Annapurna à la table.

Depois do sal, continuo nas alturas. Lá para os lados dos Himalaias. E com a gastronomia em pano de fundo. Não subi a nenhum cume estratosférico, mas fui até ao Annapurna. Não fiquem com vertigens. É “apenas” um simples e pacato restaurante nepalês, na Rua Angelina Vidal, antes de chegar à Graça e a Sapadores.

Eu não percebo nada da culinária dessa zona do mundo (como se eu percebesse alguma coisa da culinária de outras paragens) mas, por recomendação de uma pessoa conhecida, um dia destes almocei lá. Acho que tanto as entradas como os pratos do menu são o que de mais habitual há neste tipo de restaurantes, mas vamos ao que interessa: a comidinha.

A abrir um papari, que é algo que aprecio bastante, tanto pelo sabor, como pelo estaladiço da coisa. Depois foram mais olhos que barriga: pedi um garlic naan mas veio com 4 grandes fatias. Resultado, comi duas e pedi para embrulhar as restantes para levar. O problema é que as meti na mochila e sempre que a abria soltava-se um inevitável perfume a alho. Adiante…

O prato principal foi frango com lentilhas, com uma molhanga espessa (ai o meu colesterol), devidamente acompanhado com arroz branco. A bebida foi mesmo água, para que nada de etílico escalasse até à minha tola. Ah, e os preços são rasteirinhos, nada de esvaziar a carteira lá nos píncaros.

Como apontamento final, este restaurante não está só. Há uma cordilheira de 3 picos gastronómicos. Um em Arroios, na Av. Almirante Reis, outro em Almada e este, perto da Graça e de Sapadores, como já referi.

Tenham uma boa escalada de apetites. Vão até ao(s) Annapurna(s), de preferência sem mochilas carregadas de garlic naan.

E agora um vídeo sobre o Annapurna original, cortesia dos relógios Rolex: