Olhó lindo blusão de meia estação!

De manhã está fresco, à tarde já se bufa. De manhã há gotas de humidade nos carros, à tarde já se suam as estopinhas (e só agora é que sei o que são as estopinhas!). Com estas variações vê-se logo que estamos na meia estação. Mas o que é isso de meia estação? Metade de frio, metade de quente? Sim, porque cada uma das ditas meias (as estações) também têm ± 90 dias. São completas como as outras.

Ok, chega de meio paleio totalmente da treta! Hoje o que tenho para vos vestir (aliás, mostrar) são blusões de meia estação: dois são da Springfield (foram ambos em saldos, bem baratinhos; lembro que um deles custou apenas 25€ há mais de 5 anos); um é de uma marca italiana — Energie — e foi comprado no Freeport de Alcochete; ou outro é da Benetton e foi-me oferecido (acho eu…) nuns saldos de Verão, algures em Trás-os-Montes.

São óptimas peças de roupa para uma forma de vestir casual (que é mais o meu estilo), funcionais e confortáveis, com aquela elegância aparentemente desleixada mas em que afinal está tudo muito bem estudado…

Estamos na meia estação? Antes não deixem nada pela metade e vistam-se em grande estilo.

E agora tomem lá um vídeo completamente metrossexual:

Camisas de forças ocultas.

“Não julgues um livro pela sua capa”. Esta é uma grande máxima. Ou, como também se diz, “Quem vê caras, não vê corações”. Mas depois há máximas que remetem estas acepções ao mínimo senso comum. Eis uma muito conhecida: “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”. Posso transportar isso para a roupa: “Diz-me quem vestes, dir-te-ei quem és”.

Ora aqui está uma bela mentira! Ok, uma meia verdade, pelo menos. Posso dar o meu exemplo, que vale o que vale.

No Verão, sempre que posso, visto calções, t-shirts ou camisas vistosas, e calço sandálias ou ténis frescos. O que diz isso de mim? Bem, tirem as conclusões por estas camisas. No Inverno tendo a ser mais formal, principalmente nestes últimos anos (sinal de mais idade?, com pullovers mais betinhos e camisas a condizer, tal como as que mostro nas fotos.

(camisas Peter Murray, Cortefiel e Springfield)

Volto ao início: o que é que isso diz de mim? Que sou contraído e formal? Que gosto de ter uma boa aparência? Que me preocupo com o que os outros pensam com o que visto? Que procuro transmitir confiança e credibilidade? E como se reflecte isso nos meus gostos musicais, literários e outros? Se vos disser que gosto de música alternativa, acham que a roupa que visto casa com essa tendência? Ou se vos disser que sou agnóstico e nada dado ao criacionismo, acham que eu deveria vestir outro tipo de farpela?

Haverá forças ocultas que se escondem por trás de uma forma de vestir?

Deixo à vossa consideração as seguintes hipóteses:

  1. Visto t-shirts com caveiras. Serei metaleiro ou simplesmente trabalho em ortopedia?
  2. Visto camisas com flores. Sou jardineiro? Trabalho num horto? Trabalho numa agência funerária mas nas minhas folgas só quero esquecer o preto e o cinzento?
  3. Visto calções com motivos de camuflagem militar. Sou do exército? Trabalho num jardim infantil? Sou guarda florestal? Ou sou antes um palerma de uma ideologia extremista?
  4. Visto saias aos quadrados. Sou escocês? Sou transgénero? Sou excêntrico? Dormi em casa da minha namorada e, não sei como, rasguei as calças e só uma saia é que me serve?

Ok, tirem as vossas conclusões…

Vê o decote.

Tenho uma série de pullovers com decote em V. Dizem que são um bocado à betinho mas não quero saber. São bons para o Inverno, para usar com camisas ou com pólos. Que também são à betinho. O que vale é que sou muito polivalente e ecléctico a vestir. Ok, já não visto nada com caveiras (mas acho que nunca vesti) mas quase sempre ando vestido casualmente, misturando o moderno com o clássico prático.

Cada pullover sua cor. Tenho outros, mas sem o decote em V. Tentei ver qual a origem deste decote mas o que encontrei remete para o erótico feminino. Interessante, não estava nada à espera disso. Pelo menos não conto com essa faceta lúbrica quando visto um pullover deste tipo. Ou de qualquer outro tipo.

Um pullover em V combina com calças de ganga, de veludo, aos quadrados, às ricas (isto se forem pullovers lisos). E vestem-se bem com blazers, parkas, casacos de cabedal ou blusões de ganga. Estão sempre à mão de semear, e se forem de tecidos mais frescos também se vestem na Primavera ou nas noites mais frescas de Verão.

Como se vê, são peças de roupa muito versáteis. Ideais mesmo para quem tem pouca pachorra de se vestir com mais cuidado. É tirar da gaveta e já está!

(fotografia com pullovers Springfield, Dustin (uma marca do El Corte Inglés) e ainda Pedro del Hierro)

Natal, you sock!

