A Itália é rainha nas Caldas.

Restaurante Sabores d’Itália. Nas Caldas da Rainha.

Por ocasião de um evento familiar, há uma semana e meia parte da família Barão da Cunha rumou até às Caldas da Rainha. O pretexto não foram as termas, nem a loiça maliciosamente característica.

A razão foi gastronómica e chama-se Sabores d’Itália, talvez um dos melhores restaurantes de inspiração transalpina no território luso.

Senhoras e senhores, o menu.

Não tivemos direito a entradas, por um motivo: o pão, a manteiga e o azeite são muito saborosos e não quisemos encher muito o bandulho antes dos pratos principais.

Eu atirei-me a uma lasanha de camarão e tamboril. O meu pai a um risotto, o meu irmão a uns tortelloni, e a minha mãe e a minha cunhada atacaram de garfo em riste uns gnocchi. Escusado será dizer que os pratos ficaram vazios (bem, a minha cunhada não comeu tudo porque já estava cheia, mas levou o que sobrou dos tortelloni, que, aposto, foram o almoço do meu irmão no dia seguinte).

A refeição foi acompanhada por um bom vinho branco — escolha do meu pai, como não podia deixa de ser — (mas esqueci-me do nome).  E seguiram-se as sobremesas. Só vou falar da minha (infelizmente não provei as outras), mas sei que foi um gelado com moscatel. Mas não me façam muitas perguntas! E não é um desleixo de crónica. Apenas saboreei bons momentos com as pessoas que mais gosto e isso é que é importante (só faltou uma pessoa…). Obviamente que tudo foi ampliado com a qualidade do restaurante, que é um espaço moderno e elegante mas acolhedor.

E, se quiserem saber mais, têm bom remédio: vão até às Caldas, não se metam nas termas, nem na loiça. Falo por mim. Eu apenas fui aos Sabores d’Itália.

Miam, bom apetite!

E agora tomem lá um vídeo com a loiça Bordallo Pinheiro:

Faz todo(s) o(s) sentido(s).

Como se pode celebrar uma ocasião especial? Por exemplo, um ano de solstício enamorado. Ignora-se o evento e é um dia como outro qualquer? Faz-se uma festa de arromba para uma catrefada de amigos? Escreve-se um post muito bonito e lamechas numa rede social mas sem nenhuma emoção especial?

Obviamente que nenhuma das hipóteses acima referidas faz sentido. Já oferecer flores e ir jantar fora a um sítio giro e tranquilo é outra história. Mas nada de arrancar flores no jardim do vizinho ou ir comer a uma cadeia de fast-food! É sinal de pobreza de espírito, com muito pouco sentido, e um bom motivo para nos porem um par de patins…

Desta forma, e já que estou a falar tanto de sentidos, a semana passada quis(emos) festejar um evento muito particular num sítio que me foi generosamente  recomendado. Cascais foi o local escolhido (não vou explicar porquê), no restaurante/bar 5 Sentidos.

É um espaço com classe mas descontraído e com uma decoração acolhedora, por isso não ficamos intimidados ao entrar. A mesa já estava reservada. Abriram-se as hostilidades com um delicioso patê de mexilhão, tostas e pão. Para beber uma incontornável água e dois copos de vinho branco da Casa Ermelinda Freitas. Depois veio uma travessa para resistentes: o fantástico risotto 5 Sentidos, que dava à vontade para 3 ou 4 pessoas. Mas comeu-se tudo, o que deixou estupefacta a senhora que nos serviu! Cheios, mas consolados, dividimos uma sobremesa: uma tarte de limão. O pontapé de saída foi um café e um descafeinado.

Pelo ambiente, pela esplanada no exterior, e pelas salas e recantos no interior, é um restaurante que suavemente satisfaz os sentidos. E no Inverno deve ser delicioso aproveitar o quentinho da lareira (sim, tem!). Ah, os preços não são exorbitantes, o que para uma vila como Cascais até poderá causar alguma surpresa. Faz sentido experimentar este restaurante? Faz todo(s) o(s) sentido(s).

É de acrescentar que tivemos um comité de recepção à nossa espera: um deslumbrante arco-íris, em tarde abafada, de grossos pingos de chuva e de intenso cheiro a terra molhada. Não podia ter sido melhor. Há quem me tenha garantido isso apenas com a doçura de um olhar…

E agora uma receita muito similar ao risotto que comemos:

Very short version in english:

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