Regresso à selva. Perdão, ao Fauna&Flora.

Gosto deste sítio. Já falei dele aqui, neste blog. Tenho lá parado ultimamente. Há uma boa razão para isso (os mais atentos sabem do que estou a falar). Mas, quando se entra, e se olha para a ementa, percebe-se que há muitas mais razões, que dão para todos, sejam vegan ou afins ou não.

Desde a primeira crónica sobre o Fauna&Flora voltei a ir lá mais duas ou três vezes. Gosto das entradas, das sobremesas que também podem ser o prato principal, da quantidade, e até do facto de muita coisa parecer light mas afinal não é…

A única coisa que é realmente light devem ser as plantas que decoram o restaurante/bar/sítio fixe onde se pode estar nas calmas, tal como a suculenta da foto que se mostra em baixo.

Ok, já sabem, quando forem para os lados da Madragoa explorem as ruazinhas deste simpático e popular bairro e já agora aventurem-se na selva. Perdão, no Fauna&Flora.

Planta Suculenta no Fauna e Flora

Planta suculenta no Fauna&Flora. Atenção, é decorativa, não é para comer!

Entra. No meu coração.

Cruzo o meu olhar com o teu no preciso momento em que me delicio com uma garfada de risotto. Pergunto-me como chegámos até ali. Não estou a falar da forma como chegámos ao restaurante. Isso não importa. O que eu quero dizer é como passámos de um interesse embrulhado em curiosidade até ao ponto em que nos sentamos num local onde a ementa é surpresa, e ainda é surpresa a forma como nos revelamos nos pequenos pormenores. Não podemos nem queremos recuar. Arriscamos. E entramos.

Não sei se fui claro. Aliás, nem quis ser. Mas quando se vai a um restaurante na companhia das pessoas que amamos, que nos conhecem há tempo suficiente para sabermos quem realmente somos, já pouco nos é vedado. Por isso, o nosso pensamento sussurra “Entra”. E, afinal, é tão fácil…

Entra. No restaurante.

É em Marvila (isto soa a déjà vu, eu sei). Mas acho que algumas coisas da minha vida actualmente passam passam por lá. E o que se pode encontrar no Entra? O menu é fixo. Mas muda todas as semanas (ou todos os dias?). Respeitam as intolerâncias alimentares de cada um, por isso podem ficar descansados que há sempre uma ou outra opção na manga. São duas entradas, depois um prato de peixe, e outro de carne. As doses não são grandes mas fica-se muito bem com o que se come. Termina-se com uma sobremesa que é um sortido. E nós somos sortudos: a comida é boa, tem uma bela apresentação e não é cara. O espaço é simpático e acolhedor, dividindo-se por duas salas.

Já lá fui duas vezes. Ao Entra. Sempre em boa companhia, porque estes sítios só são merecedores de boa gente. Da nossa gente. Da gente que se aprecia, que se gosta, que se ama. E, felizmente, tenho gente dessa no meu coração e também outros restaurantes onde nos podemos encontrar e estar. E entrar.

Vamos aos Gordos?

Eu fui. Um amigo fez anos e não recusei o convite. O convite para ir à Taberna dos Gordos celebrar um aniversário, na zona do Príncipe Real. Aqui a ementa é mais variada e pode-se optar pelos petiscos ou então os pratos. Por coincidência foi mais um arroz. Este de marisco. Mas, o mais importante, uma vez mais, foi o grupo de amigos presente. Que fazem os lugares e ainda realçam mais o sabor da comida. Da boa comida, entenda-se.

Vai uma garfada para nos encher o coração? Bom apetite!

Short version in english:

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Um 2018 muito fish!

eb677a_ccb661316ee04e929cd4d2846ded1620_mv2Na passagem do ano quase todos nós temos na cabeça desejos e sonhos que gostaríamos de concretizar nos 365 dias que temos pela frente. Alguns não se concretizam mas a intenção está lá e depois logo se vê.

Portanto aqui vai uma aspiração minha para 2018: fazer uma apreciação (light) de alguns sítios onde vou degustar e comer iguarias e outros acepipes (tal como já fiz neste post).