O Natal está quase a chegar. É inevitável não tropeçar nesta época festiva. Eu gosto, descansem. Mas deixem-me descalçar uma bota: já gostei mais. Não tenho filhos mas lembro-me quando os meus sobrinhos eram pequeninos e eu fiz de Pai Natal. Pelo menos o mais novo foi na marosca. E valeu a pena para ver o brilho dos olhos dele na altura de abrir as prendas. Não há dinheiro que pague isso.

O Natal está recheado de prendas clássicas. As meias, por exemplo. Quando era mais novo era algo que recebia com um sorriso amarelo, mas não era ingrato porque as minhas avós ofereciam-mas com muito amor e carinho. E isso também não tem preço. E as meias dão muito jeito no tempo frio, confesso. E meias há aos pontapés! Podem ser de marca, das melhorzinhas, tipo Burlington. Ou da Mr. Blue. Mas podem ser mais baratinhas, da Springfield. E quando se vai à procura de meias quentes e não há? Ok, aqui vai uma dica: comprem meias de desportos de neve, de caminhada, ou mesmo de ciclismo (mas das mais grossas). Há na Sportzone e na Decathlon.

Com estas sugestões, as vossas avós, mães, sogras, e até mesmo mulheres e namoradas, não ficam descalças. E vocês ficam com a garantia de passarem um Natal com os pezinhos muito quentinhos.

 

Este post é um grande barrete!

bonés (todos)

Em cima, da esquerda para a direita: Kangol, El Corte Inglés, marca indeterminada, H&M, Springfield, Springfield, Stró, El Corte Inglés, Zara Man. Em baixo, da esquerda para a direita: Hackett, OP (Ocean Pacific), Levi’s.

Por acaso até são vários. E não são barretes. São bóinas e bonés de pala (baseball caps, é mais fino). Eu uso. Tenho de usar. Logo ando mesmo aos bonés. No Verão é porque o sol torra a carola. No Inverno é porque fico com a tola congelada (constipo-me se não usar porque tenho ausência de aconchego capilar na moleirinha), protegendo-a também da chuva. O que mostro nas fotos são apenas bóinas e bonés de Inverno. Também tenho uma razoável colecção de Verão.

Acho que já gostei mais de me ver com esta peça de vestuário. Com o avançar da idade fico mesmo com um ar mais cota. Mas que se lixe. Quero é andar confortável e protegido. E até fico com um certo estilo. Acho, não quero ser presumido.

Garotas, os vossos homens estão a ficar com umas belas entradas? Não gostam de os ver descapotáveis? Ok, uma bóina ou boné pode ser um presente a ter em conta (não recebo nada por esta sugestão!). Desde que eles não torçam o nariz, com medo de enfiarem a carapuça e ficarem mal nas fotos. É dizer que ficam giros e sexys. Se eles não forem nesse argumento acho que correm o risco de apanharem bonés na hora do recreio.

Chapéus há muitos! É experimentar pelo menos um.

Under where?

Quando o que está escondido não se vê, a mente humana faz uma coisa fantástica: imagina. Mas vamos ao que interessa neste post: a roupa interior masculina, mais concretamente a parte de baixo.

Vou já levantar o véu: eu uso boxers. Mas os justos. Aqueles mais largos são desconfortáveis: a “fruta” fica amassada e está toda mais “solta”. Para mim não dá. E depois há uns que abusam das bonecadas e dos desenhos infantis, se bem que é bom ter sentido de humor. Principalmente nas partes ditas “baixas”.

Eu compro barato. Mas é confortável, funcional e até tem um toque divertido. A minha underwear é Springfield, DIM e Uomo Underwear. Mas, convenhamos, está tudo muito bem escondido e agora digam lá se conseguem decorar os nomes das marcas na hora de uma urgência amorosa? Conseguem uma ova!

Have fun…

(produção fotográfica com recurso a uma peça de cristal – acho eu – que pesa como os cornos, mas deu um efeito engraçado)

Vestir a camisa.

5camisas1

Vestir a camisola ou a camisa não é bem a mesma coisa. A camisola ajusta-se ao corpo como uma segunda pele. Já a camisa é mais renitente nesse aspecto mas é mais elegante. E o facto de ter botões possibilita um frenesim maior quando alguém, com a nossa devida autorização, os desaperta.

A maior irritação é que depois de serem lavadas têm de ser passadas a ferro. E isso é das poucas coisa que eu não sei fazer. Nem nunca tentei! Lavo a loiça, limpo o pó, aspiro a casa, lavo e estendo a roupa e até desinfecto a casa de banho de alto a baixo, mas passar a ferro é que não.

Visto mais camisas no Inverno do que no Verão. E actualmente as minhas camisas até são mais “betinhas”. Mas tenho outras que não. Mostro algumas dessas aqui. Duas Springfield, uma Cortefiel, uma Sisley e um exemplar Moschino! Ui, tanto metrossexualismo junto. Mas é só quando o rei faz anos (prefiro a rainha).

Vestir camisas? Sim. Mas é melhor haver quem as saiba despir bem…