei para ir até Azeitão. Acho que nunca tinha lá parado, só mesmo de passagem. A minha doce guia levou-me até às tortas de Azeitão. “Vais comer as melhores”, garantiu-me. “É no Café S. Lourenço“.

O sítio não tem nada de especial, sem pontinha de charme, mas as tortas são boas, admito. A minha namorada explicou-me o porquê, mas confesso que não registei mas acho que tem a ver com o processo de fabrico e com a utilização dos ovos, sei lá bem, estava de férias, não registei tudo…

A vila é bonita e tem lojas e edifícios com muito charme, tal como a Casa Museu (com loja de vinhos) José Maria da Fonseca, só para fazer pirraças à Bacalhôa, que está às bordas da povoação, mas ninguém se chateia porque há lugar para as duas.

E às duas por três, num outro dia, rumámos a outras paragens. Deixo aqui uma foto de aperitivo:

E agora Azeitão em modo drone: