Jantar de Natal na Quinta.

quinta da leda

Esta é a altura dos almoços e jantares de Natal. Mas, convenhamos, há alguns que são uma seca e outros em que somos obrigados e ir, porque se não estamos (praticamente) despedidos. Depois há os almoços e jantares de família. E esses não queremos por nada deste mundo faltar, a não ser que a nossa unidade familiar seja disfuncional (e há muitas assim). Por último há outros jantares, mais raros porventura, mas que podem ser muito agradáveis ou até inesquecíveis. Nesta categoria cabem as refeições com um núcleo chegado de amigos ou então com alguém que é especial: mulher, marido, namorada, namorado, amante… eu sei lá, a escolha é vossa.

Nessa tal refeição, mais exclusiva, é bom que a comida seja no mínimo aceitável, com algum requinte mas sem formalidades e, de preferência com um bom vinho.

Este ano o meu 1º jantar de Natal foi no restaurante Rua, tal como já falei aqui. O meu 2º jantar de Natal foi ontem (22 de Dezembro) e foi delicioso: um lombo de porco fatiado (comprado no Continente) e com direito a um slow à sobremesa, ao som do disco Os Sobreviventes, de Sérgio Godinho. Confusos? Óptimo. Ah, e o vinho? Foi um magnífico Quinta da Leda 2011, da Casa Ferreirinha. É beber e comprovar…

E agora que venha o 3º jantar natalício, em família, pois claro.

Bom Natal, com muito amor e carinho, com ou sem Quinta da Leda.

In Vino Veritas.

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Para além da cerveja, também sou adepto do vinho. Mas com moderação. Aprendi com o mestre: o meu pai. Já teve uma loja de vinhos (Coisas do Arco do Vinho), que já não existe, mas que foi pioneira e um caso de sucesso na zona da Grande Lisboa. E agora tem um blog muito conceituado: enofilomilitante.blogspot.pt.

coisas_do_arco_do_vinho

Ainda hoje não sei muito bem como se chega à caracterização da complexidade do cheiro, do sabor, da textura. Mas sei apreciar, distinguir o bom do menos bom, tendo sempre como referência algo essencial: o meu gosto.

O vinho tem vida, é orgânico. Cada um tem a sua própria personalidade, os seus traços que se deverão provar em suaves golos, tal como no amor. Nada de fuçanguices! Isso é só para zurrapas ou vinhos tipo light, no tempo quente. E mesmo esses podem ter o seu quê de especial.

A minha região favorita? Douro. Vinhos poderosos, que se mastigam, algo selvagens mas que se deixam aveludar ao nosso palato. Mas deixo aqui uma lista de alguns dos melhores de 2017, de todo o país, pela revista Visão.

Por falar em vinhos, e olhando para o slideshow no topo deste post, está lá uma oferta do meu pai: Quinta da Leda Tinto 2011, da Casa Ferreirinha. Também está um Castello D’Alba Douro 2015, de Rui Roboredo Madeira Vinhos, uma opção em conta mas que acredito ser muito satisfatória.

Deixo para o fim, no referido slideshow, 2 vinhos de Jorge Leonardo (ex-colega de faculdade e actualmente produtor vinícola): Ignorante Dão Tinto Reserva 2014 e Grandalhão Tinto Dão 2013. Ambos foram produzidos pelo enólogo Rui Coutinho.

Ainda não os provei (aliás, ainda não provei nenhum dos 4), mas o Jorge Leonardo sofreu um sério revés: as suas vinhas foram devastados pelos terríveis incêndios de Outubro deste ano. A minha homenagem a ele e aos seus vinhos, para que possam de novo renascer das cinzas.

Saúde!