Ora bem, posto isto, na última noite de 2017, um grupo de amigos e eu juntámo-nos na Peixola, algures na Rua do Alecrim, em Lisboa. Tal como o nome indica, é um restaurante vocacionado para as coisas do mar.

A primeira impressão do local é curiosa e agradável: a maior parte dos lugares é ao balcão, que tem a forma de um peixe estilizado (conclusão minha). O espaço é agradável e despretensioso, destacando-se um peixe de lixo de plástico a navegar na parede, o que dá um ar modernista ao restaurante. Já o wc é apertadinho, o que pode proporcionar um convívio não solicitado entre os clientes…

Quem quiser ficar com uma ideia transversal da oferta dos pratos tem um menu de degustação ao dispor. Mas eu optei por escolher pela carta. E lá fui eu por uma amêijoa, um taco de peixe galo, outro de camarão, uma sopa de peixe excelentemente picante e um tártaro de salmão, tudo muito apetecível e saboroso. Ah, isto a dividir com a minha namorada, porque não quisemos enfardar, nem esvaziar a carteira. Rematámos com um petit gâteau de caramelo com gelado. Como dias antes tinha arrancado um dente do siso, a minha opção de copos era só a água. Mas um dos empregados teve pena de mim e preparou-me um óptimo cocktail sem álcool, com uma base de maracujá, limão e laranja. Estava óptimo!

É um sítio a voltar, ideal para um copo ou dois, com duas ou três sugestões das diversas entradas e acepipes. E aconselho o balcão, até para se ver o frenesim dos empregados (muito novos) mas que, com um despachado profissionalismo, dão conta do recado. Achei que o tempo de espera pelos pratos foi um pouco lento mas como era noite de fim de ano não me incomodou muito, pois não tinha pressa de me meter ao caminho para ver o fogo de artifício.

Ok, e uma vez mais, que tenham um bom 2018, de preferência muito fish, até porque é mais saudável. E tomem lá uma musiquinha a condizer:

Comer na Rua.

 

Quando caminho numa cidade (conhecida ou desconhecida) aquilo que mais me conforta é o cheiro a comida que sai das cozinhas dos restaurantes ou mesmo das carripanas e roulottes de street food. Em cada esquina saliva a boca e aquece e alma. Apetece provar tudo!

Foi precisamente com esse apetite de descoberta que há 2 anos uma grande amiga minha e eu tivemos a ideia de criar um grupo de acesso muito restrito no Facebook, chamado Food Out. O objectivo: ir a restaurantes em pequenos grupos para saborear em delicioso convívio a gastronomia de Lisboa e arredores.

Ao longo deste tempo já temos feito boas descobertas, com dicas dos membros do grupo e de amigos e conhecidos. Mas, mesmo fora do grupo, a exploração alimentar tem enchido as nossas medidas. E foi assim que, há pouco tempo, fomos parar ao Rua, um novo restaurante perto do Príncipe Real.

A inspiração gastronómica vem um pouco dos 4 cantos do mundo, com um menu não muito alongado, mas muito interessante. O conselho que dou é que num grupo de 6 ou mais pessoas se peçam os petiscos para depois serem partilhados por todos. Foi o que fizemos e fizemos muito bem! Asas de galinha picantes, tacos/crepes de polvo e camarão, salada de salmão marinado, e outros acepipes, rodaram pela mesa. Hum e as sobremesas, OMG! Aliás, as sobremesas demoraram um pouco e por isso mesmo fomos contemplados com uma sobremesa extra, à borla! São atenções destas que nos fazem querer voltar mais vezes. Até porque o preço por cabeça nem sequer foi caro dada a quantidade de comida, com vinho, bebidas e sobremesas incluídas (mas é melhor não pôr muito a tónica nisto porque se não os preços em 2018 lá vão eles upa, upa).

Em breve este blog irá falar mais vezes de restaurantes e de comida. Até lá, vão até ao Rua mostrar os dentes e dar umas boas dentadas em belos pedaços de saborosa e colorida comida, ok?

E agora vamos aguçar o apetite com um vídeo:

Aproveito esta ocasião — e dado que estamos na época natalícia — para  mostrar um dos mais de 10 vídeos da Pescanova, com guiões de receitas escritos por mim. Bom apetite e Boas Festas!